A imprensa internacional mostrou ontem, dia 29 de janeiro de 2010, imagens do primeiro vôo do novíssimo caça de 5º geração russo, fabricado pela Sukhoi, conhecida empresa fabricante do Su-27 Flanker e seus derivados. O modelo, fruto do programa PAK FA, não tinha seu desenho revelado, e o que se via na mídia eram desenhos baseados em um fornecido pela fabrica Saturn, que produz os motores do T-50. O aspecto geral é muito similar ao desenho fornecido pela Saturn, porem a frente do T-50 lembra o caça F-35 norte americano.
Há um artigo sobre o PAK FA nesse blog, porém, com a liberação das primeiras fotos e vídeo, mais informações deves ser publicadas nos próximos meses, dando motivo para uma atualização da matéria já publicada.
Aguardem novidades.
ABAIXO PODEMOS VER O VÍDEO DO PRIMEIRO VÔO DO NOVO CAÇA RUSSO.
O novo helicóptero utilitário do exército dos Estados Unidos, conhecido como UH-72 Lakota, deve se tornar um protagonista comum nos campos de batalha muito em breve. A origem desse modelo vem da necessidade do exército do Estados Unidos de um helicóptero leve que pudesse prestar apoio, tanto para as tropas de terra em substituição ao famoso UH-1 Iróquios (conhecido como Sapão no Brasil) e o OH-58C Kiowa, como para os helicópteros de ataque AH-64 Apache, através de uma versão de reconhecimento, que ainda não foi contratada.
O UH-72 entrou em serviço no fim de 2006 e as encomendas atuais dão conta de 178 unidades, porém o exército norte americano pretende comprar 345 Lakotas sendo que a Guarda Nacional está tendo prioridade de recebimento do modelo. A marinha norte-americana também faz uso do modelo, com um pequeno numero de apenas 4 unidades usados para instrução de vôo.
Acima:O UH-72 Lakota é a ultima versão de uma bem sucedida familia de helicópteros civis cujo primeiro modelo é o BO-105.
O UH-72 deriva do modelo civil EC-145 da Eurocopter, líder mundial na produção de helicópteros, e um sucesso comercial no mercado civil. O fato de este helicóptero ser derivado de um modelo civil facilita, em muito, a logística de peças, além de proporcionar maior economia uma vez que as peças são produzidas em grande escala. Embora o Lakota não seja armado, ele pode transportar até 1790 kg de carga em seu compartimento traseiro, onde há uma grande porta de acesso, facilitando muito as operações de carregamento e descarga. O espaço disponível permite transportar 8 soldados ou duas macas além dos médicos. Uma versão armada do Lakota, chamada de EC-645 Armed Scout, foi oferecida para o lugar do helicóptero de reconhecimento OH-58D Kiowa Warrior, porém, nada foi decidido a respeito da aquisição desta versão.
Acima:O modelo EC-635 Armed Scout é a versão armada do UH-72 que poderia ser usado como um excelente substituto do OH-58D Kiowa Warrior para apoio aos AH-64 Apache. Nessa foto podemos ver o EC-635 com 2 mísseis anti-tanque Hellfire e um casulo para foguetes de 70 mm. Notem a torre com o designador de alvos a laser embaixo do helicóptero.
Outra vantagem do Lakota é sua maior velocidade em relação ao modelo UH-1, chegando a 269 km/h. Esse desempenho é proporcionado por dois motores Turbomeca Arriel 1E2 turbohélice que produzem 1476 Hp de potencia juntos. A qualidade e durabilidade dos helicópteros da Eurocopter são bem conhecidas no mercado e o Lakota é um substituto digno do UH-1, um verdadeiro “jeep voador”.
As pás do rotor foram projetadas para serem silenciosas e com vibração reduzida e por isso foram construídos em material compostos avançados que, de quebra, ainda são extremamente resistentes.
Acima:A qualidade de vôo do UH-72 é uma das suas maiores vantagens frente ao antigo UH-1 Iroquios.
Como não poderia deixar de ser o Lakota é compatível com o uso de óculos de visão noturna (NVG), indispensável em atividades a noite ou sob clima desfavorável. Para melhorar a consciência situacional, o painel do Lakota conta com diversos painéis multifunção, como nos caças. E por falar em cabine, a do Lakota é totalmente modular, para se adaptar as necessidades do momento sem ter que reconstruir o helicóptero. Essa característica modular está presente em todos os sistemas militares de ultima geração, desde tanques, armas portáteis até navios e aeronaves de asa fixa. As funções críticas do Lakota, como o sistema hidráulico, elétrico e de controle do motor são redundantes, para melhor segurança da tripulação.
Acima:O painel de controle do UH-72 foi projetado para diminuir a carga de trabalho do piloto através do uso de vários displays multifuncionais.
O Lakota é uma solução sob medida para a necessidade de um helicóptero leve, porém com boa capacidade de transporte e possibilidade de versões armadas. Sua configuração aerodinâmica, somada a hélices com um desenho avançado e um motor com sobra de potência permite uma qualidade de vôo formidável para este novo pássaro do exército norte americano, garantindo o sucesso que costuma ter todos os projetos da Eurocopter.
Acima:Embora o UH-72 não seja uma aeronave de grande porte, ela tem um enorme espaço interno que lhe dá grande flexibilidade no transporte de feridos ou mesmo de tropas e carga.
FICHA TECNICA
Propulsão:2 motores Turbomeca Arriel 1E2 turbohélice com 1476 hp.
Velocidade máxima:269 Km/h.
Velocidade de cruzeiro:246 Km/h.
Alcance:685 km (travessia).
Razão de subida vertical:292,6 m/min.
Teto de serviço:5391 m
Carga:8 soldados equipados; Cargas externas de até 1790 kg.
Armamento:Nenhum (na atual versão).
Acima:O esqui do UH-72 tem se tornado raro nos novos projetos de helicópteros, porém é muito útil em situações táticas de de resgate.
ABAIXO PODEMOS ASSISTIR A UM VÍDEO COM O UH-72.
Fontes: Site Military Today. Site Eurocopter, Site Vectorsite, Site Military Factory, Site Global Security.
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DESCRIÇÃO Notícias recentes publicadas na imprensa especializada tem dado conta do aumento do interesse de muitas forças aéreas por pequenos aviões turbo-helices armados. O atual conceito de guerra assimétrica promovida por ataques pontuais com táticas de guerrilha e terrorismo tem mostrado a necessidade de uma aeronave de combate leve para apoio aéreo aproximado dando cobertura para as tropas em terra. A força aérea dos Estados Unidos e a marinha norte americana iniciaram um estudo objetivando avaliar a aplicação de uma aeronave desse tipo em suas operações de combate no Iraque e Afeganistão. Esses estudos estão sendo executados separadamente por cada força, porém a marinha dos Estados Unidos já tem posse de um Embraer AT-29 Super Tucano desde 2008 para avaliação deste conceito. O programa da marinha é conhecido como “Imminent Fury”. Além da marinha, o avião brasileiro AT-29 Super Tucano, foi fornecido para uma empresa privada de segurança, a Xe (antiga Blackwater), com diversos contratos com o departamento de defesa dos Estados Unidos que iniciou uma avaliação que certamente tem relação com os interesses da força aérea norte americana (USAF). Porém outras empresas se mostraram interessadas em conseguir um contrato com as forças armadas dos Estados Unidos. A Raytheon ofereceu uma versão armada de seu avião de treinamento T-6 Texan, conhecido como AT-6B enquanto uma pequena empresa norte americana, a US Aircraft, ofereceu um avião leve chamado A-67 Dragon. Analisando o desempenho destes aviões é fácil se chegar a conclusão de que o Super Tucano é um avião superior em termos de desempenho (todos os aspectos) e ainda é extremamente avançado. Porém um novo concorrente começa a ameaçar entrar nesse possível contrato. A Boeing company, gigante do mercado aeroespacial, está oferecendo a possibilidade de reabrir a linha de produção do eficiente avião de contra-insurgencia OV-10 Bronco, originalmente projetado pela North American Rockwell que foi adquirida em 1996 pela Boeing Company.
Acima:Este desenho gerado em computador mostra como será o OV-10X. Observem que a hélice tem 5 pás, e não 3 como é comum nas versões anteriores do Bronco. O OV-10 Bronco é um projeto antigo, que teve inicio dos anos 60 com um estudo encomendado pelo departamento de defesa dos Estados Unidos para uma aeronave leve de ataque que pudesse ser usada contra guerrilheiros. Os fuzileiros navais dos Estados Unidos (USMC) foram os primeiros clientes deste bem sucedido projeto. A possível reabertura da linha de montagem traria o modelo para o século 21 com novas e avançadas tecnologias. Essa versão é chamada pela Boeing de OV-10X, e certamente seria uma aeronave mais poderosa para a missão antiguerrilha que o Super Tucano do Brasil, porém, não podemos deixar de considerar, que por se tratar de uma aeronave bimotora e com maiores dimensões, certamente seria mais cara também.
Acima:O modelo OV-10D foi a versão melhor equipada do OV-10 Bronco. Seu desenho é base para a versão OV-10X que a Boeing está oferecendo para o departamento de defesa norte americano. O modelo X do Bronco tem um desenho similar a versão OV-10D, a mais capaz a entrar em serviço e que operou junto ao corpo de fuzileiros navais dos Estados Unidos (USMC). Com um bico mais fino, tanto modelo D quanto o modelo X são equipados, em sua parte inferior, com uma torreta com um sensor FLIR (Visor Infravermelho) Texas Instruments AN/ AAS-37, muito útil para proporcionar busca de alvos camuflados ou navegação noturna e um designador de alvos a laser. Segundo uma brochura fornecida pela Boeing, o Bronco X teria um radar, porém não há, ainda, informação de qual tipo e modelo de radar seria instalado. O Bronco faz uso do sistema de contramedidas infravermelha, contra mísseis guiados a color ALQ-144, muito comum em helicopteros. O sistema permite uma interferencia constante sobre o sistema de designação infravermelha de misseis, diferentemente do sistema de isca Flare, que despista por poucos instantes o sensor do missil.
Acima:O interferidor infravermelho ALQ-144 fornece uma bem vinda proteção contra mísseis guiados por calor. Considerando o perfil de vôo do Bronco, facilmente pode-se constatar que ele seria um alvo fácil para esse tipo de arma. A motorização ainda não foi escolhida, porém a julgar pela estimativa de desempenho muito similar ao do modelo OV-10D, deve-se manter os confiáveis turbo-propulsores Garret T-76 G-420 /421 com 1040 hp cada. A velocidade máxima do Bronco D/X será de 463 km/h e sua autonomia será 2224 km. Uma das grandes vantagens do Bronco é a sua capacidade de operar, tranqüilamente, em pistas extremamente curtas não preparadas ou pistas de terra. Essa qualidade o torna um excelente avião de apoio baseado em pontos avançados do campo de batalha. Para se ter uma idéia, um Bronco consegue decolar da pista de um porta-aviões sem ter que usar a catapulta.
Acima:O desenho inconfundível do Bronco é seu cartão de visita. Esse desenho proporciona uma boa capacidade de "pendurar" cargas externas e ainda manter boa manobrabilidade em baixas velocidades. Na categoria em que o Bronco se enquadra não existe praticamente, concorrente. O avião argentino FMA IA-58 Pucará, também um bimotor, não está em produção, e certamente, não voltará. Aeronaves leves de combate como o AT-29 Super Tucano da Embraer, não podem ser considerados da mesma categoria, pois o Bronco transporta uma carga de combate maior. E é nesse exato ponto, a capacidade de carga, que o Bronco se distancia das outras aeronaves de combate leves. Com uma capacidade de tranporte de 1630 kg de cargas externas, a variedade de armas abrange cabides externos, nas asas, para 4 mísseis anti-tanque AGM-114 Hellfire guiados por laser ou ondas milimétricas, dependendo da versão. Este potente missil possui uma ogiva de carga moldada com 8 kg de explosivos capaz de destruir qualquer carro de combate conhecido a uma distancia de até 8 km. Além de blindados, este missil pode ser usado contra abrigos e edificações. Fazem parte do arsenal do Bronco as famosas bombas guadas a laser da familia Paveway GBU-12, de 227 kg, casulos de foguetes não guiados de 70 mm, bombas MK-82 e MK-81, bombas incendiarias com napalm além de um conjunto de quatro metralhadoras M-60 na versão Bronco D ou 4 metralhadoras pesadas M-3 em calibre 50 (12,7 mm) na ultima versão o Bronco X.
Acima:O cockpit do Bronco tem uma visibilidade espetacular, ideal para a missão que ele cumpre. Porém o painel mostrado nessa foto será substituído por um bem mais moderno, similar ao usado nos caças F-5M da força aérea brasileira.
Um interessante armamento que o Bronco usa desde a sua versão D e continuará a usar na versão X, é a torreta com um canhão giratório de 3 canos em calibre 20 mm modelo M-197, do mesmo modelo usado pelo helicoptero de ataque Bell AH-1W Super Cobra do corpo de fuzileiros navais dos Estados Unidos. A torreta dá mobilidade para o canhão apontar para onde o artilheiro olhar, sendo de extrema valia em combate contra guerrilheiros. Uma opção que foi colocada pela Boeing na versão X é a instalção de um canhão M-230 Chain Gun de 30 mm, do mesmo modelo usado no helicoptero Apache, que permite uma maior capacidade contra carros de combate blindados. O Bronco pode, ainda, ser armado com dois mísseis ar ar ad e curto alcance AIM-9 Sidewuinder, guiado a calor e com alcance de 15 km, dependendo da versão. Mesmo sendo possivel o transporte desta arma, seu uso é bastante raro.
Acima:A capacidade de armamento do Bronco o torna um elemento muito temido pelos inimigos dele. Nessa foto podemos ver uma configuração com mísseis Hellfire, que podem ser transportados em numero de 12. Notem o canhão M-197 de 20 mm no meio da fuselagem.
Caso a Boeing seja solicitada a dar andamento ao desenvolvimento do Bronco X, o Super Tucano da Embraer terá um pareo duro para conseguir emplacar uma encomenda da marinha e da força aérea dos Estados Unidos. Embora seja até inadequado comparar ambos os modelos, a verdade é que para função antiguerrilha, o Bronco X representará uma aeronave mais letal que o Super Tucano nessa missão especifica.
Acima:Este desenho mostra o OV-10D Bronco nas cores do corpo de fuzieliros navais dos Estados Unidos (USMC). FICHA TÉCNICA DE DESEMPENHO Velocidade de cruzeiro: 450 km/h Velocidade máxima: 493 km/h Razão de subida: 810 m/min Fator de carga: +8 Gs Raio de ação/ alcance: 1112 km/ 2224 km (travessia com maximo combustível) Propulsão: 2 motores Garrett T-76 G-420/ 421 com 1040 Hp de potencia cada DIMENSÕES Comprimento: 13,41 m Envergadura: 12,19 m Altura: 4,62 m Peso: 3127 kg (vazio) ARMAMENTO Até 1630 kg de cargas externas. Ar Ar: Míssil AIM-9 Sidewinder
Ar Terra: Mísseis AHM-114 Hellfire, bombas MK-81 de 119 kg, Mk-82 de 227 kg, bombas guiadas a laser GBU-12 de 227 kg, casulos com 19 foguetes de 70 mm, casulo com canhão de 30 mm, e um canhão M-197 de 20mm ou um M-230 de 30 mm.
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