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14 junho 2006

Alenia, Aermacchi e Embraer AMX. Uma grata surpresa nos Balcans.


DESCRIÇÃO
Em 1999 o caça AMX teve seu batismo de fogo sob os céus da Europa sob a operação força aliada empreendida pela OTAN para acabar com a opressão da Servia sobre Kosovo. O AMX apresentou uma disponibilidade, dirante aquela operação, de 99,5%, um fato extremamente positivo, dado, esse, superior aos vistos em outras aéronaves mais "populares" como o F-16, por exemplo. Além disso, o pequeno avião, conseguiu destruir alvos num território relativamente bem defendido, sem ser importunado, e sem nenhuma baixa, e com um nivel de precisão que fez com que o nome deste avião, fosse comemorado pelos Italianos, que até aceleraram a programa de modernização dele, graças ao bom desempenho, fazendo com que o AMX fique em operação naquela força, mais tempo, do que se previa. O AMX foi desenvolvido em 1982 como um avião de ataque e bombardeiro que substituísse na força aérea italiana os velhos Fiat G-91 nas funções de ataque e de reconhecimento. O Brasil já estava precisando de um avião de ataque para ocupar o lugar dos inceficientes Xavantes e acabou por aproveitar a oportunidade de participar do desenvolvimento do AMX com as empresas italianas Alenia e Aermacchi, para adquirir um avião com mais eficiência e que permitiria ao Brasil absorver a tecnologia e o know how na construção de aviões de combate modernos. Obviamente que a empresa brasileira que entrou no programa foi a Embraer, que aproveitou os conhecimentos vindos desse programa de desenvolvimento para melhorar sua capacidade de gerir projetos e de produção de sistemas de vôo e que foram usados no avião comercial EMB 145, o maior sucesso comercial da empresa e o mais vendido avião de transporte regional, na categoria de 50 passageiros.
Acima: Um A-1B da FAB ostentando seu novo padrão de camuflagem, muito mais adequado que a antiga pintura em cinza,considerando que este avião é uma aéronave de ataque.
Existe um mal entendido sobre o AMX que acaba por levar a um preconceito. Esse mal entendido é chamá-lo de “caça”. Podem acreditar... o AMX não é um caça. Ele é um avião de ataque especializado. Ele poderia até participar de um combate aéreo, sim, mas em legítima defesa. O AMX não vai atrás de outros aviões de combate para abatê-los. E uma coisa interessante sobre isso, me veio a lembrança de que o coronel da USAF Neil R Anderson, o primeiro homem a pilotar um F-16, fez um vôo de teste no AMX, e teceu um comentário que considero relevante. Ele disse que o AMX acelera bem e que a baixa altitude, o AMX é mais manobrável que um F-5E. E junte-se a isso, o fato de que em treinamentos ocorridos no Brasil entre a FAB (força aérea brasileira) e a USAF (força aérea dos Estados Unidos), caças F-16 foram abatidos por AMX nessas condições de baixa altitude. Existe um estudo, para se substituir o motor Rolls Royce Spey MK 807 pelo mais potente motor EJ-200 que equipa o Typhoon. Se ocorrer essa mudança, os AMX italianos, serão mais rápidos, potentes, e mais eficazes em situações de combate aéreo, podendo aí, serem chamados de “caças”.
Para a FAB, a incorporação do AMX a seu inventário permitiu uma revolução na sua capacidade de combate. Alguns aviônicos modernos, estavam sendo usados pela primeira vez na FAB, como o HUD (visor acima da cabeça). Esse equipamento foi instalado nos F-5M, na sua modernização. Um sistema CCIP/ CCRP calcula continuamente o ponto inicial e o ponto de lançamento de armas, fazendo com que o AMX atinja as melhores marcas de precisão entre os caças da FAB. Este sistema, também, estava sendo usado na FAB pela primeira vez. Embora os AMX italianos usem um radar, de telemetria EL/M 20001 B, os modelos destinados ao Brasil não contavam com este equipamento. Na verdade, alguns itens que foram montados nos AMX italianos, tornaram a versão deles mais capaz. O Brasil, sentiu a defasagem dos sistemas do AMX, ou A-1, como é designado pela FAB, e preparou um programa de modernização bem amplo que usará muitos dos sistemas empregados na modernização já em andamento, do F-5M.
Entre os itens mais importantes, porém diferente do usado no novo F-5M, será o radar Mectron SCP-1 Scipio, (abaixo e a direita) que é o primeiro radar multímodo embarcado, fabricado no Brasil,
e que dará ao AMX, uma maior capacidade de ataque e de combate aéreo, no caso de ele ter que se defender. O alcance do radar Scipio contra um alvo aéreo de 5 m2, é de 32 Km, contra um alvo de superfície, com 100 m2, é de 80 Km. Esse radar opera em 6 modos, sendo eles: mapeamento do terreno; indicador de alvos terrestres; Evitamento de terreno; Telemetria ar-solo e ar ar; Busca marítima; e modo look down/ look up. O HUD já em uso no AMX será substituído por um mais moderno. Outro item importante que será incorporado ao AMX é a uso do capacete com HMD israelense DASH 4, que trará o AMX para a atual geração em termos de táticas de combate modernas. Pelo capacete, o piloto controlará os sensores dos mísseis e terá dados de navegação, similares ao que se tem normalmente pelo HUD, porém com a flexibilidade de se poder tirar a visão do quadrante frontal sem perder essas informações. Também, deve, se instalar o mesmo radio Rohde & Schwarz M3AR (Serie 6000), adquiridos para o F-5M e para o AT-29, dando ao A-1M, capacidade de transmissão e recepção de dados via data link.
No que se refere ao armamento, voltamos a mencionar aqui, a superioridade do AMX italiano, que, além de homologado para uso de armas inteligentes como bombas GBU-16 guiadas a laser e bombas guiadas a IR Opher israelenses, é também equipado com mísseis ar ar na ponta das asas. Mais recentemente, um programa de atualização do AMX italiano, está integrando as bombas JDAM guiadas por GPS, aos aviões deles. Muitos de vocês podem pensar: “Mas o A-1 da FAB também usa mísseis ar ar.” Por incrível que pareça, isso é um engano. Os trilhos estão lá, mas não são preparados para o lançamento de mísseis. As vezes, podemos ver, mísseis montados nas asas de um AMX A-1 da FAB, mas não são armas reais. Por tanto, conclui-se que os A-1 da FAB, são equipados, apenas, com bombas burras e lançadores de foguetes. Na FAB, os A-1, são equipados, também, com 2 canhões DEFA 554 de 30 mm, que podem ser usados para destruir blindados leves e e combates aéreos. Já o Italiano foi equipado com um canhão GE M-61 A1 de 20 mm com 6 canos giratórios. Na época da montagem do AMX esse equipamento foi vetado pelo governo americano para ser fornecido ao Brasil. Na modernização, já aprovada do A-1 da FAB para o padrão A-1M, serão instalados os lançadores de mísseis nas pontas das asas, assim como serão instalados os sistemas necessários para se operar bombas e mísseis inteligentes no modelo A-1M. Não se tem decidido, qual serão essas armas inteligentes, mas pode-se deduzir que, pelo menos, a bomba Opher guiada a IR, seja uma forte candidata para nossos A-1M. O novo míssil anti-radar MAR-1 em desenvolvimento, será também integrado ao A-1M.
Acima: Um A-1 A da FAB em uma passagem rápida em baixa altitude. Apos a modernização, estes aviões ganharão uma nova vida dentro do atual campo de batalha moderno.
Uma outra melhoria, conseqüente da instalação do radar multímodo Scipio, é a possibilidade de se lançar mísseis antinavio do A-1M. Essa melhoria será, sem dúvidas, muito significativa para a capacidade da FAB. Hoje a única capacidade de ataque aéreo antinavio disponível nas forças brasileiras são representadas pela combinação do míssil AM-39 Exocet e o seu vetor de lançamento, os helicópteros SH-3 Sea King e pelos mísseis Sea Skua, lançados pelos super Lynks da marinha brasileira. O desempenho do AMX é típico de aeronaves de ataque leve, sendo sua velocidade 1160 km/h, e sua velocidade de cruzeiro, 950 km/h. Essas velocidades são conseguidas com o uso do motor Rolls Royce RB 168-MK-807, que rende 4907 Kg de empuxo seco, já que esse motor não usa a pós-combustão, para evitar um alto consumo de combustível. Existem estudos sobre a viabilidade de se substituir o motor do AMX, e além do EJ-200 mencionado no início desta matéria, o GE F-404, já foi estudado também. Eu, pessoalmente, acho interessante o EJ-200, por ser um motor europeu, e portanto, fora da influência americana de vetar o fornecimento de componentes, e, também, porque este motor, com a pós-combustão poderia elevar o nível do desempenho do AMX, de forma notável, aumentando sua flexibilidade.
A manobrabilidade do AMX é boa, principalmente em baixa altitude, e ele é capaz de puxar até 8 Gs, em manobra. As asas possuem muitos dispositivos de sustentação, que permitem um melhor desempenho acrobático. Para um país como o Brasil, o desenvolvimento do AMX, embora caro, permitiu muitas vantagens em termos de qualificação das empresas nacionais envolvidas, direta e indiretamente, na qualificação de mão de obra para esse segmento de produção de aviões de combate a jato, além de uma importante melhoria na capacidade de ataque estratégico no teatro de operações da América Do Sul. A substituição definitiva do AMX está atualmente prevista para 2020, em que se poderá optar pela construção de um caça multifuncional supersônico para além de ocupar o lugar do AMX A-1M, substituir o F-5M. Seria uma boa oportunidade para o Brasil desenvolver o seu primeiro avião de combate supersônico. Tecnologia, esta, ainda não disponivel nas industrias brasieliras.

FICHA TÉCNICA
Velocidade máxima:
1160 Km/h
Velocidade de cruzeiro: 950 Km/h
Razão de subida: 3124 m/min
Potência: 0.69
Fator de carga: 8, -3 Gs
Taxa de giro: 15º/seg
Teto de serviço: 13000 m
Alcance: 889 Km(Hi lo Hi)/ 3336 km (Translado)
Motor: Um motor Rolls-Royce Spey Mark 807 com 4900 kg de empuxo
DIMENSÕES
Comprimento: 13,55m
Envergadura: 9.97m
Altura: 4,55m
Peso: (vazio): 6700 Kg
ARMAMENTO (Após a modernização):
Ar Ar: Míssil MAA-1 piranha, Míssil A-Darter.
Ar Terra: Mísseis AGM-65 maverick, Bombas Mk82/83/84, e lançadores de foguetes, Bombas guiadas IR Opher, GBU-12/16/24 guiadas a laser, Mísseis antinavio Harpoon, AM-39 Exocet, e RBS-15.
Interno: (Italiano) 1 canhão M61 de seis canos calibre 20 mm; (brasileiro) 2 canhões DEFA-554 de 30 mm.Carga externa máxima: 3800 Kg
PARA VER UM VIDEO DO AMX (A1) DA FAB EM BOMBARDEIRO CLIQUE NO LINK ABAIXO:

72 comentários:

abaetee disse...

Em um forum de assuntos militares (www.alide.com.br), é constestada essa história do AMX ter enfrentado e ganho dos F-16 da Guarda Nacional.
Se puder citar as fontes.
Seria bom.

Leandro disse...

Prezado Carlos, a quantas andam a modernização dos AMX`s brasileiros? A modernidade empregada nos A-1 pode ser adotada nos A-4 da Marinha?
Existe alguma aeronave hoje no mundo capaz de substituir os AMX na FAB?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Leandro. A modernização do primeiro A-1, já começou e deverá ser entregue para testes no ano que vem ou final deste ano. Porémnão gosto muito desse programa pois acredito que o AMX seja uma aéronave ultyrapassada para operar em ambientes de média e alta intensidade. O) F-16, JAS-39 Gripen, FC-1 (chines) seriam bons aviões para substituilo hoje. O A-4 pode sim receber modernização equivalente ao usado no A-1 ou mesmo no F-5, mas também desgosto dessa idéia pois o A-4 é completamente obsoleto e incapaz de atividades d defesa aérea.
Abraços

Aguinaldo disse...

O AMX sofreu o descaso do governo desde Sarney, Gostaria de saber se há alguma novidade no rearmamento da força aérea.

Abraços.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Aguinaldo.
Além dos F-5EM moderniazados e da chegada dos F-5E/F da Jordanoia, ainda não há nada de concreto e novo na FAB Ainda teremos que ficar no aguardo do anuncio do vencedor do FX e da compra de helicopteros de ataque.
Abraços

Bad disse...

Olha Carlos.

Gostaria que mim tirasse uma duvida,? em um caso de querra entre o Brasil e o Clile e Venezuela simultaneamente. sabemos que o Brasil constroi unicamente o AMX nacionalmente qual e a capacidade da industria Brasileira de produção, e quantos AMX serião necessario para a querra ja que sabesso que iriamos lutar contra 44 F-16 e 24 Su-30 simultaneamente...

vlw...

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Bad. Veja que os AMX não estão mais em produção e seria muito caro reabvrir essa linha de produção. Além disso, como é mensionado nessa matéria, o AMX não é um caça. Ele é um avião de ataque especialisado sendo que os exemplares brasileiros não são capazes de lançar misseis ar ar da ponta das asas, sendo que todas as fotos que se viu até agora de misseis nas pontas das asas dos modelos brasileiros eram apenas demonstração. A modernização do AMX resolverá essa pendência. Em uma guerra como essa, estariamos em uma desvantagem muito séria e o AMX não poderia atacar seus alvos sem escolta que seria feita por caças leves F-5M e Mirages 2000, aeronaves inferiories aos modelos citados. A industria brasileira tem capacidade de fornecer as peças aqui fabricadas, porém cabe lebrar que a maioria das peças criticas dos modelos AMX são importadas.
Abraço

Wilson disse...

Olá carlos...

Gostaria de saber se o motor do AMX vai ser trocado após a modernização?

abraço☺

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Wilson. O motor do AMX não será trocado. O custo desse tipo de modificação é absurdamente alto e não valeria a pena, já que o AMX deverá ser substituido até 2020.
Abraços

Nelson disse...

acredito ser desnecessária essa modernização, pois trata-se de um avião defasado tecnicamente e pouco eficaz, seu desenho não é muito aerodinamico. Não seria mais eficaz comprar uns 20 SU-27 usados da rússia e modernizá-los com avionicos israelenses??? teríamos um alcançe maior, capacidade de carga igualmente maior, capacidade de vooo infinitamente maior e consequentemente uma capacidade de dissuasão também superior a um custo apenas um pouco acima do utilizado nessa modernização dos AMX? além de estreitar um pouco mais as relações comerciais com a rússia que são muito vantajosas para o brasil.

wallace alexandre missola disse...

Concordo com o comentário do Nelson, além do mais, dentre as aeronaves concorrentes para uma modernização de nossa força aérea o SU-27 seria, talvez, o melhor avião e com custo inferior ao dos outros apresentados.

Osasco .22 disse...

Oi Carlos, blz?

Gosataria de saber na sua opnião se o AMX depois da modernização seria melhor que o A10 na caça de blindados?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Osasco 22. O AMX não será melhor que o A-10 contra blindados. O A-10 tem características muito especificas quer o tornam um avião imbativel nessa missão.
Abraços

J.A. disse...

Oi Carlos, meu nome é Afonso, primeiramente gostária de parabeniza-lo pelo blog.
Eu gostária de saber se a modernização do AMX irá torná-lo um bom caça anti-tanque.
Até sua Substituição.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Ola J.A. Obrigado!
A modernização do AMX visa melhorar sua eficacia como plataforma de armas e assim tornalo um vetor ainda válido para o cenário do século 21. Na verdade, o AMX brasileiro não transporta armas que sejam anti tanque. Porém o AMX italiano é compatível com o míssil maverik o qual ele transporta até 4 unidades. Depois da modernização do AMX brasileiro, este será capaz de empregar armas guiadas a laser e assim poder bombardear com mais precisão.
Abraços

Murilo disse...

Não sei se verdade, mas vi em algum lugar q na modernização dos A-4 da MB os SkyHawk receberão RADAR Elta 2032, capacidade de lançar armas anti-navio, bombas guiadas, além do já certo DataLink...aí deu curiosidade em comparar com o A-1M da FAB, q me parece ter funções similares..

Gostaria de saber se na sua opinião os SkyHawks modernizados - levando em conta as suposições acima - vão conseguir desempenho similar aos A-1M da FAB em sua tarefa de lançamento de armas contra alvos em terra ou mar? ou ainda vão ser piores? ou vão ser melhores?

E nos combates ar-ar, quem levaria a melhor apenas com a utilização de mísseis de curta distância(já q não se sabe se os A-4 poderão vir a operar mísseis BVR) os A-4 modernizados ou os A-1M?

Vlw, Carlos!
Parabéns pelo Blog.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Murilo. Obrigado!!!
OA-4 modernizado deve receber o mesmo radar do F-5M (Grifo). Se houver mudança pelo radar Elta, será um elemento novo que não estava previsto. O A-4 é um avião mais agil que o AMX (muito mais agil), e por isso considero ele superior na arena ar ar. Porém o AMX é e continuará sendo um avião de ataque superior contra alvos terrestres e ainda, depois da modernização, ganhará capacidade antinavio.

Murilo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Murilo disse...

Eu sempre achei que o A-4 parecia meio "pesadão" para manobrar, mas depois de pesquisar um pouco fiquei sabendo que ele é mais leve do q eu pensava... e agora vc disse que ele é muito mais ágil que o A-1. Só para ter uma idéia, o q seria a agilidade q vc fala? Manobrabilidade? Aceleração para se recuperar de manobras?

Com que caça a "agilidade" do SkyHawk pode ser comparada? Vc acha q o A-4 modernizado também levaria vantagem pela sua agilidade contra o F-5M em um combate de curta distância, sem o uso da capacidade BVR do F-5M?

Vlw, Carlos.
Até logo.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Murilo. O A-4 é o avião com taxa de rolamento mais rápida do mundo. nem o F-16 iguala (embora chegue perto). O A-4, com essa característica, fornecida pelos seus grandes ailerons e suas asas em delta, permitem que, rapidamente ele mude de curso. Isso é agilidade para mim. O A-1 é ruim em taxa de rolamento, porém é melhor que um F-5E em manobrabilidade em baixas altitudes. O F-5E é mais agil e manobravel a grandes altitudes que o A-1 AMX, e A-4.
Abraços.

fakesmurilogs disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Murilo disse...

Olá, Carlos.
Decidi juntar minhas dúvidas sobre a MB e mandar em de uma vez só(até msm pq o post fala é do A-1) ... segura aê(kkkkkk):
Já se sabe se na modernização o VF-1 receberá capacidade de combate BVR? Seria significativo se os A-4 atuassem com mísseis BVR em conjunto com os S-2T, ou ainda não seria grande coisa qnd se compara com caças mais capazes na América do Sul?
Vc acha q com a modernização dos 12 A-4, aquisição dos S-2T e os reparos e aperfeiçoamentos feitos no A-12, a MB irá retomar as atividades com as asas fixas de forma mais intensificada, voando mais, treinando mais e assim aumentando a operacionalidade? Seria o passo inicial para o aperfeiçoamento da doutrina para futuras aquisições?

Vlw, Carlos. Obrigado pela atenção.
Até mais!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Murilo.
A modernização do A-4 será nos moldes da modernização do F-5M. Portanto, ele deverá ser capaz de lançar misseis BVR. Porém o radar com antena muito pequena promoverá um alcance sofrivel e não dárá uma capacidade de combate BVR de qualidade ao pequeno e velho AF-1 (A-4K.
A modernização dos A-4, aquisição do S-2 e modernização do A-12 tornará a capacitação do pessoal da marinha, porém a capacidade, real de combate, só será válida com a aquisição de aeronaves de combate de tecnologia mais recente e de melhor desempenho.
Abraços

Wilson disse...

Olá carlos!!!

Qual caça tem mais chances de substituir o amx, o F-16 Block 60 ou o gripen C/D ou NG?

Abraço e feliz natal pra vc e toda sua família!!!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Wilson.
Existe uma expectativa dentro da Força Aerea Brasileira, de que, o vencedor do programa FX-2, substitua os AMX a partir de 2020. Eu, particularmente, não acho que isso ocorrerá, mas vamos esperar para ver. Como avião de ataque o F-16E Block 60 é um modelo superior.
Um feliz natal e um ótimo 2010 para você e sua familia também
Abraços

Marcio disse...

Olá Carlos
Faz algum tempo no jornal "O ESTADO DE S.PAULO" uma materia do jornalista Roberto Godoy, onde o mesmo disse que caças AMX atacaram um grupo das FARC com bombas incendiárias, vc tem alguma noticia a respeito disso?
ABS

Anderson disse...

Olá Carlos
Gostaria de saber se o AMX italiano pode lançar misseis BVR e, se depois da modernizaçao, o A-1M terá essa capacidade.
Já que o alcance do radar da Mectron me pareceu pouco.
Obrigado

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Anderson.
O AMX italiano não transporta mísseis ar ar BVR. Seu único míssil ar ar é o modelo AIM-9L de fabricação norte americana e que representa um míssil de curto alcance de terceira geração.
Depois da modernização, nossos AMX terão a mesma capacidade ar ar dos AMX italianos, porém nosso missil ar ar é o Poranha e em breve será o A- darter.
Abraços

laerciochiapinotto disse...

Olá Marcos!!
Gosto muito de acompanhar todas as novidades sobre o nosso A-1. Porém fico triste ao ver uma grande quantidade dos aviões da FAB fora de serviço/sucateados. Principalmente os AMX. O que tem sido feito para melhorar os indices de disponibilidade de nossos aviões??
Abraço
Laércio

Wilson disse...

Olá Carlos.
Tenho duvidas sobre as bombas guiadas como a AASM, LIZARD, SMKB e Scalp-EG. Em relação ao controle, as guiadas a laser/IIR e tbm os misseis como Brimstone ou AGM-65G são guiadas obrigatoriamente por casulos como o litening, ou existem outros sistemas dos caças que a guiem? E no caso das guiadas por gps/ins ou ins como AASM, JDAM, SMBK, SCALP-EG, qual é o sistema que guia elas?

Abraço, Parabéns pelo excelente blog e desculpas pelas perguntas complicadas!!! Flw.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Wilson. O Scalpe [é um missil de cruzeiro que tem as coordenadas do alvo pr[e carregadas em seu sistema de posicionamento. É um "senhor míssil". Já a SMKB, AASM dependem de uso de um sistema de GPS para passar estas coordenadas. Algumas destas armas, tem versões com guiamento final por laser, e nestes caso, sim, seria necessário ter um pod como o Litening. O AGM -65 tem versões guiadas a laser (que precisam sim de um sistema de iluminação externo como o Litening ) ou um sistema de iluminação em terra, fornecido por tropas com um designador de alvos laser, muito usado pelos americanos, porém, outras versões dele, são guiadas por TV ou Infravermelho, dispensando estes elementos externos para sua guiagem.
Abraços

Wilson disse...

Então quer dizer que uma bomba guiada a laser depende de um pod como o litening, e bombas guiadas por infra-vermelho são guiadas pelos proprios sistemas dos caças?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Wilson. Na verdade, bombas guiadas por sistema de TV e IR são guiadas pelos sensores nelas montado, de forma que o avião as lança e depois se afasta.
Abraços

Wilson disse...

Olá Carlos!!!

Digamos que existam 2 amx indo atacar uma bas, no qual, 1 esta equipado com o litening e o outro exclusivamente com bombas guiadas a laser. O amx que porta o litening pode guiar as bombas do outro amx por meio de troca de dados?

Abraço!!!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Wilson. na verdade, as bombas guiadas a laser, simplesmente enxergariam o ponto de iluminação laser apontado pelo outro caça e o seguiriam. Não haveria uma troca de dados.... e sim, uma iluminação de um, e a visualização das bombas do outro. Um sistema comum de ataque implica uma situação onde caças lançam as bombas guiadas a laser, sendo que o dispositivo de iluminação que aponta para o alvo, fica em terra com alguns soldados a frente do campo de batalha, que indicam ao caça, qual alvo deve ser atacado.
Abraços

geudice disse...

Carlos,não sei se voce concorda comigo.
Acho que a melhor escolha será o Gripen NG para substituir todas as aeronaves que a FAB e o governo insistem em modernizar.
Dizem que já estão preparando a versão naval.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Geodice.
Hoje eu considero o Gripen NG a melhor escolha para a FAB entre os modelos do FX-2. Sempre defendi o Rafale, pois ele, efetivamente, é o caça de melhor desempenho da concorrência. Mas seu elevado custo e o fato de todos os modelos da concorrência serem de 4º geração e já existir 4 modelos de 5º geração sendo que um já está em serviço.
Abraços

ser_zanini disse...

parabéns pela matéiria,eu fui militar da FAB e na base que servi tem 2 esquadrões 1/10 e 3/10 gav de amx (na verdade o nome correto é A1 amx era o nome do prototipo em teste na época de sua fabricação).vc falou que A1 não tem capacidede de lançar misseis ar-ar das pontas das asas, munca ouvi falar disso na FAB sendo que na base onde servi havia varia caixas no esquadrão material belíco de misseis ar-ar, mas nunca vi voar com eles só em esposição. Mas quando o seu Evo Morales resolveu invadir a Petrobras na Bolivia foi colocado 2 A1 armados com bombas e misseis ar-ar de pontidão para atacar os bolivar só estavam esperando a ordem os pilotos .Eu sei que o A1 não possui gerador para dar partida necessita de uma fonte externa para dar partida por isso não pode tirar alerta(interceptação)na pregunta do abetee do A1 ganhado do F16 é verdadeira eu conheci o piloto foi em 1997 em uma manobra entre FAB e a USAF na base em que servi.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Ola Ser zanini. O brigado pela congratulação. Minhas fontes de dentro da FAb já confirmaram que o AMX (A-1 sob a denominação da FAB)só poderá lançar misseis da ponta das asas depois da modernização pois os aviões foram recebidos sem o cabiamento para instalação destas armas.

(OBS) eu sabia do caso da Bolivia. Soube na mesma noite em que os aviões foram preparados. Todos os militares de folga foram chamados pára voltar a base, também.
Abraços

Wilson disse...

Olá carlos!!!
Como funciona esse sistema de fonte externa para a partida? Os caças da fab mesmo depois de modernizados (F-5m/A-1M/ Mirage 2000/ A-29) dependem todos desse sistema para decolar? pois li em u post anterior que os amx nao podem tirar prontidão?

Obg!!!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Wilson. Eu desconhecia a resposta de sua pergunta e consultei colegas de um forum de discussão do qual participo. Eles me informaram que o F-5M e o AT-29 tem um dispositivo chamado APU (auxiliary power Unit) que faz a ignição de dentro do avião. Os outros caças usam um dispositivo externo para acionar as turbinas.
Abraços

robert disse...

Ola moro em santa maria rs
E aqui tem base aerea e tem os amx a1 e vou direto la e ja vi os a1 dcolando com misseis ar-ar nas assas ele.
E o que vc acha sobre o programa fx3 que inclui os sukhoi t50 pak-fa da russia e o lockHeed martin f-35 lightnng 2 dos eua valeu abraco

robert disse...

Desculpa mas n cuido com os erros de portugues

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Ola Robert. Os misseis nas pontas das asas são lastros... S[o depois da modernização poderão usar misseis reais. Não há FX3 no Brasil. Na Coreia do Sul existe um programa com este nome e estes concorrentes.
Abraços

robert disse...

O fx2 foi cancelado em 18 de janeiro de 2011 pela presidente Dilma e eu vi no site Defesa br que ela iria criar o fx3 com aquelas aeronaves que citei antes valeu abracosss

robert disse...

E os amx daqui j foram modificados e agora sao chamados de amx ra1.
Procura na internet o esquadrao poker e tambem centauro da base aerea de santa maria veleu abracos...

robert disse...

Me add no msn ai.
Seu1945@hotmail.com

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Robert. Ou o Defesa BR errou na informação ou a interpretação do texto deles foi feita equivocadamente. O FX não foi cancelado e sim suspenso, o que é diferente. Sua retomada ocorrerá noprimeiro trimestre de 2012 (quando deversá ser tomada a decisão). Tenho um amigo que trabalha no ministerio da defesa do qual converso todoso s dias e estou bem por dentro desse programa.
O Caso dos RA-1, versão reconhecimento do AMX, eu deconhecia o caso dos misseis das pontas das asas estarem ativos e efetivamente, pronto para uso. Minha informação disse que o cabeamento não havia sido instalado.
Abraços

robert disse...

Valeu pela informacao.
Sou amigo de um piooto de um ra1 e ele me disse q ele tinha a capacidade de lanssar misseis ar ar.valeu vabracoss...

robert disse...

Ola Carlos.
Caso haja alguma modificasao bo fx2 me avisa.
Valeu
Abracos

renan_tko disse...

ola ...
acho que seria legal uma materia sobre a modernização do AMX , nao seria ?!
Parabens pelo Blog

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Renan. Vou pensar a respeito. Vou esperar sair mais informações sobre o que, na verdade, trocaram nele, para ver se vale a pena escrever sobre isso.
Abraços

Osasco .22 disse...

Eae, blz?

Se governo tivesse adquirido uns 126 mono posto e 48 amx-t, seriam bons substitutos do f-5 e Xavante na funçao caça-tatico e treinador avançado?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Osasco.
O AMX é um avião de ataque, não um caça. De forma alguma ele substitui o F-5 como um caça tático. A AMX-T seria um interessante avião de treinamento mas com custo operacional muito alto, devido ao fato de sua turbina estar fora de linha.
Abraços

Osasco .22 disse...

Eae, blz?

Caso o super vespão ganhe o fX-2, Seria interessante para a FAB e EMBRAER juntas da Boeing criarem uma versão nova do AMX com re-motorização (F-414) sem pôs-combustão( se não alcançar o super cruzeiro vai ser péssimo) mais melhorias nos taylores ( re-desenhados, semelhante ao F-20) e um cockpit novo ( se possível um igual ao SH) valeria a pena para o Brasil e algum pais do 3º mundo ( Africa e America Central)?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Osasco..
Certamente que não seria interessante. O projeto do modelo é antigo e uma reengenharia nele seria muito caro, de forma a compensar mais investir em outro caça já pronto no mercado, como o F-16, que mesmo antigo, tem muito mais capacidade.
Abraços

Osasco .22 disse...

Usar o MECTRON MAR-1 contra um navio seria uma boa ideia?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Usar um MAR-1contra um navio seria uma solução para dificultar ou destruir a capacidade de vigilancia do navio inimigo. Poderia ser feito, mas o resultado afetaria exclusivamente os radares do alvo.

ue disse...

Ola Carlos , tenho uma pegunta , eu estava vendo novidade sobre a alenia aenautica e vi uma verção do c-27j epartan airgun ship , essa integração de armas em um avião desse porte deve ser cara , seria possiver no kc-390, ou não daria pelo o seu porte . abraços

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Ue.
Com certeza o KC 390 pode ser usado daquela forma sim. A vantagem dele é justamente o maior tamanho que permite transportar muito mais armas, como o AC-130.
Abraços

Osasco .22 disse...

Se há FAB tivesse optado por uma versão dele super sônico, equipa-lo com uma turbina Allison TF41 seria bom?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Não, pois como a própria Spey, é uma turbina fora de linha. O Motor F-404 sem pos combustão chegou a ser cogitado, mas abandonado por causa do custo de integração, adaptação, etc.

fabio saydeles disse...

o amx que eu tenho informação hoje é incapaz de lançar misseis e que não tem a cabeamento para tal foi uma opção para baratear o avião na compra e que talvez agora no padrão A1M talvez seja contemplado com essa capacidade se M de modernização não for M de meia, como tudo aqui se faz como marinha gasta uma fortuna em 12 aviões com 60 anos só falta o eb moderniza o veteranos FAl.

Mateus S. Souza disse...

Olá. Meu 1º post... Sou admirador da aviação militar, mas meu entendimento é modesto... Há anos se fala da boa capacidade do AMX em realizar ataques terrestres. Porque não criaram uma versão naval deste avião para para substituir os A4 da MB?? Opção da Embraer, da MB ou isso era mesmo inviável? Porquê? ABÇS

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Mateus.
Quando a marinha do Brasil foi autorizada a usar aeronaves de asa fixa, os AMX já estavam fora de produção. Forta esse detalhe, o desenvolvimento de uma versão naval dele seria absurdamente caro e arriscado. Certamente que o Brasil teria que desenvolver sozinho essa versão poi a Itália, nossa parceira não tinha, também, interesse numa versão assim.
Abraços

Mateus S. disse...

Duas dúvidas:
1 - Estive lendo sobre a história do AMX na internet e achei na página da própria Embraer um resumo dizendo que ele é uma avião de "caça e ataque". Não estaria errado visto que o AMX é tido como um avião de ataque e reconhecimento?
2 - Outro que achei que me intrigou foi o Xavante. A página do MUSAL apresenta ele também como caça, embora eu soubesse que cumpria funções de ataque e treinamento, além de reconhecimento.Está correto?

No caso do Xavante sei que ele operou no lugar dos Mirage III por alguns meses então ele pode cumprir função de interceptador...

Obrigado.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Mateus.
Você está perfeitamente correto nas duas colocações. A pagina da Embraer está "enchendo linguiça" dosa seus produtos. O AMX só recebeu radar agora, e o Xavante é um avião de treinamento, bem limitado, diga-se de passagem.
Abraços

josias diogo disse...

carlos a embraer poderia desevolve um caça de superiodade aeri

Carlos E. S. Junior disse...

Poderia, mas a um elevado custo pois a embraer nunca produziu uma aeronave supersônica.

Adriano Alves disse...

Olá Carlos,

venho acompanhando as matérias deste blog e dos outros dois, Terrestre e Naval, suas matérias enriquecem em conhecimento e são fontes de pesquisa certa para qualquer um que queira saber algo relacionado com equipamentos militares.

O que me deixou triste em relação ao AMX foi a não aprovação por parte do governo dos Estados Unidos a venda de 8 aviões a Venezuela. Isso teria dado um incentivo a outros possíveis vendas. Agora os aviões de treinamento avançado italiano e russo estão ganhando espaço e fechando contratos que poderiam ter a presença do AMX-T.
Uma pena!

Fiz uma pequena montagem com minha miniatura do AMX e fotos de aviões reais. Gostaria de sua permissão para compartilhar aqui com seus leitores.

http://www.maquinasdecombate.com.br/2013/06/embraer-a1-amx-miniatura.html

Abraço.

Carlos E. S. Junior disse...

Olá Adriano. Obrigado pelas palavras!
Abraços

CESAR DA EVEN disse...

CESAR DA EVEN
Sr Carlos,você sabia do projeto do AMX para a marinha do Brasil,quera saber de mais informações sobre esse projeto.
2º ponto você sabia que os 1ºAMX vieram sem radar e sem armamento isso procede ou era só boato