A Índia é um país que muito tem se preocupado com assuntos de defesa por causa de sua rivalidade com o Paquistão gerada por causa da região da Caxemira. Porá causa disso, a Índia, possui uma industria de defesa voltada, principalmente, para fornecer equipamentos para suas forças armadas. O primeiro caça da Índia foi o HAL (Hindustan Aeronautics) HF-24 Marut. Porém esse avião, embora manobrável, era pouco potente, e acabou forçando a Índia a ter que comprar muitos caças estrangeiros para guarnecer suas fileiras de defesa aérea. Por isso os russos, tem na Índia, um dos seus maiores clientes. A França é outro país que já lucrou bastante com a Índia, vendendo seus Mirage 2000.
Acima: O tejas de produção em uma manobra durante apresentação ao publico. Os controles FBW do tejas permitem uma manobrabilidade respeitavel.
A Índia resolveu em 1985 que deveria desenvolver um caça leve que substituísse os antigos Mig-21, que além de pouco eficazes, eram pouco confiáveis, e muitos pilotos morreram e ainda morrem voando este pequeno avião. A India tinha decidido que não se compraria um avião estrangeiro para esse objetivo e com a ajuda dos Estados Unidos, que forcecram o motor e o sistema de voo, começou a desenvolver o programa LCA (light combat aircraft) que posteriormente foi renomeado de “Tejas”.
Acima: Aqui temos uma maquete de Tejas biposto. Uma versão navalisada deste jato está sendo projetada para uso em porta aviões. (Foto: Luiz Carlos Padilha)
O Tejas é o menor caça leve multifuncional do mundo. Ele foi projetado para alta manobrabilidade e velocidade máxima de 1800 km/h, que é atingida com o uso de um motor General Electric F-404 com 8000 Kg de empuxo, que é uma versão do motor usado nos caças F/A-18 A/C. O protótipo do Tejas voou pela primeira vez em janeiro de 2001. O uso do motor americano foi necessário na medida em que o motor definitivo planejado, um Kaveri GTX- 35VS com 10000 kg de empuxo com pós combustão, de produção local, estar com seu desenvolvimento atrasado e com problemas apresentados em testes. A Índia já encomendou 40 caças motorizados com o F-404 americano. E o governo já avisou que se não for superado os problemas com o desenvolvimento do motor indiano, serão comprados mais Tejas com o motor F-404.

Acima: Como se pode ver nessa foto do cockpit do Tejas, a industria aéronautica da India incorporou nesse moderno caça, uma cabine com os melhores recursos disponiveis nomercado para facilitar a vida do piloto.
Os sensores são sempre uma preocupação fundamental quando se desenvolve um caça multifuncional, e o Tejas pode ser equipado com vários tipos de radares como por exemplo o radar israelense Elta EL-2032 ou o radar americano AN/APG 67. Porém o radar que será usado pelos Tejas da força aérea da India será um radar multímodo (MMR) de pulso Doppler de banda X, HS 748, de produção local, com um alcance estimado de 100 km para alvos aéreos voando alto e com capacidade de rastrear 10 alvos simultaneamente. Porém deve-se notar que os dados deste radar, são sigilosos e por isso pouco precisos. O tejas possui um sistema de contramedidas desenvolvido pela Advanced Systems Integration and Evaluation Organisation (ASIEO) de Bangalore, que inclui um sistema de alerta radar (RWR), alerta laser e um sistema de alerta para aproximação de míssil. O avião é, ainda, equipado com lançadores de chaffs e flares para iludir mísseis que o ataquem. O sistema de vôo é do tipo fly by wire (FBW) quadruplex desenvolvido nos Estados Unidos pela Lockheed Martin e o Tejas é equipado com um sistema de troca de dados via data link, o que permite a recepção e transmissão de dados da missão em tempo real de forma segura.
Acima: O radar desenvovido na India é o HS 748 que faz parte do conjunto de sistemas desenvolvidos pela moderna industria aeronautica indiana.
O armamento do Tejas é extremamente variado dado a seu barramento de dados ser do padrão MIL-STD 1553 B. Pode-se adaptar armamento de diversas origens, permitindo uma liberdade para escolher a procedência e tipos e armas a serem integrados ao Tejas. O avião possui um canhão de cano duplo de procedência russa GSh-23 de 23 mm que dispara 50 tiros por segundo. Os mísseis ar ar serão o russo Vympel R-73, com capacidade “fora da visada” e o míssil Astra, que é um desenvolvimento indiano de um míssil de médio alcance e de guiagem ativa baseado no moderno míssil russo R-77. Para ataque a alvos terrestres serão usados bombas guiadas a laser, foguetes e bombas “burras”.
Acima: Um Tejas já pintado nas cores da força aérea da India. Pode-se notar um missil R-73, uma bomba de queda livre e um tanque externo sob a asa.
FICHA TÉCNICA
Velocidade de cruzeiro: 1000 km/h
Velocidade de cruzeiro: 1000 km/h
Velocidade máxima: 1800 km/h
Razão de subida: 13000 m/mim
Potência: 0.97
Taxa de giro: 20º/s
Raio de ação: 725 km
Alcance do radar: 100 km
Fator de carga: 9,-3,5 Gs
Empuxo: 8000 Kgf
DIMENSÕES
Comprimento: 13,2 m
Envergadura: 8,2 m
Altura: 4,40 m
Peso: 5450 kg
ARMAMENTO
Ar Ar: Míssil R-73, Míssil Astra;
Razão de subida: 13000 m/mim
Potência: 0.97
Taxa de giro: 20º/s
Raio de ação: 725 km
Alcance do radar: 100 km
Fator de carga: 9,-3,5 Gs
Empuxo: 8000 Kgf
DIMENSÕES
Comprimento: 13,2 m
Envergadura: 8,2 m
Altura: 4,40 m
Peso: 5450 kg
ARMAMENTO
Ar Ar: Míssil R-73, Míssil Astra;
Ar terra: Bombas guiadas a laser, foguetes e bombas de queda livre.
Interno: Um canhão GSh-23 de 23 mm
ABAIXO UM VIDEO DOS PRIMEIROS VOOS DO TEJAS.



8 comentários:
carlos a india teve algum apoio para de outro pais para desenvolver esse caca?
io q falta para a nosssa embraer desenvolver o primeiro caca ?
qual tecnologia q a falta?
t+
A India teve algum apoio sim, porém de diversas fontes...um pouco da França, Um pouco dos EUA (O motor é americano, nos protótipos). O Brasil não tem intenção de gastar o valor elevadissomo de um desenvolvimento de caça de nova geração. Fora isso a Embraer ainda não tem nenhum avião com tecnologia para vôos supersonicos. Para haver interesse nesse tipo de desenvolvimente deve haver demanda de mercado para isso, e como o governo não libera verbas para isso, então deveremos esperar para que, no mercado de aviação civil haja demanda para um supersonico para que a Embraer tenha uma justificativa de potencial comercial para desenvolver aeronaves supersonicas.
Abraços
Carlos esse motor F404 que os EUA forneceram para a Índia, eles forneceriam também para o Brasil?
Ou eles continuam com o mesmo pensamento de plano Marshal para os inimigos e para o Brasil banana.
Olá Carlos AMP. Sim os norte americanos fornecem sim este motor, tanto que o caça F/A-18E Super Hornet está sendo oferecido com uma versão mais potente do motor F-404 para o Brasil e ele é um dos finalistas do FX-2
Abraços
Não seria interessante para a Embraer se unir à esta empresa indiana e começar a produção deste caça sobre liceçna da mesma maneira que foi feito na época do Xavante?
Olá Mauricio. penso que não. O modelo tem tecnologia de 4º geração e o que o mercado estará recebendo em pouco tempo serão os caças de 5º geração.
Abraços
pelo que estou vendo, não teremos caça algum. poderiamos adquirir este avião com equipamento judeu, fora o míssil BVR pois parece que o ASTRA é superior ao DERBY. o motor pode ser do Eurofighter.
Olá Isamu.
Este caça é muito interessante mesmo. Porém penso que sua capacidade se assemelha a dos F-16A MLU de segunda mão que por usa vez seria mais baratos e teriam garantia de peças por muito mais tempo de vida a grande quantidade de aeronaves fabricadas.
Abraços
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