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10 Junho 2006

LOCKHEED MARTIN/ KAI T-50 GOLDEN EAGLE. Um marco para industria aéronautica sul coreana.


DESCRIÇÃO
O KAI T-50 é resultado de um programa sul coreano para desenvolver um substituto para seus antigos treinadores T-33 e T-37. Os requisitos para este novo treinador, incluíam a necessidade de que ele fosse supersônico, ágil e que servisse de base para um caça de ataque leve, que posteriormente passou a se chamar A-50. O T-50 faz parte de uma nova geração de treinadores, que como o MAKO europeu, possui um desempenho muito similar a de um caça de primeira linha, e dado à sua tecnologia o torna um avião de conversão perfeito para futuros pilotos de caças. A origem de sua agilidade vem de sua estabilidade artificial, proporcionada por controles “fly by wire”, que fazem milhares de ajustes por segundo para manter o avião em vôo estável, de forma que se o T-50 perdesse seus computadores de vôo, o piloto não conseguiria voar com o avião.

Acima: O primeiro protótipo do T-50 foi pintado com cores bem vistosas. O modelo traz uma aérodinamica bastante favoravel a manobrabilidade e agilidade.
A KAI , com apoio da Lockheed Martim dos Estados Unidos, projetou o T-50, certamente, baseado no modelo do F-16 Fighting Falcon, de forma que o T-50, se parece com um F-16 menor, e com duas entradas de ar ao invés de uma como no caça americano. Na cabine do piloto existe um controle HOTAS (vários controles do avião podem ser acionados no manche, fazendo com que o piloto não tenha que tirar a mão dele para ativar outras funções), há também três displays de cristal liquido, multifunção e um HUD. É um painel de 4º geração, e que permite uma grande diminuição das tarefas do piloto. O T-50 é equipado, ainda, com um radar AN/APG-67 da Lockheed Martim System, que possui um alcance de 90 Km.

Acima: O protótipo do A-50 faz o taxi na pista para mais um vôo de testes. Notem o desenho da cauda bastante parecido com a do F-16.
A propulsão está por conta de um motor General Electric F-404-GE-402 do mesmo tipo que equipa os caças F/A-18C/D da marinha dos Estados Unidos, e que consegue 9000 Kg de empuxo. Além disso, o T-50, terá uma versão de combate, que é denominada A-50, que será compatível com armas de todos os gêneros, como mísseis Maverick, para ataque terrestre, mísseis AIM-9 sidewinder para auto defesa e combate aéreo, bombas guiadas por laser, IR, TV, e posteriormente até por GPS. O radar AN/APG-67 permite que o T-50 seja armado com misseis de médio alcance como o AIM-120 Amraam, já em uso pela Corea do Sul dando um poder de fogo ainda maior a este pequeno jato supersonico.

Acima: Aqui podemos ver um dos primeiros protótipos do A-50, versão de ataque do T-50 voando em formação com 2 F-5E da força aérea sul coreana.
Por essas capacidades, o T-50, e sua variante de ataque, são considerados como sucessor natural dos caças F-5 em uso pela Corea Do Sul por causa das similaridades de peso e capacidade de carga, porém o T-50 é mais ágil, potente e tem uma autonomia maior. Uma versão de caça, monoposto, foi proposta, mas ainda não se tem uma idéia se vai ou não ser construída. Recentemente um oficial da Força aérea brasileira, esteve em visita na Coréia do Sul para conhecer este avião, e saber sobre a versão de caça, que , caso fosse construída, poderia ser usada pelo Brasil em substituição de seus F-5M.
Acima: Um desenho mostrando as 3 vistas do T-50 expõe a simplicidade de sua aerodinamica.

FICHA TÉCNICA
Velocidade máxima: 1550 Km/h
Velocidade de cruzeiro: 900 Km/h
Razão de subida: 10056 m/min
Potência: 0.88
Fator de carga: 8, -3 Gs
Taxa de giro: 19º/seg
Teto de serviço: 14800 m
Alcance: 1120 Km/ 2240 Km
DIMENSÕES
Comprimento: 12,80 m
Envergadura: 9,10 m
Altura: 4 m
Peso: (vazio): 6263 Kg
ARMAMENTO
Ar Ar: Mísseis AIM 9 Sidewinder, AIM-120 Amraam.
Ar Terra: Mísseis AGM-65 maverick, Bombas guiadas a IR e a laser (versão A-50), Bombas Mk82/83/84, e lançadores de foguetes.
Interno: 1 canhão M61 de seis canos calibre 20 mm

ABAIXO TEMOS UM VIDEO DO T-50.

14 comentários:

eric disse...

Olá Carlos..
Gostei muito das suas reportagens sobre os aviões de treinamento avançado...gostaria que vc fizesse uma sobre o ALX Super Tucano. Acho que é uma aeronave muito importante para nossa FAB, preparando melhor os futuros pilotos de caça do Brasil... até mais

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Eric. Fico contente que tenha gostado das reportagens sobre os aviões de treinamento. Sua sugestão é a mesma de alguns leitores do blog que já pediram uma matéria sobre o Super Tucano. A proxima materia deste blog será sobre o SU-35BM Super Flanker e depois deverei escrever sobre o Super Tucano.
Abraços

Wilson disse...

Além dos misseis AIM-120 e AIM-9,
o A-50 pode ser armado com outros misseis ar-ar?e quais são os ar-terra além do AGM-65?


abraço

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Wilson. Como o A-50 é uma aéronave com forte influencia ocidental, seu baramento é amigavelpara equipamentos ocidentais, facilitando a integração de praticamente qualquer arm disponivel na Europa e EUA. Não há mais armas ar terra integradas por enquanto nele, mas iso não será um problema quando se decidir integrar.
Abraço

Wilson disse...

Ele çpode ser armado com misseis Israelences?
como o Python 4/5 e Derby?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Misseis israelenses podem ser integrados a esse avião com certeza, porém ainda não foram, sendo necessário que alguém pague por essa integração.
Abraços

Paulo disse...

Sr Carlos, parabéns pelo blog!
O Sr. já mostrou diversos treinadores (mako, golden eagle, Aermachi) e muitos cogitaram substituir o AMX por um deles, até o F5.
Mas o Brasil precisa de caças de alto desempenho, assim o FX-FX2 apresenta candidatos SU35BM, Gripen, Rafale, Eurofighter e Fs.
Mantendo a filofosia de uma caça de superioridade aerea (mirage/F5) e um para ataque ao solo (AMX) que hoje vemos, qual serião as melhores escolhas para cada situação? (Na hipótese de ser adequado manter tal filosofia).
Ou seria melhor um para tudo?
Mas os multiroles não ficam naquela velha estória de "fazer tudo mais ou menos"? Há um vetor multiplo que faça tudo de forma superior aos aviões especializados?
Nesse caso, [excluído o f35, pelo custo, e o F22 (por motivos óbvios)], o que seria EFETIVAMENTE melhor, em termos de desempenho, armamento e futuro se a escolha fosse por um único avião?
Desde já, muito obrigado.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Paulo. Obrigado pelo elogio.
Tudo indica que o Brasil usará jatos F-5FM como treinadores e conversão para os caças de maior desempenho que virão pelo prgrama FX. Os caças de 4º geração possuem um capacidade muito superior aos primeiros caças multifunção. Veja, por exemplo, o rafale. Ele tem desempenho muito bom de combate aéreo e ainda é um feróz atacante contra alvos terrestres. Além dos avionicos avançados, o armamento de ultima geração tem contribuido muito para o sucesso dos aviões multifunção nesse inicio de século. Armas mais inteligentes permitem aeronaves mais flexiveis.
Abraços

Wilson disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Wilson.
Uma comitiva da FAB foi à Coréia do Sul para conhecer este avião e ficaram muito impressionados. Mas não houve maior interesse na aquisição deste excelente aviaõ, provavelmente por causa de limitações orçamentárias.
Abraços

José Ozorio Costa disse...

Olá Carlos!
Parabéns pelo excelente blog.
Gostaria de saber sua opinião. Este ótimo treinador Golden Eagle não poderia substituir a atual frota de AMX do Brasil? Nós teriamos uma aéronave de ataque e de treinamento por um preço que não é dos mais elevados. Quem sabe poderia ser feito até uma parceria com a Coreia do Sul para a fabricação deles aqui em nosso país. Indo mais longe poderia até mesmo se pensar em integrar o radar Grifo-E (AESA) nele, bem como um leque maior de armamentos ar-solo.
Acredito que seria uma ótima pedida para o Brasil este investimento.
E no mais gostaria de sugerir uma matéria. Gostaria muito de conhecer mais sobre as aéronaves AEW&C, especialmente sobre o E-3 Sentry e o A-50 Mainstay.
Novamente elogios ao blog.

Abraço

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá José. Fico muito feliz com suas gentis palavras.
O T-50 tem uma capacidade de transporte de armamento limitada para um eventual sucessor do AMX. Por isso considero ele inadequado. Como treinador, ele pode ser considerado caro,o que é até normal visto que ele é supersônico.
Abraços

Victor disse...

1- A FAB poderia adquirir unidades de F5 desmobilizadas da KAF, aproveitando sua substituição pelos T-50?
2- Se participacemos do projeto do A-50, estaríamos capacitados a fabricar um caça leve supersônico? Essa talvez fosse uma solução tampão interessante, entraríamos na fbricação de caças leves para adquirir a tecnologia de aeronaves supersônicas e em seguida ao invés do FX buscaríamos um programa de aeronave de 5ª geração.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Victor.
A disponibilidade destes futuros F-5E coreanos é algo que até poderia ser interessante, porém é conhecido o fato de queos F-5 coreanos voaram muitas horas e com grande esforço estrutural, pois eles treinam bem. O A-50 poderia ter sido um bom atalho para o aprendizado do Brasil de como se desenvolver uma celula supersônica, mas o avião em si é excessivamente limitado, como o próprio F-5 também é. penso que se não pudermos finalizar o programa FX, então que compremos Gripéns C usados ou Mirages 2000-9 dos Emirados Arabes Unidos. Caças F-16c de segunda mão seriam válidos também. Abraços