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20 julho 2006

AVIÕES DE CAÇA. O mercado esquenta.

Acima: Dois modernos Typhoon ll. Este caça tem tido um bom sucesso comercial com encomendas de varias nações.
MERCADO
PAÍSES DA OTAN
(tratado do atlântico norte)
Atualmente, estamos testemunhando um novo período de modernizações e atualizações de muitas forças aéreas do mundo. As principais forças aéreas do planeta estão analisando se compram novos aviões de combate ou se modernizam seus esquadrões. Nações mais ricas e engajadas em uma postura de defesa mais agressiva, como os Estados Unidos, França ,Inglaterra, Alemanha, Espanha e Itália, por exemplo, estão substituindo seus aviões de combate por caças de nova geração. Essas novas aquisições implicam em um investimento alto de dinheiro, na medida em que a elevado grau de sofisticação dessa nova geração de caças, aumentou, muito o valor de aquisição, embora, teoricamente, o valor de manutenção destes novos caça, seja mais barato que a geração anterior.

Acima: O F-22A Raptor, embora seja o mais letal avião de combate de nova geração, ainda é um equipamento caro. A própria força aérea norte americana, tão rica quando se trata de recursos disponiveis nas verbas de defesa, tem tido uma grande dificuldade em manter um número adequado de encomendas deste caça.
Caças como o avançadíssimo Lockheed Martin F-22 A Raptor, chega a custar de U$ 250 a 300 milhões de dólares a unidade. Para efeitos de comparação, um F-16C Block 50, custa em torno de U$ 50 milhões de dólares a unidade. Com um valor tão elevado, o F-22 A teve sua intenção de compra reduzido de 750 unidades, previstos nos tempos da guerra fria, para 180 unidades hoje. A USAF (Força Aérea dos Estados Unidos) considera que seriam necessárias 380 unidades do F-22 para poder executar suas tarefas de defesa e superioridade aérea contra as ameaças aéreas deste novo século. Além disso o valor do F-22, dificulta em muito, a compra por alguma força aérea interessada que ainda tem que enfrentar a deterioração das capacidades do avião, que o governo americano colocam porque eles não vendem o avião com todas as capacidades que seus caças possuem.
Essas dificuldades, acabam por facilitar a venda de caças produzidos em outras nações que além de serem mais baratos não estão sujeitas à degradação de suas capacidades por motivos políticos. Um caça com recente sucesso no mercado internacional, é o Eurofighter Typhoon ll, fabricado pelo consórcio europeu, formado pela Inglaterra, Alemanha, Itália e Espanha. Com um valor na ordem de U$ 130 milhões de dólares, embora não se possa ser considerado um avião barato, ainda é, bem mais acessível que o americano F-22. O Typhoon conta com 600 encomendas firmes e isso deverá tornar o avião mais barato para aquisição e manutenção futuramente.
Acima: Um Rafale M naval decola para uma demonstração de voo durante uma feira aérea. O alto custo da manutenção dos equipamentos franceses e a influência política norte americana tem representado obstáculos a sua exportação.
A França é outro país que optou por adquirir um novo caça. A Dassaut Aviation desenvolveu o Rafale, um caça com capacidades similares ao Typhoon ll comentado acima. Trata-se de um caça que substituirá o Mirage lll, Sepecat Jaguar, Mirage 5, Mirage F-1 e o Mirage lV P de ataque estratégico. Embora não se comente muito, é bem provável que depois de 2015 os Mirage 2000, sejam também substituídos pelo Rafale. O caça francês, tem um valor de U$ 110 milhões de dólares a unidade, e embora seja mais acessível que os Typhoon, sua manutenção é cara, como era de se esperar de um produto francês, sendo que isso tem dificultado as vendas do Rafale no mercado internacional. O Rafele teve duas derrotas que considero importante. A primeira foi na concorrência do FX da Coréia do Sul, onde o Boeing F-15K (versão do F-15E) saiu vencedor contra o caça francês. Essa concorrência teve um desfecho fortemente influenciado por motivos políticos, pois o F-15K, embora tenha um bom desempenho, é uma aeronave menos manobrável e com pouca capacidade se ser modernizada, pois trata-se de um projeto de mais de 30 anos e que está no máximo de seu potencial de crescimento. Mais recentemente, o Rafale perdeu a concorrência para o fornecimento de caças para a real força aérea saudita que acabou assinando uma encomenda de 48 caças Typhoon ll, inicialmente, com opção por mais 24, sendo que se pode chegar a 200 unidades. Esse foi o pior golpe contra o Rafale, até agora. É interessante notar que hoje o país mais provável de adquirir o Rafale, é o Brasil, que estreitou os laços, com os franceses, quando adquiriu 12 Mirage 2000 para ocupar, temporariamente, o espaço deixado pela aposentadoria dos cansados Mirages lll em dezembro de 2005. A Força Aérea Brasileira, pretende usar por poucos anos este caça, de forma que em 2010 compre um novo caça de nova geração.
Acima: O mais novo caça da Lockheed americana, o F-35 Lightning ll, é objeto de um contrato que pode chegar a U$ 300 Bilhões de dolares, sendo o maior programa de desenvolvimento de um caça de toda a história. Embora muitas nações participem do consórcio para desenvolvimento dele, problemas relacionados a transferência de tecnologia tem atrasado e até provocado um mal estar nas relações dos paises envolvidos como os Estados Unidos.
Mas voltando a falar de países europeus, estes, em sua maioria, estão participando do programa de desenvolvimento do novo caça F-35 Ligthning ll dos Estados Unidos, que é fruto do programa JSF, para substituir caças como o F-16, F-18, Harrier e A-10. Muitas nações européias como Noruega, Dinamarca, Holanda e Bélgica usam hoje caças F-16 A modernizados para o padrão MLU. Esses caças terão que ser substituídos e o governo americano, agiu de forma estratégica oferecendo participação no programa do F-35, que além de diluir os custos de desenvolvimento, também, amarra, a um contrato garantindo que os clientes do F-16, continuem a depender de industrias americanas para se defenderem.
Porém, problemas ligados à liberação de tecnologia de invisibilidade e o código fonte do F-35 têm abalado a credibilidade do negócio de participação destas nações neste avião. Dinamarca e Noruega já estão recebendo ofertas de uma versão mais avançada do pequeno Saab JAS-39 Gripen, que por enquanto é chamado de Gripen N. A Grécia, outro grande importador de caças, usa grande quantidade de F-16 além dos Mirages 2000, e está sendo assediada pela Inglaterra para comprar Typhoons para substituir seus caças atuais. O concorrente poderia ser o F-35, mas com a mentalidade que está se estabelecendo no velho continente, os americanos terão que ser mais flexíveis se quiserem continuar lucrando naquele mercado, como lucraram até agora.
Acima: O JAS-39 Gripen é um dos mais leves caças de nova geração que está disponivel para o mercado internacional. Nações como Africa do Sul, Hungria e República Tcheca, já compraram este formidavel caça suéco.
RÚSSIA, CHINA, ÍNDIA
O mercado oriental tem mostrado a existência de um triangulo, no mercado de defesa, formado pela a Rússia, China e Índia. Os russos são o fornecedor principal nesse mercado com dois produtos. Um deles é o caça
Mig-29 Fulcrum com suas versões atuais SMT com alcance aumentado e a versão com vetoração total de empuxo MIG-29 OVT, também chamado de MIG-35. A versão navalisada do Fulcrum, conhecido como Mig-29K, teve uma encomenda de 16 unidades para ser usado no novo porta aviões indiano Vikramaditya. O Mig-29, no geral tem muitas dificuldades no mercado internacional por causa de seu irmão maior, o poderoso Sukhoi Su-27 Flanker e suas versões avançadas. O Flanker é um super caça de longo alcance que conta com um aliado tão poderoso quanto o avião em si: O preço.
Acima. Um Su-30 MKI Super Flanker "posa" para uma bela tomada aérea. Este caça, com suas capacidades extraordinárias, tem um preço extremamente competitivo, lhe garantindo um bom sucesso comercial. Ele representa um dos mais capazes caças já construido, sendo o F-22A americano o unico oponente que pode anular seu poder de fogo.
O Flanker custa menos que o caça leve F-16 dos Estados Unidos, sem as restrições tão comum nas relações comerciais de produtos de defesa dos Estados Unidos com seus clientes. Por causa disso o Flanker está sendo selecionado em muitas concorrências de fornecimento de caças novos para forças aéreas de todos os tamanhos. Desde a poderosa China que usa centenas de caças desse tipo, até a pobre força aérea vietnamita que usa este poderoso caça na defesa aérea de seu país. Índia e China produzem o Flanker sob licença permitindo uma transferência de tecnologia que também joga a seu favor no mercado onde os países querem o maior nível de independência possível para não ficar a mercê da maré política que muda a todo instante.
AMÉRICA DO SUL
Na América do Sul, as forças armadas sempre foram pouco equipadas devido a problemas
financeiros e uma certa magoa política por causa de muitos regimes militares terem causado graves problemas na sociedade dos países que estiveram sob tal regime e que cederam à democracia posteriormente colocando muitos políticos, antes caçados pelos militares, no poder. Só muito recentemente que se pode observar uma movimentação para modernização e ampliação do poder bélico da região. O Chile pode ser considerado o percussor deste movimento, que em fevereiro de 2002 firmou um acordo com o governo dos Estados Unidos para o fornecimento de 10 células do modelo Lockheed Martin F-16C/D Block 52 (a direita), do qual 6 unidades já foram entregues a força aérea chilena. Este avião, é o mais avançado caça em operação no continente. Além desses caças, o Chile comprou, de segunda mão, mais 18 caças F-16A MLU holandeses, que se somarão a seus 10 F16C novos.
Em junho de 2006, o presidente da Venezuela, Hugo Chaves, anunciou que seu país estava em negociação com a Rússia para a venda de 24 super caças Sukhoi Su-30 Super Flankers, sendo que as primeiras 4 aeronaves foram entregues em dezembro de 2006. Esse caça é o mais poderoso caça já operado por uma força aérea sul americana. Ainda existem fortes rumores de que a Venezuela esteja negociando aviões de ataque Sukhoi Su-25 Frogfoot para serem usados no lugar dos AMX-T que a brasileira Embraer forneceria se não tivesse sofrido embargos dos Estados Unidos ao fornecimento de equipamentos americanos a aquela força aérea já que, as relações entre Washington e Caracas estão estremecidas por causa do populismo de Hugo Chaves.
Acima: Um Mirage 2000 C inicia uma curva a baixa altura. Embora ele não seja uma aéronave de ultima geração, ele melhora a capacidade de combate da FAB, em relação ao periodo em que se operou o Mirage lll.
O Brasil está acordando atrasado para a necessidade de se reequipar e modernizar. O atraso em se tomar medidas para esse objetivo fizeram que a Força Aérea Brasileira (FAB), ficasse sucateada e perdesse o seu poder de combate. Com a desativação dos Mirage lll, conhecidos localmente como F-103, em dezembro de 2005, e o cancelamento da concorrência do FX, que visava a aquisição de um novo caça para substituir os Mirages lll, a FAB acabou sendo obrigada a fazer uma compra as pressas, de 12 caças Mirage 2000 C/ B de segunda mão, usados pela força aérea francesa. Embora, não se possa negar que o Mirage 2000 C seja infinitamente superior em capacidade de combate ao Mirage III, a aquisição destes aviões é, ainda, uma medida transitória.
A FAB pretende adquirir um caça de 4º geração em 2010, com ou sem licitação, sendo que o mais cotado é o moderno caça Rafale da Dassault. Se essa compra se concretizar, a FAB estará sendo equipada com um dos mais modernos aviões de combate do mundo.
Outras nações como o Peru, estão estudando a modernização de seus Mig-29, para o padrão SMT, que se ocorrer, adiará a aquisição de novos caças por esta nação. A Argentina, com suas forças armadas tão combalidas como a brasileira, deverá adquirir uma aeronave americana de segunda mão, sendo o F-16 A/ C e o F-18 A/ C, os mais prováveis caças que poderão fazer parte das fileiras da força aérea daquele país. Como se pode ver, o mercado está, realmente, aquecido, e há aquisições de aeronaves novas e usadas, que estarão mudando o equilíbrio estratégico internacional e revelando a mentalidade e interesses políticos de cada nação que estiver passando por esta renovação de seu poder aeroespacial.
Links sobre os caças mensionados no texto:
SAAB JAS-39 GRIPEN:
LOCKHEED MARTIN F-16 FIGHTING FALCON:
LOCKHEED MARTIN F-22A RAPTOR:
LOCKHEED MARTIN F-35 LIGHTINING ll:
EADS TYPHOON ll:
DASSAULT AVIATION MIRAGE 2000:
DASSAULT AVIATION RAFALE:
SUKHOI SU-27/30/35 SUPER FLANKER:
MAPO MIG-29 FULCRUM:

36 comentários:

Anônimo disse...

Uau!

Que Artigo!
Muito Bom mesmo!
explicou muito bem, faltou só o fato do brasil ser péssimo nesta area, por causa das forças politicas que não estão interessados em defesa.

Infelizmente podemos somente sonhar.

Continue assim!

Abraços!

Mailson disse...

avioes sao muito bom mesmo.
em vez de brasil comprar um aviao da ultima geracao,a corrupcao aumenta cada vez mais no país.

Jams disse...

O Brasil com o status de maior potência econômica do hemisfério sul, deve também se impor com uma força aérea de respeito, comprando caças de rspeito como os mostrados.

fermando disse...

eu acho que enquanto existir a oposicao no brasil e uns politicos sem vontade de ver o brasil grande,isso nao vai mudar, pois estamos sendo humilhados por paises como bolivia, venezuela so porque nao temos cacas para em caso de guerra, defender se de uma agressao externa.isso e ridiculo.

Local disse...

O brasil deve tomar muito cuidado com a venezuela pois as intenções não são boas,principalmente após a aquisição desses caças de ultima geração.

Luiz Sérgio disse...

Seria interessante se com este acordo Brasil/França de transferência de tecnologia militar "Sofa", pudessemos ter um porta-aviões de respeito equipados com caças Rafale na versão embarcada. a 4ª frota dos EUA estão chegando e de "olho" nas nossa descobertas petrolíferas.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Luiz.
Do meu ponto de vista, não é um, nem dois porta aviões com Rafales que seriam capaz de barrar um grupo de batalha norte americano. Nem os russos com seu navio Kuznetsov, que opera 12 Su-33 Sea Flankers, seriam capaz de ter segurança contra um grupo naval americano, nos dias de hoje. Para mim, a melhor forma de lidar com o altissomo poder de fogo que se encontra nas forças navais dos Estados Unidos é com uma esquadra de submarinos modernos. Alias esse tipo de resposta aos grupos de batalha dos Estados Unidos já foi detectado com sendo um sérissimo problema pelo Pentagono que anda testando sua marinha contra modernos submarinos a diesel, como nosso Tikuna que esteve nos Estados Unidos treinandop cpntra a amrinha deles e que diga-se de passagem também, chegou a atingir com torpedos, em uma simulação, um dos porta aviões da classe Nimitz que participava do treino.
Abraços

Luiz Sérgio disse...

Concordo com você Carlos. As forças dos EUA são muito poderosas e a construção de um submarino nuclear é um sonho antigo da Marinha. Eu tenho uma dúvida, este submarino com reator nuclear teria que ter também mísseis nucleares? E se for o caso eles nos deixariam desenvolver estas armas? Lembrando que nos em algum momento da história "assinamos" um tratado de não proliferação de armas atômicas. Obrigado e boa noite.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Então Luiz. Na verdade há uma certa confusão quando o assunto é o tal submarino nuclear brasileiro. Um submarino nuclear pode ser de 2 tipos: Um sub armado com torpedos, misseis antionavios e misseis de cruzeiro convencionais, cujo objetivo seja apoiar missões contra alvos de superfcie e caçar submarinos inimigos; ou um segundo tipo, que é o submarino SSBN, cuja fuñção é lançar misseis balisticos intercontinentais (com ogivas nucleares)contra alvos estratégicos. O submarino nuclear brasileiro é do primeiro tipo e por isso usará apenas armas convencionais e terá a missão de patrulhar o mar contra navios de guerra hostis. A vantagem desse submarino reside na sua muito mauior autonomia e sua velocidade maior também, porém o submarino nuclar tem um ponto fraco.... ele é menos discreto que o submarino convencional, em termos de emissão de ruido. Por isso que os EUA temem tanto submarinos convencionais. Seus sistremas de sonar sempre foram pensados para detectar submarinos nucleares russos, normalmente ruidosos, enquanto que os submarinos convencionais foram deixados de lado, até que em alguns treinamentos com nações aliadas, se observou que eses pequenos submarinos a diesel, costumavam penetrar nas defesas dos grupos de batalha dos EUA com certa facilidade e ainda disparar contra seus navios.
Abraços

marcelo disse...

Carlos

Parabéns pelo seu blog, você demonstra amplos conhecimentos da moderna maquina de guerra e uma visão lucida do atual cenario de nossas forças armadas. Ler seu blog é uma fonte inestimavel de informação e prazer nosso pais precisa de pessoas como você que acrescentam idéias e conceitos para nosso desenvolvimento, mais uma vez meus parabéns.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Marcelo. Muito obrigado pelas suas palavras. Fico contente que tenha gostado.
Abraços

Wekol disse...

Força Aérea vai construir caça de quarta geração
Agência Estado

O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, assinou na quinta-feira passada, um documento que enterra o Projeto FX-2, herdado do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), e deu o pontapé inicial para que o Brasil produza, em aliança com a indústria de uma potência militar e à custa de muita transferência de tecnologia, um caça de quarta geração para a Força Aérea Brasileira (FAB). Franceses, russos e indianos negociam freneticamente no bastidor, cada um com sua idéia de parceria, para fechar um acordo com o Brasil.

Até meados de 2007, com um orçamento de US$ 2,2 bilhões, a Aeronáutica estava autorizada a tirar da gaveta, a partir de janeiro passado, a compra de 36 caças para conter a precariedade a que chegou a FAB, com 37% da frota de 719 aviões sem condições de voar - esse era o projeto FX-2, que ampliava a proposta original, do governo FHC, que previa gastos de US$ 700 milhões.

Veja também:
França quer parceria com indústria bélica do Brasil

De janeiro para cá, com a avaliação dos produtos disponíveis e dos preços das propostas dos fornecedores internacionais - norte-americanos, franceses, suecos, ingleses, russos, alemães e espanhóis -, além da decisão de implantar uma política industrial de defesa, o governo evoluiu para o projeto de construir um caça sob encomenda e adaptado às necessidades da FAB. Os caças mortíferos de quarta e quinta gerações disponíveis no mercado têm uma combinação indigesta: barreiras para a transferência de tecnologia, preços estratosféricos e performance marcadamente de ataque - o que passaria uma mensagem de ameaça aos vizinhos sul-americanos se o Brasil tivesse dinheiro para comprar, por exemplo, o F-22/Raptor, um caça “made in USA” com preço unitário que, dependendo da tecnologia agregada, pode variar entre US$ 130 milhões e US$ 240 milhões.

Na avaliação da Defesa e do comando da Aeronáutica, os caças à venda de múltiplas funções - interceptação, defesa e ataque - têm preço aceitável e permitem uma aliança estratégica em matéria de transferência de tecnologia. “Nesse caso,em vez de comprar lá fora, decidimos gastar os US$ 2 bilhões do projeto FX-2 para revitalizar o que já temos e investir no projeto de construção de um caça brasileiro”, disse ao Estado o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

RAFAEL disse...

KKKKKKKKKKKKKKKK...Até o Pais "Peru" da um banho no Brasil usando os Mig-29 que são infinitamente melhores que os Mirrage-2000 que o Brasil comprou usados e sem atualizações novas.
.
Que vergonha pra nós.
+ porque o Brasil não compra logo o SU-30 ou até o SU-27 mesmo, que não é tão caro.
Segue o exemplo do Hugo X.

Rosemary disse...

O trabalho da Força Aérea Brasileira não é se exibir e sim de proteger e cuidar do nosso país,é claro que equipamentos e caças modernos ajudariam muito;Essas responsabilidades estâo nas mãos do Governo,que em vez de mandar verba para as Forças Armadas do nosso país gastam milhões em corrupção.
Este é o nosso BRASIL,onde pagamos impóstos altíssimos sem saber pra onde vai.

Lourisval Rodrigues disse...

Excelente artigo, muito bem explicado sobre os caças. Infelizmente o Brasil tendo um enorme território para vigiar tem uma das piores forças aéreas do mundo em material bélico. Culpa destes políticos corruptos que só pensam em pilhar este grande País.

hamilton disse...

vamos brasil.comprar estas maguinas.maravilhosas.pra defender o nosso espasso aerio.e anossa garantia.de vida.os americanos estao ghegando ai.vamos nos cuidar.ok

Gesse disse...

Aeh Nóis tem que modernizar mais os nossos AMX's e também o governo tem que investir mais em nossos equipamentos de guerra,capacidade nóis tem,só falta investimento!!

lucas disse...

olá carlos!!!!

qual é o ranking dos melhores pilotos de caça do mundo(por paises)

parabéns pelo blog!!!!!!!!!!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Lucas. Eu não tenho esse ranking, porém os pilotos de Israel são considerados os mais experientes e eficazes pilotos de combate do mundo.
Abraços

lucasr_ramos disse...

ola carlos !!!!!

Quais paises do oriente medio considerados "inimigos" de israel
poderiam oferecer mais perigos a eles a ponto de destruilos???

Parabens pelo blog!!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Lucas.
Obrigado. As nações árabes que são realmente poderosas tem uma postura mais comportada em relação a Israel devido à aproximação que estas nações tem com os Estados Unidos, como a Arabia Saudita, o Emirados Arabes Unidos e mesmo o Egito. Esses países detem uma força militar consideravelmente poderosa e poderiam causar um estrago feio contra o Estado Judeu. Porém, pode-se obeservar que estes países mantém uma relação proxima com os Estados Unidos e por isso, eles fazem vista grossa as encrencas que Israel promove naquela area.
O Irã não seria capaz destruir Israel sem armas atomicas. Seus aviões e, mesmo mísseis são antiquados e certamente pouco eficientes contra a moderna força armada que os Estados Unidos criaram em Israel através de fornecimentos de centenas de caças F-16 e F-15.
Abraços

nailzo disse...

ei xef tem um erro de sifras no teu sit é milhões de dolares não bilhões
bi é uma divida internacional .falou

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Nailzo. hehehe Parece um erro, mas não é. O valor que expressei na legenda que você leu isso é exatamente em bilhões pois dá conta de mais de 3000 unidades do modelo e já está embutido o valor do período de desenvolvimento. Para você ter uma idéia, o Programa que desenvolveu o caça frances Rafale, custou mais de 60 BILHÕES (mesmo) de Euros.
Abraços

Luiz Fernando disse...

Pois é a França gastou 60 bilhões para desenvolver o Rafale,mas com certeza ja tirou esse dinheiro vom vendas,lá não tem a corrupção que tem aqui,por isso são desenvolvidos e faze tudo aviões carros tudo,mas o grande projeto desses políticos brasileiros atrazados e analfabetos,(0que não é analfabeto é burro)é a corrupção,dói meu coração só em pensar no roubo que acontece em 6mil prefeituras pelo Brasil,governos estaduais,federais,poder judiciário,autarquias. Qual será o prejuizo que temos em um ano?votem nulo....

morais fofo disse...

O PFL (DEM) que até mudou de nome querendo ser Americano e o PSDB, só atrazam o nosso Brasil. O Brasil tem que comprar o que há de mais moderno na aviação militar para proteger nossa nação.

GR££DAY disse...

E neh o f 22 e 159mi de dolares fonte :Wikipedia ....

Mas tambem a USAF alega que ele abate outros 4 avioes antes mesmo de eles perceberem sua precensa graças ao seu stalh.

Rogério disse...

É, infelismente, é essa a realidade de mentes que pensam apenas em voto, e nao percebe que estamos a mercê de outras nações, que estão de olho no brasil amazônia...

Rogério disse...

ola, quero saber se o Brasil já adiquiriu algum caça novo? Acredito que deveria abter os su-27 ou superior, os russos, o que vc acha?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Rogério. A ultima vez que o Brasil adquiriu um caça novo foi nos anos 70 quando comprou seus Mirage III já aposentados. O programa FX2 ainda não foi finalizado e estamos no aguardo de uma solução desse caso.
Abraços

Wilson disse...

Olá Carlos.

Um único rafale pode transportar as 3 armas ao mesmo tempo (AASM,Scalp, MECA EM)?

Abraço!!!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Wilson. Pode sim. Isto não é problema para nenhum caça moderno....
Abraços

samira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcos disse...

O Brasil precisa sim modernizar sua força aérea. Estamos muito atrasados, inclusive em relação aos países próximos. Na minha opinião tínhamos que ter uns aviões russos, como os Sukhois e o Gripen e o Typhoon. E seria interessante também tocar um projeto de desenvolvimento de um caça próprio que fosse pelo menos similar aos caças leves atuais. A Embraer podia ajudar, não?

Marcos disse...

O Brasil precisa sim modernizar sua força aérea. Estamos muito atrasados, inclusive em relação aos países próximos. Na minha opinião tínhamos que ter uns aviões russos, como os Sukhois e o Gripen e o Typhoon. E seria interessante também tocar um projeto de desenvolvimento de um caça próprio que fosse pelo menos similar aos caças leves atuais. A Embraer podia ajudar, não?

Gabriel da veiga disse...

Adorei o blog carlos, tá de parabéns!

Muito bom mesmo!

Abraços!

Gabriel da veiga disse...

Boa noite Carlos

Tudo bem!

Lembrando que o Brasil precisa também modernizar a sua força aérea.

O governo brasileiro tem que liberar mais verbas para a defesa.

E concluir logo o programa FX-2.

Abraços.