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03 Julho 2006

EMBRAER R-99 A/B. Os olhos da Força Aérea Brasileira.


DESCRIÇÃO
A FAB (Força Aérea Brasileira) dentro do programa SIVAM (sistema de vigilância da Amazônia), precisou adquirir novos equipamentos de radares terrestres e aero-transportados, este ultimo, nunca antes usado pela força, para conseguir atingir o objetivo deste ambicioso programa que visa fechar a cobertura e controle do espaço aéreo brasileiro naquela região que cobre 60% do território brasileiro e sempre foi uma área muito usada por contrabandistas e traficantes por causa da ausência de controle aéreo. Para a aeronave de alerta aéreo avançado e sensoriamento remoto, já previstos no projeto do SIVAM, a FAB encomendou, junto a Embraer um avião que executasse essa missão. A Embraer, de forma bastante competente, desenvolveu uma versão militar do seu EMB 145, sucesso total no mercado de aviação civil, e que acabou se mostrando uma plataforma avançada e de custo reduzido em relação a seus similares no mercado internacional. Nasceu assim o EMB-145 AS ou R-99A como é conhecido na FAB. A Embraer fez uma parceria com a Ericsson que fornece o radar de alerta aéreo antecipado OS 890 Eryeye, de abertura sintética, capaz de cobrir simultaneamente, 360º em volta do avião e prover detecção a um alcance máximo de 500 km para alvos de grande tamanho e 350 km contra um alvo do tamanho de um caça. O sistema é capaz de monitorar 300 contatos aéreos simultaneamente.
Acima: Após uma missão de vigilancia, este R-99A, volta para seu ninho, em Anapolis. estes aviões colocam a FAB muito a frente das outras forças aéreas regionais no quisito vigilancia e comando. O sistema data link deste avião e os caças modernizados da FAB são os mais avançados do continente. Agóra, só nos falta um caça moderno para compor a desefa aérea do Brasil.
A incorporação deste equipamento na FAB trouxe mais que um mero acréscimo para a cobertura de radar para a região amazônica. Na verdade o R-99 promoveu uma revolução na doutrina de defesa aérea que agora conta com um avião de alerta aéreo no estado da arte e que, está equipado com um sistema datalink da Rohde & Schwarz, da família 400U, alemão, que recebe e envia dados para outras aeronaves e estações de terra, conseguindo uma consciência situacional inédita na força aérea brasileira.
Este equipamento, foi pioneiro na FAB, e sistemas similares, para comunicação de dados com os R-99 A, foram instalados nos novos AT-29 Super Tucano, em operação de interceptação e patrulha na Amazônia e nos F-5M. Futuramente, depois da modernização, os A-1 AMX contarão com sistema datalink, também.
Além de detectar aeronaves o sistema permite, ainda, detectar alvos marítimos e executar missões ELINT (inteligência eletrônica), demonstrando uma versatilidade operacional notável.
Acima: Um R-99B decola para mais uma missão na Amazonia. Deste angulo, o radar de abertura sintética SAR, fica bem visivel, posicionado na parte de baixo da fuselagem do avião.
Para completar os requisitos do programa SIVAM foi, ainda, necessário a construção de uma versão do R-99 para missões de sensoriamento remoto para produzir mapeamento cartográfico de altíssima resolução e capaz de detectar alvos terrestres como veículos e soldados. Este equipamento, conhecido com o nome R-99B, permite um controle do campo de batalha terrestre, com informações de movimentação e posicionamento das forças inimigas e amigas, em tempo real, repassando todas essas informações para o comando, que decidirá quais as medidas para vencer a batalha. Sem dúvidas, é um equipamento avançadíssimo e único na América latina.
O R-99B é equipado com um radar de abertura sintética SAR da McDonald Dettweiler, com alcance de 92 Km de terreno em volta do avião. Além deste sofisticado sistema, um equipamento OIS FLIR AN/AAQ-22 Safire (sensor ótico e infravermelho), permite detectar fontes de calor como queimadas e equipamentos camuflados em terra. O R-99B, assim como seu irmão AEW, possui o sistema de transmissão e recepção de dados datalink, permitindo o intercambio de informações ccom outros aviões e a base em terra, em tempo real de forma segura.
Além do Brasil, a Grécia usa o R-99 A, sendo o primeiro operador deste modelo, entre as nações da OTAN, e o México, adquiriu e já incorporou ao serviço ativo o R-99 A.
Acima: Um R-99A sobre a mata da floresta amazonica. Estes aviões vetoram os pequenos turbo hélices AT-29 na missão de negar o espaço aéreo a pequenos aviões de traficantes e contrabandistas.
FICHA TECNICA
Velocidade de cruzeiro:
mach 0,70
Velocidade máxima: mach 0,80
Autonomia: 6 horas
Empuxo: 2X 3368Kgf
DIMENSÕES
Comprimento:
29,87m
Envergadura: 21 m
Altura: 6,75 mPeso: 24000 kg (máximo na decolagem)

ABAIXO, TEMOS UM VIDEO DO R-99 DA FAB.

33 comentários:

marcus disse...

Moro em Guarulhos e algumas vezes posso ver estes dois pássartos pousando ou levantando vôo! Dá orgulho ver que quando podemos, fazemos as coisas de um jeito certo e que não ficamos devendo a ninguém do mundo. Valeu

Leandro disse...

Prezado Carlos, porque a FAB optou pela compra dos P-3 Orion ao invés de incentivar a versão naval do R-99, a P-99?
O P-99 pode ser operado embarcado (no Nae SP ou em outro Porta-Aviões)?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Leandro. O P-3 éra uma solução de prazo e custo menor. O tal P-99 não existe. è spo um estudo. Nãio há nenhum protótipo pronto. e nem sabems se ele voará ainda.
O P-3 não opera em porta aviões. Sua base é em terra mas iso não é problema pois sua autonomia é muito boa.

Wilson disse...

Olá

Os Mirage 2000C tem compatibilidade com os R-99A/B?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Wison. Não os Mirages 2000 não estão integrados no R-99 e provavelmente nem serão já quea FAB decidiu que não modernizaria esses aviões.
Abraços

Carlito disse...

Ola, Carlos como sempre só tenho elogios sempre seu blog, muito bom!
Só uma pequena duvida por rasões praticas não é possível à construção de um R-99C, com as características do R-99A/R-99B e mais as capacidade de lança mísseis. È possível um dia vermos essa configuração por falta de investimento e enterece ou não é mesmo necessário?
Abraços

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Carlito. Certamente que aeronaves AEW poderiam lançar mísseis. Porém, acredito que o mercado de hoje não apresente a demanada para um produto assim. O R-99 é um avião relativamente pequeno, e creio que caso fosse armado haveria restrições de quantidade de armas assim como maior limiração de autonomia visto que armas penduradas no avião implicam em aumento do arrasto aérodinamico e consequentemente mais trabalho do motor.
Abraços

RAFAEL disse...

Que absurdo, até gostei do R-99, mas se algum traficante começar a atirar nele, não tem como reajir, isso é muito estranho pois ele deveria ter pelo menos uma .50 como armamento.A unica solução seria chamar os Tucanos pra ajudar, porem os tucanos são mais lentos que o próprio R-99 e nem serião capases de alcansa-lo (apenas 600 kmh) e se pedir socorro aos aos Mirrage é pior ainda pois eles nem são integrados ao radar do R-99 por Data Link.Precizamos urgente de um caça novo para defender nossa nação antes que Colombianos e Venezuelanos começem a fazer tiro ao alvo nos nossos R-99.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Rafael.
Aeronaves AEW não costumam ser armadas. Por isso seus sensores detectam os inimigos a distancioas muito grandes garantindo um tempo de enviar aeronaves de combate para interceptar o alvo.
Abraços

Afrânio disse...

Caro RAFAEL.

As aeronaves EMB R99-A/B são equipamentos militares de busca e detecção, são equipamentos de guerra, mas não de ataque, apesar de pertencerem à FAB. Em voo, os R99 são praticamente impossíveis de serem abatidos haja vista serem monitorados todo o tempo por bases da FAB em terra que monitoram iclusive a possível invasão do espaço aéreo brasileiro através do CINDACTA (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo - situado em Brasília/DF) por qualquer aeronave não autorizada. Mais fácil o agressor ser detectado, identificado e abatido antes mesmo que possa disparar um só tiro. E para voce que tavez não saiba contamos com os caças F5, que nomalmente as pessoas por não conhecerem profudamente a FAB, classificam nossos equipaments de obsoletos. Os caças F5 tem apenas o design de 30 anos atrás, mas são totalmente remodernizados com o que há de mais avaçado em tecnologia militar aeronáutica. E tudo feito pela FAB, não deixando nada a desejar nos quesitos entre outros, modernidade, seguraça autonomia e poder de fogo, inclusive participando de treinamentos de guerras eletrônicas nos Estados Unidos.

Por motivos de segurança é só o que posso comentar.

Abraço

Afranio Nascimento
Bacharelando em Sistemas de Informção

Lucas disse...

Olá Carlos me esclarece uma dúvida: Os R-99A de Goiás conseguem fazer patrulha na amazônia e ainda chamar F-5EM das bases do sul e sudeste para interceptarem aviões? Vc não acha muito longe e desnecessário, podendo se ter uma base por perto com caças.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Lucas. Na verdade os R-989 baseados em Goias, são transeridos para uma base ao note para patrulhas e se ocorrer invasão, os Mirage 2000 de anapolis são chamados. Mesmo assim é absurdamente inapropiado ese tipo de sistematica de defesa aérea. Realmente é necessário bases naquela região para facilitar a cobertura de defesa aerea.
Abraços

Lucas disse...

Os F-5EM só operam em duas bases(sul) ou existe outras bases operadoras?
Seria possível a base de manaus ganhar 12 caças do FX-2 para uma melhor defesa da amazônia?
Para onde vc acha que irão os 36 caças da FAB?

Lucas disse...

Os F-5EM só operam em duas bases(sul) ou existe outras bases operadoras?
Seria possível a base de manaus ganhar 12 caças do FX-2 para uma melhor defesa da amazônia?
Para onde vc acha que irão os 36 caças da FAB?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Os F-5 opera em 3 esquadrões. Os novos caças FX irão para Anapolois e para mais uma base a ser definida.
Abraços

mateus disse...

Carlos você sabe se o r-99 possui cobertura RAM? Acho vital que uma aeronave desse tipo possua uma essa cobertura, porque isso aumenta a sobrevivência de todo esquadrão num caso de combate. Aliás o Brasil possui pesquisas nessa área.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Mateus. O R-99 (agora ele é chamado de E-99) não tem cobertura RAM.
Por enquanto, nenhum avião AEW usa esse recurso.
Abraços

Murilo disse...

Olá, Carlos.

Vc sabe informar em que condições se encontra(m) o(s) "Condor(es)" da FACh? O radar dele é comparável aos do R-99A? Vc tem informações sobre quantas unidades a FACh possui?
Tenho dúvidas sobre o valor das aeronaves AEW... já se sabe q elas fazem muita diferença na arena aérea, mas por que a Venezuela(por exemplo) ainda não investiu nesse tipo de aernove? são muito caras, em relação a caças ou é por algum outro motivo?

Vlws, Carlos, até a próxima!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Murilo.
realmente esses aviões AEW são caríssimos. A venezuela não os usa por não ter uma estratégia de defesa valida.O Hugo adquire aéronaves e tanques sem se p´reocupar com doutriona. Na verdade ele compra da Russia por falta de opção, pois a Venezuela está sob uma espécie de embargo velado onde nações que são alinhadas aos EUA.
Desconheço se há problemas como Condor, mas a julgar pela excelente capacidade de administrar as forças armadas que o Chile tem mostrado, presumo que o modelo esteja em operação normalmente.
Abraços

Probus disse...

Comandante Di Santis, salvas!!

Senhor, sugiro para o Blog o Sistema Aéreo Carcará RPV e o Jabiru.

Gostaria também de saber se já está homologado sua participação pela ONU no Haiti, visto a presença dos Vant Predador por lá.

Obrigado.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá probus, ainda não me inteirei sobre a possibilidade de usarmos VANTS naquele teatro de operações.
Abraços

Probus disse...

Comandante Di Santis, salvas!!

Questionei Senhor, porque o Carcará é utilizado pela MB Batalhão de Controle Aerotático e Defesa Antiaérea no Corpo de Fuzileiros Navais. E a Avibras promete para 2011 um VANT com autonomia de 15 horas, carga útil de 150 quilos, alcance de 150 quilômetros e teto de 4,5 mil metros que poderá ser carregado com mísseis leves ou foguetes.
Nota DEZ, fico feliz.

Obrigado.

limite e planejamento. disse...

Adorei saber mais sobre R99A, o pai da minha filha Major Lins pilota esse avião maravilhoso com muito orgulho. Ele hj mora em Anápolis...um abraço pra vcs

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Obrigado! Fico feliz que tenha gostado.
Abraços

Joathan disse...

Rafael, não seja ridículo. Como um traficante com um fuzil com alcance de 1 km vai derrubar uma aeronave E-145? Só para você se informar melhor antes de fazer comentários sensacionalistas (se é que posso chamá-lo assim) em relação aos nossos vizinhos: o mais numeroso avião de combate da Colômbia é o brasileiro Super Tucano (25 und). Então, como os colombianos vão invadir um país com mais de 100 aviões de combate e 200.000 homens no Exército? Já a Venezuela possui bons caças de combate, mas o Brasil é o maior aliado venezuelano. O Chapolin Colorado vive enchendo Lula de elogios. Sabe pq? Pq ele sabe a Venezuela precisa do Brasil economica e politicamente. Além disso, só por possuir alguns Su-30 a Venezuela não tem condições de tomar o 5º maior país do mundo em área e população.
Dizer que Colômbia ou Venezuela atacariam o Brasil é o mesmo que dizer que o México atacaria os EUA!
Abraços, Carlos.

Junior Hubner disse...

Opa Carlos! Seu blog está melhorando a cada postagem, parabéns!
Pelo o que eu sei os R-99B faz o trabalho do E-8 (J-STARS),enquanto o R-99A o trabalho do E-3 (SENTRY), certo?
Existe muita vantagem na operação desta aeronaves maiores em relação aos brasileiros quanto à capacidade de enviar e receber dados ou mesmo na capacidade de detectar alvos no ar ou em terra?
Abraço!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Junior. A maior vantagem destes aviões maiores reside na sua maior autonomia. O Radar Erieye é bastante capaz. Em termos de capacidade são equivalentes de forma que o radar brasileiro ainda funciona com uma antena plana AESA dando vantagem na agilidade de rastreio.
Abraços

Guardião ATM disse...

Saudações Carlos!
O E99A e E99B são aviões de alerta antecipado baseado em terra, poré a sua atuação pode ser no patrulhamento aereo sobre o mar? Outra curiosidade, por que não dispomos desses aviões na versão turbo hélice? Creio que em termos de custo e beneficio seria mais viável e representaria mais tempo no ar. E a pergunta seguinte é se a MB não poderia dispor de uma versão embarcada tipo turbo hélice. E a última pergunta é por qual motivo que a MB NÃO DISPÕE DE AVIÃO DE PATRULHAMENTO ANTISUBMARINO EMBARCADO?
Grato a atençao Carlos e abraços a todos que compõe esta familia Brasil.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Guardião.
O E-99 pode operar sobre o Mar. Existe uma versão dele chamada de P-99 que faria a missão de patrulha maritima, porém nenhuma força aérea o adquiriu ainda.
O uso de uma aeronave de motor a reação traz maior desempenho a aeronave, com uma diferença de custo um pouco mais alta mas compensadora.
E nossa marinha não dispõe de aeronave de patrulhamento marítimo embarcado por falta de dinheiro para operar aviões adequados no seu porta aviões São Paulo, que mal sai ao mar, devido a inúmeros problemas técnicos.
Abraços

carlos disse...

o governo brasileiro tem que modernizar nossas forças armadas
Em 18 de dezembro de 2008, o Presidente da República assinou o Decreto nº 6.703, aprovando a Estratégia Nacional de Defesa. O texto busca reafirmar a necessidade de se modernizar as Forças Armadas.
mas a modernizaçao e lenta e ate se modernizar pode demorar ano decadas
como por exemplo os kc-360 a demostracao vai ser em 2014 e so em 2020 vai comecar a produzir helicopteros vou bater no amorim pra aguilisar isso kkkkk

Thiago A. disse...

Olá Carlos

Qual o teto operacional do R 99 ?

E em relação a outras aeronaves aew, o R 99 fica muito atrás em termos de autonomia e alcance de cobertura do seu radar ?

Abraços

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Thiago. O E-99 opera a uma altitude máxima de 11500 metros, aproximadamente e seu radar não faz feio. O alcance é de 350 km alvos do tamanho de caças e 500 km para alvos maiores. Seu alcance, porém é limitado, frente ao de um Boeing 737 AEW que tem o dobro de alcance.
Abraços

Victor disse...

Carlos,

Os EUA tem desenvolvido aeronaves de AEW nos projetos Project Wedgetail, e patrulha marítima P-8 Poseidon, baseados em aeronaves 737.
Nesse caso penso que o P99 deveria ser baseado na plataforma EMB190, que permite maior alcance e capacidade de carga.
Da mesma forma penso que numa aeronave de maior porte, permitiriam a montagem de mísseis de curto alcance para auto-defesa e/ou mísseis anti-navio e sistemas de chaff e flare, conforme as necessidades do operador.
Talvez até mesmo as versões A e B poderiam ser fundidas.