
(foto) Stuart Schofield
DESCRIÇÃO
Para quem é entusiasta de aviação militar e tem o interesse em ler e pesquisar fotos dos diversos aviões e helicópteros militares, um avião, especificamente, não passa desapercebido. Este avião é o estranho Boeing/ Bell V-22 Osprey. Uma aeronave híbrida entre helicóptero e avião, com as principais qualidades de ambos. O V-22 possui um sistema de propulsão baseada em 2 motores basculantes funcionam na vertical quando o V-22 está decolando ou pousando, e para o avião passar ao vôo normal de cruzeiro, esses mesmo motores giram para frente, para que o V-22 ganhe velocidade e possa ser sustentado pelas próprias asas. Esse conceito de propulsão se chama tiltrotor. Assim o V-22, um avião de transporte, decola e pousa como um helicóptero, na vertical, mas voa a velocidades iguais a de um avião convencional sendo assim cerca de 50% mais rápido que qualquer helicóptero atual. O V-22 será construído para os Estados Unidos nas seguintes versões: MV-22, Corpo de fuzileiros navais dos Estados Unidos (US Marine Corp), onde substituirá os veteranos Boeing CH-46 Sea Knight; CV-22 para a força aérea que substituirá os Sikorsky MH-53 J Pave Low.
Uma das maiores vantagens do V-22 em relação aos helicópteros que ele substituirá é o seu alcance que representa mais que o dobro deles. Um MH-53 tem um alcance de travessia de 1100 km, Já o V-22 percorre 4476 km em travessia. Essa vantagem é fundamental para operações em lugares muito distantes e sem apoio.

Para quem é entusiasta de aviação militar e tem o interesse em ler e pesquisar fotos dos diversos aviões e helicópteros militares, um avião, especificamente, não passa desapercebido. Este avião é o estranho Boeing/ Bell V-22 Osprey. Uma aeronave híbrida entre helicóptero e avião, com as principais qualidades de ambos. O V-22 possui um sistema de propulsão baseada em 2 motores basculantes funcionam na vertical quando o V-22 está decolando ou pousando, e para o avião passar ao vôo normal de cruzeiro, esses mesmo motores giram para frente, para que o V-22 ganhe velocidade e possa ser sustentado pelas próprias asas. Esse conceito de propulsão se chama tiltrotor. Assim o V-22, um avião de transporte, decola e pousa como um helicóptero, na vertical, mas voa a velocidades iguais a de um avião convencional sendo assim cerca de 50% mais rápido que qualquer helicóptero atual. O V-22 será construído para os Estados Unidos nas seguintes versões: MV-22, Corpo de fuzileiros navais dos Estados Unidos (US Marine Corp), onde substituirá os veteranos Boeing CH-46 Sea Knight; CV-22 para a força aérea que substituirá os Sikorsky MH-53 J Pave Low.
Uma das maiores vantagens do V-22 em relação aos helicópteros que ele substituirá é o seu alcance que representa mais que o dobro deles. Um MH-53 tem um alcance de travessia de 1100 km, Já o V-22 percorre 4476 km em travessia. Essa vantagem é fundamental para operações em lugares muito distantes e sem apoio.

Acima: Um CV-22 da USAF (Força aérea dis Estados Unidos) durante os testes de conversão do vôo pairado para o vôo normal. O Osprey revolucionará a capacidade de assalto das forças americanas.
A marinha dos Estados Unidos estava estudando a encomenda de algumas unidades de uma versão chamada HV-22B, para salvamento de combate, mas a marinha desistiu, pelo menos por enquanto dessa versão, mantendo seus MH-60 S Knighthawk nessa função. O V-22 é totalmente compatível com operação embarcado. Ele pode ser operado por destróieres de grande porte ou em navios de desembarque anfíbios. Sua asa é gira em 90º formando uma configuração retangular compacta, para poder facilitar o seu estacionamento nos hangares dos navios. A manobra de girar as asas nessas operações embarcadas leva 90 segundos, demonstrando uma rápida capacidade de uso a partir de sua condição parada.

A marinha dos Estados Unidos estava estudando a encomenda de algumas unidades de uma versão chamada HV-22B, para salvamento de combate, mas a marinha desistiu, pelo menos por enquanto dessa versão, mantendo seus MH-60 S Knighthawk nessa função. O V-22 é totalmente compatível com operação embarcado. Ele pode ser operado por destróieres de grande porte ou em navios de desembarque anfíbios. Sua asa é gira em 90º formando uma configuração retangular compacta, para poder facilitar o seu estacionamento nos hangares dos navios. A manobra de girar as asas nessas operações embarcadas leva 90 segundos, demonstrando uma rápida capacidade de uso a partir de sua condição parada.

Acima: Um MV-22 do USMC (Corpo de fuzileiros navais dos Estados Unidos), faz uma passagem em alta velocidade. Notem os motores em posição de vôo convencional a frente. (Foto: Robin Powney)
A cabine do piloto dispõe de um sistema de visão noturna e capacetes com displays integrados da Honeywell. A cabine é totalmente protegida para operações em ambientes NBC (Nuclear químico e bacteriológico) através de sistemas que filtram o ar interno do avião. O V-22 pode transporta até 24 soldados totalmente equipados, 9000 kg de carga internamente ou 6400 kg externamente. Está prevista para o V-22 uma torre com uma metralhadora em calibre 12,5 mm que será usada para auto defesa e apoio de fogo, porém é de se presumir que além da metralhadora .50, poderia se optar por outro tipo de armamento como a excelente metralhadora gatling M-134 Minigun, de 6 canos giratórios e uma cadência de 6000 tiros por minuto em calibre 7,62 mm.

Acima: Um MV-22 decola para mais uma demonstração aérea. Nas feiras aéreas, as formas exóticas e seu desempenho sempre chamam a atenção do público presente. (Foto: Soetkin Vandecandelaere)
A cabine do piloto dispõe de um sistema de visão noturna e capacetes com displays integrados da Honeywell. A cabine é totalmente protegida para operações em ambientes NBC (Nuclear químico e bacteriológico) através de sistemas que filtram o ar interno do avião. O V-22 pode transporta até 24 soldados totalmente equipados, 9000 kg de carga internamente ou 6400 kg externamente. Está prevista para o V-22 uma torre com uma metralhadora em calibre 12,5 mm que será usada para auto defesa e apoio de fogo, porém é de se presumir que além da metralhadora .50, poderia se optar por outro tipo de armamento como a excelente metralhadora gatling M-134 Minigun, de 6 canos giratórios e uma cadência de 6000 tiros por minuto em calibre 7,62 mm.

Acima: Um MV-22 decola para mais uma demonstração aérea. Nas feiras aéreas, as formas exóticas e seu desempenho sempre chamam a atenção do público presente. (Foto: Soetkin Vandecandelaere)
O V-22 da força aérea e dos fuzileiros navais está equipado com um radar Raytheon AN/ APQ-186 multimodo que faz o seguimento do terreno, e no nariz do avião está instalado um sensor de visão noturna FLIR AN/ AAQ-16 (V-22), também produzido pela Raytheon, que auxilia na navegação noturna ou com baixa visibilidade. Para se defender das ameaças do campo de batalha o V-22 está equipado com uma suíte de guerra eletrônica composta pelo sistema de alerta de mísseis AN/ AAR-47 produzida pela ATK. Esse sistema avisa ao piloto quando um míssil foi lançado contra o seu avião permitindo que se tome a medida evasiva para evitar a derrubada da aeronave. Além desse sensor há, ainda, um sistema de alerta de radar e de infravermelho que avisam quando a aeronave está endo rastreada. O V-22 possui lançadores de chaffs (iscas de radar) e Flares (iscas infravermelhas) com 60 cargas para desviar mísseis que sejam lançados contra o avião.
A propulsão do V-22 é feita por dois motores Rolls Royce T-406-AD-400 que produzem 4400 kW de potencia e levam este avião a uma velocidade máxima de 555 km/h. Esses motores são controlados eletronicamente por um sistema FADEC fornecido pela Lucas Aerospace e um sistema redundante de apoio caso o principal seja avariado. Na hipotese de um dos motores seja avariado e pare de funcionar um sistema de transmissão interconectado entre eles permite que hélice do motor avariado continue funcionando com o trabalho do motor que permanecer funcionando. Muitos sistemas de segurança de vôo foram desenvolvidos estudando os acidentes que aconteceram com o V-22 no período de seus testes de vôo e que, infelizmente, causaram algumas baixas entre soldados e pilotos. Para minimizar a assinatura infravermelha está instalado nos motores um supressor de calor da Air Research que diminui a assinatura de calor. O V-22 vai possibilitar as forças que o usarem, poder cumprir missões muito mais difíceis e até impossíveis para um helicóptero convencional. Seu elevado custo de aproximadamente U$ 68 milhões o torna um equipamento muito mais caro que os helicópteros que serão substituídos, mas sua eficiência compensa isso.

A propulsão do V-22 é feita por dois motores Rolls Royce T-406-AD-400 que produzem 4400 kW de potencia e levam este avião a uma velocidade máxima de 555 km/h. Esses motores são controlados eletronicamente por um sistema FADEC fornecido pela Lucas Aerospace e um sistema redundante de apoio caso o principal seja avariado. Na hipotese de um dos motores seja avariado e pare de funcionar um sistema de transmissão interconectado entre eles permite que hélice do motor avariado continue funcionando com o trabalho do motor que permanecer funcionando. Muitos sistemas de segurança de vôo foram desenvolvidos estudando os acidentes que aconteceram com o V-22 no período de seus testes de vôo e que, infelizmente, causaram algumas baixas entre soldados e pilotos. Para minimizar a assinatura infravermelha está instalado nos motores um supressor de calor da Air Research que diminui a assinatura de calor. O V-22 vai possibilitar as forças que o usarem, poder cumprir missões muito mais difíceis e até impossíveis para um helicóptero convencional. Seu elevado custo de aproximadamente U$ 68 milhões o torna um equipamento muito mais caro que os helicópteros que serão substituídos, mas sua eficiência compensa isso.

Acima. Nesta bela foto, este MV-22 Osprey revela suas linhas diferentes. Notem o grande tamanho das helices deste avião.
FICHA TECNICA
Velocidade máxima: 555 Km/h
Velocidade de cruzeiro: 510 Km/hFICHA TECNICA
Velocidade máxima: 555 Km/h
Alcance: 1182 km (com 24 soldados) ou 4239 km (vazio)
Razão de subida vertical: 708m/min
Fator de carga: +3.9.
Altitude maxima: 7925m
carga: 24 soldados totalmente equipados, ou 9000 kg de carga interna. Externamente pode-se transportar 6400 kg de carga.
Armamento: Uma metralhadora calibre 12.7 mm (.50).
ABAIXO: UM VIDEO DE UMA DEMONSTRAÇÃO DO MV-22 OSPREY DURANTE UMA FEIRA AÉREA.

8 comentários:
Interessante, parece que vão arma-lo com uma torre retrátil do GAU-17
Olá Renato. Vão armalo sim. Foi percebido uma vulnerabilidade fogo terrestre na parte baixa do avião e por isso resolveram armalo com uma metralhadora tipo Gatling (canos giratorios). Não me lembro o modelo mas tem a noticia na parte de noticias de março de 2008 no site do sistemas de armas.
Abraços
Nossa cara. Muito interessante as vantagens que esse avião tem, em relação aos helicopteros convencionais. A minha dúvida é a seguinte: O V22 decola tanto na vertical(como os helicópteros convencionais), como na horizontal(como os aviões)??? E se por exemplo ele decolar na vertical, depois que ele atinge certa altitude, ele consegue girar aqueles motores das helices no ar e se transforma em um avião?? Parabéns pelo seu blog. Sou fissurado por aviação.
Abraços
Walter
Olá Walter.
Obrigado pela congratulação. O V-22 pode decolar como um helicoptero ou como um avião normal, fazendo uma breve corrida em uma pista antes de decolar, porém o normal é realmente ele decolar como um helicoptero. Quando atinge uma certa altitude, ele gira seus motores e assumi um vôo convencional onde a sustentação passa a ser exercida pela asa do avião. O video desse post, nop comecinho, mostra esse movimento ocorrendo, porém com o V-22 meio longe, sendo necessário atenção para constatar esse movimento.
O movimento dos motores é gradual e relatvamente lento, devido a necessidade de se ganhar velocidade suficiente para a sustentação aerodinamica da aéronave.
Abraços
Esta aeronave de fato revolucionará o campo de batalha em termos transporte terrestre e tatica de assalto.
Hummm..será que pode surgir uma versão "Apache" dele?? (misseis?)
abraço
Olá Skill. Estavam pensando em colocar uma metralhadora em uma torre abaixo dele... mas só, por enquanto. Existiu um programa de desenvolvimento de helicóptero chamado Light Helicopter Experimental (LHX) que deu origem ao Comanche, e tinha uma das propostas de uma aeronave tilt rotor (como o MV-22 Osprey) que seria armada com misseis porém seria muito menopr e leve que o Osprey.
No fim venceu o Comanche que chegou a ser construído dois protótipos e depois abandonado.
Abraços
Olá Carlos.
Em 2008 saiu uma matéria da FLAP mostrando os pontos fracos do osprey.
Seguem alguns:
Eele não possuir uma metralhadora pesada na parte frontal.
O grande número de acidentes, causados principalmente pelo sistema de controle complexo e totalmente computadorizado.
O altíssimo custo individual, que o torna proibitivo para substituir em larga escala as aeronaves atuais como o seahawk.
E o principal, o oprey não possui sistema de autogiro como os helicópteros, caso haja uma falha de ambos os motores as pás não continuam girando e dando sustentação durante um tempo reduzindo a velocidade de impacto com o solo, como nos helicópteros.
A converao para o modo avião é lenta demais pa esses casos.
O osprey também não possuem armas mais potentes como foguetes e mìsseis.
ao contrario do que foi dito, o v-22 só pode decolar no "modo" helicóptero, pois suas hélices são grandes demais e batem no solo (é só observar a primeira foto da matéria)
Excelente blog
abraços
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