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15 fevereiro 2008

EMBRAER AT-29 SUPER TUCANO. Os Patrulheiros da Amazônia


DESCRIÇÃO
Um dos maiores sucessos da industria de defesa brasileira é, sem a menor duvida, o avião de treinamento Embraer EMB-312, mais conhecido como T-27 Tucano. Extremamente confiável e manobrável, este pequeno turboélice teve 662 unidades vendidas para nada menos que 13 países, incluindo a França e a Inglaterra. Com um sucesso desses, nada mais previsível de que o modelo servisse como base para um avião de treinamento avançado e ataque leve que pudesse vir de encontro com as necessidades que a Força Aérea Brasileira (FAB) estava apresentando. Essas necessidades são, na verdade, a origem do Super Tucano.
Acima: Um Super Tucano precisa de apenas uma hora e meia de manutenção para cada hora de vôo garantindo uma grande disponibilidade.
Vou fazer uma breve explicação dessa necessidade pois acredito ser relevante para entender a origem do Super Tucano. Com a projeto do Sistema de vigilância da Amazônia (SIVAM) que começou a ser implantado a partir de 1994 e se tornou operacional em 2002, a FAB tinha a necessidade de contar com uma aeronave que fosse adequada para operar contra pequenos aviões movidos a hélice, muito usados por narcotraficantes que se aproveitavam da lacuna da cobertura de radar do sistema de defesa aérea do Brasil naquela região para poder executar seus objetivos escusos. A FAB testou caças a reação como o F-5E e o F-103 (antigo Mirage III não mais em serviço) para interceptar esses pequenos aviões a pistão, mas a velocidade baixíssima desses aviões fazia os caças, mais pesados estolarem, demonstrando a total incompatibilidade daqueles caças com a função de interceptar esse tipo de alvo. Nisso a FAB começou a pensar na possibilidade de usar os T-27 Tucanos nessa função, porém foi percebido que o ideal, seria um avião mais potente e com uma avionica mais completa para a função de combate. Outra necessidade que apareceu foi a substituição dos velhos AT-26 Xavantes, que é o avião a jato de treinamento avançado em uso pela FAB e que já chegou ao fim de sua vida operacional.
Acima: Um Super Tucano decola para mais uma missão de treinamento. A versão monoposto deste avião é virtualmente identica a versão biposto de treinamento.
Esses fatos todos coincidiram com outro fato interessante. A Embraer estava, nessa mesma época, em 1991, oferecendo uma versão do Tucano chamada de EMB-312 H que era um Tucano remotorizado e que tinha um tamanho maior que o Tucano mais antigo. Na verdade o EMB-312 H era uma espécie Tucano anabolisado. Uma analise deste modelo de Tucano com as necessidades da FAB para o braço armado do SIVAM e um substituto para o Xavante, demonstrou que o EMB-312H preenchia muito dos quesitos para a plataforma que a FAB procurava. Nascia assim o programa ALX (Aeronave de ataque leve) da FAB que visava o desenvolvimento de um novo avião baseado no EMB-312H. O novo projeto passou a ser chamado de EMB-314 Super Tucano.
Acima: Um dos primeiros Super Tucanos entregues a força aérea da Colombia. A Colombia já usou em combate real seus Super Tucanos, derrubando a tiros de metralhadora .50 um avião usado para trafico de entorpecentes.
O motor que era usado no modelo Tucano H era o Pratt & Whitney Canada PT-6 A-67 com 1250 Hp de potencia, e foi substituído, para uso no novo ALX, pelo mais potente Pratt & Whitney Canadá PT-6 A 68C com 1600 Hp de potencia que é controlado por um sistema FADEC. Esse aumento de força se mostrou necessário devido às dificuldades relacionadas a operações em ambientes muito quentes como o nordeste e norte do Brasil, que representa o principal teatro de operações que seria usado o Super Tucano. Além de um motor mais potente foi introduzida, também, uma nova hélice com 5 pás que aumenta a eficiência do motor. A velocidade máxima atingida pelo Super Tucano é de 590 km/h, colocando ele bem dentro do envelope de vôo necessário para interceptar aeronaves com motores a pistão usadas pelos narcotraficantes.
Acima: O aspecto do Super Tucano impressiona. Sua helice de 5 pás, e o desenho do canopy realça o aspecto agressivo esta aéronave.
A estrela do Super Tucano é sua eletrônica. Nesse ponto pode-se dizer com tranqüilidade que o Super Tucano é o mais avançado avião turboélice em operação. O Super Tucano está equipado com um sistema de transmissão e recepção de dados via datalink fornecido pelo rádio Rohde & Schwartz M3AR (Série 6000) com proteção eletrônica das comunicações, como salto, criptografia e compressão de freqüências. Esse rádio é o mesmo usado pelos aviões R-99 AEW, F-5EM e nos futuros AMX A-1M. Através desse sistema de datalink o Super Tucano poderá receber dados do radar do R-99 permitindo uma maior consciência situacional, e também, enviar em tempo real imagens congeladas que forem captadas pelo seu sistema FLIR (Forward Looking Infrared) modelo AN/AAQ-22 Safire, fabricado pela FLIR Systems. O FLIR é usado para navegação através de uma visão infravermelha de alta resolução que funciona de dia ou a noite podendo, ainda, designar um alvo para ataque. Cabe observar aqui que o FLIR do Super Tucano está integrado ao óculos de visão noturna NVG ANVIS-9 da ITT, garantindo uma total capacidade de operações noturnas ou com baixa visibilidade com segurança. Para proteção da aeronave há um sistema de alerta de radar RWR e um sistema de alerta de aproximação de míssil MAWS. Há, ainda, um lançador de iscas tipo chaff e flares para despistar mísseis guiados a radar e a calor (IR).
Acima: Uma cena que causaria arrepios para os inimigos em terra. A aproximação de um Super Tucano em vôo razante.
Todos esses sistemas são controlados de uma cabine especialmente feita para facilitar a vida do piloto, podendo ser considerada, também a mais moderna cabine de um avião turboélice em serviço atualmente. Nesta cabine há dois displays multifunção e um HUD que conta com todas as informações de navegação de monitoramento do alvo, incluindo aqui o ponto de impacto continuamente monitorado CCIP e o ponto de lançamento continuamente computado CCRP, o que aumenta, substancialmente a precisão do lançamento das armas. Nesta cabine, o piloto fica sentado em uma “banheira” blindada, capaz de suportar impactos diretos de munição .50 (12,7 mm). Essa blindagem foi instalada nos tanques internos do Super Tucano, também.
Outra melhoria no cockpit do Super Tucano foi a instalação de um sistema de geração de oxigênio OBOGS que produz oxigênio do próprio ar e o sistema HOTAS, foi usado na configuração da cabine permitindo ao piloto operar os principais sistemas do avião sem tirar as mãos do manete e do manche.

Acima: O painel frontal do Super Tucano é o mais avançado já instalado em um turboélice, se parecendo mais com o painel de um caça de 4º geração.
Acima: O painel traseiro do Super Tucano possui todos os recursos para controle de armas e de ataque, além de ser redundante para se pilotar o avião.
O armamento disponível para o Super Tucano é bastante variado e relativamente pesado, chegando a um total de1500 kg, considerando que se trata de um avião turboélice. O armamento básico é composto por duas metralhadoras FN Herstal M-3P calibre .50 (12,7 mm) com uma capacidade de 200 cartuchos e uma cadência de tiro na ordem de 1100 tiros por minuto. Nas asas do Super Tucano existem 4 pontos duros para transporte de armas e tanques de combustível, além de um ponto no ventre do avião. Nesse 5 pontos, podem transportar mísseis ar ar Piranha guiado por IR, de fabricação nacional, e cujo alcance chega a 10 km, que podem ser usados eficazmente contra helicópteros ou outros aviões. Para ataques a alvos terrestres podem ser usadas bombas MK-81 de 119 kg, bombas MK-82 de 227 kg, ou bombas guiadas a laser GBU-12, que foram integradas pela Colômbia, além de casulos de foguetes de 70 mm Avibras SBAT-70 com 19 foguetes. Também podem ser transportados casulos com canhões de 20 mm.
Acima: Um Super Tucano durante uma patrulha sob território amazonico. Notem os misseis Piranha os cabides externos.
Ao todo foram encomendados 99 Super Tucanos pela Força Aérea Brasileira, um numero respeitável de vetores que farão o treinamento de pilotos que estiverem ingressando para a aviação de combate da FAB, além de garantir o patrulhamento dos céus da Amazônia contra o trafico de drogas e armas. As capacidades aqui mostradas colocam o Super Tucano como um interessante avião de apoio aéreo aproximado para as tropas em terra. Uma flexibilidade que justifica seu valor tático para a força.

Acima: O Super Tucano possui uma autonomia de 6 horas e meia de patrulha. É sem duvida, o avião ideal para patrulhar o espaço aéreo contra aéronaves de baixo desempenho usadas pelo trafico de drogas.
FICHA TÉCNICA DE DESEMPENHO
Velocidade de cruzeiro: 530 km/h
Velocidade máxima: 593 km/h
Razão de subida: 1500 m/min
Fator de carga: +7, -3,5 Gs
Raio de ação/ alcance: 550 km (Hi Lo Hi)/ 4820 km (travessia com maximo combustível)
Propulsão: Um motor Pratt & Whitney Canadá PT-6 A 68C com 1600 Hp de potencia
DIMENSÕES
Comprimento: 11,33 m
Envergadura: 11,14 m
Altura: 3,97 m
Peso: 3020 kg (vazio)
ARMAMENTO
Até 1500 kg de cargas externas.
Ar Ar: Míssil Piranha
Ar Terra: Bombas MK-81 de 119 kg, Mk-82 de 227 kg, bombas guiadas a laser GBU-12 de 227 kg, casulos com 19 foguetes SBAT-70 de 70 mm Skyfire e casulo com canhão de 20 mm.
Interno: 2 metralhadoras FN M-3P calibre.50 (12,7 mm).
ABAIXO, TEMOS UM VIDEO COM IMAGENS DA MONTAGEM E TESTES DE MANOBRAS DE UM SUPER TUCANO.

85 comentários:

welington disse...

Parabéns pela reportagem! De uma olhada nessa noticia de ultima hora!
Noticia
Segundo a revista Avião Revue, o presidente Luis Inácio Lula da Silva autorizou a FAB- Força Aérea Brasileira- a retomar o projeto que inclui a compra de cerca de 36 caças a um custo de U$$ 2,2 bilhões para modernizar sua frota.
Esse mesmo programa para a renovação e ampliação da frota de caças para a FAB havia sido realizado anteriormente e, perante a redistribuição de recursos estabelecida pelo presidente atual, negociou-se a aquisição de 10 caças bombardeiros da Dassault Mirage 2000c/d provenientes dos excedentes da Força Aérea da França. Mais dessa vez as aeronaves vão ser novas, 36 caças bombardeiros novinhos.
O presidente lula autorizou o comandante da Força Aérea Brasileira, brigadeiro Juniti Saito, a ir em frente com o plano de aquisição de aviões de caça de quinta geração, uma iniciativa arquivada pelo governo anterior que previa compras pelo valor de U$$ 700 milhões e que foi adiada várias vezes, ate seu cancelamento.
Naquela ocasião, aviam concorrido as aeronaves Lockheed Martin F-16C/D Fighting Falcon, Dassault Rafale ,Sukhoi su-35 “Super Flanker” e o Saab JAS-39 Gripen(que chegou a vencer a licitação técnica).A FAB analisa agora a possível compra de 36 unidades de uma dessas aeronaves. Porem, o f-16 foi substituído pelo Eurofighter Typoon II.
O maior provável a caça de quinta geração, é o Sukhoi su-50,su-55 pak fa, já que o Brasil pode participar desse gigantesco programa de caça de quinta geração junto com seus parceiros do BRIC-( Brasil, Rússia- Índia e china) já que o Brasil e a China provavelmente vão entrar nesse projeto juntamente com a índia que já participa do programa russo .O outro concorrente é o americano f-22 raptor, mais peca no principal requerimento da FAB transferência tecnológica, o que parece ser palavrão para o governo americano.Essa escolha poderá ser feita apartir de 2010,ano em que provavelmente começara a produção em serie desse super caça. Ótima e imperdível oportunidade para o Brasil se reequipar e absorver tecnologia de ponta, Já que provavelmente os Russos vão abrir um centro de manutenção da sukhoi no Brasil, como nosso colega Cleidson disse em uma postagem anterior, mais um fato que reforça aquisição dos sukhois.
Provavelmente a licitação para o primeiro lote de 36 caças vai ser feita em 2009!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Welington.
Obrigado pelo elogio.
Sobre a notícia, e já tinha lifo na avião revue, porém, acredito que essa informação não tenha credibilidade, pelo menos o conteúdo mais tecnico dela. Há alguns erros no texto. Fora isso considero a revista Avião Revue muito fraca... No inicio ela era melhorzinha... mas hoje houve uma queda muito grande na qualidade das informações lá contida.
Abraços

Blog Master disse...

Mais um texto primoroso e prazeroso de ler.

Algumas considerações:
Quanto à substituição dos Xavante pelos Super Tucanos, ouvi dizer que alguns pilotos reclamaram da 'regressão' de voltar à utilizar aeronaves turbo-hélices para instrução avançada. Essa opnião procede? Tem real fundamento? Já que os Xavantes -mesmo que jatos- tem baixo desempenho e estão obsoletos em vários aspéctos...

-Também lí num site venezoelano que o exército daquele país pretende investir em Super Tucanos para operar em missões de apoio cerrado às tropas. Eu achei a idéia bem interessante para uma força terrestre.
A marinha de lá também pretende investir na aeronave para missões de patrulha e ataque naval. Isso mostra além de tudo, a versatilidade do modelo.

-E por último: eu não acredito em informações de fontes comerciais. Logo esses possíveis números e disposições dos políticos... Só acredito quando o próprio governo anunciar as aquisições.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Blog Master. Obrigado pelo elogio.
Há pilotos que acreditam (eu tamabém acredito, nesse caso) que o ideal para preparar um piloto novo para oerar um caça a jato, é ter um avião de treinamento a jato. O Xavente nem conta mais pois seu desempenho é ruim mesmo. Mas no mercado há aviões como o Hawk, o M346 ou o excelente T-50 sul coreano que poderiam ser usados para treinamento e combate.
Sobre os venezuelanos, o que acontece é que realmente eles queriam comprar o Super Tucano, mas como algumas peças são de procedencia norte amercana, essa venda acabou seno impedida pelo embargo de forneciemnto de peças dessa origem para aquele país.
Abraços

welington disse...

Ola Carlos, concordo com você a revista Avião Revue não é uma fonte mito confiável mais eu vi esta mesma noticia em outros blogs e sites, por exemplo, no desabafo pais mais a autorização ao que parece foi repassada realmente ao brigadeiro Juniti Saito, essa informação foi repassada por dinheiro justamente por isso não é muito confiável por não ter nomes. o projeto fx vai ser executado somente no ano que vem mais a FAB, provavelmente vai tornar essa noticia publica logo. Enquanto isso torcemos para que todas essas informações sejam verídicas e que o progama fx comece rápido e que pelo menos o lote de 36 unidades seja verídico. Ficamos na torcida para que se realize!

Cleidson disse...

Olá amigos. Pois é, mais um excelente artigo Carlos. Acredito que os Super Tucano são excelentes caças para a função que se destinam que é a de patrulhar e defender a Amazônia de aeronaves leves e formar nossos caçadores. Agora eu já li na RFA que haverá a compra de caças a jato avançados para a função de treinamento dos nossos pilotos pois já foi comprovado essa necessidade em virtude da velocidade ser fator importante de adaptação dos novos pilotos. Os pilotos que voaram em aeronoves como os Xavente(sem tecnologia embarcada atualizada) em questão de semanas se adaptaram a aviônica digital do A-314, mas a questão da velocodade não ocorre da mesma forma por isso ouvi comentários que a FAB (assim que os recursos permitirem) irá proceder a compra de aeronaves subsônicas a jato de treinamento dos pilotos.
E sobre o FX, estou começando a acreditar que ainda há esperanças no fim do túnel e que há a possibilidade de nós termos o SU-35 voando sob as nossas cores!
Abraços a todos!!!

Blog Master disse...

Existem no mercado inúmeros treinadores à jato de baixo custo e que também poderiam ser utilizados em missões de ataque- quando necessário, assim como acontece com o Hawk na Inglaterra (como caça de defesa de ponto).
Israel também multi-utiliza todas suas aeronaves visando um melhor aproveitamento operacional.
Penso também no L-159, M339, M349, GJ-9, K-8,L-15, o próprio Hawk... Claro que nem todos estão disponíveis no mercado, mas a maioria tem um custo/benefício muito interessante. Pena que no Brasil, esses fatores passam longe do conhecimento dos políticos...

marcio001br disse...

Parabéns pelo Blog o melhor que li em muito tempo...não quero fazer um comentário e sim uma pergunta:
Qual seria a "!invisibilidade" de um turboélice como o Super tucano em relação a um missil do tipo sidewinder? afinal ele é bem mais frio que caças a jato...

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Marcio. Obrigado pelo elogio. Sobre sua questão, eu posso lhe dizer que os misseis guiados a IR,atuais, são capazes de seguir uma fonte infravermelha bem pequena, e ainda distinguir iscas do alvo certo, graças a programação de seus sistemas de guiagem. O Super Tucano depende de frares (iscas IR) para sobreviver a esse tipo de arma.
Abraços

Fernando disse...

grande Carlos...


show de bola o blog, tu sabes a relação do projeto do tucano com o Pilatus PC-9? pois são máquinas muito parecidas....

show de bola o blog.

abraço

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Fernando. Obrigado pelo elogio. Sobre o Pilatus, eu não creio que haja uma influencia do Tucano nesse projeto pois ele é uma aéronave bema mais simples. Hoje emdia há uma versão armada dele, mas que certamente é menos sofisticada e capaz. As concorrencias onde o Super Tucano perdeu para este modelo, foram motivadas por influencia politica.

Carlos José Dornelas disse...

É verdade que a FAB prentende adquirir algumas unidades do Mirage Pantera da Força Aérea do Chile?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Carlos. Essa informação é falsa. Aparentemente os Chilenos até chegaram a oferecer, extraoficialmente, porém, logicamente que essas velharias não foram consideradas.
Abraços

Carlos José Dornelas disse...

Finalmente amigo já existe data de anúncio do novo caça escolhido pela FAB?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Carlos. Não há data para anuncio desta decisão, que diga-se de passagem parece não ser do real interesse do governo. Esse assunto é importantissimo para a manutenção da capacidade dissuasória da FAB, porém os idiotas do governo devem ter em mente uma força aéra que sirva apenas de "companhia aérea particular"
Abraços

Heitor disse...

Prezado Carlos,

Estava lendo ontem o site da FAB (dia 10/04 na parte noticiário de imprensa) e vi a seguinte notícia:

Ministros Jobim e Mangabeira Unger, dão as visões preliminares sobre o plano estratégico nacional de defesa a ser anunciado em 7 de setembro.

Os desafios do PAC da Defesa:

FAB: Investir na compra de caças de quarta geração para evitar invasões aéreas; avançar na criação de veículos não tripulados de monitoramento e combate; colaborar com POTÊNCIA ESTRANGEIRA na criação de um caça de QUINTA GERAÇÃo e investir em recursos humanos.

Acho que já dá pra tirar algumas conclusões né? Só tem uma potência que está desenvolvendo caças de 5ª geração atualmente e que o Brasil pode ter acesso a tecnologia sensível.Posso estar enganado, o que você acha???

Heitor disse...

Também falam da marinha:

Marinha: Reposicionar geograficamente e rebalancear a Força. “A Marinha não tem que ser do Rio, mas do Brasil”, disse Unger, se referindo à concentração da Força no estado. Outra questão é que, caso aumente a atividade SUBMARINA, a força de superfície será reduzida.

Carlos José Dornelas disse...

Li há pouco na rede que o Brasil irá firmar uma parceria com a Rússia para construção de um caça de 5ª geração. Você já tem alguma notícia sobre isso? Será viável para o Brasil para, finalmente, possuir um vetor de caça a altura ou será mais um "êngodo" político?

PS: Há algum problema no e-mail do blog para contato? As mensagens estão retornando.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Carlos. Sobre o problema com o e-mail do blog, eu tinha escrito errado ele... agora está certo, pode usalo. Sobre o acordo com a Russia, eu ainda esperarei para confirmar se é verdade. A imprensa é meio precipitada demais. Se for verdade, otimo. Mas precisaremos de um caça para defender o Brasil até a entrada em serviço do PAK FA.
Talvez uns Flankes por leasing...,.
Abbraços

Carlos José Dornelas disse...

Ok amigo, vou aguardar novidades no blog sobre essa possível parceria Brasil X Rússia, que talvez seja promissora. Estou ligado no blog.

DoUgLaS disse...

muito doido.!!!

Wagner disse...

Carlos:


Eu espero ansiosamente que o Brasil realmente dê continuidade ao programa conjunto firmado em abril último com a Rússia. Será a primeira vez, desde a segunda guerra mundial, que a FAB será dotada de aeronaves de ponta. Isso permitirá uma efetiva capacidade de dissuação a todo aquele que têm interesses excusos no nosso país, a última fronteira agrícola do mundo!
Para ficar melhor, já pensou se nesse pacote viessem uns 15 submarinos???

Flavio disse...

Olá Carlos...
por favor responda algumas dúvidas...

já li sobre simulações onde um Amx abateu um F-16, dadas certas condições seria possível um A-29 abater um caça moderno com um Piranha?

é possível equipar um A-29 com um míssil BVR como o Derby?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Flavio.
O AMX, em simulações contra um caça F-16A norte americano venceu alguns combates aéreos sim, e foi nos ceus brasileiros a muito tempo. O treinamento que ocorreu foi uma operação combinada chamada Tigre quando caças norte americanos foram deslocados para bases brasileiras. Isso não quer dizer que o AMX seja um caça, ou que ele seja equivalente ao F-16, pois na verdade eles não são.
Quanto ao AT-29, sim, dependendo da situção, um piranha disparado por ele poderia vir a abater um jato. O missil derby, poderia ser lançado de um AT-29, usando dados enviados por dastalink do radar de outra aéronave, porem isso é teórico, pois na pratica o Derby, se lançado de um avião lento como o Super tucano, teria muito menos desempenho de alcance, além, é claro, de que o Super Tucano não foi pensado para uso desse tipo de arma. O AT-29 é um avião turbo helice de ataque e treinamento, cuja função ar ar , maior seria interceptar pequenos aviões a helices usados por traficantes ou helicopteros. Por isso ele foi projetado.
Abraços

aguia disse...

Olá Carlos, outro dia fiz um comentário no seu blog que o ideal para o Brasil seria a compra dos su 35 e a entrada no projeto Pak Fa. Mas estava analisando não seria melhor o Brasil concentrar todas a suas forças no projeto Pak Fa? enquanto isso modernizar os caças que já tem e investir em avião não tripulado, já que os F5 e Amx(embora o Amx não seja um caça) podem ter avida útil até 2015 a 2020.
Acho muito dificil o governo comprar um caça de 4° geração e depois gastar no projeto pak Fa.Pois não acredito que ele vá gastar tanto dinheiro.Então a tendencia é que depois de adquirir um avião Su 35 por exemplo é se acomodar.Caso o contrário modernizando seus caças e entrando no projeto Pak Fa não teria como ficar só na teoria pois seus caças mesmo modernizado sairia de ação, tempo em que O Pak Fa estaria entrando.
Por favor faça um comentário. Isto que eu escrevi era para ser escrito no link do Pak Fa porém não tem comentário.
Abraços

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Aguia. Com relaç]ão ao fato de não ter ciomentarios no PAK é porque há um endereço de e-mail para direcionar as duvidas. esse endereço está ao fim do artigo. Sobre sua duvida, eu considero que a situação da FAB seja critica e por isso não dá para esperar um caça de 5º geração. Precisamos de um caça novo agora. Su-35BM seria otimo. PAK demorará para sair dop papel.
Abraços

Bruno disse...

Carlos, ao invés da FAB ter a exclusiva utilização dos AT-29 não seria melhor repassar ou simplesmente adquirir mais unidades para o uso do exército?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Bruno. O AT-29 seria uma importante arma se usada pelo exercito pois poderia apoiar as forças de terra com mais disponibilidade. mas aparentemente há um tabu no uso de aéronaves de asas fixa por nosso exercito. Outra coisa estranha que está na iminencia de acontecer é que a força aérea e não o exercito, estão adquirindo helicopteros de ataque artilhados. Um equipamento que é necessário para nosso exercito, mais que para a força aérea, sob meu ponto de vista.
Abraços

Wilson disse...

Ola carlos!

Gostaria de saber como e que o piloto controla o Star Safire,se e por meio de um manche,por meio da mira num capacete ou funciona de modo autonomo.

Abraços!!!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Wilson. Eu, realmente não sei lhe informar isso. Deduzo que ele possa ser controlado em algumas funções pelo manche, sem intervenção do capacete. Mas posso estar errado.
Abraços

Alcebíades disse...

carlos
o super tucano pode ser usado para da combate a blindados e apoio a tropas terrestres como o a-10 americano?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Alcebiades. Certamente que o Super tucano PODERIA ser usado nessa função se fosse integrado um armamento especifico como misseis hellifire, por exemplo. Hoje, as armas integradas a ele, não permitem que essa missão seja executada.
Abraços

FVCM DEFENCE & FILMES disse...

muito bom !!! parabens "" sem sombra de duvidas o super tucano mostra a capacidade da noça embraer !!! carlos eu coloquei uma enquete q inicialmente gerou grande polemica no orkut !! a enquete faz a seguinte pergunta !!! existe espaço pr o at29 super tucano no EDA!!! na minha opinião sim pois a esquadrilha alem de motivar jovens a engreçarem na fab tem objetivo de mostrar tbm a capacidade de nossa industria aeronaltica !! ql sua opinião !! oq vc axa desta ideia!!!futuramente !!!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá FVCM. O AT-29tem desempenho acrobático, pouco inferior ao dos celebres Tucanos AT-27. Assim sendo, creio que o AT-29 não agrega nada ao EDA. Sendo assim, sou da opinião de que o AT-29 não serve para a esquadrilha da fumaça.
Abraços

alex disse...

Ja tinha uma certa simpatia por esse aviao,mas um dia desses um passou num voo rasante quase em cima da minha casa,fiquei impressionado com a velocidade (para um aviao a helice) e como eh silenciozo,dificilmente iriam se defender dele sem alerta antecipado,a anti aerea naum teria tempo habil,quanto ao que alguem perguntou:eu acho que esse aviao pode sim fulminar um caca a jato usando o terreno como protecao e aproveitando alvos de oportunidade que aparecessem,de preferencia com um Python 4 que eh mais capaz,claro que ele levaria desvantagem num cenario BVR contra jatos modernos,mas claro que tambem o piloto de um desses naum seria otario de se colocar num cenario desses.

Skill disse...

Adoro esta aeronave...

So resta o EDA estar com elas...

So resta o EB adquirir alguns para ter sua propria força (com misseis russos ou franceses claro..americano nem pensar!)

So resta uma versão embarcada para caça submarina...

So resta os trocar o Sistema GPS pelo Russo ou Frances (ja esta pronto??)...o Jobom alertou que o sistema CCIP do ALX esta com um erro de 150 mtros (pasmem..e o contrato rezava 20m)...

No mais esta aeronave é show para a função que se destina..

Probus disse...

Comandante Di Santis, salvas!!

A Herstal M-3P do nosso AT-29 foi usada com êxito numa interceptação ontem...
Senhor: Quando se faz uma interceptação desta não existe um apoio de helicópteros? Existe Helicóptero capaz de interceptação?? Ontem os meliantes sumiram por isso...

Continências.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Probus.
Eu desconheço o procedimento de interceptação exata que a FAB faz nesse tipo de situação, porém acredito que o helicóptero de apoio não seja enviado uma vez que você não sabe se o invasor se entregará ou se ele terá que ser morto.
Helicópteros não são usados como interceptadores pois essa missão exige que a aeronave tenha uma velocidade maior.
Abraços

Probus disse...

Comandande Di Santis , salvas!!

Quando questionei-lhe Senhor, foi porque eu sempre tive muito preconceito com esta aeronave. Mas a eficiência que ela desempenha suas missões me fizeram mudar meu equivocado conceito e, confesso que o MAA-1 Piranha, para mim, é um motivo de orgulho e um bom começo.
Existem outros armamentos em desenvolvimento para o AT-29 Senhor?

Continências.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá probus.
Não há armamentos em desenvolvimento, especialmente para o Super Tucano, nesse momento. Porém sei que os Estados Unidos, caso adquiram exemplares dele, usarão mísseis Hellfire nele.
Abraços

Luiz disse...

Olá Carlos,vc saberia me dizer se o AT-29 é superior ao Pilatus PC-21?
Abraços

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Luiz. Sim. O Super Tucano supera o PC-21 em velocidade, alcance, altitude, capacidade de armamento (incluindo a versão AT-6B que concorre diretamente com o Super Tucano no mercado.
Abraços

Osasco .22 disse...

Seria possivel o uso do hellfire no super tucano?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Sem duvidas que sim. Porém precisa ser integrado ao sistema de armas do avião, coisa que ainda não ocorreu.
Abrços

Wilson disse...

Olá carlos!!!!

Li no poder aéreo que os EUA não vão fornecer os componentes para a fabricação dos super tucanos se o Rafale for escolhido. Gostaria de saber, se você souber me dizer, quais componentes são esses e se eles podem ser substituidos por outros europeus, como o motor por exemplo... Abraço!!!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Wilson. Componentes avionicos como o HUD e telas MFD, cabides de armamentos e motores são fabricados nos EUA. Ei li esse artigo que você mencionou, porém não creio que ele realmente retrate a verdade. Penso que essa informação foi plantada na mídia para causar tumulto. Porém, os sistemas podem ser substituídos, mas a a um custo proibitivo.
Abraços

Osasco .22 disse...

O IA-58 Pucara é equivalente ao super tucano?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Osasco. penso que o Pucará seja de uma outra classe de aeronave por ser bimotor. O Super Tucano é bem mais moderno.
Abraços

lucassantoslisboa disse...

eu fico de cara por os americanos sempre tentar estragar nossos desenvolvimento tanto economico quanto tecnologico vcs acham que se a escolha fose o super hornet dos eua seria de alguma maneira manipulado ou peças como motor ou seus armamentos ar ar nao seriam totalmente trasferido para a fab continuar dependente deles sei q mesmo aliados nao sao confiaveis a muitos episodios reais q provam isso como o enche saco de internacionalizaçao da amazonia q e filha da puta quem concorda desculpa o palavrao mas e ou como a cia ter esplodido dois vls que mataram + de 30 brasileros na intensao de nao dexar o brasil vazer sua missao espacial completa q era lansar um satelite nacional a cia e como a alcaida na realidade ja q bush considera terrorismo uma pratioca de atentado comandado por um estado

juliano felix disse...

olá carlos!
será que daria para equipar os super tucanos com uma minigun?
parabéns pelo blog
O MELHOR!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Juliano. Certamente que se poderia instalar casulos sob as asas cpm uma minigun. Mas essa arma, ainda não foi integrada ao avião. Se Os EUA comprarem o Super Tucano, certamente que eles colocarão esta arma.
Obrigado e abraços

Barack. disse...

A força Aérea brasileira com os super tucanos,está no século dos dinossauros. Precisamos urgente de aviões de combate que seja motivo de orgulho dos brasileiros. Até quando o Brasil vai depender de tecnologia estrangeira para sua segurança. Os militares brasileiros estão preocupados com seus empregos, pois faz mais de 500 anos que o Brasil foi descoberto, até agora não temos tecnologia que garanta a nossa soberania no espaço aéreo do Brasil, isto é simplismente vergonhoso.

Junior Hubner disse...

Olá Carlos!
Bem, eu penso que a EMBRAER é uma puta de uma indústria que tem capacidade não só pra desenvolver sistemas aeronáuticos mas tbm fabricá-los.
Acabei de ler uma notícia sobre um avião, que eu sei, já vôa há muito tempo, que é o Ipanema (aeronave usada para pulverização de lavouras) e já tem mais de 1.100 unidades vendidas, número esse que me surpreendeu.
Certa vez li em algum lugar, não me recordo qual que este avião se for adaptado pode levar até duas bombas de 200lbs se não me engano.
Isso por um lado me facina, por ser um avião capaz de pousar em qualquer lugar, como pistinhas das mais simples que existem por todo território, e ao mesmo tempo me angustia, por isso não ser nada se compararmos com a capacidade bélica de alguns países.
Outra coisa na qual eu penso às vezes, é se não seria possível transformar alguns aviões como o EMB-190 por exemplo, em algum bombareiro pesado. Acho que uma baia interna poderia levar uma boa quantidade de bombas, mesmo sabendo que atualmente a estratégia é atacar um unico alvo com uma unica bomba inteligente. Não funciona como no Vietnã e aqueles B-52 urubuzando alvos. Porém, eu acho que seria interessante termos alguns aviões do tipo, até mesmo para quem sabe se necessário, usarmos contra forças menos poderosas, caso seja necessário. Isso na sua opinião seria viável?
Abraço!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Junior.
O conceito de bombardeiro pesado como um avião que despeja bombas está acabado. Hoje, grandes bombardeiros como o B-52, B-1 e B-2, são transportadores de armas guiadas como mísseis de cruzeiro e bombas de planeio guiadas por gps. O Brasil poderia ter para esta função, o Su-34 Fullback, que poderia ser usado como um poderoso caça bombardeiro pesado de profundidade, armado com mísseis de cruzeiro e bombas guiadas por satelite (GPS, Glonass ou galileu)
O EMB-190 não daria base para um bombardeiro.
Abraços

Bruno disse...

Carlos, ouvi boatos que os EUA estavam interessados em comprar o Super Tucano.
Então confirma? Se sim, como ficou?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Bruno. É verdade sim. Os Super Tucanos estavam sendo avaliados pela USAF e pela marinha norte americana. Na USAF, especificamente, o Super Tucano concorria com um modelos da Hawker beechcraft chamado AT-6 que é, claramente inferior ao modelo brasileiro. Porém a USAF acabou cancelando o programa.
Abraços

Osasco .22 disse...

Eae, blz?

O EB nessecita de um vetor de asas fixas, se o tucano ganhasse um up-grade com misseis ant-carro(MSS1.2 ou o incrivel Hellfire) e dois canhões de 20mm no lugar das .50, seria bom?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Ola Osasco. Eu não tiraria as .50 das asas. O canhão de 20 mm além de mais pesado e afetar o desempenho geral do avião, não seria assim tão util. O Hellfire ou o novíssimo míssil JAGM, derivado do Hellfire são facilmente integrados ao Super Tucano e dariam um vetor extremamente letal no campo de batalha.
Abraços

wyrm panzer disse...

carlos tudo cara primeiro quero dar os parabens pelo blog mas me tira uma duvida sera que o tucano pode usar o missel brimstone como arma ????

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá wyrm panzer.
O Brimstone não está integrado ao Super Tucano porém pode ser integrado. Seria um upgrade nas capacidades de combate deste pequeno turboélice que ampliaria muito sua letalidade.
Abraços

wyrm panzer disse...

ola carlos mais uma se por acaso o brimmstone fosse integrado quantos misseis o alx carregaria??? E o maverik americano poderia ser uma arma para ele ou os armamento russo poderia fazer parte do arsenal deste avião???

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Wyrm Panzer.
O Brimstone poderia ser transportado em 8 unidades, sendo 4 cabides duplos. O Maverick é uma arma grande e pesada demais para o pequeno Super Tucano.
Abraços

wyrm panzer disse...

e o sistema star fire AEL de guiamento para foguetes de 70mm seria uma boa aquisição pois seria de baixo custo e preciso ou sera que esto enganado

wyrm panzer disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá wyrm panzer .
penso que este foguete não seria interessante para o Super Tucano. Penso que os helicópteros devam ser os naturais usuários deste sistema. O Super Tucanos deve focar no uso de munições mais potentes como o Brimstone, e as bombas GBU 12 Paveway II, já usadas em combate pela Colombia, quando mataram um dos lideres das FARC com esta letal combinação.
Abraços

Neo Neo disse...

Carlos, só por curiosidade: seria possivel/viável a modernização dos projetos de alguns classicos da 2ª GM (muuuuito mais possantes que nosso ST) como por ex. o P-51, com avionicos e armamento atual para executar as mesmas tarefas do ST?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Neo. Sim, seria possível.
Um avião potente tem um custo maior e esse maior custo pode, dependendo da missão, não se reverter em beneficio maior. Por isso penso que no caso do ST, ele já é adequado e um avião mais potente faria a mesma coisa so que de forma mais cara.
Abraços

Neo Neo disse...

Muito grato pela explicação. Outra Dúvida: Hélices contra-rotativas melhoram efetivamente o desempenho de uma aeronave, o caso mais conhecido é o do TU-95, e recentemente varios modelos de helis como os kamov e sikorski. Seria viável instalar uma dessas nos nossos ST? resultaria em um grande aumento de desempenho?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá neo Neo.
Sim, este sistema de propulsão traz um grande ganho de desempenho, principalmente em termos de velocidade máxima. Porém sua mecânica é mais cara de manter e o desempenho ganho não é fundamental para o normal execução das missões no Super Tucano que luca contra aeronaves de péssimo desempenho que os traficantes usam ou dar apoio aos soldados em terra.
Abraços

Neo Neo disse...

Mais uma vez, estou muito grato pela atenção dispensada, seus blogs são os melhores que encontrei no que se refre a conhecimento tecnico e interação com os leitores.

Neo Neo disse...

Mais uma vez muito obrigado pela explicação. O que vc acha quevai acontecer na concorrencia americana... o nosso ST leva essa? ou os fatores politicos vao influenciar novamente (é a lógica) em favor de um avio claramente inferior ao nosso?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Neo.
Se a decisão for técnica, o ST não tem com que se preocupar pois o modelo AT6 é um avião bem inferior ao nosso. Em outra época, o nosso avião já tinha vencido ali. Mas como os americanos estão numa baita pindaíba, precisando de empregos e tudo, poderia ser que o ST perdesse em favor de um modelo que gerasse mais empregos nos EUA. É interessante lembrar, porem, que o AT-6 foi retirado, a duas semanas atras, dessa concorrência, sobrando apenas o ST, o que, em teses pode significar a vitoria da Embraer.
Abraços

D.T.G disse...

Cadê a renovação da frota aérea brasileira? Até agora nada foi confirmado e a nossa defesa continua arcaica e ultrapassada! Porque a Embraer não tem condições de construir caças compatíveis com as dos EUA e França? O super tucano é fraco e inútil para combater outros caças de grande porte. Precisa-se de uma renovação no força aérea URGENTE!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá D.T.G.
A capacidade de combate aéreo de alto desempenho da FAB realmente está "aleijada" Os F-5M e Mirage 2000C, que utilizamos não são capazes de proporcionar uma real capacidade de combate. No máximo são capazes de interceptar um único intruso em temos de paz. Porém, vale ressaltar que o objetivo do Super Tucano não é e nunca foi o de interceptar aeronaves de alto desempenho. Para a função da qual ele foi projetado, apoio aéreo aproximado e interceptação de aeronaves turbo helices, ele é o melhor do mundo. A USAF (força aérea dos Estados Unidos, anunciou ontem, a escolha dele para sua frota de aeronaves de ataque leve.
Há fortes boatos de que o governo anda pensando em comprar aeronaves de combate de alto desempenho de segunda mão que podem ser o Mirage 2000-9 do Emirados Arabes Unidos, o F-16C da USAF e mesmo o JAS-39C Gripen, até uma decisão do FX2, que na pratica nem aconteceria se comprarem mesmo estes aviões usados.
Abraços

Guardião ATM disse...

Saudações Carlos!!!
Não seria interessante termos em cada Estado da Federação de 10 a 30 caças supertucanos, armados com misseis, fazendo patrulha e contando com 2 aviões turbohelice de alerta antecipado enquanto aguardamos os caças supersonicos do fx2?
Grande abraço.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Guardião.
Não sei se entendi sua proposta. Mas você estiver se referindo a usar o Super Tucano como aeronave de defesa aérea, eu discordarei. O Super Tucano é ótimo dentro do seu perfil de voo, ou seja: atacar aeronaves turbo-helices de traficantes e atacar guerrilheiros ou mesmo blindados (depois de uma atualização de sistemas).
Abraços

Guardião ATM disse...

Saudações Carlos!!!
Desculpe-me a ambiguidade da minha parte ao expressar-me. Falo como patrulha costeira. A defesa aerea é impossivel. Concordo. Somente com caças supersonicos. É extressante a maneira como esta sendo conduzido a compra dos caças. É hora das Forças Armada buscar autonomia e se impor quando o assunto for inerente a defesa nacional. Tal assunto não deveria ser tratado por aventureiros do governo. É assunto de suma importancia que deve ser tratado por representantes da nação e não de governos. Creio que a Constituição Federal tenha brechas para as força armadas exigir o que é de direito. Grande abraço Carlos e perdoe a falha ao falar sobre os supertucanos.

Osasco .22 disse...

Eae, Blz?

Eu estava lendo que EMB-312H era um projeto anti-helicoptero, o super Tucano integrado com o Igla e MAS-5.1
seria um perigo?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Osasco.
Eu penso que hoje existem armas ainda mais interessantes. O A-29 poderia ser armado com o AGM-169 Joint Common Missile que tem o peso de um hellfire com o alcance de um maverick e substituirá os dois nas forças armadas dos EUA. Para uso contra helicópteros, O Stinger, norte americano, me parece uma solução muito interessante, embora o uso de um míssil mais pesado, como o AIM-9 Sidewinder poderia ser válido também.
Abraços

Osasco .22 disse...

reforçando o suporte ventral de armas do at-29, instalar um pod com um canhão m-61, é uma boa ideia para apoiar as tropas em solo?

Carlos E. S. Junior disse...

Olá Osasco.
O M-61 possui um recuo elevado demais para o peso do A-29. Não seria uma boa ideia. O uso de uma Minigun seria mais interessante.
Abraços

jeimes disse...

ola carlos. lendo esta matéria me veio a cabeça uma comparação. logicamente retirando a parte eletrônica do tucano. quais seriam as qualidades melhoradas deste. comparado a aviões históricos da segunda guerra mundial? tipo P-51 mustangue, F6F Hellcat, e mesmo o zero japonês.

Carlos E. S. Junior disse...

Olá Jeimes. Os aviões de caça da segunda guerra foram projetados para um desempenho de voo maior que o Super Tucano,. que é uma aeronave derivada de um avião de treinamento. Caças da segunda aguerra eram mais rápidos e tinha muito mais metralhadoras.
Abraços

Osasco .22 disse...

Para uso na patrulha naval, equipa-los com o missil Sea Skua, acaba sendo uma boa ideia contra embarcações pequenas?

Carlos E. S. Junior disse...

Olá Osasco. Embora o Sea Skua seja leve o suficiente para ser transportado pelo AT-29, seu tamanho e formato, causariam um arrasto enorme no pequeno avião. Predito o uso de mísseis Brimstone para a mesma função.
Abraços