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16 Outubro 2008

Tupolev Tu-160 “Blackjack”. Gigantesco, supersônico e ameaçador


Por Sergio Santana.
DESCRIÇÃO
Curiosamente, a aeronave identificada como Tupolev Tu-160 “Blackjack” é o aperfeiçoamento dos projetos T-4MS e M-18/20, elaborados pelos escritórios rivais OKB-51 e OKB-23, liderados respectivamente por Pavel O. Sukhoi e Vladimir M. Myasishchev.
Em 28 de novembro de 1967 o governo soviético emitiu a ordem 1098-378, estabelecendo as especificações técnicas de um bombardeiro tripulado supersônico de alcance intercontinental armado com até quatro mísseis Kh-45 ou vinte Kh-22; velocidade máxima entre 3.200-3.500 km/h, na qual devia cobrir uma distância de 11.000-13.000 km voando a 18.000 metros. Estas e outras características deviam ser superiores à ameaça colocada pelo projeto norte-americano AMSA, cujo resultado final é o B-1B “Lancer”.

Acima: Um Tu-160 Blackjack faz uma passagem baixa acompanhado de um caça de escolta Sukhoi Su-27 Flanker. O grande alcance do Su-27 lhe permite ser a escolta natural para um bombardeiro estratégico como o Tu-160.
Todavia, em fins de 1972, após os dois competidores terem analisado diversas configurações aerodinâmicas, o Alto Comando da Força Aérea decidiu que a nenhum deles seria autorizado o desenvolvimento: no que dizia respeito à Myasishchev isto se devia a que suas instalações, resumidas a um conjunto de prédios nos arredores de Moscou foram considerados incapazes de produzir uma aeronave com aquela complexidade, mesmo já tendo concebido o primeiro bombardeiro a jato soviético, o M-4, codificado pela OTAN como “Bison”; enquanto que relativamente à Sukhoi, o impedimento se baseava na crença de que o novo projeto ultrapassava a sua capacidade, já comprometida com variantes do Su-17 “Fitter-C” e o refinamento de projetos que se tornaram o Su-27 “Flanker” e Su-24 ”Fencer”. Assim, todos os resultados da pesquisa para o novo bombardeiro foram repassados ao OKB Tupolev, que embora ocupado com o desenvolvimento de aeronaves civis – o trijato Tu-154 e o supersônico Tu-144 – e militares, como o Tu-142 e Tu-22M, viu prevalecida a sua experiência no tipo de plataforma que o governo buscava, mesmo tendo freqüentado as reuniões sobre tal assunto apenas como “ouvinte”.
Acima: Uma maquete de um modelo do escritorio (okb) MYASISHCHEV que foi estudado para o programa que deu origem ao Tu-160. A cabine deste modelo lembra muito o modelo norte americano B-58 Hustler.
NASCE O TU-160
Inicialmente denominado “Produto K” ou Tu-156 (identificação utilizada por um modelo quadrimotor especializado em funções AEW), o TU-160 se beneficiou especialmente do projeto M-18, do qual as ambiciosas especificações foram reduzidas ao considerado minimamente útil: a obtenção do desempenho resultante combinou asas de enflechamento variável, para se adaptar a cruzeiros subsônicos de longo alcance bem como às bruscas acelerações supersônicas; motores turbofans de baixo consumo – mesmo com a pós-combustão acionada – e elevada potência, testados sob um Tu-142LL. Ainda que a mobilidade das entradas de ar a princípio aumentasse o índice de reflexão-radar (uma das maiores preocupações devido às dimensões do modelo) esta foi atenuada pelo revestimento absorvente de radiação composto por grafite negro. Com a mesma intenção a seção frontal dos propulsores foi protegida por telas especiais.
A suave interação das asas com a fuselagem também servia a este propósito, além de aumentar a sustentação e a eficácia aerodinâmica do conjunto cuja estrutura é formada principalmente por ligas de alumínio, na proporção de 58%, com ligas de titânio, aço de alta resistência e materiais compostos também integrando o Tu-160.

Acima: Nesta bela foto, o gigante Tu-160 deixa o solo com suas asas em enflechamento minimo. A geometria variavel adotada no Blackjack mostra que os requisitos para esse bombardeiro eram muito similares ao do bombardeiro B-1, original.
Como no bombardeiro experimental Sukhoi Su-100, as superfícies de controle do “Blackjack” são acionadas por impulsos elétricos (sistema FBW), organizados em uma rede capaz de resistir a três falhas totais, com o comando da aeronave afinal sendo exercido mecanicamente como último recurso. O enflechamento das asas também é automático, de acordo com os perfis de vôo.
Durante os vôos longos, a instalação de um pequeno forno e de uma toalete visou ao conforto da tripulação, composta por comandante, co-piloto e os dois operadores de sistemas ofensivo e defensivos, acomodados em assentos K-36OL (equipados com kits de sobrevivência NAZ-7), capazes de ejeção individual ou em seqüência, acionada por qualquer tripulante. Caso a ejeção ocorra sobre a água, há um bote inflável LAS-5M. Em missões a grande altitude, o traje anti-G e o capacete ZSh-7B, ambos equipamentos padrões, são substituídos por uniformes de pressão total “Baklan”, similares aos dos cosmonautas.
Além do controle da aeronave, a tripulação tem de supervisionar mais de 100 computadores digitais, dos diversos complexos eletrônicos, oito dos quais destinados à navegação. Tais máquinas integram o sistema duplo de navegação inercial K-042K; a navegação estelar e por satélite; a suíte de comunicações multicanal, com antenas acima e abaixo do convés de vôo; o radar de seguimento de terreno “Sopka”, para vôos a baixíssima altura; o radar de navegação/ataque “Obzor-K”, capaz de fornecer guiagem de meio curso a mísseis ar-superfície e, finalmente, a instrumentação de vôo, que inclui itens do Tu-22M3 “Backfire-C”.
Acima: O Tu-160 possui uma autonomia intercontinental sendo capaz de atacar alvos a distancias de até que excedem 10500 km com o apoio de reabastecimento aéreo.
Foi esta aeronave, identificada como “Produto 70-00” que decolou em 18 de dezembro de 1981 sob o comando de Boris I. Veremey, acompanhado de Sergey T. Agapov, além dos navegadores Mikhail M. Kazel e Anatoliy Yeriomenko, para um vôo de 27 minutos, no qual atingiu a altitude de 2.000 metros. Por essa mesma época a aeronave foi casualmente fotografada por um turista ao lado de dois Tu-144, resultando em uma foto de má qualidade durante muito tempo atribuída a satélites norte-americanos. Logo depois disso, o Tu-160 recebeu da OTAN o código “Blackjack”. A introdução do tipo em serviço ocorreu em abril de 1987, quando começou a ser distribuído ao 184º Regimento de Bombardeiros Pesados da base aérea de Priluki, na então república soviética da Ucrânia) de onde foram deslocados para território russo em 1999 após demorada negociação.
Acima: Uma rara foto do cockpit do Tu-160. Como este avião é capaz de voar a distancia intercontinenatis as missões podem ser muito longas. Por causa diso é possivel a instalação de um toalete e um forno para o conforto da tripulação.
APARECENDO AO MUNDO
Curiosamente, as primeiras pessoas fora da União Soviética a verem um Tu-160 de perto eram parte de uma delegação norte-americana chefiada pelo então Secretário de Defesa Frank Carlucci, que chegou a entrar no “Blackjack” codificado “Vermelho 12”, estacionado na base aérea de Kubinka em 2 de agosto de 1988. Anos depois, este exemplar foi batizado “ Aleksandr Novikov”, em uma tradição dos tempos soviéticos de dar nome de personalidades às suas aeronaves.
Por sua vez, o público civil tomou conhecimento amplo do tipo em 20 de agosto do ano seguinte, quando um exemplar de desenvolvimento executou um vôo rasante sobre a multidão reunida em Tushino para o Dia da Aviação, mas ainda naquele ano um dos Tu-160 se aproximou do litoral canadense após um vôo de 12 horas. O recorde de velocidade (para a sua categoria) de 1.731,4 km/h em circuito fechado de 100 km, estabelecido em 31 de outubro de 1989.
Em 1991, outro “Blackjack”, identificado “Vermelho 17”, foi interceptado por um elemento de F-16A da Real Força Aérea Norueguesa, orgânicos do 331º Esquadrão baseado em Bødo, assim inaugurando uma prática que obteve grande destaque na mídia mundial em 2007, quando exercícios de larga escala provocaram a reação não só de interceptadores noruegueses, mas igualmente dos seus pares norte-americanos, canadenses e britânicos em um intervalo de poucos dias. O mais recente impacto causado pela aparição do Tu-160 se deu em 10 de setembro último, quando dois exemplares, “Aleksandr Molodchii” e “Vladimir Sen’ko” pousaram na base aérea venezuelana de El Libertador.
Acima: Os bombardeiros Tu-160 Blackjack são a ponta de lança da capacidade estratégica da força aérea russa. Um programa de modernização tem trazido esse excelente vetor de combate para novas capacidades visando uma maior eficacia frente aos desafios do seculo 21.
AS ARMAS DO CISNE BRANCO
O seu acabamento em cor branca (destinado a amenizar os efeitos de uma detonação nuclear) e o perfil esguio lhe renderam o apelido de “Cisne Branco”, mas o arsenal nuclear exclusivamente levado em nos seus dois compartimentos internos, com dimensões unitárias de 11.28x1.92m facilmente desfaz tal imagem pacífica: doze mísseis Raduga Kh-55 – codificados “AS-15 Kent” pela OTAN com o comprimento de 5.88m e alcance de 600 km, durante os quais voa a 40-110 m do solo, em uma velocidade de 720 km/h, a ogiva nuclear de 200 quilotons sendo a mesma do Kh-55SM “Kent-B”. Esta ultima versão é quase três metros maior, com o peso saltando de 600 para 1.700 quilos, resultado da adição de combustível, que elevou seu alcance para 3.000 km. As duas armas são guiadas através da comparação de terreno, quando um mapa digital do percurso até o alvo é introduzido na sua memória – acondicionados em dois lançadores giratórios com seis artefatos cada. Com arma secundária, há 24 mísseis Kh-15 (AS-16 “Kickback”), que medem 4.78m com o peso de 1.200kg: após o lançamento entre 30-22.000 metros, esta arma acelera a mais de 5.000km/h e sobe a 40.000m, de onde cai, com o perfil de vôo se adequando ao alcance (máximo de 150 km). A ogiva é nuclear, de 100 quilotons, e o direcionamento inercial, com as coordenadas do alvo introduzidas antes do lançamento. A autodefesa do “Blackjack” está a cargo do IFF SRO-1P, cujas antenas estão sob o “nariz” e no estabilizador vertical; da suíte de medidas eletrônicas de apoio “Baikal”, que inclui detectores de alerta radar, nas pontas das asas e laterais dianteira/traseira da aeronave; das contramedidas eletrônicas ativas nas raízes e bordos de fuga das asas; de contramedidas infravermelhas direcionadas para trás; e, finalmente, de lançadores triplos de chaff/flare APP-50, espalhados na parte inferior da fuselagem traseira.

Acima: Um dos compartimentos do Blackjack completamente carregado com 6 mísseis de cruzeiro Kh-55 (AS-15 Kent). Esses mísseis são armados com uma ogiva nuclear de 200 kilotons de rendimento e são capazes de destruir seu alvo a uma distancoa de até 600 km.
Logo após a sua entrada em serviço, o TU-160 passou pela sua primeira modernização, quando incorporou um sistema de radio navegação de longo alcance, operando coordenado a estações terrestres, novo mapa móvel PA-3 e um GPS aperfeiçoado, além de maior capacidade “stealth”.
No início do século XXI, um programa de atualização mais amplo foi empreendido, resultando em aviônicos mais leves, compactos e eficientes; novos revestimentos absorventes de radiação e uma nova gama de armamentos, que não apenas ampliam a capacidade de ataque nuclear do “Blackjack”, mas habilitam-no para surtidas convencionais. Dentre estes está a bomba guiada por satélite KAB-500S, cujo corpo mede três metros, possuindo o peso total de 500 quilos, trezentos e oitenta dos quais integrando a carga perfurante. A KAB-500S pode ser lançada entre 500-10.000m, com a aeronave voando a no máximo 1.100km/h; o míssil de cruzeiro Kh-555, que apresenta as mesmas dimensões do Kh-55SM, mas possui peso de 1.500kg, representado pela ogiva perfurante, de carga oca, anti-pessoal ou explosiva de 350 kg e tanques alijáveis que elevam o alcance a 3.500km, sua velocidade sendo de 720-750 km/h, com guiagem por satélite/inercial; o míssil de cruzeiro Kh-101, com comprimento de 7.45m, peso entre 2.200-2.400 kg (quatrocentos deles sendo a ogiva penetrante), velocidade acima de 800 km/h e alcance de 5.000km, sendo guiado por sistema inercial/GPS/seguimento de terreno/TV; e, finalmente, o Kh-41, que mede 9.74m, pesa 3.950 kg (dos trezentos integram a ogiva) e possui alcance de 250 km, voados a sete metros de altitude e mais de 3.000km/h
Por sua vez, o novo armamento nuclear é representado pelo Kh-102, a versão de ogiva atômica (250kT) do Kh-101, apresentando velocidade e peso máximos de 970 quilômetros horários e 2.400 kg, respectivamente. A guiagem é por comparação de terreno/TV.
O primeiro “Blackjack” assim modificado foi o nomeado “Vitaly Kopyolov” entregue em 29 de abril deste ano, com o seguinte sendo o “Valeriy Bliznyuk” (o projetista-chefe do Tu-160), em 6 de julho, também equipando o 121º Regimento de Bombardeiros Pesados, baseados em Engels, que atualmente conta com 16 daqueles aviões, havendo planos de outras unidades serem entregues a cada 18 meses, até o total operacional somar vinte e uma aeronaves. O Tu-160 deve continuar a servir até 2020-2025.

Acima: Aqui temos um desenho em tres vistas do Tu-160 Blackjack. A cor branca tem por objetivo proteger a aeronave do efeito do flash das explosões nucleares.
FICHA TECNICA
Velocidade de cruzeiro: 1000 km/h
Velocidade máxima: 2000 km/h
Alcance de travessia: 10500 km
Empuxo: 4 turbofans Kuznetosov NK-32, com empuxo “seco” unitário de 13.000 kg e em regime de pós-combustão de 25.000kg
DIMENSÕES
Comprimento: 54,09 m
Envergadura: 57,7 m (asas abertas), 35,6 m (asas enflechadas)
Altura: 13 m
Peso: 110000 kg (vazio) e 275000 kg (com máxima carga)
ARMAMENTO
Mísseis de cruzeiro Kh-55 (AS-15 Kent), Kh-15 (AS-16 Kickback), Kh-555, Kh-101. Bombas guiadas por satélite KAB-500S além do arsenal comum composto por bombas de queda livre de diversos tamanhos.

Acima: Nesta bela foto, o Tu-160 mostra sua semelhança com seu par norte americano B-1B Lancer. Mesmo tendo uma configuração aérodinamica similar, o Tu-160 é mais rápido e transporta mais carga.

ABAIXO TEMOS UM VIDEO COM IMAGENS DE UM TU-160 DECOLANDO, ATERRISANDO E FAZENDO PASSAGENS A BAIXA ALTITUDE.

Algum comentário ou sugestão? Entre em contato pelo e-mail: campodebatalha.blogs@gmail.com

23 comentários:

Defesa, Geopolítica e Relações Internacionais disse...

Caros amigos,
Gostaria de confirmar o alcance do míssil Kh-55 conforme apresentado. Conheço várias fontes que citam o alcance do Kh-55SM (versão atualmente operada pela VVS) como sendo de 3.500 km e não de apenas 600 km, como o apresentado na excelente matéria. Seria interessante se fosse verificada a informação.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá. Pelo que conversei com o Sergio, autor do artigo, o alcance de 600 km é referente ao modelo original do KH-55. Nos sites o dado apresentado sempre diz respeito ao modelo KH-55SM, que é o melhor indice para esse modelo de missil. Olhe lá na texto e você poderá ver que o dado de 600 km se refere ao modelo original. Depois o autor aponta o alcance da versão melhorada.
Abraços

Lancer disse...

Apesar de meu nome estar aqui como ''lancer'',que não é por causa do b-1,acabei d eler o melhor dos artigos feitos pelo Sérgio Ricardo.Leve,d elonguagem acessível, mostrou nesse blog de forma comedida e informativa o que é e o que faz o maior avião supersônico que já voou

Wladimir disse...

Olá, Seu Carlos. Gostaria de saber o seguinte: haveria possibilidade da exportação do Tu-160? Pergunto isso porque a Rússia vendeu, se não me engano, o Tu-95 versão patrulha marítima para a China OU para a Índia. Ou isso é arriscado demais, tipo, uma aeronave com tamanha capacidade de combate não é estratégicamente viável exportá-la (vide F-22)?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Wladimir. Aviões com a capacidade do Tu-160 não estão no mercado para exportações devido a suas capacidades impares, além de seu custo elevado. A China, se não me engano, tento adquirir algumas uniodades, porém sem sucesso em anos recentes.
Abraços

Fernando disse...

Gostei muito do artigo. A quantidade e precisão das informações acerca do Tu-160 são impressionantes. Gosto muito de aviões bombardeiros, até mais que aviões de caça. Tanto que li os outros artigos sobre aviões desse tipo. Mas, tem um modelo, creio que só seja usado pela USAF, o AC-130, que é bem peculiar, eu chamo ele de avião de artilharia, apesar de estar certo que essa denominação não é correta. Fica aqui um pedido humilde, de que se for possível, elaborar um artigo sobre o AC-130, uma aeronave que eu admiro bastante.
Parabéns pelos blog Campo de Batalha (tenho acompanhado todos), e pelo excelente material que têm aqui.
Abraços.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Frenando. Obrigado por prestigiar os Blogs Campo de Batalha. Vou anotar sua sugestão para uma futura matéria.
Abraços

falcon disse...

Olá carlos, parabens pelo conteúdo do blog. Gostaria de saber qual o alcance do kh 102 será que é o mesmo do kh 101.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Falcon! pelo que pesquisei o alcance é o mesmo mudando apenas a ogiva que no KH 102 é nuclear.
Abraços

falcon disse...

Obrigado Carlos.
A Algum tempo atrás foi divulgada uma informação de que um Tu 160 modificado havia penetrado sem ser percebido no espaço aéreo americano no Alasca, essa informação é veridica? se for que tipo de modificação foi implementada ao Tu 160?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Falcon. Eu já ouvi por cima essa história. Não sei se é verdade ou não. Porém existe uma "lenda urbana" a rspeito de que os russos desenvolvem um casulo que produz um escudo de plasma em volta da aéronave tornando ela invisivel a radares. Poderia ser esse dispositivo que poderia ter sido usado pelo Tu-160, caso essa historia seja veridica.
Abraços

jnymassashi_8D disse...

Meus parabéns ! Excelente matéria !

Eu tenho uma dúvida.

O desenho aerodinâmico do Tu 160 é muito similar ao B1, na época da guerra fria, teve algum tipo de espionagem no projeto para ambos os lados ??

Será que os americanos copiaram o projeto dos soviéticos ? e vice versa.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Obrigado. Eu penso que em se tratando de requisitos parecidos voc~e tende a ter soluções parecidas. Veja que o desenho do Tu-160 consegue desempenho de vô supersonico, assim como o B-1, embora o russo seja ainda mais rapido. Não tenho subsidios suficientes para afirmar que houve espionagem russa para poder conceber o Tu-160.
Abraços

Artur Maciel disse...

Olá Carlos. Eu sou um grande admirador do Tupolev TU-160 e gostei bastante do seu site, mas algumas coisas que estão meio "incorretas" a respeito.

-Velocidade Máx.: 2200KM/h
-Alcance: 14000km
-Teto Operacional: 15000 metros (cerca de 45454 pés - variante 01)
18000 (cerca de 54545 pés - variante 07)
-Motorização: Samara/Trud NK-321 (variante 07)
-Capacidade de Carga Externa: 25052KG (variantes 01 e 07)


E sobre a história sobre o TU-160 que foi ao alaska, é verdade, foi um dos testes feitos com a tecnologia plasma, que foi testada primeiramente com os Sukhoi Flanker (SU-33 e SU-34) e também com o incrível Tupolev TU-95MS (marco histórico - voou até a base de guantanamo, onde o interceptaram apenas porque avistaram algo no céu que não se confirmava no radar!).


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Na imagem abaixo podemos ver porque o TU-160 é consideramente melhor do que o concorrente Ocidental:

http://www.flankerman.fsnet.co.uk/tu-160_files/tu-160_modl_10.jpg

Esse tipo de desenho de aeronave deixa essas máquinas instáveis em algumas manobras, tornando mais dificil fazer algumas curvas e/ou retomadas de altitude. o segredo está no tamanho e grau de enflexamento da asa. O TU-160 tem melhor configuração das asas do que o B-1B, por isso seu desempenho é melhor.

Artur Maciel disse...

Sobre essa história de que os soviéticos sempre roubam as ideias, isso ´´e realmente uma mentira. O que veio primeiro; o MiG-23 ou F-14? MiG-23. o desenvolvimento desses máquinas só se deve ser falado a partir dos projetos de outras aeronaves do mesmo segmento.

Bad disse...

Olá Carlos

Além dos 29 Bombardeiros T-22 quantos Tu-160 a ucrania herdou e quais outros tipos de armamentos ela herdou?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Bad. A Ucrania havia herdado 19 Tu-160 Blackjack, porém um acordo entre a Ucrania e a Russia, fez com que 8 desses bombardeiros fossem entregues para a Russia, para compensar dividas da Ucrania com Moscou.
Desconheço o armamento que esses modelos usam na Ucrania.
Abraços

cypher disse...

Ola carlos, eu queria saber se o Brasil usa algum bombardero, se o TU-160 seria uma boa opção para o Brasil e quanto a Russia gasta por mes pra manter cada Tu-160 Blackjack desse

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Cypher. O Brasil não usa bombardeiros atualmente pois nossa doutrina não visa o uso de sistemas de armas para ataque como é um bombardeiro. Não sei quanto a Russia gasta para manter seus bombardeiros, mas certamente é um elevado valor uma vez que só os russos, Chineses e americanos possuem este tipo de avião.
Abraços

Cerberus116 disse...

Carlos, qual é a designação da OTAN para o Tu-160M?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Cerberus. A Otan chama o T-160 de "Blackjack".
Abraços

ue disse...

OlA Carlos o brasil teria possibilidade de compra ao minimo 2 unidades desse belo bombardeiros e ele cutaria muito caro . abraços

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Ola Ue.
Esse tipo de aeronave não faz sentido numa doutrina de defesa. O Tu-160 é uma arma, exclusivamente , de ataque. Seu custo, igualmente é caro de manter e adquirir e aeronaves estratégicas como ele, não são exportadas a nenhuma nação. Pode perceber que o B-52, B1 e B-2, Não foram fornecidos para nenhum outro pais.
Abraços