
DESCRIÇÃO
O helicóptero de reconhecimento e ataque RAH-66 Comanche foi o mais avançado helicóptero de ataque já construído. Seu objetivo era substituir os helicópteros de reconhecimento e escolta OH-58D Kiowa Warrior, uma adaptação do Bell 206A jet Ranger desenvolvido durante a década de 60 como helicóptero de transporte e observação.
Com um desenho furtivo, o Comanche foi o primeiro helicóptero com características “stealth” a ser desenvolvido. Suas armas, como nos caças furtivos, são transportadas em compartimentos internos visando a redução da reflexão de radar. Sua fuselagem apresenta superfícies dispostas em ângulos para que a reflexão do radar seja direcionada para longe da antena emissora. Além da furtividade a o radar, outras soluções visando tornar o Comanche menos detectável por outros tipos de sensores foram aplicadas ao seu projeto como, por exemplo, o uso de um “Fantail” no lugar do rotor de cauda convencional além de um rotor principal com 5 pás para uma operação mais silenciosa. O uso de um sistema de supressão de calor IR incorporado nas saídas de gases das turbinas do Comanche permitiu uma emissão de calor de apenas 25% do que os helicópteros antecessores emitem fazendo com que sensores de calor, como o instalados em mísseis guiados a o calor, não consigam travar o Comanche como alvo. O Comanche, através dessas soluções, se torna um alvo muito difícil de se detectar por qualquer tipo de sensor, sendo assim, o primeiro helicóptero desenvolvido para furtividade máxima. Para se ter uma idéia da eficiência dessas soluções em reduzir a reflexão de radar, basta observar que um Comanche é 360 vezes menor para as telas de radar inimigas que um Apache e 250 vezes menor que o OH-58D Kiwoa Warrior, que ele deveria substituir.

O helicóptero de reconhecimento e ataque RAH-66 Comanche foi o mais avançado helicóptero de ataque já construído. Seu objetivo era substituir os helicópteros de reconhecimento e escolta OH-58D Kiowa Warrior, uma adaptação do Bell 206A jet Ranger desenvolvido durante a década de 60 como helicóptero de transporte e observação.
Com um desenho furtivo, o Comanche foi o primeiro helicóptero com características “stealth” a ser desenvolvido. Suas armas, como nos caças furtivos, são transportadas em compartimentos internos visando a redução da reflexão de radar. Sua fuselagem apresenta superfícies dispostas em ângulos para que a reflexão do radar seja direcionada para longe da antena emissora. Além da furtividade a o radar, outras soluções visando tornar o Comanche menos detectável por outros tipos de sensores foram aplicadas ao seu projeto como, por exemplo, o uso de um “Fantail” no lugar do rotor de cauda convencional além de um rotor principal com 5 pás para uma operação mais silenciosa. O uso de um sistema de supressão de calor IR incorporado nas saídas de gases das turbinas do Comanche permitiu uma emissão de calor de apenas 25% do que os helicópteros antecessores emitem fazendo com que sensores de calor, como o instalados em mísseis guiados a o calor, não consigam travar o Comanche como alvo. O Comanche, através dessas soluções, se torna um alvo muito difícil de se detectar por qualquer tipo de sensor, sendo assim, o primeiro helicóptero desenvolvido para furtividade máxima. Para se ter uma idéia da eficiência dessas soluções em reduzir a reflexão de radar, basta observar que um Comanche é 360 vezes menor para as telas de radar inimigas que um Apache e 250 vezes menor que o OH-58D Kiwoa Warrior, que ele deveria substituir.

Acima: Aqui podemo ver um dos protótipos do Comanche em sua configuração inicial, sem as superficies verticais das pontas da cauda.
A LIBERDADE ACROBATICA
O Comanche é propulsado por duas turbinas T-800-LHT-801 que rendem uma potencia unitária de 1563 hp. Essas turbinas são produzidas por uma joint venture entre a Rolls-Royce e a honeywell chamada LHTEC (Light Helicopter Turbine Engine Company) e versões desta turbina foram usadas nos helicópteros de ataque Westland Agusta A-129 International, já descrito neste blog, além do Super Linx 300 e no Future Linx da mesma empresa. Com essa propulsão o Comanche consegue uma razão de subida de 432 m/min, pouco menos que um helicóptero de ataque AH-64D Apache e o dobro do que consegue um helicóptero AH-1W Super Cobra. Sua velocidade máxima é de 324 km/h, podendo manter cruzeiro em 306 km/h, representando um dos mais velozes helicópteros de ataque já construídos. Esse desempenho somado a um controle de vôo do tipo FBW (Fly By Wire) com redundância tripla permitem que o Comanche seja capaz de dar um show de agilidade e de acrobacia.

A LIBERDADE ACROBATICA
O Comanche é propulsado por duas turbinas T-800-LHT-801 que rendem uma potencia unitária de 1563 hp. Essas turbinas são produzidas por uma joint venture entre a Rolls-Royce e a honeywell chamada LHTEC (Light Helicopter Turbine Engine Company) e versões desta turbina foram usadas nos helicópteros de ataque Westland Agusta A-129 International, já descrito neste blog, além do Super Linx 300 e no Future Linx da mesma empresa. Com essa propulsão o Comanche consegue uma razão de subida de 432 m/min, pouco menos que um helicóptero de ataque AH-64D Apache e o dobro do que consegue um helicóptero AH-1W Super Cobra. Sua velocidade máxima é de 324 km/h, podendo manter cruzeiro em 306 km/h, representando um dos mais velozes helicópteros de ataque já construídos. Esse desempenho somado a um controle de vôo do tipo FBW (Fly By Wire) com redundância tripla permitem que o Comanche seja capaz de dar um show de agilidade e de acrobacia.

Acima: O painel do Comanche representava a ultima palavra em integração de sistemas para facilitar o trabalho do piloto e do artilheiro na epoca de seus testes. Muitas das soluções desenvolvidas para o Comanche foram adotadas em programas de modernização do helicóptero AH-64D Apache.
UMA ELETRONICA AVANÇADA
O Comanche foi equipado com sensores e armas que, somado a suas qualidades de baixa detecção, lhe permitem ser extremamente letal no campo de batalha. Um radar de ondas milimétricas baseado no radar Longbow do helicóptero de ataque AH-64D Apache foi desenvolvido para proporcionar controle de fogo para o arsenal do Comanche. Um sensor EOSS (Electro-optics Sensor System) desenvolvido pela Lockhhed Martin, foi instalado no Comanche. Este sensor é composto por um telêmetro a laser, um sensor de imagens infravermelho FLIR, um sistema de TV e um sistema de visão noturna para navegação.
O piloto do Comanche usa um capacete HIDSS (Helmet Integrated and Sight System) composto de um visor de grande ângulo de visão que recebe informações de navegação e dos alvos direto nele, como nos caças de ultima geração, permitindo ao piloto manter-se informado sobre todos os parâmetros da missão, mesmo quando precisar virar a cabeça, além de ter um sistema de visão noturna já incorporado.

UMA ELETRONICA AVANÇADA
O Comanche foi equipado com sensores e armas que, somado a suas qualidades de baixa detecção, lhe permitem ser extremamente letal no campo de batalha. Um radar de ondas milimétricas baseado no radar Longbow do helicóptero de ataque AH-64D Apache foi desenvolvido para proporcionar controle de fogo para o arsenal do Comanche. Um sensor EOSS (Electro-optics Sensor System) desenvolvido pela Lockhhed Martin, foi instalado no Comanche. Este sensor é composto por um telêmetro a laser, um sensor de imagens infravermelho FLIR, um sistema de TV e um sistema de visão noturna para navegação.
O piloto do Comanche usa um capacete HIDSS (Helmet Integrated and Sight System) composto de um visor de grande ângulo de visão que recebe informações de navegação e dos alvos direto nele, como nos caças de ultima geração, permitindo ao piloto manter-se informado sobre todos os parâmetros da missão, mesmo quando precisar virar a cabeça, além de ter um sistema de visão noturna já incorporado.

Acima: O modernissimo capacete integrado HIDSS usado pelos pilotos do Comanche foi uma revolução em termos de conciência situacional proporcionada à tripulação de combate.
A CAMINHO DA BATALHA
O Comanche, por ter sido projetado como uma plataforma furtiva, ou “stealth” como mais é comum de se referir a uma aeronave difícil de ser detectada por radares, possui dois compartimentos internos de armas, sendo um de cada lado da fuselagem capaz de transportar 3 mísseis Hellfire anti tanque ou, até 6 mísseis ar ar Stinger ATAS. O míssil Hellfire foi projetado para destruir os mais modernos blindados MBTs em uso e os que estão sendo projetados. Dependendo da versão, o Hellifire pode ser guiado por laser semi-ativo ou pelo radar de ondas milimétricas. Seu alcance chega a 8 km e sua ogiva de 8 kg de carga moldada tem um efeito desastroso para qualquer tanque conhecido. Já o míssil ar ar Stinger (ATAS), é uma versão de lançamento aéreo do muito bem sucedido míssil anti aéreo lançado do ombro FIM-92 Stinger. Seu alcance é de 4,5 km e sua guiagem se dá por sensor infravermelho IR. Mesmo transportando armamento internamente, foi mantida a capacidade de transporte de armas externamente. Com o superte externo de armas, a quantidade de mísseis Hellfire pode chegar a um total de 14 mísseis sendo 8 externos mais 6 internos, ou ainda 28 mísseis Stinger ATAS, sendo 12 internos mais 16 externos. Casulos de foguetes HIDRA de 70 mm podem ser transportados também. Cada casulo tem 24 foguetes não guiados.
Além dos mísseis e foguetes, o Comanche tem um canhão de canos rotativos General Dynamics XM-301 de 3 canos, em calibre 20 mm, com 500 tiros de capacidade e uma taxa de tiro controlada que pode ser de 750 tiros por min ou 1500 tiros por min, dependendo do alvo e necessidade tática.

A CAMINHO DA BATALHA
O Comanche, por ter sido projetado como uma plataforma furtiva, ou “stealth” como mais é comum de se referir a uma aeronave difícil de ser detectada por radares, possui dois compartimentos internos de armas, sendo um de cada lado da fuselagem capaz de transportar 3 mísseis Hellfire anti tanque ou, até 6 mísseis ar ar Stinger ATAS. O míssil Hellfire foi projetado para destruir os mais modernos blindados MBTs em uso e os que estão sendo projetados. Dependendo da versão, o Hellifire pode ser guiado por laser semi-ativo ou pelo radar de ondas milimétricas. Seu alcance chega a 8 km e sua ogiva de 8 kg de carga moldada tem um efeito desastroso para qualquer tanque conhecido. Já o míssil ar ar Stinger (ATAS), é uma versão de lançamento aéreo do muito bem sucedido míssil anti aéreo lançado do ombro FIM-92 Stinger. Seu alcance é de 4,5 km e sua guiagem se dá por sensor infravermelho IR. Mesmo transportando armamento internamente, foi mantida a capacidade de transporte de armas externamente. Com o superte externo de armas, a quantidade de mísseis Hellfire pode chegar a um total de 14 mísseis sendo 8 externos mais 6 internos, ou ainda 28 mísseis Stinger ATAS, sendo 12 internos mais 16 externos. Casulos de foguetes HIDRA de 70 mm podem ser transportados também. Cada casulo tem 24 foguetes não guiados.
Além dos mísseis e foguetes, o Comanche tem um canhão de canos rotativos General Dynamics XM-301 de 3 canos, em calibre 20 mm, com 500 tiros de capacidade e uma taxa de tiro controlada que pode ser de 750 tiros por min ou 1500 tiros por min, dependendo do alvo e necessidade tática.

Acima: Nesta interessante foto podemos comparar os desenhos do F-117 Nighthawk com o do helicóptero Comanche cujas soluções para diminuição de sua assinatura de radar são similares.
A FLECHA PERDIDA
Mesmo com qualidades inegáveis e uma sofisticação elevada o Comanche acabou sendo cancelado em fevereiro de 2004 sob a alegação de que o exercito tinha prioridade de gastar as verbas disponíveis para comprar mais helicópteros UH-60 Blackhawks para repor perdas e desgaste. Aparentemente o sucesso dos veículos aéreos não tripulados também ajudou na decisão de se cancelar o Comanche, que seria muito mais caro de adquirir e usar na missão de reconhecimento, planejada para ele. O Comanche é um bom exemplo como mesmo para um país rico como os Estados Unidos podem ser influenciados pelo alto custo de seus sistemas de armas, fazendo com que programas de armas avançadas como o RAH-66 Comanche, sejam cancelados.

A FLECHA PERDIDA
Mesmo com qualidades inegáveis e uma sofisticação elevada o Comanche acabou sendo cancelado em fevereiro de 2004 sob a alegação de que o exercito tinha prioridade de gastar as verbas disponíveis para comprar mais helicópteros UH-60 Blackhawks para repor perdas e desgaste. Aparentemente o sucesso dos veículos aéreos não tripulados também ajudou na decisão de se cancelar o Comanche, que seria muito mais caro de adquirir e usar na missão de reconhecimento, planejada para ele. O Comanche é um bom exemplo como mesmo para um país rico como os Estados Unidos podem ser influenciados pelo alto custo de seus sistemas de armas, fazendo com que programas de armas avançadas como o RAH-66 Comanche, sejam cancelados.

Acima: Esta é uma das mais recentes fotos tiradas do Comanche antes do término de seus vôos de teste. Notem as portas dos compartimentos de armas abertos, logo abaixo das entradas de ar para o motor.
FICHA TÉCNICA
Propulsão: 2 motores LHTEC T-800 LHT-801 de 1563 hp cada.
Velocidade máxima: 324 Km/h
Velocidade de cruzeiro: 306 Km/h
Alcance: 485 km com combustível interno e 2330 km com combustível externo
Razão de subida vertical: 432 m/min
Fator de carga: +3.5/ -0,5 G
FICHA TÉCNICA
Propulsão: 2 motores LHTEC T-800 LHT-801 de 1563 hp cada.
Velocidade máxima: 324 Km/h
Velocidade de cruzeiro: 306 Km/h
Alcance: 485 km com combustível interno e 2330 km com combustível externo
Razão de subida vertical: 432 m/min
Fator de carga: +3.5/ -0,5 G
Altitude maxima: 4566 m
Armamento: Um canhão General Dynamics XM-301 de 20mm, Misseis AGM-114 Hellfire, e mísseis Stingers ATAS contra helicópteros. Lançadores de foguetes Hydra 70 de 70 mm.
Acima: Deste angulo fica evidente a pequena area frontal do Comanche, o que o torna um alvo dificil de ser detectado mesmo visualmente.
Acima: Aqui temos um desenho em tres vistas do modelo inicial do Comanche.
ABAIXO TEMOS UM VIDEO COM UMA SELEÇÃO DE IMAGENS DESTE AVANÇADO HELICOPTERO DE COMBATE
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13 comentários:
Ótima materia bem completa como sempre!
Uma sugestão para futuras matérias seria sobre Denel AH-2 Rooivalk, WZ-10 (Wuzhuang Zhisheng-10),HAL Light Combat Helicopter (LCH), e o novo vetor adquirido pela FAB o mil mi-35 hind, que foi uma ótima aquisição por parte da FAB e vai desempenhar muito bem seu papel ate como aeronave CSAR.
Abraços.
Olá Welington.
Obrigado! Desses helicopteros que você sugeriu, apenas o WZ-10 e o HAL Light Combat Helicopter não estavam na lista.
Abraços
Sem querer ser chato só querendo o melhor para o BLOG estou lhe passando mais estas sugestões que esqueci de postar da ultima vês, o glorioso MI-26 que com certeza já deve estar na lista o helicóptero de ataque japonês Kawasaki OH-1, o UH-60 "Blackhawk" russo Kamov Ka-60 e o Mil Mi-17, acho que seriam ótimas matérias.
Um abraço.
Olá Welington. Não se preocupe. Gosto das sugestões dos leitores. Pode continuar mandando sempre que achar algo que possa ser legal. Suas dicas estão sendo anotadas. O Blackhawk e o OH-1 já estavam na lista.
Abraços
Por favor faça um comparativo entre o APACHE e o COMANCHE, como se vc fosse escolher para equipar uma força armada de um pais (Brasil0 por exemplo.
Bom dia eu queria saber se EB fez um boa aquisição do LEOPARD 1A5 e se eles são novos ou usados
Olá Jonilson. O Apache é um helicoptero de ataque antitanque mais pesado que o Comanche, que foi desenvolvido para satisfazer a necessidade de um helicoptero de reconhecimento armado. Assim sendo não é adequado comparar um com outros. Não são helicopteros da mesma categoria. Seria como comparar um avião de ataque A-1 AMX com um caça multifunção F-16. Não são o mesmo tipo de aerobnave e por isso não cabe comparação direta. O Apache é mais poderoso que o Comanche como plataforma de ataque, principalmente contra em um ambiente de alta intensidade.
Sobre sua questão dos Leopards brasileiros, eles são usados até porque estão fora de linha de produção a muitos anos já. Considero a aquisição desses carros de combate como sendo muito positiva pois no cenario latino americano esses carros são altamente capazes de infringir danos em qualquer blindado em uso, mesmo os Leopard 2 A4 Chilenos (os melhores MBT da região).
Abraços
Valeu pelo esclarecimento!E apropósito sou fã desse blog é o mas completo que já olhei e li,espero que continue.Parabéns...
Jonilson.
Abraços
Eae, Blz?
Apesar do cancelamento (duvido) deste projeto, hoje como um desiguinador de alvos, ele ainda mortal?
Ola Osasco.
O Coamnche seria mortal pois é muito ágil e pode ser bem armado. O problema dele é que seu custo é altíssimo.
Abraços
Ola, muito boa a matéria vocês são ótimos!!!, mas gostaria de saber se o projeto pode ser retomado no futuro?
obrigado e abraços.
Olá Guilherme.
Obrigado. O projeto do Comanche não será reiniciado, porém muitas das soluções técnicas dele serão empregadas nos futuros helicópteros.
Abraços
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