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08 Agosto 2009

TUPOLEV TU-22 M3 BACKFIRE C. A Fúria branca.


DESCRIÇÃO
O fantástico Tupolev Tu-22M3 Backfire é um bombardeiro único em seu gênero devido a suas dimensões e desempenho diferenciados. Ele não é um bombardeiro estratégico, uma vez que seu raio de ação é de 2200 km e seu armamento, também não iguala o transportado pelos grandes bombardeiros estratégico como o Tu-95 Bear, porém, sua elevada velocidade que chega a 2327 km/h o coloca como o mais veloz bombardeiro dedicado do mundo. Devido a suas características diferenciadas, o Tu-22M3 pode ser classificado como um bombardeiro intermediário.
Acima: Com mais de 34 metros de envergadura o Backfire C impressiona pelas suas belas linhas.
O desenvolvimento do Tu-22M teve inicio nos anos 60 visando substituir o bombardeiro Tu-22 Blinder cujo desempenho não estava sendo satisfatório. Os engenheiros da Tupolev projetaram um grande avião com asas de geometria variável, recurso, este, que estava sendo amplamente usado em diversos projetos soviéticos de aeronaves de combate como o Mig-23 e Su-17 Fitter, e que solucionava algumas das deficiências de desempenho em vôo de baixa velocidade, aterrissagem e decolagem que ocorria com o antigo Tu-22 Blinder. O primeiro Tu-22M voou no final de agosto de 1969 e apenas nove unidades desse modelo foram construídos para efeito de aperfeiçoamento do projeto. Mais nove outros Tu-22M1, versão de pré-produção foram construídas para seguir com os estudos de aperfeiçoamento do modelo.
Acima: Nessa antiga fotografia tirada no periodo da guerra fria, encontros como esse eram muito comuns. Aqui um caça F-16A da força aérea norueguesa intercepta um Tu-22 M2 em vôo de patrulha.
O modelo de produção, já com varias melhorias aplicadas foi chamado de Tu-22M2 e entrou em serviço em 1972 e a maior modificação estava em sua entrada de ar para os motores que apresentava uma semelhança com a encontrada no caça norte-americano F-4 Phanton II. Porém a versão definitiva deste bombardeiro só apareceu em 1983. Chamado de Tu-22M3 Backfire C, esta versão apresentava entradas de ar muito semelhantes ao encontrado no grande interceptador MIG-25 Foxbat, além de ter recebido novos motores Kuznetsov NK-25, mais potentes, produzindo 24500 kg de empuxo cada. Com uma potencia total de 49000 kg de empuxo, o Tu-22M3 demonstrou um desempenho melhor chegando a velocidade máxima de 2327 km/h, contra 1750 km/h atingidos pelo Tu-22M2. O alcance do novo Tu-22M3 foi melhorado em 33% em relação a versão anterior chegando a um raio de ação de 2200 km sem reabastecimento e um alcance de travessia de 7000 km, também sem reabastecimento. O peso foi outra mudança entre o Tu-22M3 e seu antecessor. O novo Backfire é três toneladas mais leve que o Tu-22M2, devido as mudanças de desenho e estruturais aplicadas ao modelo.
Acima: Um Tu-22M3 acelera tudo para mais uma decolagem em missão de treinamento. Os novos motores Kuznetsov NK-25 melhoraram muito o desempenho deste bombardeiro.
O armamento foi diversificado também. O Tu-22M3 tem capacidade de transportar até 23000 kg de armamento que podem ser compostos por 69 bombas de queda livre FAB-250 ou até oito bombas FAB-1500. O Backfire pode transportar também, duas bombas FAB-3000, extremamente potentes, ideais para uso contra alvos reforçados.Os números que constam no nome dessas bombas dão conta do peso delas em quilogramas. Outra carga pouco comentada nos artigos que tratam do Backfire é a mina naval. Podem ser transportados dois tipos de minas navais sendo que a configuração de transporte delas pode ser de 42 minas de 500 kg ou oito grandes minas de 1500 kg. O arsenal do Backfire, conta com uma variedade de mísseis de precisão como o Raduga Kh-22, mais conhecido no ocidente pela denominação dada pela OTAN “AS-4 Kitchen”, um míssil antinavio extremamente potente cujo alcance pode chegar a 500 km dependendo da versão e condições do lançamento. Este míssil é guiado por INS e por radar ativo, na fase final do ataque, tem uma velocidade de 4300 km/h e sua pesada ogiva de 900 kg de carga moldada revela o principal alvo do Kh-22; os grandes porta-aviões da marinha dos Estados Unidos. Essa ogiva representa o dobro do tamanho de um míssil antinavio convencional. Consta, ainda, que existe uma versão deste míssil equipada com uma ogiva nuclear de 1 megaton (Mt). Essa versão, especificamente, poderia incinerar todo um grupo de batalha norte americano em um só golpe.
Acima: O missil Kh-22 (AS-4 Kitchen) mostrado nessa foto, assim como seu irmão o KSR-5 (AS-6 Kingfish), possui dimensões similares a de um avião de caça. Os mísseis russos sempre impressionaram pelo seu tamanho.
O míssil KSR-5 (AS-6 Kingfish, pela nomenclatura da OTAN) é usado, principalmente, contra alvos terrestres, porém pode ser usado conta navios também. Seu alcance chega a 700 km e seu guiamento pode ser feito por radar ativo ou ser guiado pela radiação eletromagnética emitida pelo radar inimigo. Sua ogiva, como do AS-4, pode ser nuclear com 350 Kilotons (Kt) ou convencional com 1000 kg de alto explosivo. Esses dois mísseis, especificamente, representam o “martelo” de batalha do Backfire e um dos principais motivos de se respeitar este veloz bombardeiro supersônico.
Acima: O Tu-22M3 consegue decolar de pistas pouco preparadas o que facilita sua operação em situação de guerra, quando provavelmente as pistas das bases aéreas são destruidas já nas primeiras horas das hostilidades.
Outro míssil que faz parte do arsenal do Backfire é o Kh-15C (AS-16 Kickback) um míssil nuclear tático para interdição do campo de batalha, usando uma ogiva nuclear de 100 Kt. O Kh-15C é lançado de um sistema rotatório interno do Tu-22M3 com capacidade de abrigar seis mísseis. O alcance deste míssil é de 150 km e seu sistema de guiagem se dá por radar ativo mais INS.
Mísseis de cruzeiro como o Raduga Kh-65SE, da família de mísseis Kh-55, podem ser usados para destruir alvos estratégicos a distancia de até 280 km com sua ogiva de 400 kg ou uma ogiva nuclear de 200 Kt (Kh-55SM)
Para finalizar a apresentação dos mísseis transportados pelo Backfire, pode-se armar este bombardeiro com os mísseis de cruzeiro multifunção da família 3M54 Klub, desenvolvidos pela empresa Novator. Existe uma versão deste míssil para atacar submarinos, sendo equipado com um torpedo que é lançado na água ao final do vôo, próximo do sinal submarino detectado pelo sonar de aeronaves de patrulha ou de navios de guerra aliados na zona de batalha. O míssil Klub pode ser armado com uma ogiva de 200 kg de alto explosivo para ser usada contra navios de guerra ou com uma ogiva de 400 kg do mesmo tipo para atacar alvos reforçados em terra. O alcance do Klub varia de 40 km, para a versão anti-submarino, até 300 km para as versões de ataque antinavio e anti-superficie.
O Backfire, conta ainda, com um canhão de cano duplo em calibre 23 mm GSH-23M que é controlado por controle remoto e por um radar PRS-3 Argon 2 montado acima do canhão, na base da superfície vertical de controle. Esse canhão tem uma cadencia de tiro na ordem de 2600 a 3000 tiros por minuto e sua capacidade é de 600 projéteis. Além de munição comum, o GHS-23M pode disparar projéteis especiais que agem como iscas flares e chaffs, atrapalhando o sensor de mísseis guiados por calor ou por radar que sejam lançados contra o Backfire pelo quadrante traseiro.
Acima: O canhão de cauda GSH-23M em calibre 23 mm faz a defesa do quadrante traseiro e auxilia na defesa contra mísseis ar ar que sejam lançados contra o Backfire, através de munição que funciona como iscas sobre os sensores destes mísseis.
O radar usado no Tu-22M3 é o Leninets PNA-D, do tipo TFR (Terrain Following Radar) que permite que o Backfire possa voar em alta velocidade e a baixa altitude, seguindo o terreno para evitar a detecção dos radares inimigos. Este radar funciona com apoio de um sistema de navegação e ataque NK-45. Abaixo do cone do radar existe um sensor óptico OBP-15T usado para mira de bombardeiro com bombas não guiadas (bombas burras). Como não se pode prescindir nesse tipo de aeronave de combate a suíte de guerra eletrônica do Backfire é bastante completa. O sistema interferidor GERAN SPS-171/ 172 sobrecarrega os radares inimigos com sinais eletrônicos que impedem a determinação da posição correta do Backfire pelos radares inimigos. Além disso, existe um sistema de alerta de aproximação L-082 MAK-UT, de mísseis infravermelhos fornecido pela Ural. Este sistema, operado de forma integrada com o sistema de lançamento de Chaffs (iscas de radar) e flares (iscas infravermelha) APP-50. Para alertar o piloto sobre emissões de radar inimigas que estejam rastreando o Backfire, é usado um sistema RWR Avtomat-3 fornecido pela Ural, também. Como os sistemas de guerra eletrônica apresentada aqui fazem parte de uma mesma suíte fornecida pela Ural, o sistema opera de forma automática quando uma ameaça é detectada, maximizando a eficiência da resposta em caso de ataque.
Acima: Um Tu-22M-3 é capaz de incinerar um grupo de batalha sózinho, com seus mísseis antinavio Kh-22 ou mesmo o KSR-5 mostrado sob as asas deste Backfire C.
O Tu-22M3 é um bombardeiro extremamente perigoso, com forte capacidade de infringir severos estragos em um grupo de batalha naval, com suas armas antinavio. Seu armamento e sistema de navegação permitem atacar, de forma muito eficiente, alvos em terra, como bases aéreas ou centro de radares inimigos. Ataques com armas nucleares sobre o campo de batalha ou mesmo contra alvos estratégicos, também fazem parte do “itinerário” do Backfire. Embora o avião apresenta um projeto antigo, para os padrões atuais, ele é, ainda, muito eficiente e digno de respeito pelas forças inimigas. Esse artigo tem por objetivo apresentar apenas a versão Tu-22M3, sendo que o Backfire possui outras versões especializadas como Tu-22MR usado em inteligência eletrônica e reconhecimento e o Tu-22 MP que é dedicada a guerra eletrônica, especificamente.
Além da Rússia, a Ucrânia e Índia são usuárias desse bombardeiro. A Rússia possui 252 Tu-22 Backfire, sendo 161 em serviço ativo.

Acima: Um desenho em 3 dimensões do Tu-22M3.
FICHA TECNICA
Velocidade de cruzeiro: 900 km/h (mach 0,83).
Velocidade máxima: 2327 km/h (mach 2,05)
Razão de subida: 900 m/min
Peso/ Potência: 0,40
Fator de carga: 2 Gs
Raio de ação/ alcance: 2200 km/ 7000 km
Radar: Leninets PNA-D; Radar de controle de tiro PRS-3 Argon 2 para o canhão GSH-23M montado na traseira;
Empuxo: 2 motores Kuznetsov NK-25 com 24500 kg de empuxo maximo.
Comprimento: 42,46 m
Envergadura: 34,28 m
Altura: 11,05 m
Peso: 54000 kg (vazio)
Armamento: 1 canhão de canos duplos GSH-23M de 23 mm com 600 projéteis. A capacidade de carga é de 23000 kg e que compreende: Bombas FAB-100/ 250/ 500/ 1500/ 3000 de queda livre, Minas navais de 500 e 1500 kg; mísseis Kh-22 (AS-4 Kitchen), KSR-5 (AS-6 Kingfish), Kh-15C (AS-16 Kickback), Kh-55 Klub.


ABAIXO TEMOS UM VIDEO ONDE APARECE UM TU-22M3.
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33 comentários:

rodrigo disse...

Muito bom este artigo!! Não sabia das capacidades de ataque contra alvos estratégicos usando a navegação a baixa altura com um avião deste tamanho. Sabe dizer quais bases aéreas operam este avião na Rússia?
Abraço

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Rodrigo. Infelizmente não tenho essa informação. Obrigado pelo elogio.

ZASLON disse...

Rodrigo e Carlos, ainda hoje eu volto com a informação atual das bases e unidades do Backfire, ok?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Beleza Zaslon.
Obrigado

gustavo disse...

olá Carlos parabéns pelo seu blog ele é sem duvida o melhor do brasil!!
Carlos você sabe o preço desses aviões? e quantos bombardeiros desses seriam necessário para a FAB impor respeito no nosso continente

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Gustavo. Obrigado pele elogio.
O Backfire é um bombardeiro dedicado. São muito poucos os paises que dispõe de um avião desse tipo. Acredito que nossa FAB poderia usar esse poderoso avião como patrulheiro antinavio. Uns 25 aviões desse tipo seria o minimo para dar credibilidade a força. O seu custo eu não encontrei em minha pesquisas, porém imagino que deva ser caro de manter um avião tão complexo, com asas de geometria variável e com motores tão potentes.
Abraços

gustavo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
gustavo disse...

tambem acho que deve ser muito caro manter um bombardeiro desses infelizmete apenas paises que levam a sério suas forças armadas poderia opera-lo
e mais uma vez parabens pelo seu trabalho!!

ZASLON disse...

Carlos, Rodrigo e demais leitores do blog, o "Backfire" é empregado na Rússia como se segue:

Força Aérea (117 em uso, 93 na reserva)
326ª Divisão de Bombardeiros (Base em Engels): 30 aeronaves

43º Centro de Testes (Base em Ryazan): 4 aeronaves

Regimento de identificação desconhecida (Base em Shaikovka, originado dos 52º e 444º regimentos): 30 aeronaves

200º Regimento (Base em Belaya): quantidade desconhecida

Marinha (45 aeronaves)

586º Regimento Separado (Base em Kamenniy Ruchei): quantidade desconhecida

Outras informações: o último dos 29 Backfires ucranianos foi sucateado em 2004 (embora pelo menos um tenha ido pra museu); e India, apesar de ter arrendado momentaneamente o tipo em 2004, não o incorporou às suas forças, embora haja previsão disso em futuro próximo (lembra que falamos disso, Carlos?)

ZASLON disse...

À lista que postei aqui deve ser acrescentado 840º Regimento, baseado em Soltsy, cujo número de aeronaves é desconhecido

ZASLON disse...

A referida unidade pertence à Força Aerea...

Leo disse...

Oi Carlos!

Excelente matéria, que conduz à uma (triste) reflexão. Creio que o Tu-22M é hoje o que teria sido o BAC TSR-2 caso não tivesse sido cancelado. Pena que faltou inteligência na época aos Britânicos. Abraços!

falcon disse...

Parabéns Carlos. exelente matéria,o backfire é um dos meus favoritos e aproveito para pedir uma matéria sobre o lendario Tu 95. Abraços!

Galileu disse...

Carlos tenho uns livros antigos da década de 80 época da guerra fria, que com poucas fotos desse bombardeiro, monstrava quanto o ocidente tinha medo do TU-22.

excelente materia

abraço

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Falcon. Obrigado! Um amigo meu fará uma matéria sobre o Tu-95. Ele já escreveu um artigo sobre o MIG-31 para o Blog que ficou show.
Abraços

Raphael disse...

Essa é a mais completa matéria que já vi na internet sobre o Tu-22M3 muito obrigado cara. Engraçado que a mídia americana nunca falou sobre a real capacidade dos armamentos russos talvez eles tenham medo que o mundo saiba que seus armamentos nunca foram grande coisa.

Se o nosso país fosse como India e China muito provavelmente estariamos operando esse Tu-22 e não só como patrulha maritima mais tambem como bombardeiro ahh se fosse assim o Obama nunca construiria bases militares tão perto do Brasil.

Valeu Carlos esse seu blog é o melhor da internet brasileira.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Raphael. Obrigado pelo elogio!
Abraços

Raphael disse...

Carlos os russos estão com planos para substituir os Backfires, adquirir novas unidades M3 ou construir uma versão melhorada como fizeram no Tu-160? Quantos Kh-22 e quantos KSR-5 o Tu-22 pode transportar? Kh-22 com uma ogiva de 1MT caraca isso qualquer esquadra naval dos Nimitz americanos e acaba com nossa marinha.

Pena que o Backfire não transporte mísseis ar-ar para sua defesa

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Raphael. Os russos estão com problemas de dinheiro, ainda... Eles estão se recuperando, e isso é visivel, mas ainda não podem melhorar suas capacidades de combate como gostariam. Assim, o dinheiro disponivel está sendo investido, prioritariamente, em armas estratégicas como o missil Bulava e o Topol M. Não há mais intenção de aquisição de mais Backfires e um eventual substituto não foi mencionado, o que faz crer que o modelo será usado por mais duas décadas por enquanto.
Abraços

Nelson disse...

Acredito que seria uma boa não o Brasil ter alguns desses, mas sim alguns tu-95 bear modernizados para patrulha marítima, que tem grande autonomia e em pequenas quantidades cobririam todo nosso litoral, além dos custos de operação que devem ser bem menores por ser um avião turbohélice...seria uma boa??

Osasco .22 disse...

Oi Carlos, Blz?
Ao inves de um numero muito grande deles, não é melhor um esquadrão especial de 12 unidades com bombas Kh-22 anti-esquadra igual a Argentina com seus Dassault Étendard?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Osasco. O Kh-22 é um missil. Não uma bomba. Um esquadrão, aponas é uma idéia relativamente ruim uma vez que vc pode neutralizar esse esquadrão com um ataque preventivo. Abraços

Julielson disse...

Ola, Carlos!
Como sempre um show de matéria! Eu sempre adorei o Backfire, o seu desenho e o seu poder de fogo....! Carlos, eu gostaria de saber se você tem alguma informação sobre a noticia da derrubada de um beckfire no recente conflito da Jeorgia por um SAM , se essa noticia é verdadeira mesmo. Se for, eu te pergunto: você sabe que sitema SAM foi usado? E isso significa que a defesa eletrônica do Backfire já esta ultrapassada? Carlos, qualquer informação sobre o ocorrido tá valendo! Parabéns pela matéria e pelo blog! Show mesmo!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Julielson. Obrigado pelo elogio!
A derrubada do Backfire realmente aconteceu e era uma versão de reconhecimento (MR) Não descobri o míssil usado nessa derrubada, mas provavelmente deve ser um SA-3 Goa. O sucesso desta derrubada deve-se a uma série de fatores que vão além de uma possível obsolecência do sistema de defesa do Backfire.
O próprio conhecimento da rota do Backfire poderia ter faciliktado as coisas para a defesa antiaérea naquele dia.
Abraços

Galileu disse...

olá carlos, vc está acompanhando as matérias no jornal da globo sobre a escolha dos caças, (f18, rafale e grpen)

fico surpreso com o lobb que ta tendo imagina quantsa viagens os politicos de brasilia nao genharam pra paris...hahaha

Eu aposto com vc que dos 3 a escolha se tiver escolha será o f18, que na minha opiniao é o melhor para o brasil, mesmo eu sendo a favor do grypen que na minha opiniao é o melhor dos 3.

vc disse uma vez que é a favor do rafale....

Eu queria ter um mais é muito caro ^^..haha

abraço

rosa disse...

O que o Brasil está produzindo para a defesa e ataque, e quais os mais exportados/

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Rosa.
O Brasil, a muito tempo , que deixou de ser um grande "player" no mercado internacional de defesa. Porém a Embraer com sues Super Tucano e seus R-99 tem sido a mais bem sucedida emprersa a atuar na area de exportação de materiais bleicos. A Mectrom, consegui exportar 100 unidades do primeiro missil anti radar de orgem brasileira o MAR-1. Nossa industria naval, através da Engeprom, também tem obtido alguns contratos dpara exportar navios patrulha para nações africanas.
Abraços

falcon disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
falcon disse...

Olá Carlos, o Tu 22m3 pode utilizar o missel moskit, se pode quantos ele consegue transportar?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Falcon. O site russo Warfare.ru, afirma que o Moskit só pode ser lançado pelos caças Su-34 e Su-30.
Abraços

azul disse...

Uma curiosidade que eu tinha era sobre o uso desses grandes bombardeios supersônicos em combate.

Sugiro o artigo http://s188567700.online.de/CMS/index.php?option=com_content&task=view&id=247&Itemid=47

Thiago A. disse...

Olá Carlos

Tenho duas dúvidas em relação ao Tu 22. A primeira seria em relação a sua suite de guerra eletrônica. Ela continua eficaz nos dias de hoje ?

A outra dúvida seria ao que concerne a respeito dos mísseis antinavios dele, o Kh-22 e KSR-5. Eles são ainda hoje mísseis eficazes e precisos, comparáveis ao Moskit ? Além disso, eles podem ser integrados a outras aeronaves ?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Thiago. Por ser um grande avião, ele permite receber mais facilmente atualizações de seus sistemas. Por isso o sistema de guerra eletrônica dele é modernizado de tempos em tempos. É um avião bom ainda, e seus mísseis são validos também para enfrentar os alvos dos quais eles foram projetados a enfrentar. O KH 22, embora antigo, tem desempenho suficiente para superar as defesas dos navios de escolta norte americanos e causar um seríssimo estrago em seus PAs.
Abraços