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14 Novembro 2010

HONGDU L-15 FALCON. O futuro treinador da maior força aérea asiática.

DESCRIÇÃO
A força aérea chinesa é uma das instituições militares que mais tem crescido nas ultimas décadas. Sua capacidade de combate aumentou tanto que uma nova geração de aeronaves de treinamento acabou se tornando necessárias, uma vez que os caças de primeira linha chineses atuais são aeronaves de desempenho elevadíssimo.
Por causa dessa nova realidade a força aérea chinesa solicitou que a industria local apresentassem propostas para uma nova aeronave de treinamento que tivesse um desempenho superior para facilitar a adaptação de seus novos pilotos para a migração para aeronaves de desempenho superior.
A empresa Hongdu Aviation Industry Corporation, tradicional fabricante de aeronaves militares da China apresentou o modelo L-15 Falcon em setembro de 2005 sendo que seu primeiro vôo ocorreu em março de 2006. O desenvolvimento do L-15 teve apoio da empresa russa Yakolev, fabricante do excelente jato YAK-130, já apresentado neste blog e o seu desenho mostra claramente que houve uma preocupação com o desempenho acrobático da aeronave. Com extensões no bordo de ataque (LERX) e uma propulsão com pós combustor, o L-15 tem desempenho similar a um caça de primeira linha.
Acima: Os técnicos da Hongdu trabalham no protótipo do L-15. O projeto deste treinador foi relativamente rápido se comparado com outros programas de desenvolvimento atuais.
O L-15 está motorizado com dois motores de origem ucraniana Ivchenko-Progress ZMKB AL-222K-25F com pós-combustores que produzem cerca de 4200 kgf de potencia cada. Essa potência coloca o L-15 como o mais potente treinador do mundo, com uma relação empuxo/ peso de 1.2 com o avião pronto para decolar com os tanques cheios. Essa característica, ainda, permite que o L-15 supere a velocidade do som, chegando a mach 1.4 (1500 km/h).
A boa velocidade somada a sua agilidade permitirão que no futuro, versões melhores equipadas com aviônica mais completa, possam ser usadas em missões de combate dando apoio em ações de combate aéreo e de apoio às tropas em terra.
Acima: Esta foto registra o primeiro vôo do L-15 em 2006, iniciando o período de testes deste ágil treinador.
Os dados disponíveis sobre o L-15 ainda são escassos e pouco objetivos, porém já se sabe que haverá uma versão armada capaz de operar mísseis de curto alcance PL-8 (versão local do Python III israelense. Este míssil é guiado por calor (IR) e possui alcance de 15 km. Armas ar superfície estarão disponíveis na forma de casulos de foguetes não guiados e de bombas de queda livre, inicialmente. Não há previsão de instalação de um canhão interno, porém é provável que um canhão montado em um pod esteja disponível para o L-15.
Acima: Neste desenho de 3 vistas, pode-se observar que o L-15 está armado com mísseis na ponta das asas. trata-se do míssil de combate ar ar PL-8 de curto alcance.
O L-15 é uma aeronave instável e por isso depende de um sistema de controle de vôo FBW quadriplex (redundância quádrupla), típica de um caça de 4º geração para manter um vôo estável e ainda poder executar manobras acrobáticas com grande agilidade. O cockpit está configurado com o sistema HOTAS (mãos no manete do acelerador e na coluna de controle), de forma a tornar o ambiente dentro do avião o mais próximo possível de um caça de primeira linha. Assim, seguindo esse mesmo objetivo, o painel possui dois displays multifunção. Mesmo sendo um painel menos avançado que os encontrados em caças de 4º e 5º geração, ainda sim se assemelha com o encontrado nestes tipos de aviões. A visibilidade da canopy é ótima, seguindo o mesmo nível das aeronaves norte americanas como F-16 e F/A-18.
Acima: O painel de controle do L-15 se assemelha muito com os caças de 3º geração como as primeiras versões do F-16.
O L-15 Falcon é um tremendo avanço na capacidade das aeronaves de treinamento produzidas na China e com o excelente desempenho que ele apresenta, seria um desperdício não aproveitar o modelo para uma versão armada. Os chineses já pensaram nisso, porém não são conhecidos as armas e mesmo os sensores exatos que poderão ser instalados na versão de combate. Considerando a prática de manter os custos de produção baixos, somados ao desempenho do L-15, é possível que com um bom trabalho de divulgação, se consiga sucesso em exportar este pequeno, porém notável, avião.
Acima: O L-15 é mais uma dos muitos sinais sobre a capacidade da indústria chinesa e da vontade política daquele governo em trabalhar para conseguir uma força armada de primeira classe.

FICHA TÉCNICA
Velocidade de cruzeiro: Mach 0,80 (900 km/h)
Velocidade máxima: mach 1,4 (1500 km/h)
Razão de subida: 12000 m/min (com pós combustor)
Potência: 1,2
Taxa de giro: 16º/s (sustentada)
Razão de rolamento: *240º/s
Raio de ação/ alcance: 550 km/ 1100 km
Empuxo: 2 motores Ivchenko-Progress ZMKB AI-222K-25F, com pós combustor, que produzem 4200 Kgf de potência cada.
DIMENSÕES
Comprimento: 12,27 m
Envergadura: 9,48 m
Altura: 4,81 m
Peso: 4960 kg (vazio).
ARMAMENTO
Ar Ar: Míssil PL-8.
Ar Terra: Casulos de foguetes e bombas de queda livre.

ABAIXO TEMOS UM VÍDEO COM UMA DEMONSTRAÇÃO DO L-15 FALCON

Fontes: Site Sinodefence; Site Military Today, Site Ainoline, Site Military Chinese Aviation, Site Air Force World.

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13 comentários:

Leonardo disse...

Se o Brasil tem tão boas relações com a China,e recentemente tem recebido oficiais comandantes das forças armadas de lá,e os produtos das indústrias de defesa deles são tão bons quanto parecem,o que impediria do Brasil adquirir desses potencialmente excelentes treinadores LIFT para a FAB ?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Acredito que as diferenças na logistica, são, fundamentais, para justificar essa inércia em não adquirir equipamentos chineses. Veja que além de adquirir o avião, a parte que diz respeito a peças, manuais, treinamento, e mesmo, manutenção dos motores, são diferentes.
Abraços

geudice disse...

Carlos, se formos comprar um treinador, é melhor comprarmos o YAK-130 ou M-346.Produto Chinês, na minha opinião para ser confiável só com auxilio de empresas ocidentais ou da Russia.

Victor disse...

Há outros fatores, a FAB tem outros planos para treinar seus pilotos sem usar aviões "nascidos" para treinar.
Além disso, nossas FA tem a maior parte de seus equipamentos de origem estadunidense, a compra de um alto valor de equipamentos complexos de origem dos adversários dos EUA, com certeza geraria uma retaliação através da recusa de fornecimento de materiais e serviços de manutenção dos equipamentos estadunidenses.
vide os AMX-T que não foram a frente por embarreiramento comercial dos EUA.

Victor disse...

carlos o que vc acha deste avião ter sido preterido em favor do JL-9, que vem de um projeto bem mais antigo?
Os chineses estariam fazendo com seus aviões de treinamento um padrão Hi-low, para no futuro mudar sua função usá-los principalmente como aviões de ataque ao solo?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Victor. O JL-8 é um derivado do MIG 21/ J7. O desenho aerodinâmico, certamente implicava em desempenho manobrado inferior ao do L-15. Fora isso, é fácil perceber que o JL-9 é uma aeronave maior... me parece um pouco super dimensionado para a missão de treinamento.
Abraços

gabrera disse...

Di Santis,

Tá na cara que esse L-15 é uma mistura de F-16 com F-18,só olhar as asas e alguns detalhes como as entradas de ar,nada me tira da cabeça que os chinas fizeram algum tipo de engenharia reversa para desenvolverem esse treinador avançado...Mas enfim,acredito que se os motores fossem mais potentes,seria um excelente substituto para o F-5,como caça tático,é claro complementado com o vencedor da picuinha FX-2...rsrs

Abraços!!!

helio disse...

Carlos a algum tempo li no Poder Aéreo que a FAB iria abrir concorrência para jatos de treinamento depois do FX 2, qual você considera o melhor para a FAB?

Abraços

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Helio. Eu considero o M-346 o melhor jato de treinamento. Porém o Hawk, da Inglaterra seria bem vindo também.
Abraços

Raphael disse...

Carlos e o YAK-130 já que é um projeto mais barato e é derivado do M-346.

Quando esta novela do FX-2 sair o Brasil poderia reformar os F-5 e AMX e colocalos como treinadores.

Ivo disse...

Raphael,

O YAK-130 é derivado do Alenia M-346 Master????????? de onde vem essa informação????????/

anos atras, Italia e Rússia resolveram desenvolver em conjunto um novo treinador avançado para suas forças aéreas.............

porem divergencias no meio do caminho fizeram com que ambas nações resolvessem separar o projeto.

eu os considero mais como "primos", e não um sendo derivado do outro.........

abraços.

Ivo disse...

Outra coisa:

Mas os F-5 ja não estão sendo modernizados????????

Inclusive aqueles que foram adquiridos junto à Jordânia tb estão sendo recondicionados.

abraços.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

O Brasil usará jatos F-5F para conversão.... Mesmo assim, considor que o ideal seria, realmente termos um avião mais moderno...