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11 dezembro 2010

GRUMMAN F-14 TOMCAT. Uma lenda do combate aéreo.


DESCRIÇÃO
No universo dos aviões de combate, muitos caças marcaram suas épocas devido a seu sucesso em combate ou por causa de suas capacidades diferenciadas. Porém, a condição de ser considerado uma lenda é algo para pouquíssimas aeronaves. O caça Grumman F-14 Tomcat pode ser considerado como um caça imortal na historia da aviação de combate devido a suas capacidades extraordinárias e que o colocaram como sendo o primeiro avião de combate a poder ser classificado como “super caça”.
A origem do F-14 teve lugar no ano de 1966 quando a marinha dos Estados Unidos precisou de um sucessor do seu clássico caça F-4 Phanton II. Uma versão navalisada do gigante F-111 chegou a ser proposto e até fez alguns vôos, mas seu desempenho foi muito ruim desagradando o pessoal da marinha que avaliava a aeronave. Além disso, a marinha dos Estados Unidos pediu que o novo caça fosse capaz de operar dentro do conceito de defesa da frota, usando um sistema de radar e armamentos capazes atacar alvos a longas distancias, um conceito que já estava em estudos antes da década de 60. Lançou-se, aqui, o programa VFX (caça naval experimental) em que concorreram a Grumman, Mc Donnell Douglas, General Dynamics, North American e a LTV. Em 1969 a Grumman foi declarada vencedora com seu projeto G-303B e a partir disso, o projeto foi rebatizado de YF-14.

Acima: A Grumman foi declarada vencedora do programa VFX com uma variação do modelo G-303, visto nessa foto. O modelo G-303B tinha cauda dupla.
O F-14A foi apelidado de Tomcat e esta versão, a primeira de produção, entrou em serviço em setembro de 1974 a bordo do super porta-aviões USS Enterprise já descrito neste blog. O F-14 tem algumas características que marcam sua personalidade. A mais importante, sem sombra de duvidas, é a sua asa de geometria variável. Isso significa que o enflechamento de suas asas muda de acordo com o regime de vôo possibilitando maximo desempenho em todas as velocidades. Embora o enflechamento das asas possa ser controlado manualmente, pelo piloto, normalmente é o sistema de controle de vôo FBW (Fly By Wire) que movimenta as asas para garantir a melhor condição de resposta das superfícies de controle de vôo. O F-14 não é um caça para combates aéreo de curta distancia, pois ele não é tão ágil como os modelos contemporâneos dele como o F-15 e o F-16. Sua estrutura suporta cargas de 7,5 Gs, no máximo e sua taxa de giro instantânea é de 20º/seg a velocidade de mach 0,6. Em velocidades maiores esse desempenho cai muito e ele deve evitar ir para um combate de curta distancia, pois ele estaria em desvantagem.

Acima: O F-14 não foi projetado para ser um lutador de curto alcance, embora se fosse bem pilotado podia se dar bem. Seu projeto visava destruir os inimigos além do alcance visual com mísseis de longo e médio alcance.

SENTIDOS AGUÇADOS
Evitar um combate de curta distancia, para o F-14, não era uma tarefa tão difícil, pois seu maior talento, sem duvidas, era seu sistema de combate de longa distancia composto pelo potente radar Hughes AN/AWG-9 capaz de detectar um caça inimigo a 210 km, e um alvo maior, como um bombardeiro inimigo, a 330 km. Este radar rastreia 24 alvos simultaneamente e pode atacar, com mísseis de guiagem ativa Hughes AIM-54 Phoenix até 6 alvos simultaneamente. A uma distancia de 97 km. Se for usado um modo pulse Doppler single target, com alvo único, o alcance é muito maior. Além do radar, o F-14 foi o único caça norte americano de sua época a ser equipado com um sistema de detecção passiva IRST AN/ALR-23, porém, devido a sua ineficiência, acabou sendo substituído por um sensor de TV Northrop AN/ AAX1 TCS (Television Câmera System), muito mais efetivo, sendo capaz de detectar e identificar um caça como um F-16 a 15 milhas (27,7 km).

Acima: O poderoso radar AWG-9 foi um dos principais elementos da equação que tornavam o F-14 um perigoso caçador. Com um alcance de 210 km contra alvos do tamanho de caças, ficava difícil passar incólume por uma patrulha de Tomcats.
O F14A possui sistema de identificação amigo/ inimigo IFF AN/APX-72, extremamente necessário para se evitar lançar armas a longa distancia contra um aliado. O sistema de guerra eletrônica do F-14 possui um jammer (interferidor) AN/ALQ-126 usados para embaralhar o retorno radar do inimigo. Outro elemento deste sistema é o receptor de alerta radar RWR AN/APR-45 que avisa o piloto quando um radar hostil travou no F-14. Por ultimo, um lançador de iscas chaff (contra mísseis guiados a radar) e de Flares (contra mísseis guiados a calor IR), A N/ALE-29/39 está instalado na parte inferior da fuselagem. O F-14 usa um sistema de intercâmbio de dados JTIDS compatível com os sistemas de data link da força aérea e exercito dos Estados Unidos. Este sistema permite ao F-14 receber e transmitir dados de posicionamento dos alvos e das forças aliadas em tempo real aumentando a consciência situacional do piloto.
O F-14 teve a integração de um casulo de reconhecimento conhecido como TARPS (Tactical Air Reconnaissance Pod System) com uma câmera KS-87B e uma câmera KA-99, do tipo panorâmica, além de um sensor AN/ AAD-5 IR para coletar informações visuais do alvo.

Acima: O cockpit do F-14D tinha avanços importantes em relação as versões anteriores. Notem os dois displays multifunção no centro do painel.

UM CAÇA ESPECIALIZADO
O Tomcat, inicialmente, em sua versão “A”, foi concebido como um caça especializado de interceptação, com foco em proteger o grupo de batalha naval norte americano de bombardeiros soviéticos com armamento antinavio. Por isso, seu armamento era direcionado para combate aéreo. Assim, o míssil de curto alcance foi o velho conhecido AIM-9L/ M Sidewinder, guiados por infravermelho e com alcance de 18 km. Este míssil podia ser lançado contra o alvo de frente, graças a sensibilidade de seu sensor que permitia usar o calor da fuselagem do avião pela fricção de ar em alta velocidade como referencia de posicionamento do alvo.
O míssil de médio alcance do F-14 A foi o AIM-7F/ M Sparrow, guiado por radar semi-ativo e capaz de destruir um caça inimigo a 50 km. Porém este míssil se mostrou pouco confiável com um percentual de acerto abaixo dos 40%.
Mas a grande estrela do armamento do Tomcat é o míssil de longo alcance AIM-54 Phoenix. O único avião de combate do mundo capaz de lançar ele é o F-14 e sua capacidade, já demonstrada, é de destruir um avião inimigo a incríveis 212 km. O Phoenix usava um radar ativo que era acionado na fase terminal do ataque, e sua chance de acerto era de 88%, muito superior ao do AIM-7 Sparrow. Este super míssil permitia atacar 6 alvos simultaneamente com o radar AWG-9. Pode-se dizer, que para aquela época, a combinação F-14/ míssil Phoenix tornava a defesa aérea de um porta aviões americano, intransponível. Por isso, ele foi considerado o melhor interceptador de sua época.
Para combate a curta distancia, além dos seus mísseis AIM-9 Sidewinder, o F-14 contava, ainda, com um canhão M-61 A1 com 6 canos rotativos em calibre 20 mm capaz de uma cadência de tiro de até 6000 tiros por minuto. A capacidade deste canhão é de 676 munições.

Acima: O poderoso míssil AIM-54 Phoenix representou uma pedra no sapato dos estrategistas soviéticos durante a parte final da guerra fria. Seu alcance somado ao excelente radar AWG-9 imporam muito respeito nos militares soviéticos.
UM MOTOR PROBLEMÁTICO
O calcanhar de Aquiles do F-14, sem a menor duvida, foi seu motor Pratt & Whitney TF-30 P-412 e o P414 instalado no F-14A Tomcat. Este motor não podia ser acelerado de forma abrupta, pois corria o risco de haver uma pane no motor conhecida como estol do compressor que, quando ocorria, fazia o motor perder sua eficiência. Cerca de 30% das quedas de F-14 Foram atribuídas a falhas nesse motor. Além disso, outro ponto negativo sobre o motor TF-30 é que ele produzia um empuxo considerado baixo para o peso do F-14. Com pós-combustão, o TF-30 produzia 9400 kg de potencia, mas mesmo assim precisava ser acelerado com cuidado para evitar problemas. Para resolver este sério problema a empresa General Electric ofereceu o motor F-101 usado no poderoso bombardeiro B-1 e instalaram em um protótipo. O resultado dos testes mostrou uma significativa melhora no desempenho e na confiabilidade do Tomcat de forma que a marinha norte americana resolveu adotar este motor. Os caças que receberam este novo motor foram chamados de F-14B e muitos F-14A foram modificados para receberem este motor. Nisso o motor foi renomeado de F-110 GE-400. Este excelente motor tem um empuxo de 12150 kg de potencia e permitia que o F-14 decolasse do porta-aviões sem o uso do pós-combustor gerando uma economia de combustível.
Além dos novos motores, o F-14B teve substituído seu sistema de guerra eletrônica original pelo novo AN/ ALR-67.
Acima: Nesta foto podemos ver dois elementos de Tomcats com seus novos motores F-110 GE-400. Embora o F-14 que está decolando estar com seu pós combustor ligado, o avião não necessita dele para decolar devido a boa potência deste motor em empuxo seco.
O SUPER TOMCAT
A ultima versão do Tomcat foi o F-14D, apelidado de Super Tomcat e entrou em serviço no final de 1990. Este modelo usa o motor F-110 GE 400 e o sistema de guerra eletrônica do F-14B, porém o radar original foi substituído por um bem mais moderno, o AN/ APG-71 com alcance de 189 km contra um alvo do tamanho de um caça, e 333 km contra um alvo do tamanho de um bombardeiro. Além disso, o F-14D recebeu o novo sistema IRST ao lado do seu sensor AN/ AAX1 TCS. Outra novidade foi que no F-14D, devido ao seu novo barramento de dados MIL STD 1553B, pode-se integrar armas ar terra a partir de 1992. As principais versões da bomba Paveway (GBU-10, 12, 16 e 24), guiadas a laser, as bombas guiadas por GPS GBU-31 e GBU-32, bombas de fragmentação MK-20 e as bombas de uso geral MK-82, MK-83 e MK-84 foram integradas ao F-14 que usou esse seu novo talento na guerra da Iugoslávia com muito sucesso. Além do armamento, um casulo LANTIRN para detecção e designação de alvos para as bombas guiadas a laser também foi integrado ao F-14D. O painel de controle também foi modernizado com a instalação de dois displays multifunção que diminuíram a carga de trabalho do piloto. Uma curiosidade interessante é que esta versão do F-14 é quase uma tonelada mais pesada que o F-14A, e essa diferença, fez com que o modelo tivesse uma pequena redução em sua capacidade de suportar Gs. Assim, o F-14D, versão mais moderna do Tomcat, suporta apenas 6,5 G.
Acima: O F-14 ++ (versão A com os avionicos da versão D) lança uma bomba GBU-24 Paveway III. O F-14 se mostrou uma plataforma estável e precisa para a missão de bombardeiro.
GOSTO DE SANGUE
Nas mãos dos pilotos norte americanos, o F-14 teve dois tensos momentos de combate real. O primeiro ocorreu em 19 de agosto de 1981 no Golfo de Sidra, onde dois F-14A baseados no porta-aviões USS Nimitz enfrentaram dois Sukhoi Su-22 Fitter da força aérea Líbia onde, segundo a versão norte americana, um dos Fitters disparou um míssil AA-2 Attol contra os Tomcats, errando e dando início a um combate aéreo que culminou com a destruição dos dois Fitters por mísseis AIM-9L Sidewinders. Outro interessante incidente envolvendo os Tomcats norte americanos e a força aérea da Líbia ocorreu e 4 de janeiro de 1989, quando dois MIG-23 Floggers deram combate a dois F-14 e foram abatidos por mísseis Sparrow. O Iran, o único usuário que ainda usa os F-14 adquiridos em 1974, teve alguns combates com seus Tomcats durante a guerra Iran Iraque, porém os dados são pouco claros, de forma que se sabe 3 F-14 foram derrubados em combates de curta distancia contra caças MIG-21 e Mirage III iraquianos enquanto que alguns Mirages F-1 e alguns MIG-21 também foram abatidos pelo Tomcat.
O F-14 vai deixar muita saudade. Embora não seja correto um editor expressar sua opinião sobre os assuntos que escreve, eu vou quebrar o protocolo e dizer que o F-14, sem sombra de duvidas, é um dos melhores caças de todos os tempos. Em sua época, seria uma tarefa absurdamente complicada para um atacante superar o anel de defesa imposto por esquadrões de F-14 armados com mísseis AIM-54 Phoenix e apoiados por aeronaves E-2C Hawkeye.
Para matar a saudade deste super caça, sempre resta as belíssimas imagens do filme Top Gun, Ases Indomáveis de 1986 onde o personagem Maverick encarnado pelo ator Tom Cruise, encantam os entusiastas de aviação militar.

Acima: Um F-14 do esquadrão Jolly Rogers é escoltado por dois MIG-21 em um treinamento.


Acima: Este F-14 é o da força aérea iraniana, o único operador do F-14, atualmente.
FICHA TÉCNICA (F-14D)
Velocidade de cruzeiro: mach 0,8 (981 km/h).
Velocidade máxima: mach 2,3 (2484 km/h).
Razão de subida: 13740m/min.
Potência: 0,96.
Fator de carga: 7,5 Gs.
Taxa de giro: 20º/s (Instantâneo).
Razão de rolamento: 180 º/s (com as asas abertas) (estimado).
Raio de ação/ alcance: 1200 km/ 2400km.
Alcance do radar: Hughes AN/ APG-71 com 189 km (RCS 5m2)
Empuxo: 2X General Electric F-110 GE-400 12150 kgf.
DIMENSÕES
Comprimento: 19,10 m
Envergadura: 19,54 m
Altura: 4,88 m
Peso: 18950 Kg (vazio)
ARMAMENTO
Ar Ar: AIM 9L/M Sidewinder, AIM 7F/M Sparrow, Míssil AIM-54 Phenix
Ar Terra: GBU-31/32 JDAM, Bombas guiadas a laser GBU-10,12, 16 e 24 Paveway. Bombas de queda livre MK-82, 83 e 84 e bomba de fragmentação MK-20 Rockeye.
Interno: Canhão M61A2 Vulcan 20mm. Com 676 munições.
Acima: 3 "pequenos" problemas para este Tupolev Tu-142 Bear. O F-14 teve muito trabalho interceptando aeronaves de reconhecimento e bombardeiros soviéticos.


Acima: Um desenho de três vistas do F-14A.
Acima: Dois F-14 duelam sobre o deserto em mais um exercício de combate aéreo.

Acima: O F-14 era apelidado de "peru" devido a suas grandes asas quando estas estavam abertas.
Acima: Um desenho das partes internas do F-14.
Acima: O esquadrão Jolly Rogers foi um dos mais conhecidos esquadrões de Tomcats. O símbolo da caveira de pirata na cauda é sua marca registrada.

Acima: O F-14 apresenta um taileron de enormes dimensões, necessário para dar maior agilidade a este estável caça.

Acima: O F-14, nas mãos da marinha dos Estados Unidos operava em duplas. As patrulhas de combate do F-14 podem ocorrer a 500 km do navio por, aproximadamente uma hora.



Acima: Uma bomba GBU-12 guiada a laser pode ser vista no ventre deste F-14D. O F-14 operou como caça bombardeiro na antiga Iugoslava, Iraque e Afeganistão.
Acima: Em combate aéreo de curta distancia, o F-14 abre as asas para manter maior sustentação e capacidade de curvas fechadas a velocidades menores. Nesta foto. o Tomcat, está com as asas em enflechamento intermediário.



ABAIXO TEMOS UM VIDEO COM BELAS CENAS DO FILME TOP GUN ONDE O F-14 FOI PROTAGONISTA.




ABAIXO TEMOS OUTRO VIDEO COM UMA DEMOSTRAÇÃO DO F-14.






Fontes: Livro West Moder Fighters, Edit Salamander; Livro Aviões de caça Editora Nova Cultural, Site Jolly Rogers.com; Site Air Vectors, Site Milavia; Site Air Force Technology; Site Military Today; Site Airwar.ru
( Agradeço a ajuda dada pelo colaborador Sergio Santana que me "socorreu" em alguns pontos desta matéria)
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71 comentários:

Leonardo disse...

Sei que muitos irão me zoar,que dirão que o Tomcat era um avião caro de manter e blá-blá-blá,mas seria um excelente avião antigo para voar,ainda por uns bons anos, na defesa aérea do Brasil. Eu o compraria sim,e com todo o arsenal que ele tinha direito. Dane-se a transferência de tecnologia: tenho para mim que mesmo os venezuelanos com os Su-30 deles iriam respeitar a FAB dotada com todos os Tomcat armados até os dentes e com o máximo de vida útil disponível.

ZASLON disse...

Legal o texto, Carlos !!! Bem abrangente, já que seria IMPOSSÍVEL detalhar a vida operacional do "Gato Véio" em um blog. PARABÉNS!!! Precisa agradecer não, tâmo aí sempre que possível... :)

Carlos E. Di Santis Junior disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carlos E. Di Santis Junior disse...

Valeu Sergio!
Realmente a história do F-14 dá para render livros.
Certamente um dos main interessantes modelo de aviões de combate modernos, mesmo por que houve muitos problemas para se chegar no ponto que a marinha queria.
Abraços

Anderson disse...

Olá Carlos
Excelente matéria. Meus parabéns pelo Blog.
Tenho uma pergunta sobre o míssil AIM-54 Phoenix: com uma boa taxa de certo e com um alcance enorme, por que os americanos não continuam usando o Phoenix? Se eu não me engano, nem o Meteor e nem as novas versões do Amraam vão chegar perto dos 200km. O Phoenix não continuaria dando uma capacidade excelente de dissuação para os EUA?
Abraços

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Anderson.
O missil Phoenix só podia ser lançado do F-14, que foi aposentado. Fora isso, o míssil tem seus componentes com data de validade, como o propulsor, por exemplo, que perde sua validade como qualquer produto....
O futuro da guerra aérea, para os americanos ainda está um pouco obscuro pois eles demoraram muito a perceber que precisavam de um míssil com mais alcance que o AIM-120. Os europeus estão desenvolvendo o meteor que terá um alcance superior ao do AIM-120, chegando a 110 km aproximadamente. A tecnologia RAMJET usada no meteor será evoluída também e esse alcance deve aumentar em novas verões.... Soube que o míssil AIM-120D terá alcance próximo disso, mas inferior ainda.
Abraços

Laerte Guimarães disse...

Acho que ainda vale lembrar que esse caça faz parte das lembranças de muito marmanjo por porta do Super caça Bombardeiro dos Comandos em Ação... quem com cerca de 30 anos não lembra?
Comecei a estudar aviação por causa dele...

Carlos E. Di Santis Junior disse...

kkkk Isso mesmo laerte. Eu tive esse F-14 dos comandos em ação
Animal o esqueminha que fazia as asas dele abrir e fechar!!! kkkkk bem lembrado

Leonardo disse...

Se o Brasil quisesse comprar dos americanos todos os F-14 com bom tempo de vida útil nas células ainda existentes,mais os mísseis Phoenix, será que eles nos venderiam,já que se trata de um avião aposentado por eles lá ?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olha Leo.... eu acredito que nos venderiam sim, mas não porque eles sejam legais... venderiam pois sabem que a disponibilidade do modelo seria baixissima até porque é caro demais de manter ele
Veja que ele só saiu da ativa por conta desse custo operacional alto, pois ele até faziam seu papel ainda....
Abraços

Игорь disse...

Olá Carlos .

Parabéns pelo blogue . Muito bom para se manter atualizado sobre aviação militar contemporânea .

Uma pergunta : o F-18 , hoje substitue o f-14 . Por acaso ele adota o mesmo conceito do F-14 quanto à proteção à esquadra ?

abs

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Игорь.
Obrigado! O F-18 nõ usa o mesmo conceito pois ele tem capacidade limitada. O Super Hornet precisa se aproximar mais do alvo para ataca-lo, e mesmo que aleguem que o RCS dele é menor, isso é papo furado, pois ele tem pendurado aqueles tanques de combustível nas asas o que o torna uma arvore de natal para o radar inimigo. Então, do meu ponto de vista, A capacidade de defesa da frota está diminuída, atualmente. Na epoca que o F-22 era só um projeto, se previa que a marinha poderia substituir seu F-14 pelo modelo que a USAF adquirisse, porém navalisado... ou seja... seria um F-22 adaptado. Mas isso se tornou absurda,emnte caro e a marinha acabou adquirindo Super Hornmets, mais por falta de opções do que por qualquer outra coisa. O F-35C será furtivo e poderá dar uma capacidade um pouco maior a marinha americana... mas ele terá que ser usado com tatica especifica, pois sua furtividade é muito mais eficiente quando ele estiver de frente para o radar inimigo....
Abraços

geudice disse...

Qualquer aeronave produzida hoje supera o Tom Cat.Até o Gripen NG, que ainda é um projeto.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Os caças modernos superam o Tomcat, principalmente no campo da agilidade e manobrabilidade.No campo do combate BVR, o sistema de armas do F-14 tem alcance muito expressivo. Merece respeito ainda....
Abraços

vitor.andrade.93 disse...

Não sei quem é o responsável pelo blog, mas quem quer que seja: parabéns! Gostei muito da postagem do Tomcat. Acho que seria legal reportar que o F-14 só existe na forma de biplace, fato este que o torna ainda mais mágico por formar verdadeiros irmãos nos combates. Abraço a todos.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Vitor. Muito obrigado.
É interessante notar também, que hoje, os caças de 4º geração, estão sendo encomendados, em sua maioria, em versões biplaces pelo melhor gerencialmente de missão que o co-piloto permite.
Abraços

teclogos disse...

Matéria boa como o usual. O Tom Copper do Acig tem um livro sobre o desempenho dos tomcats iranianos. Acho que a guerra do Irã-Iraque foi a primeiro com uso extenso de combate BVR e o Tomcat teve um papel muito importante nisso. Acho que o iranianos fizeram uma capítulo à parte na história do saudoso F-14. Só de kills ele coloca mais de 20.

http://s188567700.online.de/CMS/index.php?option=com_content&task=view&id=73&Itemid=47

teclogos disse...

Matéria boa como o usual. O Tom Copper do Acig tem um livro sobre o desempenho dos tomcats iranianos. Acho que a guerra do Irã-Iraque foi a primeiro com uso extenso de combate BVR e o Tomcat teve um papel muito importante nisso. Acho que o iranianos fizeram uma capítulo à parte na história do saudoso F-14.

http://s188567700.online.de/CMS/index.php?option=com_content&task=view&id=73&Itemid=47

Uma tabela de abates dos iranianos

http://s188567700.online.de/CMS/index.php?option=com_content&task=view&id=36&Itemid=47

disse...

caso houvesse uma compra por parte governo de brasileiro de um numero x de f-14 tomcat... seria interessante esse modelo de avião para aplicar a engenharia reversa ? dominar seus conceitos de fabricação..construção ?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Zé. O F-14 foi um super caça de primeira. Porém, hoje, em 2010, sua tecnologia não tem uma aplicação válida. Ela é ultrapassada.
Abraços

gabrera disse...

Grande Di Santis!

Mais uma vez nos brindou com uma excelente matéria!!

Há uma história que a primeira missão operacional dos F-14 foi a cobertura da retirada de Saigon,é verdade ou é alguma lenda?

Abraços!!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Gabrera. Esse acontecido realmente é real. A primeira vez que o Tomcat foi usado operacionalmente foi na retirada de Saigon.. Porém ele não precisou mostrar seus dentes nesse episódio.
Abraços

Raphael disse...

O F-14 é o meu preferido dos Yankes foi um avião que marcou época devido aos comandos em ação eu ao filme Top gun apesar das viagens dos editores.

Hoje em dia os F-14 com Phoenix teriam um adversário com maior alcance os Migs-31 com R-37.

Desde quando eu aprendi sobre aviação militar eu sempre sonhei em um combate entre o F-14 com AIM-54 e o Mig-31 com R-33.

Carlos por falar em mísseis de longo alcance eu li a um tempo sobre um míssel Russo baseado nos mísseis do S-400 que seria utilizado nos Su-34 e Su-35BM e que teria mais de 400km de alcance você sabe o nome deste míssel?

Raphael disse...

Lembrei o nome é Novator KS-172 ele possui alcance nas ultimas versões de 400km.

http://en.wikipedia.org/wiki/Novator_KS-172_AAM-L

Será que vai emplacar ou será mais um candidato ao esquecimento já que existe o R-37?

Galileu disse...

Nossa carlos assim você me lembra dos velhos tempos. Meu Tomcat foi meu 1º plastimodelo, sou apaixonado por ele.

Tenho muito material sobre o F14 e o que tá escrito nessa matéria realmente confere! mas como você disse, tem muitaaa coisa sobre F14 ahah

Só uma intuição, mas eu sou o mussum, se não tiver ao menos 3 Tomcat no hangar de cada CVN americano, armados com phoenix ahahahhh

------
Carlos, minhas 3 aeronaves preferidas são: MIG 29, F-14, B-1. Quais são as suas???

abraço

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Ola Raphael.
Eu acredito que o KS-172 vai emplacar. O Su-34 não usa ele... quem usa são os caças Flanker normais... O Su-34 é um bombardeiro....
O KZ-172 é um míssil especializado... ele foi criado, inteligentissima mente, para destruir aeronaves AEW. Os americanos não tem, nem em projeto, algo assim.
Abraços

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Galileu.
hehehe Mue caça preferido, sem a menor duvida é o YF-23. Ele não é usado... apenas competiu com o F-22 e perdeu.. Mas é meu plastimodelo mais querido na minha estante!!! hehehehe Gosto muito do F-14, PAK FA (pois acho ele parecido com o YF-23) e por incrível que pareça, gosto do F-18 (embora não o considere bom o suficiente para a FAB.
Abraços

MSantos disse...

Talvez o melhor caça naval de sempre!

Cumpts
Manuel Santos

Raphael disse...

Carlos em uma batalha à 20 anos atrás entre o Mig-31 com R-33 e F-14 usando AIM-54 quem venceria?

Na verdade eu gosto de todos os aviões só que os meus preferidos são os Flankers,PAK-FA,Mig-25/31 e o Jas-35 e 37 além do F-14

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Raphael. Ambos os aviões acabariam lançando suas armas simultaneamente ou bem proximo disso...ai o resultado deveria ser a destruição de ambas aeronaves....em um combate frontal. No combate BVR, O MIG-31 me parece um pouco superior, pelo excelente radar Zaslon e seuu sistema de data link.

Raphael disse...

No meu computador antigo (486) eu jogava um simulador do F-14 o Fleet Defender era muito bom tinha todos os esquadrões e podia escolher os armamentos do F-14 e a simulação era incrível mesmo para a época os gráficos tambem era incríveis para a época sendo que era possível ver perfeitamente as asas sendo enflechadas à 500 milhas se não me engano e os AIM-54 junto com os AIM-9. O Modelo do jogo era F-14A o display dele era no meio do aviônico em um grande monitor de CRT e que mostrava os aviões inimigos tipo em gráfico de atari

Rob. Jr. disse...

Olá Carlos, parabéns por mais uma excelente matéria. Carlos, você não acha que justamente uma das maiores características positivas do Tomcat que é o potente radar também seria o seu calcanhar de Aquiles já que tamanha potência em um radar de pulso Doppler acabaria por denunciá-lo e colocando ele próprio em risco (em relação ao cenário bélico atual)?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Rob. Não há a menor dúvida de que o F-14 tem muitas caracteristicas que o tornam uma arvore de natal para um radar inimigo. O radar seria apenas mais um dos elementos. O desenho do F-14 é, também, extremamente reflexivo.
Abraços

ismaelaz disse...

Alguem sabe o nome da musica do primeiro video?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Ismaelaz.
A jusca se chama "Danger Zone" é de autoria de Kenny Loogins.
Super facil de achar nestes programinhas de baixar musicas.
Abraços

Prof. Dr. Jorge Carlos C. Guerra disse...

Olá! Parabéns pelos detalhes do F-14. Imagino o Brasil comprando 80 unidades, revitalizando seus motores para mais econômicos e de maior rendimento. Modernizando sua aviônica e radar (mantendo a mesma autonomia), adicionando capacidade de abastecimento no ar. Utilizando 01 míssil de curto e um de longo alcance ar-ar franceses + 2 misseis Exocetes ar-mar. Isto na região do Pré-sal. Abraços

rodrigo disse...

Carlos mais uma vez parabéns pelo blog, e estava faltando esta maquina pow, uma lenda...
Agora a minha perguntinha: os Iranianos hoje são os unicos a operarem este caça, graças a ajuda dos Russos. Eu queria saber se vc tem ideia em quer foi melhorado nestes F-14 Iranianos e quais sao as chances deles contra os caças Israelences numa possivel batalha? outra pergunta é que tipo de misseis hoje esles estão utilizando?
forte abeaço e feliz ano novo.

Rodrigo Avelar

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Rodrigo. Obrigado.
Os caças F-14 iranianos não tiveram melhorias. na verdade eles sofreram modificações em relação aos modelos americanos só para se manterem voando, uma vez que os EUA não fornecem mais peças para os seus inimigos do Irã. O armamento é composto por mísseis AIM-7 Sparrow e AIM-9 Sidewinder. Porém o mísil antiaéreo Hawk, fornecido para o Irã, foi modificado para ser usado como missil ar ar e é instalado no F-14 iraniano.
Abraços

rodrigo disse...

carlos: pelo que estou vendo ele não será pareo para os f-15 Israelences?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Rodrigo. realmente os F-15 israelenses dariam conta destes F-14 iranianos, assim como qualquer aeronave de combate daquele país árabe.
Abraços

dinho-alqaeda disse...

Carlos, sabe me responder se o f14 participou da guerra EUA X IRAQUE? Se participou, sabe responder se foi no primeiro dia, e, quais as aeronves usadas no primeiro ataque aereo? Obrigado.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Dinho.
O F-14 participou, sim, da guerra do Golfo. Porém o unico alvo dele foi um helicóptero. Quando os caças iraquianos percebiam que seus caças estava sendo rastreados pelo radar do F-14, eles batiam em retirada pois sabiam que ia dar merda se fossem para cima.
Abraços

dinho-alqaeda disse...

Aquele primeiro ataque ao Iraque em 2003, achei que os bombardeios vinham em parte dos F-14. Numa busca descobri que parte vinham de F-117 e B-2, não sei afirmar se é verdade, mas sempre tive curiosidade em saber de quais aeronaves vieram aqueles ataques.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Dinho.
Em 2003, a guerra do golfo estava em sua 2º parte. Nessa epoca, os F-14 faziam, sim, bombardeiros. Na primeira parte, em 1991, emnora alguns F-14 também tivessem lançado bombas lá, a missão principal deles era a superioridade aérea e interceptação.
Abraços

wanderson disse...

f-14 se fizeses uma versão melhorada do f-14 igual aos novos f-18 e/f tirando alguns defeitos só coloca algo novo, carlos sera que é possivel fazer isso?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Wanderson. O F-14 precisaria passar uma reforma tão grande que o custo de tal empreitada seria inviável.... seria mais eficaz e barato desenvolver uma aeronave nova do zero.
Abraços

Thiago A. disse...

Olá Carlos. O que vc achou das declarações do ministro de defesa iraniano de que "o seu país ensinaria ao os EUA o verdadeiro significado de uma guerra" ?

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5491137-EI294,00-Ira+ameaca+ensinar+aos+EUA+o+que+significa+uma+verdadeira+guerra.html

O Irã realmente possui meios de impor alguma resistência aos EUA ? O seu programa nuclear está em um estágio avançado? Ou o Irã espera ficar debaixo do guarda-chuvas russo?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Thiago.
A situação é a seguinte: Se os EUA quisertem atacar o Irã, bombardeando eles e destruindo a infraestrutura e suas bases militares, os iranianos podem impor uma pequena resistência, mas não impedirão que o objetivo americano ou de Israel seja atingido.
Os iranianos tem bastante armas, é verdade, mas são armas obsoletas que podem ser vencidas (destruídas)com alguma facilidade.
Por outro lado, é importante observar que, se a guerra evoluisse para o combate terrestre, o Irã causaria severas baixas nos americanos, dificultando muito a estadia americana no seu território. Além disso, o Irã pode lançar misseis contra muitos alvos dentro do oriente médio e em algumas posições no sudeste europeu. Eles podem mesmo. Eles tem misseis com este alcance, embora sem ogivas nucleares, estes misseis tem um significado psicológico militar importante.
Abraços

Thiago A. disse...

Olá Carlos. Mas esses tipos de misseis são dificieis de interceptar? São de que tipo? Scuds?

E vc fez menção de que uma guerra terrestre no Irã causaria severas baixas nas forças americanas. Como isso seria possível? Dei uma olhada no exército iraniano e vi quea maioria dos seus blindados são T-72, que foram vencidos com relativa facilidade na 1º Guerra do Golfo.

E no caso de uma eventual guerra entre EUA e Irã, vc acha que a Rússia viria intervir em favor do seu aliado, o Irã ?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Ola Thiago.
Uma guerra terrstre levaria os iranianos a uma guerra de guirrilha. Os americanos estão levando chumbo no Afeganistão com essa tatica e perderam a guerra do Vietnam desta forma também. A melhor forma de atacar o Irã e se manter fora da guerra terrestre, usando aeronaves e misseis lançados de navios.
Os misseis iranianos são de tecnologia ultrapassada mas tem alcance médio podendo acertar cidades no sudeste europeu. e todas as bases americanas no Golfo. São mais que meros Scuds.
Vencer uma guerra exige estratégia. O Afeganistão é uma nação super pobre e pessimamente armada, mesmo assim, matam mjuitos americanos que ainda não conseguiram impor tranquilidade na região, mesmo com sua alta tecnologia. A possível venda de Super Tucanos para a USAF é, justamente, para operar nesse tipo de situação onde caças F-15, F-16 não são uteis, mas o Super Tucano encara perfeitamente a missão de apoio aos soldados em terra.
Abraços

Thiago A. disse...

Olá Carlos. Obrigado pelas respostas.

Abraço

joao disse...

Carlos, o Irã tem os F14, porém, esses caças são operacionais na Força Aérea Iraniana? Outra pergunta: Conversando com um amigo meu ele falou que os F14 do Irã haviam sido submetidos a um "upgrade" com material da Rússia e que isso teria levado a aeronave a um patamar excepcional em diversos aspectos, o caça teria ficado "fantástico"... isso é verdade? O F14 recebeu algum incremento da Rússia?
Valeu e bom trabalho.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá João. Os F-14 iranianos estão operacionais sim, devido a uso de umas adaptações com equioamentos russos. Porém os aviões não ficaram excepcionais. Uma matperia da revista Asas pode ter deixado transparecer esta informação, eum um recene artigo, pois esta revista tende a ser um pouco exagerada quando trata dos equipamentos russos. O avião apenas é operacional, porém levaria uma surra feia dos caças F/A-18E Super Hornet norte americanos. As adaptações que os F-14 receberam foi, justamente, por não receber apoio de manutenção dos Estados Unidos, que não aceitaram o golpe de Estado a que o irão foi submetido quando da queda do Chá e a entrada desse pessoalzinho meio fanático que são os aiatolas.
Abraços

Mateus S. Souza disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mateus S. Souza disse...

Legal a matéria, parabéns. Sugiro que você adicionasse do F-14 do Rolly Rogers "sozinho" e do F-14 do Irã (admiro aquela camuflagem), o que acha? ABÇS!

marcos blshop disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
marcos blshop disse...

Ola Carlos,
Acerca das modernizaçoes introduzidas nos caças iranianos F 14, vi que substituiram os radares por versoes mais modernas, com maior alcance e sensibilidade, alem de capacidade de detecção passiva. Estão promovendo localmente um retrofit dos Mig 29, chegando nesse processo, a por em funcionamento aeronaves que estavam paradas ha cerca de 12 anos. Estão também iniciando a produção em serie de um novo caça desenvolvido sobre a plataforma do F5. Aqui o que achei legal é que estão fazendo novos, e não apenas modificando celulas velhas. Também com relação ao Su 24 vi que foram modernizados com capacidade de lançar misseis guiados por radar ar-terra, misseis guiados a laser, e misseis de longo alcançe. Os Su 24 foram tb equipados para operaçào noturna. E agora estao produzindo copias operacionais de drones americanos e israelenses. Parece que aos poucos vao evoluindo, nao?
Fazem muito mais que uma certa potencia ao sul do equador...
Att.

Johnny Napalm disse...

Os EUA nunca vai vender uma peça sequer do F-14 pra absolutamente ninguém ainda mais pro Brasil depois que o Lula apertou a mão do presidente do Iran...

Ricardo disse...

eu só vejo aqui barbaridades, os f-18 são melhores que f14? desde quando? que eu saiba os f-18E/F levavam pancada de f-14A diariamente, 6.5g's? pilotos que voavam já confirmaram que conseguiam levar o tomcat a 9.5g's, bem como mach 2.7 de velocidade, enquanto à agilidade só o falcon conseguia competir com o tomcat, um exemplo foi um exercicio que a USAF E USNAVY fez antes de reformar o tomcat 6 eagles contra 4 tomcats VF-101 Grimreapers, 5 ealfes foram abatidos enquanto 1 tomcat foi abatido nesse exercício, a USNAVY não tive outra escolha a não ser lever com o f-18 pela goela abaixo porque dick chaeny antes de chegar a secretario da defesa tinha tentado comprar a grumman mas sem sucesso porque quem tinha a grumman não queria a vender e tambem porque a boing/mcdonnal douglas fez um choradinho porque gastaram muito dinheiro no f-17 cobra que levou uma tareia do f-16 entao cheany disse para modificarem o aviao para a marinha porque por-quasa do desastre que foi o A12, se quiserem saber o que o f-14 é capaz leio o que dizem nos comentários deste video TheScrumpty expiloto que voou f-14A/B/D e f18-F, e BBEEAAN que percebem mais que alguns idiotas que manda disparates, http://www.youtube.com/watch?v=8RMeZzlGJrg

Ricardo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carlos E. S. Junior disse...

Olá Ricardo.
O dado 6,5 Gs foi um erro de digitação e concertei. O fator de carga que o F-14 operava em manobras era 7,5 Gs. Esse dado é encontrado facilmente em boas fontes como livros e sites sérios. Os "9,5Gs" que vc menciona, eu nunca li e posso dizer que pesquiso bastante esse tipo de informação. Se ele conseguia, certamente seria por breves momentos e depois de um voo onde esse desempenho tivesse sido alcançado, a aeronave deveria iria ter que passar por uma grande revisão estrutural para procurar por rachaduras. O F-14 é um super caça, em todos os sentidos, porém sua maior vantagem sempre foi o binômio radar AWG-9 e seu poderoso míssil AIM-54 Phoenix, que lhe dava condições de inciar um ataque frontal a 200 km de distancia e isso, realmente é uma capacidade da qual nenhuma versão do F/A-18 consegue nem sequer chegar perto. Porém em dogfight, a conversa é outra e o F-14 nunca foi um caça fantástico nesse quesito. Na verdade dentre todos os caças que de sua geração, (F-14, F-15, F-16 e F/A-18, o Tomcat era o menos capaz pois acelerava mais lentamente,e não era tão bom em curva quanto estes modelos que citei. O F-14, simplesmente não aguentaria um MIG-29 ou Flanker além de que, estava sendo caríssimo manter o modelo. O F-18 realmente foi uma solução da qual a marinha não gostaria... e teve que aceitar. Mas o modelo, em doghfight é melhor que o Tomcat, além de que, em missões de bombardeiro ele é superior também, representando uma solução mais flexível que o especializado
Tomcat.
Abraços

Felipe Marinho de Oliveira disse...

Carlos na minha opinião ambos estão certos sobre a carga G do tomcat. Se
vcs lerem no home of MATS os tomcats faziam 9,5Gs porém eles espatifavam as luvas das asas e vinham a queda alem dos motores TF 30 explodirem em altas cargas G pois as aletas dos Fans se soltavam destruindo todo o motor por dentro. Isso inclusive foi um aprendizado para todas as empresas de motores para produzir proteções para caso as aletas se soltem não danificarem todo o motor. .
Logo, a aviônica foi limitada a 7,5Gs conforme vc disse carlos.
Pode ver no F 14 X que a proposta para a luva das asas foi totalmente modificada ganhando uma forma redonda. Olhando de cima o avião formava quase um círculo completo, era bem feio mas acho que iria funcionar. O tomcat X seria bem mais feio que o seu antecessor o Tomcat D Não sei se vcs concordam se bem que isso não importa.

O restante eu concordo em tudo. Valeu e abraços a todos

Felipe Marinho de Oliveira disse...

Carlos na minha opinião ambos estão certos sobre a carga G do tomcat. Se
vcs lerem no home of MATS os tomcats faziam 9,5Gs porém eles espatifavam as luvas das asas e vinham a queda alem dos motores TF 30 explodirem em altas cargas G pois as aletas dos Fans se soltavam destruindo todo o motor por dentro. Isso inclusive foi um aprendizado para todas as empresas de motores para produzir proteções para caso as aletas se soltem não danificarem todo o motor. .
Logo, a aviônica foi limitada a 7,5Gs conforme vc disse carlos.
Pode ver no F 14 X que a proposta para a luva das asas foi totalmente modificada ganhando uma forma redonda. Olhando de cima o avião formava quase um círculo completo, era bem feio mas acho que iria funcionar. O tomcat X seria bem mais feio que o seu antecessor o Tomcat D Não sei se vcs concordam se bem que isso não importa.

O restante eu concordo em tudo. Valeu e abraços a todos

Felipe Marinho de Oliveira disse...

Carlos na minha opinião ambos estão certos sobre a carga G do tomcat. Se
vcs lerem no home of MATS os tomcats faziam 9,5Gs porém eles espatifavam as luvas das asas e vinham a queda alem dos motores TF 30 explodirem em altas cargas G pois as aletas dos Fans se soltavam destruindo todo o motor por dentro. Isso inclusive foi um aprendizado para todas as empresas de motores para produzir proteções para caso as aletas se soltem não danificarem todo o motor. .
Logo, a aviônica foi limitada a 7,5Gs conforme vc disse carlos.
Pode ver no F 14 X que a proposta para a luva das asas foi totalmente modificada ganhando uma forma redonda. Olhando de cima o avião formava quase um círculo completo, era bem feio mas acho que iria funcionar. O tomcat X seria bem mais feio que o seu antecessor o Tomcat D Não sei se vcs concordam se bem que isso não importa.

O restante eu concordo em tudo. Valeu e abraços a todos

sport recife disse...

ola carlos, ouvi dizer que pilotos americanos, mesmo hoje sempre preferiram o F-14 em relação ao F-18, procede a informação carlos?

Carlos E. S. Junior disse...

Desconheço se é verdade absoluta, mas não duvido que os pilotos mais antigos realmente o prefiriam por mera paixão. O F-14 teria sérios problemas para sobreviver hoje. os adversários do EUA vem mais longe, e atiram tão longe quanto o Tomcat... e se a briga evoluísse para o corpo a corpo, não tenha a menor duvida que o F-14 iria levar a pior contra MIG-29, Flankers, e mesmo Mirages 2000, Gripens, e F-18 mesmo.... Ele não é tão agil quanto estas aeronaves.
Abraços

Felipe Marinho de Oliveira disse...

Sport na minha opinião o que vc disse é pura verdade, os pilotos em sua maioria preferiam o tomcat. Hoje existem aeronaves russas que disparam quase de tão longe quanto o tomcat porém nos EUA não há ainda nada parecido com ele. Talvez daí essa preferência, atualmente não existe nos EUA um caça que cubra um raio de 500 KM da no flight zone tão bem como uma dupla de tomcats podia cobrir. Eles davam conta do trabalho e hoje um super hornet tem que entrar no raio de ação de diversas aeronaves para poder disparar seu armamento e não é tão eficaz para dodgear mísseis como outros aviões dos EUA. Más já é uma evolução em relação ao F18 normal que só tinha o indicador jamer para misseis, o radar nem calculava velocidade e distância de misseis inimigos em lock na aeronave só dava a direção, o super hornet já é um pouco melhor más a opinião dos pilotos é essa sua mesmo, já ví vários documentários e vídeos.
Assiste o vídeo fighter fling 2004 e de umas risadas com as zoações que eles fazem com os Hornets. Valeu e abraços.

CESAR DA EVEN disse...

CESAR DA EVEN
PARABENS ESSE EU SOU FAM Nº1
Excelente blog

Roc disse...

Olá. Primeiramente, gostaria de parabenizar pelo artigo. Muito bom com informações claras e concisas. Tenho duas dúvidas e não consigo esclarece-las por si só.

1-O tomcat é biposto. Porém, vamos supor que ocorrece algo com o RIO que o tornasse incapaz de ajudar a pilotar o caça ou que não tivesse um RIO disponível. O piloto poderia pilotar o caça F-14 sem o RIO? Ou seja. O F-14 poderia ser pilotado apenas pelo piloto sozinho?

2-Quais seriam as vantagens e desvantagens de um F-14 monoposto?

Desde já, agradeço.

Carlos E. S. Junior disse...

Olá Roc.
O operador de armas não tem capacidade de pilotar o F-14 de forma que se o piloto morrer, ele terá que ejetar. A necessidade do operador de armas se dá pela complexidade de operações do sistema, deixando o piloto livre para a operação de pilotagem e manobras....
Abraços

Carlos E. S. Junior disse...

O A-10 opera armado com dois AIM-9M Sidewinder em situação de combate. Sua agilidade, permite que, dentro de sua velocidade de operação, possa vencer até mesmo um F-16. O limitante aqui é que o A-10 é lento e nenhum piloto vai deixar seu caça operar na mesma velocidade do A-10, pois nesse regime, ele é imbatível. Como pode ver, o piloto será o elemento que definirá esse combate, pois ele teria que ser muito ingênuo de tentar enfrentar um A-10 na velocidade que ele normalmente opera....
Abraços