DESCRIÇÃO
Novamente trago para as paginas deste blog um sistema militar que fez história. Recentemente, publiquei um artigo sobre o caça Grumman F-14 Tomcat, um dos melhores interceptadores já construídos na história da guerra aérea. Desta vez, a aeronave que será foco deste artigo será o mais rápido avião já construído em série na história. O avião de reconhecimento estratégico Lockheed Martin SR-71 Blackbird é o resultado de uma façanha sem precedentes na história aeronáutica pelo grau de sofisticação empregado em sua construção, em uma época em que a tecnologia tinha muitas restrições e que ainda, durante o processo de desenvolvimento, e fase inicial de uso, sua existência, simplesmente era desconhecida do publico, devido ao elevado nível de “segredo” do projeto.
Acima: O U-2, ainda em uso, atualmente, entrou em serviço nos anos 50 e representou uma vantagem, momentânea, para a CIA e USAF, pois voava tão alto que nenhum caça ou míssil antiaéreo conseguia intercepta-lo. melhorias no sistema de defesa russo obrigaram aos Estados Unidos a projetar uma aeronave que fizesse que apenas voar muito alto.
A necessidade de se produzir o Blackbird começou no fim da década de 50, logo com a entrada em serviço do jato espião Lockheed Martin U-2, que na época era a aeronave que voava em maior altitude já construída, justamente com o objetivo de conseguir voar sobre território soviético sem ser molestado por aeronaves interceptadores ou mísseis antiaéreos. A inteligência norte americana já dava conta do desenvolvimento de novos mísseis antiaéreos dos soviéticos que seriam capazes de destruir o U-2 na iminência de entrarem em serviço. Isso levou o departamento de defesa e a CIA (Central Intelligence Agency) solicitarem às empresas aeronáuticas norte americanas que propusessem projetos de uma aeronave que além de voar a mais de 24000 metros de altitude, como o U-2, também fosse capaz de voar a velocidades acima de mach 3 (3200 km/h), para poder ficar imune a qualquer sistema de mísseis antiaéreos e interceptadores disponíveis ou em vias de entrar em operação naquela época. Duas empresas foram escolhidas para detalhar melhor suas propostas, a Convair e a Lockheed Martin.
Acima: O sistema de defesa antiaéreo soviético, com seu míssil S-75 Dvina (SA-2 Guideline) conseguiu derrubar o avião espião U-2 da força aérea dos estados Unidos e fez seu piloto, Francis Gary Powers, prisioneiro por espionagem. Desde então, ficou claro a necessidade de uma nova aeronave que superasse a defesa antiaérea soviética.
A Convair apresentou uma proposta de um super avião que foi batizado de “Kingfish”. O desenho deste modelo surpreende pelo fato de que, em 1959, jpa mostrava traços para redução de seu eco radar através da diminuição de seu RCS (tamanho aparente ao radar), muito parecidos com que se veria 30 anos depois nos jatos F-117 Nighthawk, o primeiro avião de combate stealth (furtivo) da história da Lockheed Martin. O Kingfish seria capaz de voar a uma velocidade máxima de mach 3,2 (3500 km/h) e teria um alcance de translado de 6200 km.
Acima: Acima um desenho do Convair Kingfish deixa bem claro o quanto suas formas foram revolucionárias para aquela época.
A Lockheed Martin, através de seu escritório de projetos secretos “Skunk Works” e seu engenheiro Kelly Johnson, um gênio da engenharia aeronáutica, apresentou o A-11, uma aeronave com desenho mais convencional, com asas em delta e dois motores Pratt & Whitney J-58-1 sob as asas, e que produziam 14400 kg de empuxo com pós-combustor. Esse motor era um dos mais potentes motores aeronáuticos já construídos até aquela época. O J-58 foi o motor escolhido, também, pela Convair para equipar o seu Kingfish. O A-11, também era capaz de voar a velocidade de mach 3,2 e sua autonomia, menor que a do Kingfish, chegaria a 3700 km.
Acima: A proposta original da Lockheed Martin, o A-11, tinha formas bem mais convencionais. A necessidade de melhorar as características de furtividade e desempenho de vôo, levaram ao A-12, um desenho mais próximo do Blackbird definitivo.
A Lockheed Martim foi declarada vencedora desta concorrência em agosto de 1959 e ganhou um contrato para desenvolver seu projeto. A Lockheed Martin se dispôs a diminuir o RCS de seu projeto A-11, dando origem a um novo modelo, chamado A-12. Quase 3 anos depois, o A-12 fez seu primeiro vôo em abril de 1962, dando início a uma nova fase na história da aviação. Este primeiro vôo foi feito com o A-12 estando equipado com um motor diferente do qual ele havia sido projetado, o J-75, devido a problemas de atrasos no desenvolvimento do J-58 pela Pratt & Whitney.
Acima: O A-12, embora consideravelmente diferente do modelo A-11, que a Lockheed Martin propôs inicialmente, já trazia muitos traços que se tornaram definitivos na família Blackbird.
Como dito no início deste artigo, o A-12 foi projetado para ser um avião de reconhecimento com elevada velocidade supersônica e capacidade de vôos em altíssimas altitudes. Porém, mesmo assim, foi proposta uma versão armada do A-12 que pudesse ser usada contra bombardeiros soviéticos. Esta nova versão recebeu um segundo assento para ser ocupado por um oficial de armamentos, deixando a o piloto com a exclusiva função de navegação. O novo modelo foi chamado de YF-12, e foi equipado com um radar AN/ ASG-18 com um alcance que chegava a 480 km, sendo o primeiro radar pulse Doppler norte americano. Na parte ventral da fuselagem foram instalados dois compartimentos em tandem, em cada lado da fuselagem, para transportar 4 mísseis AIM-47 Falcon, guiados por radar semi-ativo e com alcance de 170 km.
O YF-12 não seguiu para a linha de produção por ser absurdamente caro para a época e dos 3 únicos exemplares construídos, dois sobreviveram, sendo um mandado para o museu da força aérea americana em Wright- Patterson em Ohio enquanto o outro sobrevivente foi transformado em SR-71 para cobrir a perda de um destes modelos.
Acima: Nesta foto, fica claro a diferença do YF-12A (foto) dos outros modelos do Blackbird. O "nariz" do YF-12A é ocupado por um radar AN/ ASG-18, melhor visto na foto a baixo. Este radar foi o primeiro radar pulso doppler norte americano.
E já que mencionei, o SR-71 apareceu, depois que o A-12, uma aeronave de reconhecimento, precisou receber modificações para poder executar sua tarefa a distancia das aéreas que seria necessária serem “espionadas”. O A-12 precisou receber câmeras e sensores com capacidade de serem apontados para os lados e assim fazer a coleta de dados a longuíssimas distancias, sem a necessidade de sobrevoar o alvo. Isso foi importante, pois os Estados Unidos tinham um acordo acertado com os soviéticos para a liberação de seu piloto Francis Gary Powers, derrubado com seu U-2 em 1960 enquanto espionava uma base em território soviético. No acordo, não poderia haver mais vôos tripulados sobre território soviético e norte americano, obrigando os Estados Unidos a desenvolverem novas formas de espionagem. Outras modificações ficaram por conta do aumento da quantidade de combustível interno, necessários para vôos de longo alcance, um nariz de maiores dimensões para poder acomodar um novo radar SLAR (Side Looking Airborne radar) de abertura sintética, que faz o mapeamento do solo, produzindo imagens do alvo, mesmo sobre grossas camadas de nuvens. Foi instalado, também, um sistema de reabastecimento em vôo. Este novo “A-12”, foi batizado de SR-71 Blackbird.
Acima: O SR-71 Blackbird teve o seu nariz aumentado para acomodar a suite de sensores para reconhecimento estratégico a distancia.
O Blackbird é uma super maquina, sob qualquer ponto de vista. Sua velocidade máxima chega mach 3,5 (3704 km/h) (fonte: Lockheed Martin), simplesmente o mais rápido avião a entrar em serviço na história, até hoje, e sua autonomia era de 5370 km, sem reabastecimento (Fonte: Lockheed Martin), portanto, bem melhor do que conseguia o Kingfish da Convair.
Para conseguir voar com todo esse desempenho, sem desmanchar, 93% da fuselagem do Blackbird foi construído em titânio, um dos responsáveis pelo “salgado” preço de cada exemplar. O vôo em elevadas velocidades esquentava a fuselagem do Blackbird, por causa da fricção com o ar, levando a temperatura das estruturas do avião a 320ºC. Seu desenho achatado, além de ter uma função aerodinâmica que melhora a qualidade do vôo em altíssimas velocidades, tem objetivo de diminuir o reflexo das ondas de radar. O SR-71 Blackbird pode ser considerado como o primeiro avião, com algumas soluções com objetivo de diminuir seu reflexo radar a entrar em serviço, embora ele não fosse stealth. Mesmo sua cor escura é conseqüência de uma tinta especial que além de dissipar o calor, ainda absorve as ondas de radar inimigas. Outro item, do qual o Blackbird pode ser considerado pioneiro, foi no uso de um sistema computadorizado de vôo (FBW), para lhe garantir sua estabilidade quando em velocidades supersônicas altas.
Acima: Um Blackbird decola para mais uma missão de reconhecimento. O elevadíssimo custo de operar estas complexas aeronaves levaram a sua desativação em 1998.
O poderoso turbojato Pratt & Whitney J-58-1 com 14400 kgf de potência, dava ao Blackbird uma relação empuxo peso de apenas 0,44, sendo que a aerodinâmica, e as características de funcionamento deste turbojato é quem permitia ao pássaro negro, o desempenho absolutamente fantástico que ele conseguia. O cone na entrada de ar dos motores é movimentado, automaticamente, para frente, ou para traz, para melhorar o fluxo de ar para o turbojato J-58, porém, este procedimento podia ser feito manualmente, pelo piloto.
Existem casos em que um míssil S-75 Dvina (SA-2 Guideline), lançado contra o Blackbird, se aproxima até o combustível do míssil acabar, pois ele não consegue atingir o seu alvo, que, simplesmente, acelera!!!!
Acima: Os potentes motores J-58 eram tão revolucionários como o próprio avião que ele impulsionava. mesmo com toda sua potência, a relação empuxo peso do Blackbird era baixa para os padrões atuais.
O Blackbird, assim como o YF-12, tinha um segundo tripulante, um oficial de sistemas, que, no caso do Blackbird, tinha a função de administrar a operação dos diversos sensores e câmeras do avião em missões de reconhecimento. O oficial de sistemas tinha em suas mão uma suíte de equipamentos compostos por câmeras TEOC com lentes de 152 mm, de altíssima resolução e que davam cobertura de 45º para cada lado da fuselagem, para fotografar a grandes distancias, assim como o radar SLAR e o radar ASARS-1 que o substituiu na fase final da vida operacional do Blackbird. Outros sistemas para missão ELINT (inteligência eletrônica) gravavam dados relacionados a recepção de ondas eletromagnéticas emitidas por radares hostis para poderem classifica-los, posteriormente pela inteligência norte americana.
Acima: Reparem no uniforme de vôo dos pilotos do Backbird. Devido ao vôo em altas altitudes, era necessário roupas especiais como de astronautas.
Ao todo, 30 SR-71 Blackbirds foram construídos e foram usados de 1966 até 1998. Oficialmente, os Blackbirds teriam sido substituídos por satélites espiões e aeronaves sem piloto (UAVs) como o RQ-4A Global Hawk. Existe uma lenda a respeito de uma aeronave com desempenho superior ao Blackbird que teria substituído ele. Conhecido como Aurora, e já descrito nesse blog, esta história continua sendo ficção cientifica uma vez que não há provas da existência de tal avião, além da negação por parte das autoridades norte americanas a este respeito. Independente disso, o fato é que o Lockheed Martin SR-71 Blackbird foi um feito inacreditável pela sua complexidade e capacidade de desempenho, em uma época com poucos recursos tecnológicos, sendo que, mesmo hoje, quase 50 anos depois do primeiro vôo do Blackbird, ainda não há uma aeronave em serviço mais rápida que ele, ou que voe em altitudes maiores.
Acima: O desenho exótico do Blackbird, somado a sua cor negra, o tornavam uma aeronave quase mística. Sem a menor duvida o Blackbird pode ser considerado como uma das mais incríveis maquinas já criadas pelo homem.
Acima: Diferente do aspecto futurístico de sua fuselagem, o painel de controle do Blackbird não esconde sua idade.
FICHA TÉCNICA
Missão: Reconhecimento estratégico.
Velocidade máxima: mach 3,5 (3704 km/h).
Velocidade de cruzeiro: mach 3 (3200 km/h).
Relação empuxo peso: 0,44.
Razão de subida: 3613 m/ min.
Peso: 30600 kg (vazio) 78000 kg (totalmente carregado).
Alcance: 5370 km.
Altitude: 30000 metros
Propulsão: dois motores Pratt & Whitney J-58-1 com 14400 kgf de potência com pós combustor.
Altura: 5,64 m.
Envergadura: 16,94 m.
Comprimento: 32,74 m
Acima: O Blackbird decolava com seus tanques de combustível quase vazios e ele era reabastecido em vôo logo depois da decolagem. Com o reabastecimento aéreo, o Blackbird podia voar muito além dos seus 5370 km de autonomia originais.
Acima: Um desenho em três vistas do SR-71 Blackbird.
ABAIXO PODEMO VER UM VÍDEO COM CENAS DO SR-71 BLACKBIRD.
Fontes: Lockheed Martin; Enciclopédia Asas de Guerra nº 1, editora Planeta; Enciclopédia Guia de Armas de Guerra, Aviões de espionagem, editora Nova Cultural; Site SR-71 org; Site War Online Brasil; Site Global Security; Site Deagel.
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26 comentários:
O SR-71 era espetacular só que melhor ainda era o avião que foi construído somente para destruí-lo a seu irmão maior o então XB-70 o Mig-25
Eu assisti à muito em tempo em um documentário do discovery falando sobre o SR-71 que o combustível do seu reator J-58 era único e foi um dos combustível mais fortes já usados em aviões, quando acabou a sua fabricação todo o maquinário da construção do SR-71 foi destruído com medo que caissem em mãos erradas.
O SR-71 era uma arvore de natal nos radares soviéticos e o projeto de novos SAMs,Mig-25 e satélites o SR-71 perdeu sua função senão me falhe a memória o ultimo vôo em terrotório soviético foi no início dos anos 70.
Olá Raphael. Discordo do seu comentário de que o Blackbird parecia uma arvore de natal nos radares soviéticos. Seu desenho, como menciono no texto, tinha objetivo de diminuir seu RCS de forma que ele eram menos reflexivo que aeronaves de combate convencionais.
Abraços
Na verdade, o SR-71 é o primeira aeronave furtiva da história. Sua existência se iniciou antes mesmo que a do F-117.
E parabéns pelo artigo, Carlos. Imagens do radar do YF-12A são verdaeiras relíquias.
Tive um amigo, Aladino Félix que contou um fato interessante, e que a meu ver, poderá ser verdadeiro. Parte da história foi comprovada quando encontrei uma revista Manchete onde estava publicada fotografia de militares chineses que adentravam em local de explosão nuclear, poucos minutos após ter ocorrido. O senhor Aladino solicitou uma patente que foi indeferida por parte de nossas FFAA. E é o seguinte, uma aeronave pintada com tinta de base magnética (parece que também com grafite) com magnetização ideal, defletirá de forma aleatória raios de radar, assim a nave "permanecendo invisível". Oras, roupas fabricadas com material similar ao de nossas conhecidas fitas magnéticas, defletirá raios gama, beta e alfa, e de acordo com o que soube, os chineses utilizavam vestimenta de tal tipo, que pela foto parecia ser mesmo desse material.
Alguém dos senhores saberia algo a respeito?
Hããããã????? Chineses????? que tem a ver com o blackbird????
Senhor FARISEU HÃHÃHÃHÃ: tentei ser eficiente e associar duas informações a um fato. Esse fato é que tinta magnética deflete radiações de determinados espectros. Só isso.
Poderia ter inserido aqui uma notícia que não tem conexão com o black bird, mas é que em nossa Nação, temos pessoas de alto gabarito com inventos fabulosos. P.ex. na cidade de Araraquara um mecânico criou uma metralhadora que certamente é a Uzi. Oras, fotos dela foram publicadas na antiga revista Ciência Ilustrada, e segundo ouvi, o desenho foi vendido. Mas essa notícia é extemporânea e deslocada aqui, não é mesmo senhor Hããããã~?????
Parabéns pelo post. Sou totalmente leigo na matéria, mas desde adolescente aprecio muito aviões e leio bastante coisa a respeito. Aproveito o ensejo para obter uma opinião do nobre blogueiro: você concorda com a opinião de certos especialistas ocidentais de que o MiG-25 jamais conseguiu ou conseguiria interceptar o SR-71? Acho estranho tal informação, já que a URSS fabricou uma quantidade absurda daqueles caros aparelhos. Por que os soviéticos fariam isso com uma aeronave tão avançada sofisticada para a época (logo eles, partidários do simples, barato e fácil) e, pior, que não servisse para o propósito original de interceptar aviões Mach 3+? Não teria sido mais sensato então direcionar os esforços para caças mais simplificados como os Su-15/-21?
Voltando ao SR-71, acho importante registrar que ele também teve um outro usuário além da USAF: os X-Men da Marvel. Os super-heróis pupilos do Prof. Xavier viajavam para lá e para cá numa versão especial do supersônico... :D
Olá Vmdasilva.
Muito obrigado. OMIG-25 não era uma aeronave tão sofisticada assim... Porém ele é, sem sombra de duvidas, capaz de abater um Blackbird. Isso nunca ocorreu, mas seria plenamente possível caso o avião americano chegasse ao pondo de penetrar no espaço aéreo soviético por mais que poucos minutos. O MIG-25 tem velocidade máxima muito proxima do Blackbird, sendo um legitimo mach 3. Outro avião plenamente capaz de destruir o blackbird é o complexo MIG-31 Foxhound, que embora seja um pouco mais lento que o MIG-25, ainda sim, é uma aeronave muito rápida (o mais rápido avião de combate em uso nos dias de hoje.
Abraços
O Blackbird utilizava um tipo específico de combustível diferente do usado por outras aeronaves.
Por esse motivo, haviam alguns aviões KC-135 que efetuavam resabastecimento enm vôo exclusivamente para os SR-71.
Essa informação é verdadeira?
Olá Dudé. Sim. O combustível que o Blackbird usa é o JP-7 e por isso alguns KC-135 foram modificados para operar com esse tipo de combustível. O X-51 Waverider, usa esse mesmo combustível.
Abraços
O artigo é bom e a técnologia americana é inigualavel, mas só assombra pobres mortais nos países de terceiro mundo, como o Brasil. Os soviéticos ja não tinham tanta preocupação, entram até hoje nos EUA e roubam o que é necessário.
Não falo isto porque gosto e sim porque é o lógico da História, se houvesse um mínimo de superioridade americana sobre o restante do planeta, sem que eles também ficassem arrasados, certamente eles não exitariam um momento sequer de deixar este planeta sob os pés deles. Porém, voltando ao avião, creio que é uma super maquina,tirando é claro 40% de exagero americano, que é o povo mais propagandeiro disparado dos outros, nunca devemos deixar de dar este desconto em tudo que os americanos dizem, no resto o avião é bom, minha nota é 7.
Caro Carlos Emílio! Quando tempo que não visito o seu blog! Quando vi que vc mandou um texto sobre a atualização no fórum do Sistemas de Armas... Corri pra ler essa matéria... Ainda fico abismado com esse maravilhoso avião, considero um dos mais místicos aviões já produzidos na história humana! Outro mistico é o SU-47 Berkut! São Dois exemplares que dificilmente voará nos céus, mas jamais esqueceremos que já existiu, assim como o Su-37(ou se preferir o Su-35BM)! Porém depois de 201 veremos um novo avião que tornará uma lenda, o B-2
Espero que concorde comigo com as minhas opiniões! hehehe! Fora Isso o seu Blog é excelente...Nada de parcialidade! é COMPLETO mesmo diferente que nas editoras! Mais uma vez parabéns!
Olá Surek. Você anda desaparecido do forum!!! Como estão as coisas?
Muito obrigado pela gentis palavras.
Forte abraço!
nnnnn
nnnn
Carlos, tb sou entusiasta do poderio aéreo.
A muito tempo eu assisti um doc da Discovery sobre o SR-71, mas todo em inglês. Você se este documentário esta disponível em algum lugar para compra?
Olá Cadu. Desconheço se este programa está disponível para venda no Brasil. Mas acredito que no mercado norte americano, no site do discovery de lá, você conseguirá comprar.
Abraços
http://www.jalopnik.com.br/conteudo/emocao-de-voar-o-sr-71-blackbird
Li e gostei. Espero que gostem tbm.
Abraços!
Olá Carlos
Ontem eu vi um documentário no National Geographic sobre os aviões desenvolvidos na Área 51, desde o U2 ao F117. E acabei achando interessante a parte que fala do SR71.
Em um certo momento, é dito que era preciso recolher o protótipo em plena luz do dia por um curto espaço de tempo, para evitar que os satélites soviéticos fotografassem o avião. Nisso me surge essa dúvida: os soviéticos nessa época já possuiam satélites espiões enquanto os EUA não(tendo que por isso prescindir de aeronaves espiãs)?
Outro ponto que me deixou com dúvida é sobre os testes com essa aeronave. É dito que ela, durante os testes, sumia dos radares da base, quando passava por cima deles. O SR 71 era um avião efetivamente furtivo, tal como o F22, ou apenas com soluções de redução de rcs? E basicamente quando, os soviéticos tiveram condições efetivas de abater o SR 71 ?
Abraço
Olá Thiago.
O SR-71 foi o primeiro avião com fortes características de diminuição de RCS. Seu desenho "achatado" ou "delgado" é uma solução já com este objetivo. Porém uma das grandes vantagens do velho black bird sobre os radares era sua super velocidade que fazia os sistemas de detecção por radar terem dificuldade em processar a informação de seu posicionamento. Os radares daquela época tinham antena mecânicas que giravam e a cada giro, o black bird já tinha percorrido um espaço absurdo devido a sua alta velocidade. (radares de varredura eletrônica não tem este problema.
Os sovieticos tem sistemas de mísseis antiaéreos superiores aios norte americanos a muito tempo e quando eles começaram a usar misseis com capacidade de derrubar alvos hipersonicos vioando a 30000 metros, acabou ficando perigoso para o Blackbird, além é claro, o caça interceptador MIG-25 que quase iguala a velocidade do Blackbird, só que com 4 mísseis sobre suas asas (o blackbird era desarmado.
Abraços
Obrigado pela resposta, Carlos.
O que acho mais engraçado nesse avião é que ele, segundo o documentário do NetGeo, fora construido com titânio importado dos soviéticos...
Mas quanto ao que documentário sugere em relação a métodos de espionagem:
Naquela época, os soviéticos já possuiam satélites espiões, enquanto os EUA não, tendo que por isso, este último fazer uso de aviões espiões ?
Abraço
Olá Thiago.
Não sei dizer se naquela época os americanos não tinham "nenhum" satelite espião, mas um avião de reconhecimento consegue imagens muito superiores, mesmo hoje em dia. Os russos nunca tiveram um avião de reconhecimento quer fosse tão capaz quanto o Blackbird.
Abraços
Eu por acaso gostaria de saber porque é que os soviéticos nunca se interessaram em ter um avião de reconhecimento como o blackbird. Será porque achavam desnecessário?
Olá Fabio.
O MIG-25 tem desempenho muito próximo do SR-71 é uma de suas versões era dedicada ao reconhecimento.
Abraços
Carlos tua informasão a respeito do Blackbird de ele decolar com os tamques com apenas combustivel para tal fim que era para decolar e após ser reabastecido em vôo seria apenas para economizar combustivel já que com menos peso se faz menas força e o próprio peso do combustivel alteraria a força dos motores aumentando o consumo e a autonomia, com os tamques cheios ou os motores foram projetados para altricimas velocidades ja que as maiores cargas eram justamente o peso dos motores e seu combustivel.Ha não se esquesa que foram os russos que colocaram o primeiro satelite no espaso e com certeza os primeiros a espionar com tais equipamentos por isso a não nescesidade de aviões.mais uma vez parabens e me tire esas duvidas a respeito deste avião.
Olá Anselmo.
A decolagem com pouco combustível ocorre para que o avião seja totalmente reabastecido em voo, e ai, entre na rota da missão, já em alta altitude, economizando combustível.
Abraços.
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