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19 Maio 2011

AGUSTA/WESTLAND SUPER LYNX MK-21A . O veloz felino da marinha brasileira


DESCRIÇÃO
O helicóptero Super Lynx MK-21A, desenvolvido pela Agusta/Westland, foi adquirido pela marinha brasileira em 1996, dando seqüência ao uso do bem sucedido helicóptero Lynx MK-21, que a marinha já operava desde maio de 1978. Neste ano, a marinha brasileira recebeu o primeiro Lynx, batizado como SAH-11, de uma encomenda de 9 unidades para operações embarcadas dentro das fragatas da classe Niterói, que estavam entrando em serviço e seriam os principais navios de escolta de nossa marinha. Estes Lynx tinham por missão, a guerra anti-superfície e esclarecimento marítimo. O bom desempenho do helicóptero acabou motivando a encomenda de mais 9 helicópteros da versão mais moderna Super Lynx MK-21A em 1996, que foram batizados como AH-11A. O contrato previa, também, o upgrade de 5 unidades do Lynx SAH-11 para o novo padrão e por isso foram enviados a Inglaterra para o trabalho de engenharia. O primeiro Super Lynx novo foi entregue junto com o primeiro Lynx convertido para o novo padrão em setembro de 1996.
Acima: Nesta foto podemos ver dois SAH-11 Lynx. Este modelo, foi modernizado para o novo padrão AH-1A, consideravelmente mais capaz.
O modelo MK-21A usado pelo Brasil é uma versão de exportação do HAS-MK-8 usado pela marinha britânica, porém, a versão brasileira não recebeu sensores de busca de submarinos, de forma que missões anti-submarino são levados a cabo com ajuda externa fornecida, por exemplo, por um navio com seu sonar, que passa os dados captados pelo sensor, para o helicóptero.
O modelo Super Lynx, atualmente em uso, está equipado com um radar de busca de 360º Selex (antiga GEC Ferranti) Seaspray 3000 MK-3, cujo alcance de detecção é de 185 km. Este radar é usado para busca e designação de alvos para os mísseis Sea Skua, que a marinha brasileira usa desde 1986. Outro sistema que foi instalado, mais recentemente em nossos Super Lynks é o FLIR (Forward Looking Infra-red) Star safire III, que possui diversos sensores como uma câmera térmica, uma câmera de visão noturna e um telêmetro laser.
Para guerra eletrônica está disponível no Super Lynx o sistema de apoio a guerra eletrônica (ESM), Orange Crop/Racal MIR-2, que é usado para interceptar sinais, classifica-los e localizar o emissor. Além destes sistemas, o Super Lynx conta com um sistema de posicionamento global GPS e um sistema de navegação inercial INS.
Acima: O AH-11A Super Lynx desta foto já está equipada com o sistema FLIR Star Safire III montada acima do "bico" do helicóptero. Notem o radar Selex Seasprey 3000 MK-3 montado abaixo do FLIR. (Foto: Anderson Barros)
O armamento empregado pelos Super Lynx brasileiros é composto por até 4 mísseis antinavio de curto alcance MBDA Sea Skua, guiados por radar semi ativo e com um alcance limitado a 25 km. Sua pequena ogiva, com 35 kg de explosivos tipo HE, só permite atacar alvos de pequeno porte como lanchas e barcos patrulha, sendo inócuas contra um navio do porte de uma fragata. Este helicóptero pode ser armado com torpedos leves MK-46, guiados por sonar ativo/ passivo, capaz de atacar um submarino até uma profundidade máxima de 365 m a um alcance máximo de 11 km. Além destas duas armas, o Super Lynx pode lançar cargas de profundidade, que forçam o submarino a emergir e se expor.
Acima: O principal armamento do Super Lynx brasileiro é o compacto míssil antinavio MBDA Sea Skua, eficaz contra barcos patrulha e pequenas corvetas.
O helicóptero Super Lynx é um dos mais velozes helicópteros do mundo. Sua velocidade máxima chega a 324 km/h. Além da configuração de sua hélice, os dois motores Rolls Royce GEM 42-1 com 1120 Hp cada respondem por este soberbo desempenho. Além de alta velocidade, o Super Lynx é extremamente manobrável e ágil. Essas qualidades são aproveitadas na versão terrestre, chamada apenas de Lynx, porém com diversas versões, sendo a versão mais moderna a AH-9A.
Sem dúvidas a aquisição destes eficientes helicópteros deu um novo nível na capacidade de combate anti-superfície e de esclarecimento marítimo a nossa marinha. A decisão em modernizar os Super Lynx demonstra a satisfação de nossa marinha com estes helicópteros que continuarão a fazer história nas mãos dos pilotos brasileiros por muito tempo ainda.
Acima: O painel do Super Lynx já apresenta o sinal de sua idade. Muitos instrumentos analógicos tornam a vida dos pilotos mais trabalhosa. Uma modernização com a instalação de displays multifunção aliviaria bastante a carga de trabalho do seus aviadores.
FICHA TÉCNICA
Propulsão: 2 motores Rolls-Royce GEM-42-1 que produz 1120 Hp de potência cada.
Velocidade máxima: 324 Km/h.
Velocidade de cruzeiro: 245 Km/h.
Alcance: 564 km.
Razão de subida vertical: 660 m/min.
Teto de serviço: 3600 m.
Armamento: 4 mísseis antinavio Sea Skua, 2 torpedos MK-46 ou 2 cargas de profundidade, ou 737 kg de cargas externas

ABAIXO PODEMOS ASSISTIR A UM VÍDEO ONDE UM SUPER LYNX DA MARINHA PORTUGUESA DEMONSTRA SUA CAPACIDADE DE VÔO.

Fontes: Site Alide; Site Naval Technology; Site Verctorsite, Site miltary today; Revista Segurança e Defesa; Blog Poder Naval.

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9 comentários:

Will disse...

ôtima matéria, e otimo video, o pilota é fóda ;)

Anderson disse...

Olá Carlos
Já vi umas fotos e um vídeo de operadores do Grumec utilizando esses helicóptero em assaltos, mas uma coisa me preocupa: pelo que percebi, os Super Lynx nao possuem metradoras laterais, o que deixa os Mec's em séria vulnerabilidade.
O Linx me parece bem apertado, mas é possível acoplar uma Mag em pelo menos uma de suas laterais??
Abraços

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Anderson.
A versão naval do Lynx, conhecida como super Lynx, é a que nossas forças usam... Esta versão não tem a missão de transportar tropas... ela é usada, especialmente para esclarecimento marítimo, antinavio e anti-submarino. Por isso, na versão que usamos, especificamente, não há instalações previstas de metralhadoras nas portas. Essa simulação que você assistiu, deve ter um motivo relacionado a disponibilidade daquele helicópteros para aquele dia....
Abraços

Anderson disse...

O vídeo que falei é da Operação Joint Warrior 101, que foi realizada no ano passado na Escócia. Aí vai o link do vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=c3JDG6CQC5I

E pelo que li, a MB foi a única a levar mergulhadores de combate para esse exercício.
E andei pesquissando um pouco, e vi mais uns vídeos que os Mec's usam na verdade o Super Puma se nao me engano.
Acho que o Lynx foram usados em alguns casos com caçadores a bordo para dar cobertura.

Obrigado
Abraços

natan amaral disse...

o que posso dizer ? bem começando ...

não quero ser puxa saco nem nada disso.Quero apenas o elegia-lo por possuir na minha opinião o melhor site/blog de assuntos militares do brasil..Como disse não quero ser puxa saco nem nada etc...O Blog é ótimo tem as melhores matérias informativas boa aparência alem de ser fácil de entender até mesmo pra quem é leigo ou não entende muito de aeronauta .Alem de que você responde os comentários esclarecendo as duvidas dos leitores e com informações preciosas e com grande educação. Você sim parecer ou melhor entende de assuntos militares .obrigado por ter criado um Blog que alem de informativo não visa apenas o numero de visitas.grato

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Natan.
Obrigado pelo comentário e congratulação. Fico feliz em saber do reconhecimento dos leitores. O objetivo deste trabalho, efetivamente é, atingir os leitores que são leigos, mas que se interessam pelo assunto militar, com foco em sistemas de armas, para que possam melhorar seus conhecimentos e assim poderem desenvolver uma cultura de defesa, que neste país é um assunto relativamente apagado.
Abraços

Turati disse...

Olá Carlos, boa tarde!

Encontrei seu blog estes dias navegando pela net, meus parabéns, pois seu blog é uma fonte extremamente rica em informações para quem gosta do setor de aviação, principalmente militar, grandes artigos, obrigado por compartilha-las conosco.
Uma coisa da qual eu tenho duvida há tempos e não consigo sana-las, pois sou acadêmico em direito, por isto um tanto leigo no setor de aviação(embora apaixonado desde criança, pois são máquinas que me fascinam), creio que você irá conseguir me responder isto por ter uma alta formação no setor:
Um avião bimotor, para ser certificado ao voo, ele precisa conseguir voar com apenas um dos motores, caso algum deles de problema, isto é possível com helicópteros também? helicópteros bimotor, eles conseguem voar com apenas um dos motores funcionando em caso de pane de um dos dois?
Grande abraço, de desde já, agraço a atenção.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Turati.
Obrigado pelas gentis palavras. Os helicópteros com dois ou mais motores são, sim, capazes de voar com pane em um dos seus motores. Alias, este benefício, é um dos maiores argumentos de venda de helicópteros bimotores ou com 3 motores como o AW-101.
Abraços

Turati disse...

Valeu pela resposta Carlos, obrigado mesmo!

Como disse, conheci o blog por estes dias, vou ler todos os artigos publicados, pois ainda não obtive tempo para tal, e sempre acompanharei suas publicações agora, pois é uma área da qual me interesso muito!
Abraços.