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03 Junho 2011

CAIC WZ-10. O carrasco de tanques chinês


ORIGENS
Por Anderson Barros

A origem do WZ-10 tem seu início em 1979 quando a China começou a analisar as táticas para combater grandes formações blindadas inimigas, sobretudo as forças Blindadas Soviética e indianas. Essa análise levou aos chineses a concluir que a forma mais eficaz de atacar as formações inimigas sem o uso de armas nucleares era por ar. Porém esses estudos descartavam o uso de aviões de ataque como os Su-25 Frogfoot e o A-10 Thunderbolt II que eram utilizados pela URSS e os EUA respectivamente. A escolha então recaiu para o uso de helicópteros de ataque. Para continuar com essa avaliação a China adquiriu oito exemplares do Aérospatiale Gazelle armados com mísseis antitanque HOT os testes realizados obtiveram excelentes resultados. Em meados dos anos 1980 as avaliações do exercito chinês revelaram que as aeronaves em seu inventario não preenchiam os requisitos para poder operar em um campo de batalha moderno, pois suas aeronaves eram modelos de transporte convertidos com alguma capacidade de ataque nenhuma aeronave possuía capacidade de ataque puro e eram vulneráveis em situações de intenso combate por falta de proteção blindada.

Acima: O helicóptero Gazelle como o desta foto, foi adquirido pela China para avaliação de seus estudos sobre como atacar uma formação de blindados inimigos. Nesta foto, o modelo apresenta-se armado com 4 mísseis HOT de cada lado.

A BUSCA POR UM HELICOPTERO DE ATAQUE DEDICADO.
Com o resultado desses estudos a china sentiu a necessidade de possuir helicópteros de ataque dedicados para compor sua força de ataque antitanque isso levou os chineses a avaliar as opções no mercado internacional. A China avaliou o italiano A-129 Mangusta em 1985, porém esse modelo não foi adquirido pelos chineses devido a divergências com a Itália. Em 1988 os EUA e a China assinaram um acordo de defesa no qual os EUA autorizaram a venda de helicópteros de ataque Bell AH-1 Cobra juntamente com a licença para a fabricação na China dos mísseis BGM-71 TOW. Porém a venda foi vetada pelos EUA após os protestos na Praça da Paz Celestial (conhecido como Massacre da Praça da Paz Celestial) em 1989, a China acabou se voltando para os soviéticos, porém estes negaram a venda de helicópteros Mi-24. Com a recusa soviética, os chineses continuavam com sua deficiência em helicópteros de ataque puro. A solução encontrada foi à obtenção de versões armadas dos helicópteros Harbin WZ-9 (copia chinesa do Eurocopter AS 565 Panther) e do Changhe Z-11 (copia chinesa do Eurocopter AS 350B Ecureuil). O exercito chinês continuou com os estudos que revelaram que os mísseis BGM-71 TOW eram inadequados para esse tipo de função. Com os resultados das operações desses modelos na Guerra do Golfo ficou claro para a China a necessidade urgente de um novo modelo. Em 1994 a China tentou adquirir da Rússia o Mi-28 que foi rejeitado pelos russos, pois os chineses queriam a licença para sua fabricação. Anos depois a China tentou novamente comprar helicópteros russos agora o Kamov KA-50, mas o negocio teve o mesmo fim do Mi-28. Com os repetidos fracassos na obtenção de helicópteros de ataque A China foi levada a desenvolver sozinha seu próprio modelo.

Acima: O helicópteros Harbin WZ-9, versão do Eurocopter AS-565 panther (usada pelo exercito brasileiro), forneceram uma solução paliativa para a capacidade de ataque antitanque do exército chinês.

DESENVOLVIMENTO DO PROJETO.
A China, com os fracassos na tentativa de adquirir um vetor no mercado internacional e vendo a necessidade cada vez maior de equipar seu exercito com um helicóptero de ataque dedicado, capaz de combater nos novos cenários, se viu obrigada a desenvolver e construir localmente seu próprio modelo. Em 1998 o Exercito chinês finalizou os requisitos para o helicóptero de ataque dedicado Chinês. A tarefa de desenvolvimento do novo helicóptero foi oficialmente atribuída ao instituto de pesquisa 602 enquanto a fabricação ficaria a cargo da CAIC (Changhe Aircraft Industries Corporation) na cidade de Jingdezhen na província de Jiangxi no qual recebeu o nome de WZ-10 (Wuzhuang Zhisheng-10) e foi mantido no mais absoluto sigilo. Em 2001, China obteve algumas tecnologias da África do Sul na concepção dos sistemas de estabilidade de vôo com base na experiência adquirida no programa AH-2 Rooivalk, porém a ajuda Sul Africana foi paralisada por motivos desconhecidos. Para solucionar esse problema a China enviou seus engenheiros para o Paquistão a fim de avaliar o AH-1 Cobra no qual foi possível realizar modificações importantes e permitiu com que os chineses aproveitassem melhor sua experiência no desenvolvimento de helicópteros e as tecnologias absorvidas de suas parcerias com a Eurocopter (consultoria em design para a instalação de rotor), Pratt & Whitney Canada (motor) e Agusta Westland (transmissão). O primeiro protótipo voou pela primeira vez em 29 de abril de 2003. Posteriormente outros protótipos foram submetidos a testes e avaliações o modelo entrou em operação no Exercito chinês em 2011.

Acima: Esta foi uma das primeira fotografias de boa definição do protótipo do WZ-10 publicada. Notem que ele tem semelhanças de desenho com o helicóptero italiano A-129 International, já descrito neste blog.

CÉLULA.
O WZ-10 foi desenvolvido desde o inicio para poder operar em todas as condições meteorológicas e qualquer ambiente sem infra-estrutura. O WZ-10 possui a configuração semelhante aos helicópteros de ataque modernos com o piloto e artilheiro sentado em tandem (um atrás do outro). Sua estrutura possui blindagem modular sendo capaz de resistir a disparos de 23 mm contra a fuselagem e as janelas são capazes de resistir a disparos de 12,7 mm podendo ser substituídas em caso de danos. Possui rotor principal de 5 pás que permite uma diminuição do ruído típico da rotação das hélices, além de proporcionar uma maior agilidade para o helicóptero. O rotor de causa possui 4 pás (no inicio do projeto os chineses tentaram utilizar o conhecido sistema "fenestron" do Eurocopter Dauphin porem esse sistema requeria uma potencia maior do motor alem de aumentar os custos de manutenção e de operação). As laminas dos rotores são construídas em fibra de vidro protegida por uma tala de titânio com uma proteção anti gelo e podem suportar disparos de 30 mm antiaéreo. Os tanques de combustível são cobertos por uma espuma de borracha e são preenchidos internamente com uma espuma auto selante de poliuretano contando ainda com um sistema anti-explosão. A configuração do WZ-10 mostra a preocupação em diminuir sua assinatura radar (“stealth”) onde a fuselagem apresenta superfícies dispostas em ângulos possuindo ainda baixa assinatura infravermelha, acústica e visual. Futuramente o Z-10 será equipado com sistema semi automático para dobrar as pás do rotor para facilitar e reduzir o espaço quando for utilizado em navios.

Acima: A fuselagem do WZ-10 foi projetado para dificultar o reflexo das ondas de radar. Deste ângulo, especialmente, o WZ-10 lembra o protótipo do helicóptero invisível Comanche, dos Estados Unidos, que foi cancelado.

SISTEMAS ELETRÔNICOS DE MISSÃO
A suíte eletrônica possui um equipamento de navegação baseado no sistema de posicionamento global GPS/ GLONASS, porém pode ser equipado com os sistemas de navegação por satélite europeu Galileo e futuramente o sistema Beidou, esse ultimo, de origem chinesa. O nariz do Z-10 esta equipado com uma torreta giro-estabilizada com o sistema de controle de fogo de alta resolução. O sistema inclui uma câmera de TV de baixa luminosidade e um buscador/rastreador infravermelho, que permitem ao helicóptero realizar missões de combate em qualquer tempo e que possui uma mobilidade horizontal de ± 110 ° e vertical de +13°/-40°. Esta torreta possui, também, um sensor FLIR utilizado para designação de alvos e para navegação. Há duas câmeras de TV para o ambiente diurno. Outro sensor presente no Z-10 é um designador lazer com um telêmetro lazer. O sistema eletro-óptico foi desenvolvido pela Luoyang Electro-Optics Technology Development Center (EOTDC).
O Z-10 foi projetado para possuir um glasscockpit visando à redução da carga de trabalho sobre a tripulação e conta com um sistema HMD (Helmet Mounted Display) que pode ser equipado com um sistema de visão noturna NVG (Night Vision Googles) integrado, e um HUD (Head-Up Display). Há um sistema de alerta de falhas que informa o piloto sobre a natureza das falhas da aeronave. O Z-10 ainda utiliza um barramento de dados GJV289A chinês (semelhante ao MIL STD 1553 ocidental que também pode ser instalado na aeronave) para facilitar a substituição e integração de sistemas de diversas origens, dando flexibilidade ao cliente que queira sistemas diferentes dos fornecidos pelos Chineses. O Z-10 está equipado com sistemas de contramedidas eletrônicas para sua proteção sendo composto por um sistema de alerta de radar RWR (Radar Warning Receiver), sistema de alerta de laser LES (laser warning systen), alerta de lançamento de míssil MLWS (missile launch and warning systen), um sistema de jammer e dispensadores de chaff e flare.
Ao contrario dos Helicópteros modernos como o AH-64 D Apache Longbow e os Mi-28N, as primeiras versões do Z-10 não foram equipados com radar de ondas milimétricas, porém os chineses já desenvolveram um radar que esta sendo fabricado pela China Northern Electronic Co, com sua designação ainda secreta, mas se sabe que tem desempenho semelhante ao N-025 Almaz-280 que equipa os Mi-28N.

Acima: Nesta foto o sistema eletrooptico montado na torreta na frente do helicóptero está em evidência. A posição deste sensor obriga ao WZ-10 a se expor para poder detectar e designar os alvos para suas armas. O ideal seria uma torre de mastro montado no eixo da hélice, para permitir que a aeronave permanecesse oculta atrás de obstáculos como copas de arvores ou construções.

PROPULSÃO
A modularidade desta aeronave permite que se instalem diversos modelos de motorização. No entanto essa modularidade tem haver com a incapacidade da indústria chinesa em fornecer motores com potencia e qualidade para o projeto do Z-10. Os primeiros modelos de serie foram equipados com os motores Pratt & Whitney Canada PT6 C-67C com 2300 Hp de potência, porém o motor definitivo poderá ser o Turbomeca Arriel 2C (que equipa o Z-9 cópia licenciada do Eurocopter AS 365N Dauphin II) que embora sejam menos potentes (963 Hp), tem sua produção feita na própria China. Além disso, o Z-10 pode ser equipado com os seguintes motores: Klimov TV3-117KM que equipa os Mi-28, MTR-390 que equipa o Eurocopter Tiger ou o LHTEC T800-LHT-800 que equipa o A-129. Os motores são posicionados nas laterais da fuselagem bem espaçados um do outro e separados pela caixa de transmissão para reduzir a probabilidade de danos simultâneos, possui ainda sistema de supressores IR instalados nos dutos de exaustão dos propulsores, que resfriam e direcionam o fluxo para longe da estrutura do vetor reduzindo sua assinatura IR.

Acima: Os motores do WZ-10 tem a saída de exaustão apontada para a lateral e possui um duto para diminuir sua assinatura infravermelha.

ARMAMENTO.
Falando em armamentos, o Z-10 pode ser equipado com diversos modelos de canhões que são apontados automaticamente para onde o piloto estiver olhando. Dentre os canhões disponíveis estão um canhão 23 mm desenvolvido na china, canhão 2A42 de 30 mm (o mesmo canhão que equipa os Mi-28N), canhão F-2 calibre 20 mm (que equipa os AH-2 ROOIVALK), canhão Giat AM 30781 de 30 mm. Outro canhão que pode ser instalado no Z-10 e um modelo derivado do canhão automático M-242 de 25 mm que equipa os blindados M-2 Bradley no qual os chineses o modificaram para operações aéreas no qual mostrou excelentes resultados. O principal armamento do Z-10 é o míssil de origem Chinesa fabricado pela China North Industries Group Corp o HJ-10 usado para destruir blindados e carros de combate. O HJ-10 tem um alcance de 10 km sendo equivalente ao AGM-114 Hellfire, usado no Apache norte americano. O Z-10 também esta habilitado a utilizar outros mísseis no lugar do HJ-10 como o AGM-114 Hellfire, HOT-3 ou Trigat europeu, AT-6 Spiral (9K114 Shturm) e AT-9 Spiral 2 (9M120 Ataka V) russo e casulos com foguetes. Para combate ar-ar o Z-10 pode ser equipado como os mísseis PL-9 ou similar como o AIM-9 Sidewinder.

Acima: Embora o canhão instalado na ponta do WZ-10 chinês seja em calibre 23 mm, ele pode, caso o cliente escolha, usar diversas alternativas de canhões de calibres diferentes. A modularidade do canhão é encontrada em outros sistemas do helicóptero como seus motores,que podem ser mudados, de acordo com a escolha do cliente.
O Z-10 é um bom helicóptero de ataque enquanto no Brasil está na moda de falar em transferência de tecnologia e “queimar etapas”, a China vai mostrando como é que se faz: colocar a mão na massa, sem “reinventar a roda”. O Z-10 foi desenvolvido para atender as necessidades do Exército de Libertação Popular da China provável será substituto do Z-9WA “Variante de Ataque noturno do seu helicóptero utilitário Z-9. Porém o projeto também visa o mercado de exportação onde já demonstrou o interesse de outros países entre eles o Paquistão que já e um velho freguês da China. O Z-10 poderá entrar no mercado como uma alternativa barata em ralação aos helicópteros de ataque como o Mi-28, AH-64 e o Tiger”.


Acima: Nesta ilustração o WZ-10 na cor camuflada do exército chinês.

FICHA TÉCNICA
velocidade máxima: 300 Km/h
Velocidade de cruzeiro: 270 Km/h.
Alcance: 800 km.
Razão de subida vertical: 474 m/min.
Fator de carga: +3.5.
Altitude maxima: 6,400 m
Armamento: Um canhão de 30 mm, Misseis HJ-10, AT-6 Spiral (9K114 Shturm) e AT-9 Spiral 2 (9M120 Ataka V) , HOT-3 ou Trigat, Mísseis PL-12 para combate aéreo Lançadores de foguetes.

Fonte : Sino defence, Site Global Security, Site Military Today, revista Flieger-Revue .

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13 comentários:

helio disse...

Carlos, outros helis de ataque também tem o RCS reduzido ou só o WZ-10?



Abraços

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Helio. Dos helicópteros em serviço, o WZ-10 é único. Mas os EUA desenvolveram o RAH-66 Comanche, que já foi foco de matéria neste blog. Porém, ele foi cancelado quando já haviam 2 protótipos voando. Se quiser conhecer este helicoptero americano entre nesse link aqui: http://aircombatcb.blogspot.com/2008/11/boeingsikorsky-rah-66-comanche-flecha.html
Abraços

rafaelss.2007 disse...

Carlos boa parceria, o Anderson Barros publicou outra ótima matéria. Embora você já tenha mencionado que o Mangusta A129 seria uma boa opção para o exército Brasileiro qual seria a sua Avaliação em uma compra de CAIC WZ-10 para o exercito cumprindo a função de Helicóptero de Ataque e J10 para a FAB como já foram comentados ele seria de fácil aquisição por ser um caça barato nesse caso ele cumpria a função de caça de patrulha embora eu acredite que ele não seria bom como caça interceptador essa função cairia bem para o SU-35 que em minha opinião não vai vir para aqui no Brasil, como você avaliaria esses vetores para as forças armadas e que quantidade você indicaria, abraços.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Rafael.
Eu, particularmente, gosto do WZ-10... Ele é um produto superior mesmo..... Porém ainda admito não gostar do J-10. Já vi videos dele voando e não gostei do que vi. Ele me pareceu menos manobravel que um caça F-16. Lógico que é uma impressão pessoal minha e admito, também, que essa impressão não deve ser encarada por você e os leitores como fato. Posso estar enganado. Um jato chin~es que gosto e me impressionou bem, é o JF-17, que também tem matéria neste blog. O JF-17 (também conhecido como FC-1 Thunder) tem desempenho equivalente a do F-16 , por tanto, bem superior ao do F-5M usado atualmente pela FAB.
Abraços

geudice disse...

Eles construiram um Frankstein.
Partes de modelos Russos, Americanos, Europeus.
Essa Chinesada não cria nada! Só copia!

Игорь disse...

Excelente Post !

um abraço

Lywistone disse...

Grande Carlos, gostei muito do artigo, e lá vou eu te indicando uma que acho que seria interessante também: o Kawasaki OH-1. Vaí um vídeo do garoto: http://www.youtube.com/watch?v=cIJs_jd8Fz4&NR=1

O interessante é que possui a mesma cauda dos PANTHER AS565 (nossos HM-1 Pantera).

luiz carlos disse...

ola cara odimo blog custumoa olhar e analisando aviaçao militar gosto muito gostaria pedir uma materia ci for posiveu do bombardeiro sovietico myasischev m-50 boumder ci nao for posiveu do outro bombardeiros myasisthev m-4bison fico empresonada guado vejo esas maquinas de querra apesar do m-50 nao ter entrado em serviso

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Luiz. Obrigado pelo elogio.
Estes bombardeiros são antigos e por isso não são prioridade do Blog Campo de Batalha. Mas conversarei com meus colaboradores sobre a possibilidade de um artigo sobre eles.
Abraços

luiz carlos disse...

ok valeu bela atençao sou fan de bombardeiros!!!!!!!! avioes de caça tambei valeu

Waldrigo disse...

Belo brinquedo chinês! Exemplo de modularidade, pode ter vários motores, armamentos e suite eletrônica, na verdade é montado ao gosto do fregês. Seria uma boa opção para o EB?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Waldrigo. Eu penso que um sistema chines seria uma mudança doutrinaria e de logística considerável. Acho que o Brasil se daria melhor com um helicóptero ocidental, como o A-129 International.
Abraços

akivrx disse...

Muito bonito e este heli chinês e ótimo artigo, parabéns pelo trabalho!
Gostaria de pedir uma materia sobre o Kawasaki OH-1.
http://photozou.jp/photo/top/2509135
Neste site acima tem fotos com detalhes inclusive armado.