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13 julho 2011

ALÉM DA 5º GERAÇÃO DE AERONAVES DE COMBATE. A 6º geração de caças


OLHANDO PARA FRENTE
O mundo da aviação de combate é tão dinâmico que novidades na área da eletrônica, armamentos e aerodinâmica aparecem todos os dias para tornar estas maquinas voadoras cada vez mais eficientes na capacidade de combater e causar danos nos inimigos.
Atualmente a moda é falar sobre caças de 5º geração. O primeiro caça de 5º geração a entrar em serviço foi o
F-22 Raptor, considerado o mais capaz caça atualmente em serviço. Porém ele é o único em serviço de forma que os outros caças de 5º geração são protótipos em testes previstos para entrar em serviço em 5 ou 10 anos.

Acima: O F-22 Raptor, o primeiro caça de 5º geração, e o mais caro caça de todos os tempos, já encontra algumas nuvens escuras se formando sobre seu futuro. A USAF não esperava que russos e chineses apresentassem uma aeronave do mesmo nível do F-22 em tão pouco tempo.

Outro caça de 5º geração norte americano é o F-35 Lightning II, uma aeronave cuja missão primária será o ataque a alvos em terra, porém com uma consideravel capacidade de combate aéreo deverá estar em serviço em 2 ou 3 anos. Estes dois modelos, por si só, já superam em tecnologia e recursos os caças de 4º geração como o Rafale, Gripen e Typhoon, deixando os caças de 5º geração com uma vantagem significativa sobre estes modelos. Os russos apareceram no começo de 2010 com o novíssimo caça de 5º geração Sukhoi PAK FA T-50, já batizado como Firefox pela Otan. O modelo foi claramente projetado com soluções para a furtividade e está em testes devendo entrar em serviço até a metade desta década, iniciando um processo de substituição de caças Su-27 Flanker e Mig-29 Fulcrum. O objetivo do PAK FA T-50 é anular a vantagem que o caça F-22 Raptor entregou a força aérea norte americana (USAF). Se ele vai conseguir esta proeza ou não, só o tempo dirá, mas baseado no currículo da industria aeroespacial russa, eu apostaria que o objetivo do Firefox será atingido e talvez até superado.

Acima: O novo Sukhoi PAK FA T-50 Firefox é a solução russa para anular a superioridade dos F-22 norte americanos. Muitos de seus dados ainda permanecem secretos, porém, pelo que já foi publicado, está claro tratar-se de mais uma notavel aeronave russa.
A China, um ano depois da Rússia apresentar o PAK FA T-50, surpreendeu o mundo com as primeiras imagens de seu caça de 5º geração, o J-20. Mesmo sendo um produto chinês, cheio de preconceito sobre sua qualidade e capacidade, a verdade é que os norte americanos não esperavam que o reinado do F-22 Raptor durasse tão pouco. Os russos sempre demonstraram uma competência elevada nos seus projetos de aeronaves de combate e não se espera que seu Firefox seja uma aeronave de nível inferior. A China tem apresentado uma melhora muito grande sobre seus níveis de qualidade, complexidade e sofisticação em seus sistemas militares, pois já ficou claro para os Estados Unidos e para o mundo, que os chineses querem crescer, não só economicamente, mas militarmente também e por isso investem muito pesado em suas forças armadas.


Acima: A grande surpresa do mundo da aviação de combate foi a aparição das primeiras fotos do caça chinês de 5º geração J-20 no final de 2010. Certamente que nos bastidores do Pentagono (departamento de defesa dos Estados Unidos) as imagens não significaram uma boa notícia.
Tradicionalmente, os norte americanos, costumam trabalhar para se manter na vanguarda militar, mesmo que isto custe caro. Por isso começam a brotar, estudos para uma nova geração de aeronaves de combate que possam substituir e superar os mais modernos caças do mundo atual. Estes estudos levarão ao que já chamamos de “A 6º geração de caças”.
Um caça de 5º geração, como os descritos acima, tem como característica comum a furtividade (extremamente difíceis de serem detectados por radares); A elevada capacidade de processamento de informações com seus sistemas integrados em rede; A capacidade de voar em supercruise (velocidade supersônica sem uso dos pós-combustores) e elevada manobrabilidade. Esse conjunto de características tornou os caças de 5º geração os mais letais aviões de combate já projetados.
As características que os caças de 6º geração terão, ainda estão sendo estudadas, porém, com as informações disponíveis a este respeito já se pode antecipar que os caças de 6º geração serão mais furtivos que os atuais caças de 5º geração, terão uma relação empuxo peso mais alta que a dos caças atuais e o mais importante, terão versões tripuladas e não tripuladas de um mesmo projeto.

OS PRIMEIROS ESBOÇOS
A Boeing, fabricante do
F/A-18E Super Hornet e a Lockheed Martin, fabricante do caça F-22 Raptor e do F-35 Lightning II já apresentaram seus estudos iniciais para preencher os requisitos de um novo caça de 6º geração.
A Boeing chamou, inicialmente, seu modelo de F/A-XX e sua idéia tem o objetivo de substituir os caças F/A-18E Super Hornet nos porta aviões da marinha norte americana em meados de 2025. Atualmente, o programa foi renomeado como Next Generation Air Dominance (NGAD). O modelo apresentado se mostra bastante avançado, com uma configuração aerodinâmica sem cauda (tailless) o que o torna uma aeronave com furtividade multidirecional superior a encontrada nos modelos stealth atuais.
A Boeing apresentou dois modelos que, evidentemente derivam um do outro, cuja principal diferença está na entrada de ar para os motores, onde um tem as entradas abaixo da fuselagem, e o outro na parte de cima, porém ambos são aeronaves com asas em delta modificado. Ambos os modelos possuem uma versão tripulada e outra não tripulada. Um elemento interessante que foi previsto para as aeronaves de 6º geração é o uso de armamento de energia dirigida, como laser, como forma de destruir uma aeronave inimiga. Esse recurso seria uma solução para destruir o inimigo a grandes distancias de forma rápida e efetiva, sem dar chance de uma reação evasiva. O grande desafio tecnológico para se instalar este sistema de armamento num caça será a capacidade de miniaturizar os seus componentes, o que, por enquanto, não se sabe como fazer.


Acima: A primeira imagem gerada por computado da proposta do caça de 6º geração da Boeing F/A-XX que poderá substiuir os caças F/A-18E Super Hornet na marinha dos Estados Unidos a partir de 2025. Certamente que o modelo deverá passar por substanciais mudanças no decorrer do desenvolvimento do projeto.

A Lockheed Martin tem uma proposta igualmente avançada chamada Sabre Warrior cujo desenho é diferente de tudo que já voou. Com uma versão tripulada e outra não tripulada, o Sabre Warrior viria a ser uma solução para substituir os aviões de combate de 4º geração e, mesmo, os caças F-35 em muitas missões.
O sistema de armamentos interno do Sabre Warrior possui duas caixas de armas que cabem em cada uma, uma bomba GBU-32 JDAM de 450 kg, ou 2 mísseis AIM-120C Amraam, ou ainda, 10 bombas GBU-39 SDB.
Um detalhe interessante sobre estes sistemas de armas é que, mesmo as versões não tripuladas, estão sendo projetadas para participar de combates aéreos.


Acima: O Sabre Warrior da Lockheed Martin poderia tomar o lugar de caças F-35 na função de ataque a alvos de superficie. Notem que o avião em segundo plano é uma versão tripulada.
O Estados Unidos é, hoje, o único país e ter um estudo sobre novas capacidades para futuros aviões de combate que levarão a 6º geração. Outras nações, como a Rússia e China, estão desenvolvendo seus primeiros caças de 5º geração ainda. A grave situação financeira norte americana poderá impactar na continuidade destes desenvolvimentos ou, mesmo, num numero de encomendas menores do que se via a 20 ou 30 anos atrás. Mesmo hoje, projetos recentes como o F-22 Raptor sofreram uma assustadora diminuição no numero de encomendas. A previsão inicial para a compra de F-22 era de 750 unidades, porém, a produção terminou com 183 exemplares construídos. Numero este que o comando da USAF considera abaixo do mínimo para poder usa-lo na estratégia de defesa da força aérea norte americana.


Acima: Um desenho em 3 dimensões do modelo Sabre Warrior da Lockheed Martin. Notem seu desenho inovador, diferente de todos os aviõies de combate projetados anteriormente.

A DESCONFORTAVEL SITUAÇÃO BRASILEIRAHoje, a Força Aérea Brasileira (FAB), mantém um programa para aquisição de um caça de 4º geração, o já exaustivo programa FX-2. Nele, teoricamente, a FAB deveria adquirir um novo caça que a colocasse em pé de igualdade frente as forças aéreas mais modernas e que restabelecesse a capacidade de combate da FAB frente as forças aéreas de alguns países sul americanos que andaram se reequipando com equipamentos muito superiores aos usados pela nossa força aérea. Na pratica, a demora em decidir e contratar a aquisição destes novos caças acarretou uma situação em que, independente qual modelo vencer, a FAB estará adquirindo um vetor que não será mais um caça no “estado da arte”, devido ao fato de haver caças de 5º geração em uso ou na iminência de entrarem em serviço. Quando a decisão for tomada, deverá ocorrer um período de negociação de detalhes sobre o fornecimento do caça mais as contrapartidas comerciais e transferência de tecnologia que poderá demorar mais um ano para só depois assinar o contrato efetivo de compra, para, ai, esperar mais uns dois anos para receber o caça. Na pratica todo o processo poderá levar quase 5 anos na melhor das hipóteses. Ou seja, quando o caça escolhido chegar, muitos paises já estarão recebendo caças de 5º geração e outros estarão, ainda mais avançados, nos estudos para um caça de 6º geração.
Acima: O moderno caça Dassault Rafale, o mais moderno caça da concorrência do FX-2 para a força aérea brasileira já não será o melhor que o dinheiro do contribuinte brasileiro poderá pagar caso vença a concorrência.

Acima: A ultima concepção artística da Boeing para sue programa F/A-XX mostra refinamentos importantes na aerodinâmica do seu caça de 6º geração. Notem a presença de canards, antes ausentes no primeiros desenhos.

Fontes: Site Air Force Magazine, Site Weapons and Technology, Site Defensetech, Lockheed Martin, Boeing Company

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35 comentários:

Guilherme disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Guilherme disse...

Esperava que um caça de 6º geração pudesse destruir satélites, ou usasse materiais da bio-engenharia!!

As 183 unidades do F-22 não são suficiente pra manter a superioridade aérea dos EUA. O F-35 não supõe-se páreo para o T-50. Os EUA estariam entregando os pts para os russos na 5º geração de caças? Vão deixar a Russia prevalecer até 2025, 2030 ??

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Guilherme.
Os Estados Unidos estão em uma séria situação. O dinheiro acabou... ele se endividaram demais. Até o Brasil é credor deles hoje. Porém,deverão aparecer mais novos recursos que irão compor os caças de 6º geração. Os que apresentei neste texto são os que já estão claros que estarão disponíveis nestes caças.
Abraços

Marcelo disse...

Essas naves de 5ª gereção são muito caras, mesmo para o orçamento americano, por isso os cortes nas compras dos F-22, que acho estarem valendo U$200milhoes cada um.
Acho que os russos não vão passar de uns 140 T-50 também, não.
O Orçamento russo nem se compara ao americano, portanto para eles terem uns 350 T-50, que seria o mínimo para um país do tamanho e pretensões militares como a Rússia, o governo iria ter que tirar do orçamento da união uma fortuna que acho que o povo russo não estaria mais disposta a pagar em tempos de paz. Muito dinheiro teria que ser desviado de outras áreas essenciais do setor público russo, como previdencia, educação, infraestrutura e saude. Só para saber , um amigo meu, esteve em 2007 na Rússia e disse ter saído decepcionado de lá. Achou o país bem mais pobre que o Brasil em quase todos os setores. Ruas sempre sujas, tanto em Moscou como Petrogrado, cheias de buraco, comida sofrível e todos com aparencia de pobre com roupas bem usadas. Cenário típico de terceiro mundo. Questionando um russo que sabia ingles, foi informado que o governo gasta muitissimo com projetos militares e de menos na área civil. Enquanto nós aqui, estamos tirando muita gente da pobreza, eles desde a queda do muro, não conseguiram uma virada social realmente significativa. Até hoje a Russia dispensa muito dos seus recursos publicos para a industria armamentista e projetos militares. E mesmo assim, acho que está fazendo água,não estão conseguindo acompanhar o ocidente. Acho muito dificil eles conseguirem encomendar mais de 140 T-50, como falei. Mais do que isso seria condenar o povo russo a uma probreza maior ainda.

Pato Supersônico disse...

Apesar de tudo, dou meus parabéns aos EUA.

O fato deles estarem se esforçando tanto para manter suas forças armadas na vanguarda é uma prova de que eles não perderam a noção do que é importante para seu país, e acredito que mesmo os frequentadores deste blog que não gostam dos EUA devem apreciar esse aspecto exemplar deles.

Já nós...

Rafael disse...

Olá Carlos realmente uma noticia preocupante!
Li recentemente que na ultima LAAD 2011 a Rússia ofereceu o licenciamento de todo o ciclo de produção do SU-35 e que a tecnologia nele embarcada seria algumas da usada no de 5º geração acredito que o Brasil não poderia deixar escapar essa oportunidade pois o Brasil comprando esse vetor todos os outros países do continente provavelmente o compraria também e assim essa produção certamente seria feita aqui no pais, mas como sempre acredito que eles não vão agarrar essa oferta, você sabe algo sobre isso? Sendo isso verdade quantas unidades você acharia suficiente para a FAB negar o espaço aéreo? Quais seria o valor de cada unidade produzida? Um abraço.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Rafael.
O Su-35 se enquadra na histórinha que contei neste trabalho. É um caça de 4º geração. Embora seja uma aeronave superior, sua tecnologia não é capaz de enfrentar um caça de 5º geração de igual para igual. A transferência de tecnologia de uma aeronave assim não significaria nada em relação a futuros desenvolvimento pois o governo não investe em pesquisa e desenvolvimento na área militar fazendo que todo o conhecimento adquirido não evolua....
Porém, uma aeronave como o Su-35 precisaria ser adquirido em numero próximo de 100 unidades para poder prover uma defesa aérea adequada ao Brasil.
Abraços

natan amaral disse...

mesmo países ricos como eua não terão tantos caças de 6° geração pq são caros de mais até pra eles ! eles terão sim suas 25 unidades mais mesmo assim vai ser caro demais ...carlos acho que seria melhor para o brasil cancelar o fx-2 e abrir o fx-3 com os caças de star war assim poderia nos defende o que vc acha ?

FURTIVO disse...

Parabéns Carlos por mais uma brilhante matéria, diria também de 6º geração.
Quanto ao dinheiro a maior economia do mundo de 14 trilhões de dólares de PIB aos poucos pretende ao que parece no cenário mundial,é dar o calote em alguns paises.Se os EUA, fizerem isso, quem irá cobrar a dívida da maior potência bélica do planeta?
É impressionante,norte americanos e Russos sempre inovando, pesquisando e gastando muito dinheiro em tecnologia militar para defender as suas nações e interesses econômicos, dizem que o orçamento militar dos EUA é de aproximadamente 600 bilhões de dólares por ano.
Na sua opinião Carlos, qual seria a quantidade de caças de 5º geração pra defender o espaço aéreo brasileiro de forma absoluta?
Abraço.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Natan.
Eu spu contra o cancelamento do FX. Acho que se deve comprar um caça novo agora. O Gripen NG é o modelo ideal pois é o mais barato.
Depois deveriamos entrar de cabeça como parceiros no PAK FA T-50.
Olá Furtivo. Penso que, de forma absoluta, uns 200 caças de 5º geração fecharia nosso espaço aéreo. Mas além de caros de comprar, seriam carissimos de manter.
Abraços

poder bélico aéreo brasileiro disse...

Olá, Carlos. Excelente matéria, levando em consideração que tem pouca informação sobre a 6ª geração, parabéns.

Os Estados Unidos da América, como maior potência mundial, tem o dever de estar uma geração a frente dos outros países (inclusive aliados), certo? Com o fim da União Soviética, os Estados Unidos, acreditavam serem absolutos na área militar, porque, não seriam mais: SU-27xF-15; MIG-29xF-16; CH-53xMi-26; UH-60AttackxMi-35 e etc. Seriam E.U.A. absoluto; mas os russos apenas ficaram “parados”, mas não aniquilados, o PAK-FA, representou a mesma reação que o Ocidente teve com o SU-27, quando um piloto inglês em Farnborough em 1989, usou um cronômetro para calcular em quanto tempo a aeronave fazia uma curva de 360 graus. Foram 10 segundos e logo percebeu que estavam perdidos, pois o novo caça russo era muito mais ágil que todos os caças ocidentais. Hoje a agilidade é uma prioridade, mas, os aviônicos, representam o que o homem e mecânica não conseguem. A 5ª Geração de caças ditaram o 5 ‘S’ da aviação do século XXI: Stealth, Supercruise, Supermanobrabilidade, STOL e Sensor Fusion – Fusão de Sensores. A China (supostamente) em 2007 foi a responsável pela invasão de computadores do Pentágono, informações estruturais do F-35 (Além de informações para construção de submarinos) foram roubadas, mas não a eletrônica embarcada (aviônicos – que ficam em computadores sem acesso a Internet), o governo americano ficou assustado, mas não pode fazer nada em relação ao ataque, pois não se sabia se realmente foram os chineses e, acusações nessa escala poderiam causar sérias relações diplomáticas. Segundo a C.I.A , em 10 ou 15 anos a China teria um caça de 5ª Geração, mas o J-20 mostrou que os americanos estavam enganados.
Na verdade o conceito de furtividade é antigo, a invisilidade a radar é da época da IIª Guerra com o Caça alemão Horten 229, o conceito de Supermanobrabilidade também é da IIª Guerra onde os combates “Cão de Caça” eram decididos nas metralhadoras, o caça mais ágil era mais letal, a Fusão de sensores é mais recente, na década de 50 e 60 surge a eletrônica, que começou a ser usada nas aeronaves na mesma época, no fim da década de 80, para diminuir a carga de trabalho do piloto, aumentar a eficiência e precisão surge o Sensor Fusion.
Com relação ao Brasil: já apresentei meu modo de “Ideal Força Aérea”, mas depois de um tempo, percebi, para uma força aérea necessária, média, na América do Sul, para o Brasil seriam necessários cerca de 120 Caças Gripen e mais 36 Rafales, para ataque estratégico e interceptação, colocados em 3 bases distantes uma das outras: uma na região Amazônica, uma no Rio Grande do Sul e um esquadrão na BAAN. Mas, hoje, para mim, não importa mais qual aeronave seja escolhida, mas que seja escolhida!
Com relação aos “Caças de 6ª Geração”, ficou bem evidente que depois de duas derrotas em licitações Milionárias a Boeing, “aprendeu a lição” e desenvolveu um caça “mais convencional” com o F/A-XX, mas devido a aos problemas financeiros, os E.U.A. ainda não abriram a licitação!

helio disse...

Olá Carlos, uma vez eu estava vendo um documentario sobre o futuro dos combates aéreos e lá dizia que os 6ª geração iriam ter capacidade de voas no espaço para derrubar satelites e se esquivar dos sistemas AA, mas não vi nada disso no artigo, você acha tal capacidade viavel?


Abraços

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Helio. Certamente que esta capacidade não faz parte do que se prevê, hoje, para os futuros caças de 6º geração. Os satélites serão alvos de mísseis lançados de navios e possivelmente de aeronaves com canhões laser de longo alcance.
Abraços

Win 32 Agent disse...

O desenvolvimento do T-50 pela Russia e Índia e do JXX pela China estão causando tonturas e calafrios nos Estados Unidos.
Já li em uma revista Alemã que projetistas daquele país duvidam que o F-22 americano seja um caça de 5ª geração.
Sei lá né, os americanos adoram uma mentira.
Mas o que eles mais gostam é de emitir trilhões dólares e espalhar pelo mundo, e dai a gente financiar o luxo e a economia deles.

JUNCULUS disse...

É mais fácil a China e Rússia lançarem até 2030 seus aviões na 6ª geração do que Estados Unidos e Europa.

João Ayala disse...

Carlos, acredito que isso deva ser um daqueles assuntos que geram longas e acaloradas discussões, mas estive pensando nas vantagens e desvantagens na comparação entre aviões de caça tripulados vs não-tripulados.

Vantagens dos não-tripulados sobre os tripulados:
- Não põe em risco a vida do piloto;
- Permite manobras muito mais agressivas, com acelerações laterais alternadas e/ou em sequência que o corpo humano não suportaria sem algum tipo de déficit das capacidades plenas do piloto;
- Permite um campo visual de 360 graus em torno da aeronave por meio de câmeras, o que não é possível no caso de aviões tripulados.

Desvantagens dos não tripulados sobre os tripulados:
- Os não-tripulados dependem de algum tipo de link para poderem funcionar à distância, o que, considerando distâncias continentais, dependeria de satélites, que podem sofrer interferências por conta de tempestades solares, apenas para citar um dos problemas que podem ocorrer com o link;
- Caso o link realmente não funcione, pode-se gravar previamente um fall back e tentar "ensinar" um avião a fugir em tal situação, ou, ao contrário, ativar um modo de missão kamikase. Em ambos os casos, porém, se perde a capacidade de independência da aeronave e o sentimento do piloto em relação à situação.

Esqueci alguma coisa? O que mais você enumeraria?

Em tempo, parabéns pelo site e pelas críticas.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá João Obrigado!
Os jatos sem piloto carecem por enquanto (e aparentemente continuarão a carecer) de um gravissimo problema. Este problema atende pelo nome de "conciência situacional". Por isso, um caça de 6º geração com uma versão pilotada poderia ser usada de forma integrada a modelos não pilotados para poder coordenar as ações de combate e a presença humana em alguns dos caças minimizaria o problema da consciência situacional, num primeiro momento em que a tecnologia não tenha uma solução para essa questão.
Abraços

luiz carlos disse...

ola carlos no caso de uma querra entre russia eua eses bombardeiros pesados como b-52 tu-95 ou tu-160 ia ser usado como platarforma de misseis vi numa materia q eses avioes lançariam suas armas de um ponto q nao poderia ser atacados pou aviaçao inimiga guanto tempo vc acha q a 6 geraçao vai estar operaracional ja o de 5 e tao caro?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Luiz. A 6º geração deve começar a aparecer em meados de 2025. Antes não ocorrerá sua aparição.
Abraços

Bruno disse...

Carlos, os caças de 6° geração já estão sendo desenvolvidos pelos EUA pelo motivo de que (supostamente) os russos já podem detectar os caças de 5° geração?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Bruno. Eu acredito que o motivo é que, além dos russos, a China já tem um projeto de caça de 5º geração. Fora isso, os sistemas de radar também estão sendo aperfeiçoados para conseguir detectar aeronaves furtivas.
Abraços

Ace F-22 RAPTOR. disse...

penso que os caças russos e chineses considerando 5 geração não estão nem de perto nem de longe pareo para o f 22
o F22 é o leão africano o rei da selva neste caso o rei dos ares
vejam o tamanho e o formato do caças chineses e russos o F22 consegue os ver muito antes e abatelos
o F 22 por muito tempo ainda e o rei sem comparção e sem concorrente

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Ola Ace.
Na verdade o F-22 NÃO tem alguns recursos que o modelo russo PAK FA T-50 tem. Inicialmente, o recurso mais critico que o russo tem é um sistema de radar que dá cobertura de 360º. Fora esse detalhe, os radares laterais do PAK FA operam em banda L e conseguem detectar a presença de aeronaves stealth, embora não possa dar a localização exata, por ser menos preciso. Mas mesmo assim é um recurso valioso para entregar uma consciência situacional ao piloto que saberá que há inimigos furtivos e sua direção. Outro ponto é a disponibilidade de um sistema de detcção passiva IRST de ultima geração no russo. O F-22 também não tem isso. Na verdade o F-22 prtecisará passar uma um processo de modernização, do qual, já foi estudado integrar os radares laterais, embora ainda esteja no estágio de estudos.
De qualquer forma, é importante que você compreenda que o F-22 já não impõe uma super superioridade que ele tinha até um ano atrás.
Abraços

gabajunior disse...

Crlos outra ótima matéria ,uma pergunta.
É verdade que o brasil esta nos planos do "T50" russos (vamos dizer que o brasil esta ajudando construir o caça),se verdade o brasil vai poder pegar alguns caças ?Obrigado!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá gabajunior.
Obrigado! A relação do Brasil com o PAK FA russo foi que em um muito breve período, tínhamos um acordo em que o Brasil poderia participar do desenvolvimento dele, e teria que financiar alguma parte, porém, nosso maravilhoso governo saiu fora do acordo. Hoje não estamos em nenhum programa de caça de 5º geração.
Abraços

marcos blshop disse...

Oi Carlos.
Existe um grupo de entusiastas de tecnologia militar apostando alto numa hipotetica parceria extrategica Brasil- Eua, tendo em conta o discurso do Secretario de Defesa Americano na Escola Superior de Guerra. Fala-se em um " pacotao " em que seriam firmados varios acordos de momento ainda secretos, mas evidenciados por alguns sinais de que esses dois paises estariam avancando em um acordo motivados por decisoes nacionais de se firmar tb, agora, como uma potencia militar e, por outro lado, pela necessidade americana de transferir seu foco militar para o Pacifico, sendo necessario algum parceiro de peso no ocidente para cuidar do Atlantico e Africa...
Como a Europa ta falida, sobraria oBrasil com os bilhoes do pre-sal... Particularmente no caso dos cacas de 6@ geracao, entraria a inovadora tecnologia brasileira de propulsao hipersonica.
Acredita nessasa possibilidades?
Em tempo: Seu trabalho esta incrivel. Acredito ser um dos melhores que ja vi...
Pessoas como vc contribuem para uma mudanca paradigmatica da compreensao da importancia da defesa para a populacao brasileira.

marcos blshop disse...

Essa tecnologia de propulsao hipersonica, pelo pouco que entendi tem relacao com exaustores de plasma. Me parece que os motores promovem a transformacao do ar em plasma por meio de altas concentracoes de microondas... Fala-se de 15.000 Km/h sem necessidade de transporte propio de combustivel, pois o combutivel seria o proprio ar...
Meio louco?
Att,

marcos blshop disse...

O pacotao seria uma gigantesca compra com tot, de diversos meios: patrlhas oceanicas, fragatas, Nae's, cacas, sistemas anti misseis, meios terrestres, enfim um pouco de quase tudo que os Eua tem, mas principalmente no inicio os meios necessarios aos programas de fronteiras e da Zonz economica exclusiva. Bem como reaparelhamento das tres forcas...
Att,

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Marcos. Obrigado pelo elogio.
Eu não acredito que, desta vez, ocorra um acordo entre o Brasil e os EUA. Existe muito antiamericanismo dentro do governo brasileiro para que nosso governo fizesse um acordo assim com eles.
Abraços

nhyanhyan disse...

Ola Carlos parabens por mais uma reportagem preocupante mas interessante e necessaria. Aproveitando a oportunidade gostaria de saber com vc, se seria possivel que a FAB projetasse um proprio caça totalmente nacional (ou com peças estrangeiras) produzido pela EMBRAER, ja que ela ja fez parte de projetos de outros caças como o AMX e provavelmente do PAK FA T-50(esperamos)? Pelo que eu sei o nosso Super Tucano foi uma aposta que resultou nessa belezura que é admirada por todo o mundo, tbm pelos outros resultados que ja provaram que nos(EMBRAER) temos capacidade e competencia em nossos produtos alem de experiencia! O que vc pensa? Desde ja grato

nhyanhyan disse...

Ola Carlos parabens por mais uma reportagem preocupante mas interessante e necessaria. Aproveitando a oportunidade gostaria de saber com vc, se seria possivel que a FAB projetasse um proprio caça totalmente nacional (ou com peças estrangeiras) produzido pela EMBRAER, ja que ela ja fez parte de projetos de outros caças como o AMX e provavelmente do PAK FA T-50(esperamos)? Pelo que eu sei o nosso Super Tucano foi uma aposta que resultou nessa belezura que é admirada por todo o mundo, tbm pelos outros resultados que ja provaram que nos(EMBRAER) temos capacidade e competencia em nossos produtos alem de experiencia! O que vc pensa? Desde ja grato

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá nhyanhyan.
Obrigado. O Brasil se retirou do acordo inicial que havia tido com a Russia para desenvolvimento do PAK FA. A Embraer ainda não fabricou uma aeronave supersonica e tyeria que desenvolver tecnoligia parta isso. Por isso sdemoraria muito e demandaria muito dinheiro para se conseguir chegar a um resultado de aeronave de combate totalmente brasileira. Penso que é muito melhor se juntar a uma outra nação já detentora desta tecnologia, e assim adquirir por um preço muito mais baixo essa nova capacitação. O programa PAK FA seria perfeito para esse objetivo, se os idiotas do governo não tivesses mijado para trás.
Abraços

vladmir.avellar disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
vladmir.avellar disse...

Nossa estrutura bélica se adequaria muito mais a um perfil defensivo, nem sempre de ataque e invasão de outros territórios. Somos um país pacífico e o mais rico do mundo em recursos naturais: água, petróleo, metais nobres, alimento e florestas.
E sobre o conceito de equipamentos de última geração, a tendência é mesmo a de utilização de veículos (aéreos, marítimos e terrestres) remotamente conduzidos e monitorados (VANTs). Desta forma, há menos baixas no efetivo humano militar, bem como, possibilitando melhor desempenho e economia dos equipamentos bélicos. Mais vantagens: menos materiais, menos combustível, mais agilidade e furtividade.
Na minha visão, os veículos de 6ª geração deverá contemplarão este tipo de tecnologia, somadas a um bom sistema de monitoração eletrônica do território brasileiro e um poder bélico apropriado.
Uma bateria de lançadores de mísseis antiaéreos e canhões a laser complementariam a eficiência na defesa. Os canhões a laser, além de não necessitarem ser municiados, proporcionam precisão na interceptação e destruição do vetor agressor. O Laser Weapon System (LaWS), criado pelos EUA e aperfeiçoado recentemente pela Alemanha, estarão brevemente sendo utilizados em larga escala pelos sistemas de defesa militar.

vladmir.avellar disse...

Sobre o nosso preocupante FX-2, como o governo atual não atenderá as necessidades imediatas de equipar em tempo a substituição dos caças, ficamos num grande empasse.
A alternativa seria a de substituir os 12 interceptadores Mirage 2000, que inevitavelmente serão excluídos em até dois anos, por 24 (Gripen, Hornet ou Rafale) e iniciaríamos um projeto de um caça com participação predominantemente nacional, a médio prazo.