ORIGENS Por Anderson Barros
A
história do F-5 Tiger inicia em 1954, quando técnicos da Northrop, viajaram à
Europa (OTAN) e Ásia para examinar as necessidades de defesa desses países. Dos
estudos resultantes dessas visitas, a companhia identificou uma nítida
necessidade de um aparelho de baixo custo, que se materializou como o caça leve
N-156F Em 25 de abril de 1962, o Departamento de Defesa anunciou que o N-156F
havia sido escolhido para o Programa de Assistência Militar (MAP). Os aliados
dos americanos na OTAN e SEATO (The Southeast Asia Treaty Organization, similar
à OTAN) poderiam agora adquirir um avião supersônico de qualidade com preços
razoáveis. Em 1962 foi dada à aeronave a designação oficial de F-5A Freedom
Fighter. Em novembro de 1970 a Northrop foi declarada campeã do IFA (Avião de
Caça Internacional), para a construção de um sucessor para o F-5A/B. Ênfase foi
dada para missões de superioridade aérea para nações que enfrentariam o MiG-21.
Dentre as melhorias, a mais importante foi a troca dos motores por outros mais
possantes, aumentando assim o desempenho do F-5 em todas as categorias. A nova
série foi designada F-5E Tiger II e F-5F, para os biplaces. Tornando-se um
êxito espetacular, sendo o principal caça de exportação norte-americano dos
anos 70. Devido ao grande número de F-5E ainda em serviço, há inúmeros e
importantes programas de modernização que visam mante-los operacionais durante
grande parte deste século. A Israel Aircraft Industries atualizou o Tiger
chileno para produzir um dos mais avançados e eficazes F-5E em serviço.
Acima: Esta foto histórica mostra o primeiro protótipo do caça F-5E Tiger II. Mesmo sendo uma aeronave leve e muito simples, este modelo conseguiu atingir um sucesso comercial brilhante e seu desempenho, principalmente para a época em que ele foi construído era bastante respeitável.
O TIGRE CHILENO
Em
1966, a Força Aérea Chilena (FACh) começou a procurar um novo avião para substituir os seus lendários F-80 Sabre que
já se encontravam obsoletos. A FACh demonstrou interesse pelos novos caças americanos Northrop F-5A. O governo
Chileno solicitou ao governo dos EUA a compra de 18 caças Northrop F-5A e 3
Northrop F-5B, porem a compra foi vetado pelo governo americano o que levou a
FACh a comprar do governo britânico caças
Hawker Hunter FGA MK.71A e MK.72. No ano de 1970, o Chile elegeu
Salvador Allende para presidente, fato que não agradou Washington. Allende
propunha transformar o Chile em um regime socialista, e sua política, a
chamada "via chilena para o socialismo", pretendia, segundo ele,
uma transição pacífica, com respeito às normas constitucionais chilenas e sem o
emprego de força. Logo sua política socialista começou a receber forte
influencia soviética. Parte dessa influencia veio com uma oferta de aviões
Militares de diversos modelos. Um desses modelos era o caça
Mikoyan-Gurevich MiG-21 Fishbed que foi oferecido a FACh para reequipar
sua frota de aviões de combate. Uma equipe de pilotos de testes da FACh esteve
na URSS para avaliar a aeronave. Porém
antes que o Chile pudesse realizar a compra em Agosto de 1973 ocorreu um golpe
de estado contra Salvador Allende liderado pelo general Augusto Pinochet. Para
o Chile iniciava-se uma longa ditadura militar que só encerrou-se 17 anos
depois. Com o fim do socialismo no Chile Washington acabou fazendo do Chile um “aliado”
dos EUA na America do Sul visto que o vizinho Peru mantinha relação com a União
Soviética (que a partir de 1977, começou a entregar para a FAP aviões Sukhoi
Su-22 “Fitter”). A influência Soviética
no Peru fez o governo de Washington a fazer uma oferta de 15 caças Northrop
F-5E três F, ao Chile ao custo de US$60 milhões incluindo suprimentos e outros
equipamentos. O contrato foi assinado em junho de 1974, chamado de Peace Llama
I, com o primeiro F-5 Tiger II chegando em julho de 1976. A entrega de todos os
18 caças F-5 e de seus armamentos tornou-se uma urgência, e foi acelerada pois
em outubro do mesmo ano o Congresso norte-americano colocaria um embargo de
armas ao Chile. Mesmo com o embargo os F-5E/F, foram a ponta de lança da FACh
durante a crise com a Argentina, em 1978, realizando uma série de missões,
incluindo a defesa da capital, Santiago. Nos anos de 1980, a frota de F-5
chilena sentiu ainda mais os efeitos do embargo americano, que fez diminuir
drasticamente as capacidades operacionais (apenas quatro dos dezoitos F-5 Tiger
II estavam operacionais), chegando-se, inclusive, a ser avaliada a
possibilidade de se vender os caças.
Acima: O Chile adquiriu seus F-5E depois do Brasil e em quantidades menores. Porém, a decisão em moderniza-lo veio 10 anos antes da FAB decidir levar a diante seu programa F-5M.
NOVO FOLEGO
Porém
com a saída de Pinochet do poder em março de 1990, e a subseqüente ascensão de
um governo democrático, gradualmente as sanções foram sendo retiradas e, assim
a maioria dos F-5E/F retornou ao serviço. A FACh considerou a aquisição de um
lote suplementar de mais 24 F-5E/F porem a aquisição não foi realizada. Para
manter sua frota de Tiger II atualizada a FACh iniciou um estudo para a
modernização de sua frota de caças F-5 Tiger II. Após avaliar diversas ofertas
para a modernização a FACh selecionou o
pacote israelense “Tiger Plus”, e um
contrato de US$ 300 milhões foi assinado em março de 1990 com a IAI – Israel
Aerospace Industries (que tem grande experiência em modernização de aeronaves
adquirida a partir de programas para a Força Aérea das Forças de Defesa de
Israel - IDF-AF) para um amplo programa de modernização de 12 caças F-5E e 3
F-5F. O programa foi designado pela FACh de F-5E Plus Tiger III os primeiros
exemplares foram modificados nas instalações da IAI no aeroporto Ben Gurion, em
Tel-Aviv, sendo elevados ao padrão F-5E/F Plus Tigre III, com o protótipo sendo
demostrado no Salão de Le Bourget. Posteriormente, os trabalhos passaram a ser
realizados nas instalações da ENAER, em Santiago capital Chilena.
Acima: O F-5E Tiger III chileno, quando entrou em serviço, era o mais avançado F-5 em uso no mundo. Este status durou até a entrada do F-5EM da FAB que é mais atual que o Tiger III.
RADAR
Com
essa modernização os novos F-5E/F Tiger III receberam um radar israelenses ELTA
EL/M-2032B (desenvolvida pela Elta Electronics) no lugar do radar original APQ
159 V5 da Emerson que possui um alcance de 74 km sem capacidade look down shot
down. O radar ELTA EL/M-2032B e um avançado radar multímodo (MMR) de
pulso Doppler com capacidade look down shot down, alem de fornecer um mapa de
alta resolução do terreno para permitir vôos à baixa altitude com um alcance
estimado de 100 km. Tendo um desempenho superior ao radar APG-66, conferindo ao
caça uma maior capacidade de detecção e engajamento, além de condições de
empregar armamentos guiados.
Acima: O radar israelense ELTA EL/M-2032B chegou a ser considerado para a modernização dos caças F-5M brasileiros, porém acabou sendo preterido em favor do modelo Italiano FIAR Griffo F. O radar EM/L-2032B, no entanto, traz uma significativa melhora na capacidade de detecção e consciência situacional para o piloto em relação ao modelo antigo Emerson APQ-159 V.
EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS
O
cockpit foi bastante melhorado em relação ao F-5E, que tinha excesso de
instrumentos analógicos. No F-5E Tiger III o painel possui dois displays
monocromáticos multifuncionais medindo 5x7 polegadas para proporcionar os dados
de missão, visando facilitar o trabalho do piloto fornecendo informações mais
importantes e dois novos computadores de missão. Na cabine há um HUD que conta
com todas as informações de navegação de monitoramento do alvo, fornecendo um
quadro tático completo e, assim, aumentando o "conhecimento da
situação" por parte do piloto. Outra melhoria no cockpit foi a instalação
de um sistema de geração de oxigênio OBOGS que produz oxigênio próprio. Também
foi incorporado um controle HOTAS (Hands On Throttle And Stick) para diminuir a
carga de trabalho do piloto, e agilizando sua capacidade de resposta em
combate, na medida em que todos os sistemas mais importantes para a
administração da situação de vôo e combate são acionados no manete do
HOTAS. Os novos F-5 Tiger III receberam
assentos ejetáveis Martin Baker Mk10, sistema de ar-condicionado, integração
com capacete DASH israelenses, do tipo HMD (Helmet Mounted Display), sistemas
de pouso por instrumento, radar altímetro. A empresa chilena DTS instalou o
sistema integrado de Guerra Eletrônica EWPS-100, baseado em um sistema RWR de
360° (sistema de alerta radar). Esse sistema detecta, e alerta o piloto sobre emissões
de radares que estiverem atingindo o avião, lançadores chaff e flares DM/A-202,
e um jammer de auto-proteção A-401 de interferência eletrônica. Os F-5 também
receberam uma revisão estrutural completa permitindo o aumento da vida útil em
mais 20 anos. Porém no inicio do século 21 outras melhorias foram implantadas
no Tiger III, pois já começa a apresentar problemas logísticos devido a
obsolescências naturais, como a eletrônica digital levando a FACh (Força Aérea
Chilena) a realizar um novo upgrade em seus já modernos F-5 sendo que todos os
equipamentos foram instalados pela ENAER. Novos aviônicos foram incorporados
como sistema de navegação inercial INS/GPS, um segundo GPS auxiliar, novos
rádios HF/VHF/UHF com capacidade para Data-Link. Com esse dispositivo, os Tiger
III, podem enviar e receber dados entre os outros integrantes da esquadrilha e
com o EB-707 Cóndor (AEW&C) sem expor sua posição. Novo Flight Data
Recorder, Radar Warning Receiver e sistema Chaff/Flare, visão noturna NVG,
permitindo operações noturnas ou com baixa visibilidade, sistema CCIP/ CCRP que
calcula continuamente o ponto inicial e o ponto de lançamento de armas
melhorando muito a capacidade do avião em missões ar-solo. Novo HUD (Head Up
Display) com câmera de vídeo colorido e gravador de vídeo digital.
Compatibilidade com os “pod” Rafael Litening. Os F-5 também receberam uma sonda
fixa Tiger Century de reabastecimento em vôo.
Acima: Os caças F-5E Tiger III receberam sonda de reabastecimento para minimizar a séria deficiência de autonomia que toda a família F-5 possui.
ARMAMENTO
O
radar ELTA EL/M-2032B, pode ser usado para fornecer dados de ataque para
mísseis de diversas nacionalidades, como o AIM-120 Amraam, MICA, R- Darter,
Derby, ou mesmo mísseis russos. Porem a FACh equipou os seus F-5 Plus Tiger III com mísseis de curto
alcance da família AIM-9J/P Sidewinder, o Rafael Shafrir 2 (O Shafrir é chamado
de Trauco no Chile.), Python IV e Python V que possui integração ao
capacete DASH israelense. O míssil de médio alcance que esta disponível para
o Tiger III e o israelense Rafael Derby que possui guiagem ativa com
alcance de 50 km. Já, o arsenal ar terra, é composto por bombas guiadas a
laser, mísseis AGM-65 Maverick e mísseis anti-radar e lançadores de
foguetes.. Ao contrario dos Tiger da
FAB a modernização efetuada pelos israelenses manteve os dois canhões M-39 A-2
de 20 mm.
Acima: Neste desenho podemos perceber a presença de modernos mísseis ar ar de curto alcance Rafael Python IV. Estes mísseis de 4º geração dão uma capacidade de combate de curta distancia ao velho F-5 que tornaria a vida de qualquer piloto de caça mais moderno, um drama.
FICHA TÉCNICA
Velocidade
máxima: 1743 Km/h
Velocidade
de cruzeiro: 800 Km/h
Razão
de subida: 10500 m/min
Potência: 0.69
Fator de carga: 7,33, -3,5 Gs
Taxa
de giro: 20º/seg
Teto
de serviço: 15790 m
Alcance: 445
km (Hi lo Hi) / 2483 km (Translado)
Empuxo: Dois
motores General Electric J-85 GE-21B com 2200 Kgf. de empuxo Maximo.
DIMENSÕES
Comprimento: 14,45
m
Envergadura: 8,13
m
Altura: 4,08m
Peso: (vazio): 4392 Kg
ARMAMENTO
Peso: (vazio): 4392 Kg
ARMAMENTO
Ar Ar: mísseis
AIM-9J/P Sidewinder, o Rafael Shafrir 2, Python IV e Python V e Rafael Derby
Ar Terra: Mísseis AGM-65 Maverick, bombas guiadas a laser e lançadores de foguetes.
Ar Terra: Mísseis AGM-65 Maverick, bombas guiadas a laser e lançadores de foguetes.
Interno: 2
canhões Pontiac M39 A2, calibre 20 mm
Carga externa máxima: 3175 Kg
Carga externa máxima: 3175 Kg
Receba as atualizações dos 3 blogs Campo de Batalha em sua caixa de e-mail. Mande um e-mail solicitando o cadastro na lista para: campodebatalha.blogs@gmail.com
ABAIXO UM VIDEO DE DEMONSTRAÇÃO DO F-5E TIGER III








19 comentários:
um país com sérias dificuldades geológicas, com um território dificil de ser defendido, que tem terremoto, vulcão e mesmo assim tem mais senso politico de levar adiante pogramas militares, tem um PIB melhor que o nosso, menos burocracias fiscais e por ai vai....
Será que nossos politicos não poderiam aprender com nossos vizinhos o quanto vale o pedaço de terra que chamamos de patria, do qual vivemos?
Mais uma vz perfeita a matéria
Carlos, os nossos F5 da FAB, sao mesmoos melhores do mundo, melhor até mesmo que esses do Chile? Qual as principais melhorias dos nossos? Aque pé será que anda a negociaçao dos nossos novos caças? Os nossos vovos f5, modernizados conseguem dar conta de um caça moderno tipo os sukhois venezuelanos, F16,Rafales? Ele continua um caça muito ágil e manobravel por ser pequeno e leve.
Olá Neilson. Nossos F-5 possuem Data link, mas o radar Elta do Tiger III chileno tem mais alcance. Se você comparar um F-5 contra um MIG-29 peruano, F-16C chileno, Su-30 venezuelano, você terá um cenário preocupante pois nosso caça manobra menos, é mais lento, tem alcance de vôo e de radar menor, transporta menos armas, etc... Mss o F-5 é difícil de ser detectado por conta de seu diminuto tamanho. Se ele estiver operando com um E-99 AEW, ele poderá causar um estrago nas forças aéreas que usam estes caças. O Chile, particularmente, tem um avião AEW e poderia dar mais trabalho. A verdade é que, independentemente da modernização, precisamos de um caça de 4º geração, no mínimo.
Mas como você bem sabe, a capacidade de combate é composta por vários elementos em que o braço armado é apenas um dos itens. O Brasil poderia adquirir mais alguns E-99 da Embraer.
Abraços
Carlão, eu fico impressionado com o seu talento em pesquisar informações tão preciosas e uteis para a "conscientização do povo brasileiro". Infelizmente o nosso povo sofre de tantas outras carências que não atentam para questões militares. O meu desejo maior é que em algum tempo Deus abençoe essa nação com melhores condições de habitação, alimentação, saúde, educação, amor pelo próximo, libertação das drogas e dos traficantes de todas as espécies O Brasil possui um quadro tão deprimente, que algumas vezes não vejo a questão militar como ponto forte para se renovar, modificar ou melhorar, acho que para isso acontecer, devemos primeiramente mudar a questão social, principalmente no ramo da educação básica e científica. Em segundo lugar tentar enxugar o quadro político do país, acho que a escória dos políticos do mundo foi toda reunida e jogada em nossas amadas terras, estes pestes que assolam esse pais de ponta a ponta, que ambicionam apenas o auto enriquecimento, que olham apenas para os seus filhos e parentes, esquecem que são da mesma carne, do mesmo sangue e que vivem sobre a mesma terra. Enfim Carlos, melhorando o quadro geral de nossa nação e de nosso país, ai realmente poderemos ambicionar uma força militar de nível tão grandioso e poderoso quanto a dos EUA, Rússia e agora a querida China (que por sinal teve que sofrer brutalidades para chegar aonde chegou atualmente).
Abraço forte meu querido, continue mostrando a realidade assombrosa que a politicagem faz com esse país e com essa nação.
Atc
Amorim
Olá SCCYLL. Muito obrigado pelas palvras de consideração.
Repasso o elogio aos colaboradores como o Andreson Barros, autor desta matéria, que tanto ajudam a manter este blog "operando".
Abraços
Saudações meu Amigo!!!
Sempre tive uma simpatia pelos f5, entretanto, sei que a sua compleição física limita a sua força. Contudo, creio que bem armado e acompanhado dos nossos Guardiões E99, teremos a vantagem necessária, além da vantagem citada sobre sua detecção, que é baixa, devido ao seu tamanho. Carlos, foi comentado no nobre espaço a necessidade de aviões de treinamento, e os treinadores modernos simulam, não sei como, diversos caças. Será que os f5 nossos, com a chegada dos supersonicos, poderia fazer o papel de treinador e com a vantagem de atuar no cenário, se preciso for?
Olá Guardião.
A FAB está usando jatos F-5FM para treinamento avançado. É um bom avião para isso pois ele se comporta como um caça supersônico, está com a aviônica atualizada, tem baixo custo operacional e se precisar pode ser usado em combate.
Abraços
Olá Carlos
Ótimo post, parabéns ao Anderson Barros!!!
Qual a vantagem do Griffo sobre o Elta? Vc considera boa a escolha do radar italiano para os nossos F5M?
Abraços
Olá Anderson. Obrigado pela congratulação. O radar Griffo F tem desempenho de alcance pouco inferior ao modelo israelense. O radar israelense é um pouco superior ao Griffo usado no Brasil . Desconheço o motivo que levou a sua escolha, mas arrisco a chutar que foi preço mais baixo.
Abraços
Grande Carlos, venho te parabenizar pelo excelente trabalho desempenhado por você e agradecer por tirar todas as minhas dúvidas. Desejo felicidade, Progresso e Sucesso para você. Congratulações Companheiro!!!
Olá Wilson.
Sempre a disposição!
Abraços
Carlos,
Não seria interessante para a FAB aumentar a quantidade de F5 e M2000 ou Rafales F1 e F2 como tampão até chegada do FX2?
Visto que o Chile está recebendo f16, imagino que os chilenos devem aposentar os seus f5 em breve a FAB poderia adiantar o recebimento desses caças se o chile adiantar a aquisição de F16.
Da mesma forma a frança está desativando seus últimos esquadões de Mirage e padronizando seus Rafales com as versões f1 e F2
> Abraços
>ia a
> Postar um comentário.
>
> Cancelar inscrição de comentários nesta postagem.
>
> Postado por Carlos E. Di Santis Junior no blog CAMPO DE BATALHA AÉREA em
> 9:59 PM
F5 A2.
Carlos Você um erro remover os canhões do F5ebr?Visto que a baixa reflexão e o fato de ser supersônico com revoo permite ataques ao solo com vantagem sobre sistemas anti-aéreos?
Outra questão a fAB retirou as aeronaves a reação de Salvador e Natal em benefício de um esquadrão em Manaus.
Visto que a linha de defesa do Atlântico está desprotegida, caças e aeronaves d ataque com capacidade anti-navio deveriam ser adquiridos, mesmo que tenham capacidade inferior a seus equivalentes modernos.
Ol´sa Victor. No caso do canhão de 20 mm do F-5 não vi como um problema sua retirada. São armas pouco precisas e com calibre leve demais. Se fosse um canhão M61 do mesmo calibre, mas que dá mais que o dobro de tiros por minuto, ainda seria relevante, mas o M-39 dos F-5 não faz essa diferença toda.
A questão da mudança de base da FAB é um assunto tão critico quanto a falta de aviões de combate modernos. Essa Base de Natal deveria ter , pelo menos, um esquadrão de caças de defesa aérea e um de interdição naval. A bem da verdade lhe digo que nossa força aérea parece mais uma companhia aérea de transporte do que uma força de combate.
Abraços
Olá Carlos, mais uma vez venho comentar e indagar sobre esse avião peculiar que é o nosso F-5M.
Esses dados de alcance dos radares israelenses e italianos usados nos respectivos caças (Tigre 3 e Tiger M) podem ser considerados?
Pergunto isso pois o nosso radar aparenta ser um produto mais moderno e, certamente, possui uma antena de maior diâmetro (tanto que demandou um recorte do bico fazendo com que a antena se aproximasse do canhão, removendo o espaço original para os eletronicos), por isso foi necessário a retirada de um dos canhões.
Mesmo que o alcance do radar israelense seja superior, ele não seria contrabalanceado por uma área de varredura (simultanea, sem o movimento da antena) maior do radar italiano?
O que você acha?
Um grande abraço e continuem com as excelentes matérias.
Olá ramon. pelo que pude ler, o radar israelense tem o mesmo angulo de varredura (+- 60º), um alcance maior. Por isso eu o considero superior. pelo que li, também, ele tem mais modos de busca que o Griffo F usado nos nossos caças. tenho quase certeza que o preço foi determinante na escolha do modelo italiano nos nossos F-5.
Abraços
que absurdo!!! vejam nossa realidade: modernizamos TARDIAMENTE, caças obsoletos. Não satisfeito com o atraso, noso governo ainda modernizou nossos caças com radares menos capazes que os instalados em caças chilenos há mais de dez anos atras!!! DEZ ANOS É MUITO TEMPO QUANDO NOS REFERIMOS A ESSE tipo DE TECNOOLOGIA!!!!
carlos pq do alcance tao baixo do f-5 sera pelo tamanho ou por causa dos 22 de empuxo?? sendo quase o dobro do f-16 ,como poderíamos aumentar o alcance dos nossos antigos f-5??
Olá Leticia.
O F-5 é uma aeronave pequena, desenvolvida com um objetivo bem específico também. Ele era para ser um caça de exportação a ser fornecido a países amigos que não eram "estratégicos" aos interesses norte americanos. Por isso o quesito "autonomia" nunca foi um objetivo a ser alcançado. Assim, o resultado foi uma aeronave com "pernas curtas". Não há nada a ser feito para melhorar este desempenho, uma vez que não há espaço para modificações nas velhas fuselagens destes caças.
Abraços
Postar um comentário