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06 Novembro 2011

NORTHROP F-5E TIGER III. Os tigres do Atacama

ORIGENS Por Anderson Barros
A história do F-5 Tiger inicia em 1954, quando técnicos da Northrop, viajaram à Europa (OTAN) e Ásia para examinar as necessidades de defesa desses países. Dos estudos resultantes dessas visitas, a companhia identificou uma nítida necessidade de um aparelho de baixo custo, que se materializou como o caça leve N-156F Em 25 de abril de 1962, o Departamento de Defesa anunciou que o N-156F havia sido escolhido para o Programa de Assistência Militar (MAP). Os aliados dos americanos na OTAN e SEATO (The Southeast Asia Treaty Organization, similar à OTAN) poderiam agora adquirir um avião supersônico de qualidade com preços razoáveis. Em 1962 foi dada à aeronave a designação oficial de F-5A Freedom Fighter. Em novembro de 1970 a Northrop foi declarada campeã do IFA (Avião de Caça Internacional), para a construção de um sucessor para o F-5A/B. Ênfase foi dada para missões de superioridade aérea para nações que enfrentariam o MiG-21. Dentre as melhorias, a mais importante foi a troca dos motores por outros mais possantes, aumentando assim o desempenho do F-5 em todas as categorias. A nova série foi designada F-5E Tiger II e F-5F, para os biplaces. Tornando-se um êxito espetacular, sendo o principal caça de exportação norte-americano dos anos 70. Devido ao grande número de F-5E ainda em serviço, há inúmeros e importantes programas de modernização que visam mante-los operacionais durante grande parte deste século. A Israel Aircraft Industries atualizou o Tiger chileno para produzir um dos mais avançados e eficazes F-5E em serviço.
Acima: Esta foto histórica mostra o primeiro protótipo do caça F-5E Tiger II. Mesmo sendo uma aeronave leve e muito simples, este modelo conseguiu atingir um sucesso comercial brilhante e seu desempenho, principalmente para a época em que ele foi construído era bastante respeitável.

O TIGRE CHILENO
Em 1966, a Força Aérea Chilena (FACh) começou a procurar um novo avião para  substituir os seus lendários F-80 Sabre que já se encontravam obsoletos. A FACh demonstrou interesse pelos novos  caças americanos Northrop F-5A. O governo Chileno solicitou ao governo dos EUA a compra de 18 caças Northrop F-5A e 3 Northrop F-5B, porem a compra foi vetado pelo governo americano o que levou a FACh a comprar do governo britânico caças  Hawker Hunter FGA MK.71A e MK.72. No ano de 1970, o Chile elegeu Salvador Allende para presidente, fato que não agradou Washington. Allende propunha transformar o Chile em um regime socialista, e sua política, a chamada "via chilena para o socialismo", pretendia, segundo ele, uma transição pacífica, com respeito às normas constitucionais chilenas e sem o emprego de força. Logo sua política socialista começou a receber forte influencia soviética. Parte dessa influencia veio com uma oferta de aviões Militares de diversos modelos. Um desses modelos era o caça Mikoyan-Gurevich MiG-21 Fishbed que foi oferecido a FACh para reequipar sua frota de aviões de combate. Uma equipe de pilotos de testes da FACh esteve na URSS para avaliar a aeronave.  Porém antes que o Chile pudesse realizar a compra em Agosto de 1973 ocorreu um golpe de estado contra Salvador Allende liderado pelo general Augusto Pinochet. Para o Chile iniciava-se uma longa ditadura militar que só encerrou-se 17 anos depois. Com o fim do socialismo no Chile Washington acabou fazendo do Chile um “aliado” dos EUA na America do Sul visto que o vizinho Peru mantinha relação com a União Soviética (que a partir de 1977, começou a entregar para a FAP aviões Sukhoi Su-22 “Fitter”).  A influência Soviética no Peru fez o governo de Washington a fazer uma oferta de 15 caças Northrop F-5E três F, ao Chile ao custo de US$60 milhões incluindo suprimentos e outros equipamentos. O contrato foi assinado em junho de 1974, chamado de Peace Llama I, com o primeiro F-5 Tiger II chegando em julho de 1976. A entrega de todos os 18 caças F-5 e de seus armamentos tornou-se uma urgência, e foi acelerada pois em outubro do mesmo ano o Congresso norte-americano colocaria um embargo de armas ao Chile. Mesmo com o embargo os F-5E/F, foram a ponta de lança da FACh durante a crise com a Argentina, em 1978, realizando uma série de missões, incluindo a defesa da capital, Santiago. Nos anos de 1980, a frota de F-5 chilena sentiu ainda mais os efeitos do embargo americano, que fez diminuir drasticamente as capacidades operacionais (apenas quatro dos dezoitos F-5 Tiger II estavam operacionais), chegando-se, inclusive, a ser avaliada a possibilidade de se vender os caças. 
Acima: O Chile adquiriu seus F-5E depois do Brasil e em quantidades menores. Porém, a decisão em moderniza-lo veio 10 anos antes da FAB decidir levar a diante seu programa F-5M.

NOVO FOLEGO
Porém com a saída de Pinochet do poder em março de 1990, e a subseqüente ascensão de um governo democrático, gradualmente as sanções foram sendo retiradas e, assim a maioria dos F-5E/F retornou ao serviço. A FACh considerou a aquisição de um lote suplementar de mais 24 F-5E/F porem a aquisição não foi realizada. Para manter sua frota de Tiger II atualizada a FACh iniciou um estudo para a modernização de sua frota de caças F-5 Tiger II. Após avaliar diversas ofertas para a modernização a FACh  selecionou o pacote israelense  “Tiger Plus”, e um contrato de US$ 300 milhões foi assinado em março de 1990 com a IAI – Israel Aerospace Industries (que tem grande experiência em modernização de aeronaves adquirida a partir de programas para a Força Aérea das Forças de Defesa de Israel - IDF-AF) para um amplo programa de modernização de 12 caças F-5E e 3 F-5F. O programa foi designado pela FACh de F-5E Plus Tiger III os primeiros exemplares foram modificados nas instalações da IAI no aeroporto Ben Gurion, em Tel-Aviv, sendo elevados ao padrão F-5E/F Plus Tigre III, com o protótipo sendo demostrado no Salão de Le Bourget. Posteriormente, os trabalhos passaram a ser realizados nas instalações da ENAER, em Santiago capital Chilena.
Acima: O F-5E Tiger III chileno, quando entrou em serviço, era o mais avançado F-5 em uso no mundo. Este status durou até a entrada do F-5EM da FAB que é mais atual que o Tiger III. 

RADAR
Com essa modernização os novos F-5E/F Tiger III receberam um radar israelenses ELTA EL/M-2032B (desenvolvida pela Elta Electronics) no lugar do radar original APQ 159 V5 da Emerson que possui um alcance de 74 km sem capacidade look down shot down. O radar ELTA EL/M-2032B e um avançado radar multímodo (MMR) de pulso Doppler com capacidade look down shot down, alem de fornecer um mapa de alta resolução do terreno para permitir vôos à baixa altitude com um alcance estimado de 100 km. Tendo um desempenho superior ao radar APG-66, conferindo ao caça uma maior capacidade de detecção e engajamento, além de condições de empregar armamentos guiados. 
Acima: O radar israelense ELTA EL/M-2032B chegou a ser considerado para a modernização dos caças F-5M brasileiros, porém acabou sendo preterido em favor do modelo Italiano FIAR Griffo F. O radar EM/L-2032B, no entanto, traz uma significativa melhora na capacidade de detecção e consciência situacional para o piloto em relação ao modelo antigo Emerson APQ-159 V.

EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS
O cockpit foi bastante melhorado em relação ao F-5E, que tinha excesso de instrumentos analógicos. No F-5E Tiger III o painel possui dois displays monocromáticos multifuncionais medindo 5x7 polegadas para proporcionar os dados de missão, visando facilitar o trabalho do piloto fornecendo informações mais importantes e dois novos computadores de missão. Na cabine há um HUD que conta com todas as informações de navegação de monitoramento do alvo, fornecendo um quadro tático completo e, assim, aumentando o "conhecimento da situação" por parte do piloto. Outra melhoria no cockpit foi a instalação de um sistema de geração de oxigênio OBOGS que produz oxigênio próprio. Também foi incorporado um controle HOTAS (Hands On Throttle And Stick) para diminuir a carga de trabalho do piloto, e agilizando sua capacidade de resposta em combate, na medida em que todos os sistemas mais importantes para a administração da situação de vôo e combate são acionados no manete do HOTAS.  Os novos F-5 Tiger III receberam assentos ejetáveis Martin Baker Mk10, sistema de ar-condicionado, integração com capacete DASH israelenses, do tipo HMD (Helmet Mounted Display), sistemas de pouso por instrumento, radar altímetro. A empresa chilena DTS instalou o sistema integrado de Guerra Eletrônica EWPS-100, baseado em um sistema RWR de 360° (sistema de alerta radar). Esse sistema detecta, e alerta o piloto sobre emissões de radares que estiverem atingindo o avião, lançadores chaff e flares DM/A-202, e um jammer de auto-proteção A-401 de interferência eletrônica. Os F-5 também receberam uma revisão estrutural completa permitindo o aumento da vida útil em mais 20 anos. Porém no inicio do século 21 outras melhorias foram implantadas no Tiger III, pois já começa a apresentar problemas logísticos devido a obsolescências naturais, como a eletrônica digital levando a FACh (Força Aérea Chilena) a realizar um novo upgrade em seus já modernos F-5 sendo que todos os equipamentos foram instalados pela ENAER. Novos aviônicos foram incorporados como sistema de navegação inercial INS/GPS, um segundo GPS auxiliar, novos rádios HF/VHF/UHF com capacidade para Data-Link. Com esse dispositivo, os Tiger III, podem enviar e receber dados entre os outros integrantes da esquadrilha e com o EB-707 Cóndor (AEW&C) sem expor sua posição. Novo Flight Data Recorder, Radar Warning Receiver e sistema Chaff/Flare, visão noturna NVG, permitindo operações noturnas ou com baixa visibilidade, sistema CCIP/ CCRP que calcula continuamente o ponto inicial e o ponto de lançamento de armas melhorando muito a capacidade do avião em missões ar-solo. Novo HUD (Head Up Display) com câmera de vídeo colorido e gravador de vídeo digital. Compatibilidade com os “pod” Rafael Litening. Os F-5 também receberam uma sonda fixa Tiger Century de reabastecimento em vôo. 
Acima: Os caças F-5E Tiger III receberam sonda de reabastecimento para minimizar a séria deficiência de autonomia que toda a família F-5 possui.

ARMAMENTO
O radar ELTA EL/M-2032B, pode ser usado para fornecer dados de ataque para mísseis de diversas nacionalidades, como o AIM-120 Amraam, MICA, R- Darter, Derby, ou mesmo mísseis russos. Porem a FACh equipou os seus  F-5 Plus Tiger III com mísseis de curto alcance da família AIM-9J/P Sidewinder, o Rafael Shafrir 2 (O Shafrir é chamado de Trauco no Chile.), Python IV e Python V que possui  integração ao capacete DASH israelense. O míssil de médio alcance que esta disponível para o Tiger III e o israelense Rafael Derby que possui guiagem ativa com alcance de 50 km. Já, o arsenal ar terra, é composto por bombas guiadas a laser, mísseis AGM-65 Maverick e mísseis anti-radar e lançadores de foguetes..  Ao contrario dos Tiger da FAB a modernização efetuada pelos israelenses manteve os dois canhões M-39 A-2 de 20 mm.


Acima: Neste desenho podemos perceber a presença de modernos mísseis  ar ar de curto alcance Rafael Python IV. Estes mísseis de 4º geração dão uma capacidade de combate de curta distancia ao velho F-5 que tornaria a vida de qualquer piloto de caça mais  moderno, um drama.

FICHA TÉCNICA
Velocidade máxima: 1743 Km/h
Velocidade de cruzeiro: 800 Km/h
Razão de subida: 10500 m/min
Potência: 0.69
Fator de carga: 7,33, -3,5 Gs
Taxa de giro: 20º/seg
Teto de serviço: 15790 m
Alcance: 445 km (Hi lo Hi) / 2483 km (Translado)
Empuxo: Dois motores General Electric J-85 GE-21B com 2200 Kgf. de empuxo Maximo.
DIMENSÕES
Comprimento: 14,45 m
Envergadura: 8,13 m
Altura: 4,08m
Peso: (vazio): 4392 Kg 
ARMAMENTO
Ar Ar: mísseis AIM-9J/P Sidewinder, o Rafael Shafrir 2, Python IV e Python V e Rafael Derby 
Ar Terra: Mísseis AGM-65 Maverick, bombas guiadas a laser e lançadores de foguetes.
Interno: 2 canhões Pontiac M39 A2, calibre 20 mm
Carga externa máxima: 3175 Kg



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ABAIXO UM VIDEO DE DEMONSTRAÇÃO DO F-5E TIGER III

19 comentários:

Rodrigo_Klug disse...

um país com sérias dificuldades geológicas, com um território dificil de ser defendido, que tem terremoto, vulcão e mesmo assim tem mais senso politico de levar adiante pogramas militares, tem um PIB melhor que o nosso, menos burocracias fiscais e por ai vai....

Será que nossos politicos não poderiam aprender com nossos vizinhos o quanto vale o pedaço de terra que chamamos de patria, do qual vivemos?

Mais uma vz perfeita a matéria

Neison disse...

Carlos, os nossos F5 da FAB, sao mesmoos melhores do mundo, melhor até mesmo que esses do Chile? Qual as principais melhorias dos nossos? Aque pé será que anda a negociaçao dos nossos novos caças? Os nossos vovos f5, modernizados conseguem dar conta de um caça moderno tipo os sukhois venezuelanos, F16,Rafales? Ele continua um caça muito ágil e manobravel por ser pequeno e leve.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Neilson. Nossos F-5 possuem Data link, mas o radar Elta do Tiger III chileno tem mais alcance. Se você comparar um F-5 contra um MIG-29 peruano, F-16C chileno, Su-30 venezuelano, você terá um cenário preocupante pois nosso caça manobra menos, é mais lento, tem alcance de vôo e de radar menor, transporta menos armas, etc... Mss o F-5 é difícil de ser detectado por conta de seu diminuto tamanho. Se ele estiver operando com um E-99 AEW, ele poderá causar um estrago nas forças aéreas que usam estes caças. O Chile, particularmente, tem um avião AEW e poderia dar mais trabalho. A verdade é que, independentemente da modernização, precisamos de um caça de 4º geração, no mínimo.
Mas como você bem sabe, a capacidade de combate é composta por vários elementos em que o braço armado é apenas um dos itens. O Brasil poderia adquirir mais alguns E-99 da Embraer.
Abraços

SCCYLL disse...

Carlão, eu fico impressionado com o seu talento em pesquisar informações tão preciosas e uteis para a "conscientização do povo brasileiro". Infelizmente o nosso povo sofre de tantas outras carências que não atentam para questões militares. O meu desejo maior é que em algum tempo Deus abençoe essa nação com melhores condições de habitação, alimentação, saúde, educação, amor pelo próximo, libertação das drogas e dos traficantes de todas as espécies O Brasil possui um quadro tão deprimente, que algumas vezes não vejo a questão militar como ponto forte para se renovar, modificar ou melhorar, acho que para isso acontecer, devemos primeiramente mudar a questão social, principalmente no ramo da educação básica e científica. Em segundo lugar tentar enxugar o quadro político do país, acho que a escória dos políticos do mundo foi toda reunida e jogada em nossas amadas terras, estes pestes que assolam esse pais de ponta a ponta, que ambicionam apenas o auto enriquecimento, que olham apenas para os seus filhos e parentes, esquecem que são da mesma carne, do mesmo sangue e que vivem sobre a mesma terra. Enfim Carlos, melhorando o quadro geral de nossa nação e de nosso país, ai realmente poderemos ambicionar uma força militar de nível tão grandioso e poderoso quanto a dos EUA, Rússia e agora a querida China (que por sinal teve que sofrer brutalidades para chegar aonde chegou atualmente).

Abraço forte meu querido, continue mostrando a realidade assombrosa que a politicagem faz com esse país e com essa nação.

Atc
Amorim

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá SCCYLL. Muito obrigado pelas palvras de consideração.
Repasso o elogio aos colaboradores como o Andreson Barros, autor desta matéria, que tanto ajudam a manter este blog "operando".
Abraços

Guardião ATM disse...

Saudações meu Amigo!!!

Sempre tive uma simpatia pelos f5, entretanto, sei que a sua compleição física limita a sua força. Contudo, creio que bem armado e acompanhado dos nossos Guardiões E99, teremos a vantagem necessária, além da vantagem citada sobre sua detecção, que é baixa, devido ao seu tamanho. Carlos, foi comentado no nobre espaço a necessidade de aviões de treinamento, e os treinadores modernos simulam, não sei como, diversos caças. Será que os f5 nossos, com a chegada dos supersonicos, poderia fazer o papel de treinador e com a vantagem de atuar no cenário, se preciso for?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Guardião.
A FAB está usando jatos F-5FM para treinamento avançado. É um bom avião para isso pois ele se comporta como um caça supersônico, está com a aviônica atualizada, tem baixo custo operacional e se precisar pode ser usado em combate.
Abraços

Anderson disse...

Olá Carlos
Ótimo post, parabéns ao Anderson Barros!!!
Qual a vantagem do Griffo sobre o Elta? Vc considera boa a escolha do radar italiano para os nossos F5M?
Abraços

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Anderson. Obrigado pela congratulação. O radar Griffo F tem desempenho de alcance pouco inferior ao modelo israelense. O radar israelense é um pouco superior ao Griffo usado no Brasil . Desconheço o motivo que levou a sua escolha, mas arrisco a chutar que foi preço mais baixo.
Abraços

Wilson disse...

Grande Carlos, venho te parabenizar pelo excelente trabalho desempenhado por você e agradecer por tirar todas as minhas dúvidas. Desejo felicidade, Progresso e Sucesso para você. Congratulações Companheiro!!!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Wilson.
Sempre a disposição!
Abraços

Victor disse...

Carlos,

Não seria interessante para a FAB aumentar a quantidade de F5 e M2000 ou Rafales F1 e F2 como tampão até chegada do FX2?
Visto que o Chile está recebendo f16, imagino que os chilenos devem aposentar os seus f5 em breve a FAB poderia adiantar o recebimento desses caças se o chile adiantar a aquisição de F16.

Da mesma forma a frança está desativando seus últimos esquadões de Mirage e padronizando seus Rafales com as versões f1 e F2
> Abraços
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>
> Postado por Carlos E. Di Santis Junior no blog CAMPO DE BATALHA AÉREA em
> 9:59 PM

Victor disse...

F5 A2.
Carlos Você um erro remover os canhões do F5ebr?Visto que a baixa reflexão e o fato de ser supersônico com revoo permite ataques ao solo com vantagem sobre sistemas anti-aéreos?

Outra questão a fAB retirou as aeronaves a reação de Salvador e Natal em benefício de um esquadrão em Manaus.
Visto que a linha de defesa do Atlântico está desprotegida, caças e aeronaves d ataque com capacidade anti-navio deveriam ser adquiridos, mesmo que tenham capacidade inferior a seus equivalentes modernos.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Ol´sa Victor. No caso do canhão de 20 mm do F-5 não vi como um problema sua retirada. São armas pouco precisas e com calibre leve demais. Se fosse um canhão M61 do mesmo calibre, mas que dá mais que o dobro de tiros por minuto, ainda seria relevante, mas o M-39 dos F-5 não faz essa diferença toda.
A questão da mudança de base da FAB é um assunto tão critico quanto a falta de aviões de combate modernos. Essa Base de Natal deveria ter , pelo menos, um esquadrão de caças de defesa aérea e um de interdição naval. A bem da verdade lhe digo que nossa força aérea parece mais uma companhia aérea de transporte do que uma força de combate.
Abraços

Ramon Grigio disse...

Olá Carlos, mais uma vez venho comentar e indagar sobre esse avião peculiar que é o nosso F-5M.

Esses dados de alcance dos radares israelenses e italianos usados nos respectivos caças (Tigre 3 e Tiger M) podem ser considerados?

Pergunto isso pois o nosso radar aparenta ser um produto mais moderno e, certamente, possui uma antena de maior diâmetro (tanto que demandou um recorte do bico fazendo com que a antena se aproximasse do canhão, removendo o espaço original para os eletronicos), por isso foi necessário a retirada de um dos canhões.

Mesmo que o alcance do radar israelense seja superior, ele não seria contrabalanceado por uma área de varredura (simultanea, sem o movimento da antena) maior do radar italiano?

O que você acha?

Um grande abraço e continuem com as excelentes matérias.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá ramon. pelo que pude ler, o radar israelense tem o mesmo angulo de varredura (+- 60º), um alcance maior. Por isso eu o considero superior. pelo que li, também, ele tem mais modos de busca que o Griffo F usado nos nossos caças. tenho quase certeza que o preço foi determinante na escolha do modelo italiano nos nossos F-5.
Abraços

Neo Neo disse...

que absurdo!!! vejam nossa realidade: modernizamos TARDIAMENTE, caças obsoletos. Não satisfeito com o atraso, noso governo ainda modernizou nossos caças com radares menos capazes que os instalados em caças chilenos há mais de dez anos atras!!! DEZ ANOS É MUITO TEMPO QUANDO NOS REFERIMOS A ESSE tipo DE TECNOOLOGIA!!!!

leticia disse...

carlos pq do alcance tao baixo do f-5 sera pelo tamanho ou por causa dos 22 de empuxo?? sendo quase o dobro do f-16 ,como poderíamos aumentar o alcance dos nossos antigos f-5??

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Leticia.
O F-5 é uma aeronave pequena, desenvolvida com um objetivo bem específico também. Ele era para ser um caça de exportação a ser fornecido a países amigos que não eram "estratégicos" aos interesses norte americanos. Por isso o quesito "autonomia" nunca foi um objetivo a ser alcançado. Assim, o resultado foi uma aeronave com "pernas curtas". Não há nada a ser feito para melhorar este desempenho, uma vez que não há espaço para modificações nas velhas fuselagens destes caças.
Abraços