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23 Janeiro 2012

BELL UH-1Y VENON. Um super Sapão


ORIGENS  Por Anderson Barros
O projeto do UH-1 nasceu no início de 1950 quando o Exército dos Estados Unidos anunciou que precisava de um helicóptero utilitário e de evacuação médica (MedEvac).  Surgiu então o Bell Model 204, que voou pela primeira vez em 22 de outubro de 1956. Equipado com um motor de 825 shp Lycoming XT53-L-1, o aparelho foi a primeira aeronave motorizada por turbina do Exército Americano.  Seis XH-40 foram construídos para testes e, quando o modelo entrou em produção, foi designado HU-1A, surgindo assim o apelido de Huey, mesmo sendo oficialmente chamado de Iroquois. A versão inicial de produção foi a HU-1A, que acomodava uma tripulação de duas pessoas mais seis passageiros ou duas macas.  O UH-1B veio em seguida, para sete passageiros ou três macas. O UH-1C (nova designação) possuía um rotor de corda estendida, dando melhor desempenho, sendo seguida por uma variedade de subtipos incluindo o UH-1E para os Fuzileiros, UH-1F e TH-1F para a Força Aérea, HH-1K para a Marinha e UH-1M para o Exército, equipada com sensores noturnos.
Acima: Os XH-40 foram os primeiros protótipos de que viria a ser um dos mais famosos helicópteros do mundo, o UH-1 Iróquios.
Em 1962, o Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (USMC) realizou uma concorrência para escolher um helicóptero de assalto para substituir o helicóptero Kaman OH-43D . O vencedor foi o UH-1B, que já estava em serviço no Exército. O helicóptero foi designado UH-1E e modificado para atender às exigências do USMC. As principais alterações incluíram o uso de alumínio resistente à corrosão na estrutura do helicóptero; sistema de comunicação compatíveis com os utilizados pelos Marines; freio no rotor para facilitar as operações  a bordo e guincho de resgate. O UH-1E voou pela primeira vez em outubro de 1963, e as entregas começaram em fevereiro de 1964. Com a linha de produção completamente congestionada devido às diversas encomendas do UH-1 a Bell, teve que produzir o UH-1E em duas “versões” ambas recebendo a designação de UH-1E, A primeira foi construída utilizando a fuselagem do UH-1B equipados com os motores Lycoming T53-L-11 já a segunda versão utilizou a fuselagem do UH-1C equipado com o motor Lycoming T53-L-13. Em 1968 a Bell começou o desenvolvimento do UH-1N para o Canadá o primeiro protótipo voou pela primeira vez em 1969, porém os EUA não demonstraram interesse pelo mesmo, mas dadas as ótimas qualidades do modelo o quadro se reverteu e as forças armadas dos EUA (incluindo os USMC) adquiriram os UH-1N Twin Huey  em 1970, Ao contrário dos modelos utilizados pelas das Forças canadenses que são designados Twin Huey os modelos operados pelos EUA mantiveram o nome “Huey".
Acima: O modelo UH-1N, com duas turbinas Pratt & Whitney Canada PT6T-3 foi desenvolvida com apoio do governo canadense, sendo que posteriormente acabou chamando a atenção das forças armadas dos Estados Unidos que oi adquiriram depois.
Os UH-1 Huey do USMC foram empregados na guerra do Vietnam (1964-1975), apesar de os “marines” terem chegado ao teatro de operações em março de 1965. Os UH-1 dos “marines” voltaram a atuar no conflito no Golfo Pérsico durante a “Operação Tempestade no Deserto” contra forças iraquianas em 1991; em 2003, voltaram a operar na “Operação Liberdade no Iraque”. Em suas operações no Iraque o Huey teve um aumento na capacidade operacional e passaram a exercer diversos tipos de missão que incluem comando e controle (Command, Control Communications and Intelligence), escolta reconhecimento, transporte de tropas, evacuação aero médica e apoio aéreo aproximado.

Acima: A ultima versão do Huey é um helicóptero bastante melhorado em todos os aspectos.
O NOVO HUEY, O UH-1Y VENON
Em 1996 o USMC lançou um requerimento para um programa de modernização de seus helicópteros UH-1N. Um contrato foi assinado com a Bell para o desenvolvimento do programa. De acordo com o programa de modernização os UH-1Y e o AH-1Z teriam um elevado índice de similaridade tendo peças e equipamentos em comum o que reduziria os custos de aquisição operação e manutenção. As aeronaves deveriam receber um rotor principal totalmente novo com quatro pás no lugar do antigo de duas pás, substituição do rotor de cauda por outro de quatro pás e painel estilo “glass cockipt” para uso de NVG. Inicialmente o programa previa a modernização das células para um padrão superior, porem devido ao estado em que as aeronaves se encontravam foi decidido que ao invés de serem modernizados os UH-1Y utilizariam células novas de fabrica. Em 2005 O Corpo de Fuzileiros navais dos EUA assinou um contrato com a Bell Helicopter para dar inicio a fabricação dos novos UH-1 que passou a ser designado com UH-1Y Venom. Em 2008, o USMC anunciou que o programa UH-1Y atingiu todos os parâmetros previstos (IOC – Initial Operating Capability). As aeronaves passaram por um período de mais de um ano sob intensa avaliação no Marine Light Attack Helicopter Training Squadron, HMLAT-303. O Corpo de Fuzileiros Navais tem planos para que todas as aeronaves do programa sejam entregues até 2016.

Acima: O Venon opera com uma versão altamente modernizado do Cobra, chamada de Viper, que recebeu muitos sistemas iguais ao do Venon.
O UH-1 Y é a versão mais moderna e poderosa do Huey, que recebeu um rotor com quatro pás ao invés de dois nas versões anteriores, este novo conjunto de rotores proporcionou um considerável aumento no desempenho e na estabilidade do vetor. Outra mudança visual foi à utilização de estabilizadores verticais na cauda da aeronave.
Foi instalado na aeronave um sistema semi automático para dobrar as pás para facilitar e reduzir o espaço utilizado em navios de assalto anfíbio. As novas pás são construídas em materiais compostos altamente resistentes, aumentando a resistência balística das mesmas. As laminas dos rotores são construídas em uma estrutura de “favo de mel” em fibra de vidro e titânio com uma proteção anti gelo e podem suportar disparos de 23 mm antiaéreo. Esta equipado com dois motores General Electric T700-GE-401 com 1,680 hp (1,300 kW) cada, equipada com um difusor em Y designado HIRSS (supresor Hover Infared System), que resfria e direciona o fluxo das turbinas para longe da estrutura da aeronave diminuído a assinatura IR do vetor  que juntamente com suas hélices quadripás proporciona uma agilidade superior a todas as versões anteriores do UH-1.  A capacidade de transporte de carga é de 3021 kg e a capacidade de transporte de tropas chega a 10 soldados equipados que são transportados em assentos. 

Acima: Nesta foto podemos ver o sistema HIRSS em "Y" que resfria o ar quente dos motores para diminuir a vulnerabilidade do Venon aos mísseis inimigos guiados a calor (IR).
COCKPIT
A nova versão do Huey possui cockpit totalmente digital dando total capacidade de pilotagem e combate a qualquer um dos tripulantes. O UH-1Y possui uma avionica totalmente integrada, possibilitando a capacidade de fusão de dados e sensores, reduzindo a carga de trabalho dos tripulantes. Esta versão esta equipada com o HMD (Helmet Mounted Display) Thales TopOwl que pode ser equipado com um sistema de visão noturna NVG (Night Vision Googles) que prove informações de navegação que permitem o vôo Nap-of-the-earth (NOE) com baixo perfil de vôo seguindo a baixa altura, utilizando o mascaramento do terreno, se escondendo atrás das imperfeições do solo e das copas das árvores evitando a detecção pelos radares inimigos a uma altura de 15 metros.
Acima: O painel de controle do Venon é totalmente diferente dos primeiros Huey. A forma de pilotagem ficou muito mais simples e eficiente com a concentração da maioria dos indicadores nas 6 telas multifunção (MFD).
SISTEMAS ELETRÔNICOS
A Northrop Grumman foi contratada para fornecer os sistemas eletrônicos de comunicação, navegação e sistemas de armas. O sistema de navegação principal constitui em um GPS, sistema de navegação ARN TACAN-153 e VHF / UHF O controle de vôo possui um sistema de controle de estabilidade no qual o piloto pode escolher os modos de funcionamento do sistema de controle de vôo: posição, atitude, velocidade, altitude de cruzeiro. A suíte de comunicação inclui os rádios AN/ARC-210, comunicações UHF / VHF, COMSEC, um APX-100 (V) e identificação IFF amigo ou inimigo, e sistema de comunicação por satélite. O UH-1 Y também esta equipado com um conjunto de auto-proteção que inclui sistema de guerra eletrônica Northrop Grumman APR-39B (V) 2 receptor de alerta radar (RWR) AN/APR-44 e um sistema de alerta de míssil AN/AAR-47 O helicóptero também esta equipado com  um dispensador de contramedidas BAE Systems Integrated Defense Solutions (anteriormente Tracor) ALE-47.  O UH-1 Y Huey possui um sensor de longo alcance designado BRITE Star desenvolvido pela FLIR Systems este sensor consiste em um sensor FLIR de 3º geração que opera nas bandas de 3-5 microns, um sensor CCD TV em cores com uma resolução de 640x512 e um designador laser. Esse sistema substitui o SAFIRE AN/AAQ-22A e AN/AAQ-22C Star SAFIRE (também fabricado pela FLIR Systems), que se encontra instalado no UH-1N.
Acima: A torreta a frente do Venon, bem visível nesta foto é BRITE Star da FLIR. Este sistema permite ao piloto enxergar em qualquer condição de luminosidade com total segurança para o voo noturno.
ARMAMENTO
O Huey Y pode ser armado com dois lançadores de foguetes Hydra 70 de 70 mm ou casulos contendo canhões de 20 ou 30 mm.  O UH-1Y pode ser armado com metralhadoras em suas portas laterais essas metralhadoras podem ser modelo M-240 (FN-MAG) em calibre 7,62X51 mm, GAU-17A(M-134 Minigun) com seis canos rotativos em calibre 7,62X51 mm ou uma metralhadora GAU-16A (Browning M-2) calibre 12,7mm (.50).

Acima: A metralhadora GAU-17A (M-134 Minigun) é uma das mais populares armas de apoio de fogo do Venon. Sua cadência pode ser de 3000 ou 6000 tiros por minuto, regulável por um botão faz chover projéteis calibre 7,62X51 mm sobre o alvo.


FICHA TÉCNICA
Propulsão: 2 motores  General Electric T700-GE-401C com 1.660 HP de potencia cada .
Velocidade máxima: 304 Km/h.
Velocidade de cruzeiro: 293 Km/h.
Alcance: 241 km.
Razão de subida vertical: 12,8 m/seg.
Teto de serviço: 6100 m
Carga: 10 soldados equipados; Cargas externas de até 3,021 kg.
Armamento: Lançadores de foguetes Hydra 70 de 70 mm, metralhadoras modelo M-240 (FN-MAG) em calibre 7,62X51 mm, GAU-17A(M-134 Minigun) com seis canos rotativos em calibre 7,62X51 mm ou GAU-16A (Browning M-2) calibre 12,7mm (.50).

ABAIXO PODEMOS VER UM VÍDEO COM UMA DEMONSTRAÇÃO DO UH-1Y VENON.


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27 comentários:

Victor disse...

A FAB pretende dar um destino aos seus sapões?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Victor. Nossos sapões serão substituidos por novos EC-725 e Blackhawks.
Abraços

lancer disse...

Uma máquina do jeito que eu gosto: tática, popular,multi tarefa,icônica e atemporal.Sem duvida um dos 4 helicópteros mais importantes de toda a história,ao lado de lendas como Mi-8,Westland Sea King e cia ltda.Bom texto

Rafael disse...

Carlos o helicóptero blindado que o BOPE usa é esse modelo BELL UH-1Y VENON ou é uma versão anterior, na sua opinião qual desses três (BELL UH-1Y VENON, EC-725 ou Blackhawks) é melhor para equipar uma força militar como a nossa, muito boa a matéria.

Guscho LowFlight disse...

"O modelo UH-1N, com duas turbinas Lycoming T53-L-11 foi desenvolvida com apoio do governo canadense, sendo que posteriormente acabou chamando a atenção das forças armadas dos Estados Unidos que oi adquiriram depois."

Lycoming T53-L-11 era usada no UH-1B (Bell 204 na versão civil).
O UH-1N usa a Pratt&Whitney PT6T.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Rafael.
O UH-1 e o Blackhawk, são da mesma categoria e eu prefiro o Blackhawk. Já o EC-725 é de uma categoria maior e mais capaz que os dois modelos.
Abraços

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Guscho. Obrigado pela correção. Já corrigi no texto.
Abraços

Rodrigo_Klug disse...

Carlos, os sapões brasileiros ainda tem vida útil de célula?
Pois se tiverem poderao ainda serem vendidos para conversão em Huey II?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Rodrigo. Isto não sei responder com precisão. Acho que não estão em bom m estado e por isso exigiria uma grande reengenharia para dar mais tempo de vida util aos exemplares brasileiros.
Abraços

Rodrigo_Klug disse...

carlos, sei que nao é o blog certo mas nessa matéria do defesanet, o uqe significa a "segunda armada da marinha"?

http://www.defesanet.com.br/naval/noticia/4488/A-Segunda-Armada-da-Marinha

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Rodrigo. essa armada seria uma segunda frota da marinha. Hoje temos apenas uma centrada no porta aviões São paulo e suas escoltas. Um desvaneio louco da presidenta Dilma, que mal libera dinheiro para nossa unica frota e agora ta falando em montar uma segunda.
Abraços

Guardião ATM disse...

Saudações, Carlos!!!
Rererere, vejamos o lado bom. Se não libera dinheiro pra uma, quem sabe se com duas ela não libere. Outro aspecto positivo, ja fala em fazer.
Grande Abraço, companheiro.

ultra nacionalista disse...

Olá! Fiquei desatualizado por alguns dias mas enfim internet! Ei carlos como estar o nosso eterno fx dizem que osu 35 super flanker voltou (ano passado ) por te sido cancelado a concorrência??

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Ola Ultra Nacionalista.
Essa conversa do Su-35 é papo furado de quem não entende bulufas de nada. A licitação não acabou, mas foi suspensa de forma que ainda no primeiro semestre deve ter um ganhador anunciado segunda as palavras do atual ministro da defesa Celso Amorin, que afirmou isso a uma semana atras.
Abraços

ultra nacionalista disse...

Carlos você é engraçado!eu tive dúvida de que o su 35 tivesse voltado talvez por esperança, tudo que acontece no brasil é mal explicado não se sabe até hoje porque o mesmo foi. Desclassificado.existe ainda um esperança minha sobre os lift da fab que terá uma compra de 24 à 36 trenadores que até agora não sei qual é o melhor carlos qual desses treinadores faria parte da sua força aérea :t 50,mmako,yak 130,m 346

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Ultra nacionalista. Os russos plantaram uma noticia falsa de que estariam voltando ao FX. Os russos costumam fazer esse tipo de bobagem em alguns mercados. O melhor treinador para o Brasil, em minha opinião, seria o Hawk britânico pois é ágil pacas e ainda pé barato. mas dos que você mencionou, o Mako, seria muito bom, porém, ele foi abandonado. o projeto não vai vingar.
Abraços

poder bélico aéreo brasileiro disse...

Olá, Carlos!

Carlos gostei muito da matéria sobre UH-1 Venon, mas vou mudar um pouco o tema... Queria escrever sobre a matéria “Defesa Contra Quem?”, você escreveu que não bastaria mais do que dois Super Porta-Aviões Norte Americanos, para “incinerar toda nossa Força de Combate”, concordo, os F/a-18 Super Hornet são superiores as aeronaves da nossa frota atual de combate aéreo (em capacidade e número de aeronaves), como você mesmo disse “eles tem recursos para isso”. Nos comentários dos leitores você comentou, em uma Guerra de Guerrilha, talvez venceríamos: “mas, o estrago que deixariam por conta dos bombardeiros com sua aviação e seus mísseis de cruzeiros lançados de navios e submarinos deixariam o Brasil no estágio da idade média”, uma Guerra de Guerrilhas é um pesadelo para qualquer nação que tenha que enfrentar, por que as leis de crimes de guerra não se aplicam. O governo brasileiro certamente se subjugaria a nação invasora (no caso os Estados Unidos), mas os nossos militares, não, lembre-se “MILITARES DEFENDEM A PÁTRIA E NÃO O GOVERNO!”.

poder bélico aéreo brasileiro disse...

É comum usar os Estados Unidos como hipotético adversário militar, por eles terem a maior força militar do planeta e por acreditar-se que quem tem capacidade de opor-se a eles podem se opuser a qualquer outro país.
Nos comentários, desculpe-me, mas tenho que fazer algumas criticas: “eles compram mais que 90% do que produzimos”; ”veja quem são nossos maiores parceiros comerciais”- atualmente a China é o maior parceiro comercial do Brasil, os Estados Unidos compram cerca de 34% do que produzimos, mas concordo é melhor tê-los como parceiros econômicos e até militar. Concordo com os comentários de “Bobsap”.
Concordo com você, na sua opinião: “Sobre utilizar a hipotética invasão norte-americana como argumento para reequipar nossas forças amadas”.

poder bélico aéreo brasileiro disse...

FALANDO EM DEFESA:
Carlos sempre fui a favor de utilizarmos equipamentos 100% brasileiros para nossa defesa, tecnologia nacional para concepção de nossas armas, somos bons em criar equipamentos militares (EMB-314 Super Tucano, Osório, Urutu, Astros e etc.), sou acusado de ser “antiamericano” por isso, não me considero “antiamericano” sou nacionalista, quando vamos realizar uma compra internacional defendo o melhor, não importa a nacionalidade (quando não prefiro equipamentos norte-americanos, são por culpa deles, não pela a qualidade, mas pela política de restrições deles).

poder bélico aéreo brasileiro disse...

Carlos sou um dos maiores críticos da padronização de equipamentos militares (não os equipamentos individuais), sei que facilita a logística e minimizam os custos, mas, na minha linha de pensamento, vou utilizar de argumento a própria natureza: a reprodução assexuada, quando por exemplo, na agricultura, uma praga que se reproduz dessa forma (assexuada) basta você encontrar um pesticida que elimine uma que você terá o mesmo para eliminar as outras, nessa linha que pode soar como absurda; então se você utilizar de uma tática e/ou um armamento especifico para derrubar uma aeronave, por exemplo, as outras estarão com o mesmo risco. Defendo a compra de 36 caças Rafales ou F/a-18 (meu sonho seria o Silent Hornet) por serem mais modernos e sua tecnologia poderia ser utilizada na futura aeronave de combate de caça brasileira e 120 Gripens no cenário atual brasileiro é uma aeronave adequada as condições do Brasil, Carlos não defendo apenas a compra, mas que as aeronaves tivessem radar (de alcance variados), sistema de navegação e comuniação nacionais. Defendo aeronaves radares baseados no EMB-145 (R-99), no E-190/5 e no futuro KC-390 com sistemas e radares brasileiros e, nos demais equipamentos. Carlos gostaria que você entende-se que defendo o que a Índia fez: utilizar aviônicos de produção local e importar apenas a plataforma (EMB-145), o que Israel faz com seus caças que colocam aviônicos e adaptam seus próprios armamentos.

poder bélico aéreo brasileiro disse...

NOTA: 1)Carlos tenho uma grande admiração por seu Blog o respeito que você mantém a seus leitores, juntamente com a quantidade e qualidadedas informações; 2) O Brasil tornando a razão custo-benefício inviável com sistemas modernos de combate fariam qualquer país agressor “pensar duas vezes”, antes de tomar alguma atitude hostil contra nosso território; 3) No relatório da ABIN, os agentes brasileiros se espantaram com a quantidade de americanos hospedados na proximidades antes da explosão do VLS; 4) Na Guerra do Vietnã os Estados Unidos mataram muito mais vietnamitas em números de mortos, mas tiveram um grande número de equipamentos destruídos/danificados, os Estados Unidos tiveram um número absurdo de soldados feridos e que ficaram inválidos no combate e o que na minha opnião decidiu a Guerra do Vietnã : o fator psicológico, um inimigo potencialmente fraco fez um grande estrago, muitos soldados norte-americanos ficam em estado de choque ao verem seus compatriotas mortos/feridos, muitos começaram a fumar, beber e até usarem intorpecentes, depois do conflito muitos ex-militares que lutaram no Vietnã começaram a cometer crimes e alguns chegaram ao nível de cometer suícidio, hoje eles criaram um novo cargo para militar: O Psicólogo.

Abraços!

Guardião ATM disse...

Saudações Carlos!!!
Carlos, com a produção dos heli frances aqui em MG, cogit-se a possibilidade de produzir outras versões do heli Colgar 725, salvo engano, a exemplo, produzir uma versão de heli de ataque? Creio que poderiamos, se não temos, fazer uma versão eclética de um heli de ataque.
Carlos, sinceramente, estou vendo a pssobilidade de criar um blogger e peço, por gentileza que me permita citar e divulgar o "nosso" campo de batalha e matérias, obviamente citando o endereço, o site, ou seja, o objetivo é fomentar, divulgar, multiplicar o interesse dos nossos compatriotas, brasileiros e brasileiras, despertando o interesse e consciencia de um assunto que diz respeito a nossa sobrevivencia como povo, como govenro e nação. Sou do Estado do RN e repasso a sugestão pra todos os seguidores do nosso site campo de batalha para que façam o mesmo. Me de sua opinião, por favor. Grande abraço, companheiro.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Guardião.
Eu, particularmente, acho que o EC-725 não daria um bom helicoptero de ataque. Para isto, eu sou mais a importação pura e simples. Um novo helicoptero de ataque nunca daria certo para o Brasil pois nossas forças armadas adquiririam apenas poucas unidades, talvez menos de 20, e tentar vender no mercado externo ia ser uma loucura com tantos produtos já consagrados e com forte lobby das nações tradicionais fabricantes como o EUA e a Russia.
Sobre o Blog, eu acho ótimo. Você pode postar as matérias do Campo de Batalha desde que, como você já disse, mencione o link. me mande o endereço, caso faça isso.
Abraços

César Impiedoso disse...

Esse sapão até que serviu muito no Vietnã; alias ele participou da maior operação de retirada da historia militar ; quando socorreu milhares de soldados que estavam a beira da morte; esteve num raking feito pelo Discovery ficando na 2°colocação só ficando atrás do grande apache ah-64 boing; um grande sapão da história da aeronautica Mundial.

poder bélico aéreo brasileiro disse...

Olá, Carlos! Como dito anteriormente no outro comentário excelente matéria sobre UH-1!

Queria fazer uma sugestão, não é precisamente sobre um armamento ou aeronave, mas acredito que seja interessante, como você sabe hoje existem dois grupos principais nas discussões militares os "antiamericanos" e os "antissoviéticos/antirrussos", os americanos e soviéticos tinham grande capacidade e criatividade para se contrapor, alguns equipamentos peculiares e outros similares, os: Tu-160xB-1B; Tu-95xB52; F-15xSu-27; Equipamentos que moldaram a Guerra Fria!

Então gostária que você escrevesse uma análise sobre os dois protagonistas da Guerra Fria!
Abraços!!!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Poder Belico. Obrigado. Sua sugestão é complexa, mas interessante. Vou estudar este assunto para ver se consigo criar uma matéria a este respeito.
Abraços

poder bélico aéreo brasileiro disse...

Olá, Carlos!

Obrigado, também acredito que seja complexo este tema, mas deixariam claro para os dois principais grupos de discussões militares que a balança não penderia para um dos lados, os sistemas similares e os peculiares, sempre tinham uma resposta interessante a altura!

Abraços!