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06 Fevereiro 2012

LOCKHEED MARTIN F-16E/F BLOCK 60. Os Falcões do deserto.

INTRODUÇÃO  Por Anderson Barros.
O F-16 é um dos melhores caças a jato dos últimos tempos. Mesmo tendo pouco mais de 25 anos após seu primeiro vôo, as novas versões do F-16 vão deixá-lo ainda na ativa e em condições de combate nas próximas décadas. São dos primeiros anos da década de 70 as origens do programa que resultou no F-16. Chamado de LWF, esse programa era destinado somente à demonstração e viabilidade de se construir uma aeronave leve com baixo custo e boa capacidade de combate. Cinco empresas responderam a RFP (Request for Proposals - Solicitação de Propostas) e duas foram selecionadas pela USAF em abril de 1972, a Northrop com o P-600 (depois designado YF-17 pela USAF) e a General Dynamics (depois Lockheed) com o Model 401 (designado YF-16). Durante os ensaios com os protótipos, o YF-16 era superior ao YF-17, nitidamente em aceleração, autonomia e raio de combate, tendo apresentado também peso vazio menor. Baseado nesses resultados e no resultado de outros itens, a USAF declarou em janeiro de 1975 o avião da General Dynamics vencedor, logo em seguida foi seguido a assinatura do contrato para a construção de aeronaves para desenvolvimento. Logo depois, a USAF anunciou a aquisição do F-16A (monoposto) e F-16B (biposto), para dar apoio aos F-15 Eagle.
Os mais avançados F-16 do mundo não são americanos.  Essa distinção pertence aos Emirados Árabes Unidos, cujo F-16E Block 60 Desert Falcon  estão  meia-geração à frente do F-16 C / D Block 50/52 +  que formam a espinha dorsal da Força Aérea dos EUA (USAF), e de muitas outras forças aéreas em todo o mundo. Os F-16E Block 60 são descrito como uma alternativa de baixo custo para o F-35 Joint Strike.
Acima: O protótipo do pequeno e leve YF-16 não dava ideia do que poderia acontecer (e efetivamente aconteceu) com as capacidades deste avião. Hoje o F-16E não pode ser mais considerado um caça leve, devido a seu enorme ganho de capacidade de combate.
ORIGENS
Após o fim da “Operação Tempestade no Deserto”   os Emirados Árabes Unidos iniciou estudos para a modernização de suas forças armadas (conhecido como programa de expansão militar). A Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos (Emirados Árabes Unidos Air Force UAEAF) iniciou seus planos para a compra de novos vetores de combate. A Força aérea lançou um novo requerimento técnico para o fornecimento de um novo caça multifuncional capacitado a realizar missões de longo alcance em qualquer tempo. Os concorrentes na disputa Árabe foram os Americanos Lockheed Martin F-16C Block 50/52, McDonnell Douglas (agora Boeing) F/A-18 E/F (o F-15E chegou a ser cogitado, mas pressões feitas por Israel e Arábia sauditas fizeram com que os EUA vetassem sua venda sendo eliminado em seguida da concorrência do EAU), a Suécia ofereceu o SAAB JAS-39C, a França ofereceu o seu Dassault Rafale o Eurofighter Typhoon  foi oferecido pelo consórcio europeu (Alemanha, Itália, Espanha e Inglaterra) a Rússia ofereceu o seu Sukhoi Su-37 Super Flanker. Em 1996, a Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos declarou que os finalistas de sua concorrência eram o Francês Dassault Rafale e o Americano Lockheed Martin F-16C Block 50/52. Em 1998 o Governo dos Emirados Árabes Unidos anunciou que havia selecionado o Lockheed Martin F-16C Block 50/52.

Acima: O F-16A da força aérea venezuelana é um dos mais antigos exemplares ainda em operação dos primeiros F-16. Sua instrumentação era limitada a uso diurno e em céu aberto.

Acima: O protótipo do caça F-16ES dos Estados Unidos forneceu muitas soluções para o projeto do F-16E Desert Falcon.


DESERT FALCON
A proposta da Lockheed Martin oferecia uma versão avançada do F-16 Block 50/52 inicialmente essa versão foi designada como “F-16U” os Emirados Árabes Unidos financiaram grande parte das tecnologias militares sensíveis da nova versão tornado os co-proprietários  dessas tecnologias. A nova aeronave recebeu novos sensores, sistemas mais potentes, maior capacidade de carga e combustível, uma motorização mais potente, um inovador sistema de transferência de dados por fibra óptica e uma estrutura com uma maior utilização de materiais compostos. Os Desert Falcon receberam tanques conformais (CFT) nas laterais do dorso da aeronave, que elevam o seu alcance entre 25/30%, dando a ele a possibilidade de chegar a mais de 1000 km sem os tanques externos transportados nas asas.Esses tanques foram inicialmente desenvolvidos para o F-16ES (Enhanced Strategic) juntamente com o sistema FLIR instalado no nariz da aeronave. O F-16 E/F Block 60 foi construído em grande aparte com materiais compostos que auxiliam na redução do RCS e do peso da aeronave, alem da incorporação de novos materiais RAM. Com estas medidas os F-16 de ultima geração apresentam um RCS frontal de 1m². Devido a essas modificações a Lockheed Martin designou o novo avião como F-16E/F Block 60/62 Desert Falcon.

Acima: O modelo biposto do Desert Falcon é o F-16F, que preserva todas as capacidades de combate de seu irmão monoposto. Na verdade, modelos biposto tem sido preferidos por muitas forças aéreas para serem operados em bombardeiro, devido a melhor eficiência de um operador de armas, liberando o piloto para as outras atividades do voo.


SENSORES
Uma das mais notáveis e importantes melhorias feitas no Desert Falcon foi a introdução do radar AN/APG-80 Agile Beam desenvolvido pela Northrop Grumman do tipo AESA (Active Electronically Scanned Array) ou varredura eletrônica ativa. O AN/APG-80 Agile Beam possui um alcance de 160km contra um alvo do tamanho de um caça, assim como o radar APG-77 do F-22 Raptor, o AN/APG-80 Agile Beam , executa, simultaneamente, a busca ar ar e ar terra.  Outra vantagem do Agile Beam e que seu sistema trabalha com uma baixa potência, o que permitiu diminuir a as chances de que o sistema de alerta de radar do inimigo perceba a presença do F-16E. Além do radar, o Desert Falcon é equipado com um poderoso sensor eletro-óptico AN/ASQ-28 IFTS composto por um FLIR (sistema de visão infravermelha) e um designador lazer desenvolvidos pela Northrop Grumman que fica posicionado acima do cone do radar no lado esquerdo.

Acima: Deste angulo, o sensor eletro-óptico AN/ASQ-28 IFTS, fica em evidência. O F-16E é o unico exemplar de produção do Falcon a ter este dispositivo, tão usado na maioria dos novos projetos de caças.
A suíte de guerra eletrônica do F-16 E/F Block 60 é composta pelo sistema de contramedidas integradas Falcon Edge IEWS (Integrated Electronic Warfare Suite) desenvolvido pela Northrop Grumman que é baseado no sistema ALQ-165. Este sistema é montado dentro do próprio avião, ao invés de ser transportado externamente, como nas versões anteriores do F-16. Este sistema emprega diversos recursos que alertam sobre emissões de radares inimigos (RWR) e sobre a atividade de guerra eletrônica como interferência (jammer) feita por forças opositoras e executa interferência contra estas forças também. O Falcon Edge é um sistema de contramedidas integradas que é composto por vários sub-sistemas como o sistema de alerta de radar RWR (Radar Warning receiver), alerta de lançamento de míssil MLWS (missile launch and warning systen), dispensador de contramedidas descartáveis (chaff e flare) e um sistema de chamariz rebocado por fibra óptica, o AN/ALE-55, que foi desenvolvido pela BAE Systems. Este sistema é uma evolução do AN/ALE-50, sistema com comprovada eficácia utilizada nos caças F-16 C/D Block 40 e 50. Esse sistema consiste em um chamariz rebocado por um cabo de fibra óptica, que após lançado fica a uma distancia de cerca de 100 metros da aeronave, o chamariz recebe os dados do radar inimigo os copia envia para a central de processamento do IDECM, que envia o eco gerado pelo sistema para o chamariz que amplifica o sinal e o reemite para confundir os radares inimigos.  Este sistema de interferência eletrônica de alta potencia sobrecarrega o retorno do eco radar para os sistemas de radares inimigos, impossibilitando a eles, identificarem a posição do Desert Falcon.

Acima: O maior diferencial do Desert Falcon está no seu novo radar AESA APG-80 Agile Beam, que tem tecnologia do radar APG-81 desenvolvido para o moderno F-35 Lightining II. Este é o radar de maior alcance e capacidade dentre todos as versões do F-16.


PROPULSÃO
O F-16 E/F Block 60 é propulsado por um motor General Electric F110-GE-132, que rende 19000 lbf (8618,4 Kgf) a seco e 32500 lbf (14742 Kgf) com pós-combustor. Trata-se de um motor confiável derivado do F110-GE-129 e incorporam algumas tecnologias avançadas dos motores F-414 e F-120, o que aumentou sua potencia e reduziu seu consumo frente ao F110-GE-129. Seu sistema de controle FADEC administra todos os parâmetros de desempenho do funcionamento do motor tornando seu uso mais confiável e aumentando a sua vida útil. 

Acima: O motor General Electric F-110 GE132 é o mais potente motor disponivel para a família F-16. Este motor compensa o aumento de peso do modelo Desert Falcon em relação a seus antecessor.


ARMAMENTO
Na arena ar ar, o F-16 E/F Block 60 é armado com mísseis de curto alcance AIM-9M Sidewinder guiado por calor podendo alcançar um alvo a 15 km de distancia. Futuramente os AIM-9M serão substituídos pelos mais avançados AIM-9X Sidewinder que possui quase o dobro de alcance de seu antecessor podendo chegar a 28 km. O Desert Falcon também e compatível com os novos mísseis, MBDA AIM-132 Asraam, com capacidade de encontrar um alvo a 90º fora do ponto de visada sendo capaz de manobrar a 50 Gs. O alcance chega a 15 km, mísseis de médio alcance Raytheon AIM-120C-7 Amraam guiados por radar ativo e com alcance de 105 km. Futuramente o Desert Falcon receberá a nova versão AIM-120D que terá 50% mais alcance, maior resistência a contramedidas eletrônicas.

Acima: O F-16F acima está armado com dois mísseis AIM-120B Amraam, um míssil ar ar de médio alcance capaz de destruir uma aeronave inimiga a 70 km, dependendo da altura e velocidade do lançamento.
O F-16 E/F Block 60 é uma aeronave Multifunção e por isso transporta armas ar terra. Seu arsenal é composto por um, igualmente variado leque de armas, que vão das bombas guiadas a laser da família Paveway (GBU-10, 12, 16), bombas guiadas por GPS da família JDAM (GBU-31, 32, 38), mísseis ar-superfície AGM-84E Standoff Land Attack Missile (SLAM),  mísseis AGM-65 Maverick e a bomba de planeio AGM-154 JSOW, também guiada por GPS Esses armamentos permitem uma capacidade “Stand Off” onde o avião consegue atingir seus alvos, fora do alcance das defesas antiaéreas inimigas. Os Emirados Árabes Unidos compraram o míssil de cruzeiro  stealth Black Shaheen (derivado do míssil de cruzeiro MBDA Storm Shadow  ) inicialmente para armar os Mirage 2000-9 porem dadas as excelentes capacidades do F-16E os Emirados Árabes solicitaram a Lockheed Martin a integração do Black Shaheen ao F-16E Desert Falcon. Para a surpresa Emirados Árabes o EUA recusou a solicitação feita pelos EAU para a integração de tal arma alegando que o Black Shaheen tem um alcance acima dos 300 km (limite imposto pelo Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis - MTCR para a exportação de mísseis) proibindo a Lockheed Martin de mudar o barramento de dados que permitira o F-16E operar o Black Shaheen.
Outra moderna arma usada pelo Desert Falcon é a família de bombas guiadas MBDA PGM-500/200 guiadas ópr IR, TV ou Laser, dependendo da versão. Seu alcance chega a 50 km se lançado acima de 10000 metros.
Acima: Este F-16F está armado com uma bomba de teste PGM-2000 Hakim, uma arma desenvolvida pela MBDA para ser usada em Mirages 2000 do Emirados Árabes Unidos, mas que hoje faz parte do arsenal do Desert Falcon. 

Acima: O novo painel do cockpit do Desert Falcon tem telas maiores que as encontradas nos F-16 da USAF (Força Aérea dos Estados Unidos).

FICHA TÉCNICA
Velocidade de cruzeiro: mach 0.90
Velocidade máxima: mach 2
Razão de subida: 15240m/min
Potência: 1.12
Taxa de giro: 24º/s
Razão de rolamento: 270º/s
Raio de ação/ alcance: 1000km/ 4200km (translado)
Alcance do radar: 160km
Empuxo: 1 motor General Electric F110-GE-132 com 14742kgf.
DIMENSÕES
Comprimento: 15,03m
Envergadura: 10,00
Altura: 5,09
Peso: 8494kg (vazio).
ARMAMENTO
Ar Ar: Míssil AIM120A/B/C/D Amraam, MICA, AIM9 Sidewinder, AIM7 Sparrow,  AIM-132 Asraam
Ar Terra: Míssil AGM-65 Maverick, AS30L, AGM-119 Penguin, Harpoon, AGM-88 HARM, AGM-45 Shrike, Durandal, Bombas GBU-24 Paveway 3, GBU-10 Paveway 2, PGM-2000/500, GBU-12 Paveway 2, GBU-31/32 JDAM, AGM-154 JSOW, Míssil JASSM, AGM-142 Popeye, Black Shaheen
Interno: 1 canhão M61A1 Vulcan de 20mm.


Abaixo: Podemos ver algumas imagens da melhor versão do F-16 já construído, o F-16E/F Desert Falcon.









ABAIXO TEMOS UM VÍDEO COM CENAS DOS F-16E EM EXERCÍCIOS INTERNACIONAIS.


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27 comentários:

Anderson disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
vaz disse...

Como sempre uma excelente matéria!!
Parabens econtinue e nos fazer felizes com postagens tãointeligentes..

Porém uma dúvida..

Não seria interessante o Brazil comprar esse modelos ao inves dos Caros Rafales?? Tendo em vista que até os exigentes EAU o compraram??

Abraços

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Vaz! Obrigado pela congratulação. O F-16E foi oferecido para o FX-2, logo no início do programa. O modelo se chamava F-16EBR e esra um "block 60" . Porém, ele foi descartado. O modelo "E" não é muito barato, na verdade, ele é pouco mais barato que o Rafale.
Eu, particularmente gosto desse modelo, bem mais que o próprio F/A-18 E Super Hornet, uma aeronave que considero bem inferior ao F-16E.
Abraços

Rodrigo_Klug disse...

acho q um ponto forte do f-18 é ser bimotor

Anderson disse...

Mais uma ótima matéria do Anderson Barros!!! Parabéns!!!
Carlos, o APG-80 é mais capaz que o APG-77 ou o APG-79? Quando vc diz que o F-16E é mais capaz que o F-18E é devido aos sensores eletrônicos em geral???
Abraços

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Anderson.
O radar é equivalente. Disto nem dá para se dizer que um é melhor que outro. O F-16 supera o Super Hornet, em minha opinião, por ter qualidade de voo superior. Ele acelera mais rápido, tem velocidade máxima maior, manobra melhor, e mesmo sendo monomotor, tem relação empuxo peso, maior.
Abraços

Anderson disse...

Obrigado pelas explicações Carlos
Interessante saber isso do F-16 pois não esperava nunca que ele superasse o bimotor F-18 em desempenho de voo.
Ainda sobres os radares, sei que a França está partindo para a segunda geração dos AESA. E quanto aos EUA, já há algum radar operacional dessa geração??? Imagino que pelo menos os APG-82 sejam da nova geração.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Anderson.
Na verdade o radar AESA frances será a primeira geração. O radar que eles usam no rafale é PESA e não AESA. O AESA é um pouco superior.
Os americanos são a linha de frente em desenvolvimento em radares AESA no mundo. Os russos estão em segundo lugar e colados nos americanos.
Abraços

Guardião ATM disse...

Saudações Carlos!!!
Li no Defesa Net que me envia as informações mais importante, que o Amorim chegou a fazer uma visita a India e ocorreu uma interação sociavel, digo, diplomática, e a India convidou ou liberou, não entendi bem, alguns pontos dos contratos pra ganharmos tempo no processo atrasado dos Caças Rafales. Procede? Grande abraço Carlos.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Guardião.
Na verdade o Celso Amorin pediu a India que repassasse dados sobre a escolha do Rafale, o que foi prontamente liberado pelos Indianos, mostrando uma enorme boa vontade deles conosco, pois estas informações são sigilosas. Uns amigos acreditam que o Celso Amorin pediu isto para poder armar uma explicação quando o Rafale for escolhido por aqui.... Eu já não sei o que dizer... Prefiro não colocar meu "rabo" na reta sobre este assunto.
Abraços

Guardião ATM disse...

Saudações Carlos!!!
Agradeço antecipadamente, a atenção dispensada. Concordo contigo. Nunca vi uma escolha no ambito das forças armadas, tão complexo, com informações dubias. Tenho uma leve impressão que, tal escolha, ainda não ocorreu por causa das pressões do governo, cujo jogo está colocado nos dois pratos da balança: Venezuela e sua aliada Russia de um lado e do outro o supertucano e caça F18. E o Brasil com o jeitinho brasileiro vai enrolando o americanos. A questão se torna complexa
pelo fato da America do Sul está adquirindo uma certa independência politico-militar. E de acordo com a Ideologia de Marschall, da america para os americanos, a coisa fica feia.

caio disse...

Viper ou Slient Hornet???

Um combate hipotético a pequena e outro a longa distância.

Para ataque qual seria melhor?

caio disse...

Viper ou Slient Hornet?
Quais vantagens e desvantagens de cada?
Em um combate a longa e outro a curta distancia quem teria mais chances?
Para ataque qual seria mais recomendável?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá caio.
Na capacidade ar ar, O radar dos dois aviões tem capacidade similar, porém o F-16 é mais ágil em combate corpo a corpo, devido a sua capacidade de curva maior e por seu motor mais potente, permitindo acelerações mais rápidas. Em ataques a alvos terrestres, o F-16 é levemente superior por que tem CFTs que liberam dois cabides nas asas.
Na minha opinião, sinceramente, o F-16E é superior ao F/A-18 Super Hornet. Há pessoas que não concordam comigo, pois acham que é uma grande vantagem o Super Hornet ter dois motores. Eu entendo este argumento, mas não acho que esta vantagem seja maior que as outra vantagens do F-16E, que são maior relação empuxo peso, e maior manobrabilidade.
Abraços

Coronel Gloria disse...

COMO SEMPRE.. ESTA PAGINA CAMPO DE BATALHA AÉREA U AS OUTRAS.. SAO EXPECTACULAR.. A GENTE FICA TOTALMENTE ATUALIZADA SOBRE ESTOS TEMAS TAO TAO IMPORTANTES... OBRIGADO POR ESTAR........ CARLOS JUNIOR..

Guardião ATM disse...

Saudações, Carlos!!!
Interessante, não pensei que tivesse uma desenvoltura superior ao F18 em manobras, apesar de um motor. Se fosse liberado a sua tecnologia, estariamos bem servidos? E ainda reclamam o GRIPEN. A minha pergunta, Carlos, no campo da manobrabilidade e combate a curta distancia, se ele é superior ao Gripen? Será que vai dar Rafale? a situação caminha nesta direção. Abraço, Carlos.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Guardião.
O F-16, mesmo sendo mono motor, tem relação empuxo peso (potencia especifica) maior (bem maior, diga-se de passagem) que o Super Hornet, Bi motor. O Gripen tem capacidade de curva maior, afinal de contas ele é um delta canard e essa configuração aerodinâmica é uma espécie de "especialista" em curvas ripadas e fechadas.
O F-16, de qualquer versão, é um caça altamente ágil e manobrável, mas ele perde para todos os delta canards europeus nesse quesito, mesmo o Gripen, um caça que considero menos potente do que deveria ser.
Eu acho que vai dar rafale mesmo por aqui....
Abraços

Guardião ATM disse...

Saudações Carlos!!!
Grato pela dica. Concordo contigo, tudo inclina à França. Não sei até que ponto é seguro, entregarmos todo um processo logístico no qual esta envolvido todo o sistema de defesa de um País, como o reaparelhamento das Forças Armadas Brasileiras. Espero que a França corresponda a toda a atenção e confiança depositada a ela.

Guardião ATM disse...

Saudações Carlos!!!
Grato pela atenção. Concordo contigo quanto aos Caçs. Ja escuto as turbinas num sotaque francês.

Instrutor Gil disse...

Boa tarde Carlos, como sempre uma ótima Matéria.
Contando com as versões em desenvolvimento dos caças f-15SE, o F16V, F35, Gripen NG, Su-35 e ainda considerando o PAK FA russo e o J-20 Chines, na sua opinião quais são os 10 melhores caças de combate?

Abraço.

Instrutor Gil disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Gil.
O melhor caça, hoje, quando pensamos em combate aéreo, especificamente é o F-22.
Em segundo lugar, na minha opinião vem o Su-35BM junto com o rafale e Typhoon consecutivamente. O Sukhoi PAK FA (T-50) é um protótipo e ainda não quero colocar ele nesta lista. Porém, quero comentar, apenas, que se ele for o que os russos estão prometendo, ele será um "pé no saco" do F-22. De cara, considerando que ele é furtivo e tem radares laterais (nem o F-22 tem isso), ele terá capacidade de consciência situacional inédita em aviões de combate, o que o tornaria um matador feroz, contra caças de 4º geração.
Abraços

Carlindo Dias disse...

Carlos, neste seu ultimo comentario observei que deixou de falar no F35, porque? não acha ele um caça moderno, se não entre os mais modernos e capazes em combate no mundo? Acho que seria uma saida ao Brasil, pois o F35 na versão de decolagem vertical poderia ser usada no velho Porta Aviões São Paulo. Se adquirimos F18 ou RAFALE o São paulo não servirá a estes aviões. Acho que o brasil deveria nter entrado no consorcio do F35? o que acha?

abraços

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Carlindo.
Vou lhe falar alguns fatos absolutamente verdadeiros sobre o F-35.
1º- O F-35 não é um "super caça". Ele é um avião de ataque que tem uma boa capacidade de combate aéreo. Sua capacidade decorre, antes de tudo, de sua furtividade que permite ele lançlar um missil de longe e fugir.
2º - O F-35 é extremamente moderno, porém seus recursos de altissima tecnologia são dedicados a missões de ataque e a guerra eletrônica, principalmente. Na verdade, alguns sistemas do F-35, como os sensores, são mais avançados que do F-22.
3º - O desempenho de vôo do F-35 é inferior ao do F-16 e um pouco melhor que do F-18C. Isso, em termos de manobras. A velocidade máxima dele é de mach 1.6, por enquanto, o que pode ser considerado baixo para um caça que pode acabar substituindo interceptadores....
4º - para o que ele oferece... ele está caro...
Abraços.

Carlos "Cipher" Renato disse...

Sinceramente eu acho que um F-16 B/60 ou um F-16I seria uma aquisição muito melhor que qualquer um dos concorrentes do FX-2

Cerberus116 disse...

Olá Carlos
pelo que eu entendi, os F-16A da Venezuela não podem operar por falta de peças de manutenção, por causa da birra do Chavez com os ianques... não seria uma boa pra FAB, pra venezuela e pros americanos se o Brasil comprasse esses caças da venezuela, modernizasse e os colocassem novamente em operação?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Cara, até seria... mas precisaríamos de mais unidades pois apenas um esquadrão é pouco. Uma das grandes vantagens do F-16 é poder ser modernizado a perder de vista!!! rsrsrs