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12 janeiro 2013

SHENYANG J-11B FLANKER-B. O OCULTO DRAGÃO DOS CÉUS DA CHINA.

ORIGEM. Por Anderson Barros
A relação dos chineses com o Flanker da Sukhoi começou quando pilotos soviéticos demonstraram o Mikoyan-Gurevich MiG-29 Fulcrum e Sukhoi Su-27 Flanker em Pequim, em março de 1991. Após uma avaliação os chineses selecionaram o Su-27 Flanker SK  que era o modelo básico de exportação e foi encomendado em três lotes sucessivos totalizando 78 células. Na China, esta versão foi chamada de J-11 e suas entregas começaram em 1992 para Força Aérea do Exército de Libertação Popular (People's Liberation Army Air Force - PLAAF). Uma significativa porção destes aviões era composta de biplaces Su-27UBK fabricados pela IAPO embora os Su-27SK monoplaces tenham sido fabricados pela KnAAPO Posteriormente em 1995 a China e Rússia assinaram um acordo para a produção de 200 Su-27SK em solo chinês pela Shenyang Aircraft Corporation (SAC) no qual a variante chinesa recebeu a designação de J-11A.  No acordo de produção, os chineses exigiram modificações especiais para suas aeronaves, que incluía reforço no trem de pouso maior capacidade de combustível para permitir um raio de combate de 1.400 km. A Sukhoi entregou os aviões em forma de kits para a montagem das aeronaves pela SAC. Os componentes principais, da aeronave (motores, aviônicos e armas) seriam todos fornecidos pela Rússia sem transferência de tecnologia. A Rússia forneceu apenas transferência de tecnologia para as demais partes do Su-27SK como fuselagem, asas entre outros componentes não vitais que seriam fabricados pelos chineses. Durante a produção do J-11A a Força aérea chinesa, começou a fazer criticas a tal variante alegando que  a versão básica do Su-27SK/J-11 possuía capacidades de combate limitada e possuía tecnologia “obsoleta” não atendendo os requisitos da Força Aérea Chinesa. Para sanar tais problemas a Rússia através da Sukhoi ofereceu a variante modernizada do seu Su-27SK. O Su-27SKM que possui capacidade multifuncional e seria construída nova de fabrica ao invés de células modernizadas.  Porem, os chineses cancelaram o acordo de fabricação após a construção de 95 exemplares dessa versão em favor de uma versão aperfeiçoada do J-11 desenvolvida na china.
Acima: Nesta foto podemos ver um J-11 "zero km" sem nem a pintura ter sido aplicada ainda.

SINO-FLANKER.
Na segunda metade do novo século o governo chinês reconheceu que estava desenvolvendo juntamente com a Shenyang Aircraft Corporation (SAC) uma variante local do J-11 que foi designada como Shenyang J-11B. Tal variante possuía um índice de nacionalização de 90% incluindo radar e aviônicos chineses mais avançados que os originais fornecidos pela Rússia. Apenas o motor Saturn AL-35FAL-31F continuava sendo fornecidos pelos russos. Em 2007 o governo chinês por fim reconheceu publicamente a existência do J-11B. A partir do final do mesmo ano, os primeiros J-11B de série começaram a ser entregue a Força Aérea Chinesa (PLA-AF).  A China também desenvolveu uma variante Biplace da aeronave designada J-11BS que possui assentos em tandem (um piloto atrás do outro). O modelo é o equivalente local do Su-30 e do F-15E, uma versão dedicada de ataque de longo alcance do J-11B, retendo plenamente as capacidades ar-ar. A letra S designa “Shuangzuo”, dois acentos, em chinês. O J-11B é uma versão não autorizada do J-11A (Su-27SK), e tem sido alvo de uma disputa entre Pequim e Moscou, que acusa a China de “piratear” o Su-27SK, reproduzindo copia pirata do avião russo sem autorização da Sukhoi. O curioso é que o acordo de produção local estipulou que a maioria dos componentes do avião (radar, motores, aviônicos, armas) seria fornecida pela companhia russa; porém, a Rússia vendeu o projeto da fuselagem para a China, bem como o direito aos chineses de fazer as modificações que bem entendessem em seus aviões. Dessa forma, e ao contrário do que muitos pensam, a Sukhoi acusa o J-11B de ser uma “cópia” não porque ele se parece com o Su-27SK, mas sim porque a maioria de seus aviônicos, peças e equipamentos são chineses, quando deveriam continuar a ser fornecido pelos russos, conforme o contrato. Temos de acrescentar também que o J-11B é uma versão multifuncional de 4.5 geração do Su-27SK. Isso demonstra o desejo chinês de se tornar menos dependente de tecnologia estrangeira, tanto por causa dos custos quanto para incentivar a tecnologia nacional em pesquisa e design. Ele proporciona à indústria chinesa uma plataforma a qual integra sistemas e armas nacionais.  O J-11B é um símbolo do esforço da China em remodelar suas capacidades para o século XXI, promovendo uma verdadeira revolução em seus setores de defesa / militar e aeroespacial. Os militares chineses estão priorizando a qualidade de seus meios em detrimento da quantidade, como um meio de garantir domínio militar decisivo e a habilidade de projetar poder regionalmente. Hoje, o domínio chinês da tecnologia de seus Flankers é tão grande, que recentemente os chineses desenvolveram uma versão embarcada do J-11B (Os chineses adquiriram um dos protótipos do Su-33 que foi herdado pela Ucrânia após o fim da URSS e o utilizaram para adaptar o J-11B para operações navais), denominada agora de J-15 “Flying Shark” (Tubarão Voador) Construindo o J-11B, os chineses ganham a capacidade de produzir um avançado caça multifuncional de 4.5 geração.
Acima: A China tem priorizado a qualidade em detrimento da quantidade. Uma mudança importante na estratégia de modernização de suas forças armadas. O J-11 é uma aeronave poderosa e pode impor superioridade aérea contra qualquer oponente regional na Asia atualmente.

UM MOTOR PROBLEMÁTICO.
O calcanhar de Aquiles do programa J-11B, sem a menor duvida, foi seu motor WS10 (Woshan 10) “Taihang”. O motor começou a ser projetado em 1987, e atravessou 20 anos de longo e árduo desenvolvimento. Devido a esse fatore os motores WS-10 possuíam varias deficiências em seu projeto como a falta de um sistema FADEC o que acarretou constantes atrasos em seu desenvolvimento. A Força aérea Chinesa instalou os motores WS-10A nos protótipos do J-11B para avaliação, mas os resultados não foram satisfatório o que Forçou a Força aérea chinesa a utilizar os motores AL-31FN para equipar seus primeiros J-11B. Enquanto isso, o desenvolvimento do WS-10 continuava. A versão original, designada WS-10, teve desempenho considerada insatisfatória, e, portanto não foi usada. Uma versão melhorada, com acréscimo de empuxo ganhou forma no novo motor “WS-10A”. Em 2005, foi anunciado que o motor havia completado todos os testes de resistência e que estava certificado para produção. O novo WS-10A é um impressionante feito tecnológico para os chineses Com 13.500kg de empuxo e uma relação potência-peso de 7.5:1, é o primeiro turbofan chinês com as lâminas da turbina feitas de cristais de níquel, que possibilitam maiores temperaturas na entrada de ar e maior empuxo. Ele também possui um FADEC (Full Authority Digital Engine Control) que administra todos os parâmetros de desempenho do funcionamento do motor tornando seu uso mais confiável e aumentando a sua vida útil. Há ainda uma nova versão do WS-10 em desenvolvimento, o WS-10B. Ele terá empuxo maior que o WS-10A e será menor que este (O que  indica que devera ser instalado em aviões menores como o J-10). Futuramente os J-11B devem receber os motores WS-10X, que esta em fase de desenvolvimento pela Shenyang, e que deverá prover uma potência máxima de 17000 kgf com pós-combustor e contará com vetoração de empuxo tridimensional como no Su-35 Super Flanker, o que daria uma capacidade de manobra elevada em baixas velocidades. A família de motores WS-10 será amplamente usado nos novos aviões chineses, e talvez até mesmo substituir seus congêneres russos nos caças de linha de frente já em operação, com vistas às facilidades logísticas para a PLA-AF, ao padronizar sua frota com um único motor nacional.
Acima: A decisão em optar pelo Flanker deu a China uma oportunidade de acelerar sua capacidade industrial com o conhecimento russo transferido no contrato de aquisição assinado entre Pequim e Moscou.

REFINAMENTOS.
O J-11B faz um extenso uso de materiais RAM o que reduziu sua assinatura radar e de novos materiais compostos em sua estrutura o que permitiu reduzir o peso em mais de 700 kg e aumentando a vida útil das partes feitas com os mesmos. Isso resolve um velho problema do Su-27SK, que tinha várias partes com uma vida útil muito curta, ocasionando um alto índice de acidentes. A estrutura da aeronave foi reforçada, o que sugere um acréscimo no peso máximo de decolagem (MTOW). Foram feitas modificações na estrutura da fuselagem, bem como o redesenho nas bordas das tomadas de ar na fuselagem. As tomadas de ar do motor também receberam generosas aplicações de RAM, nos motores e exaustores foram aplicados RAM cerâmico. O canopy foi tratado com material metálico e anti reflexivo o radome recebeu cobertura seletiva, que altera a condutividade. O que reduziu muito o RCS da aeronave, dos 15m2 do Su-27SK e J-11 para algo entre 3-5m2 no J-11B.
Acima: Embora externamente seja um clone do Su-27,o J-11B tem muitas modificações que acarretaram em uma diminuição de seu peso e de seu RCS frente aos radares inimigos.

EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS DE MISSÃO.
O J-11B é equipado com um radar, Shedian-10 (ou Type 1474), com um alcance de busca de 150km contra caças, capaz de rastrear 6-8 alvos e engajar 4 deles simultaneamente; contra grandes navios em superfície, o alcance pode chegar aos 350km. O uso dele e dos mísseis guiados por radar ativo R-77E e PL-12 dá ao J-11B uma capacidade respeitável de engajamento “dispare e esqueça”, contra múltiplos alvos.
É interessante notar que o radar do J-11B tem antena de varredura mecânica, não é um PESA ou AESA (cujas antenas são de varredura eletrônica passiva e ativa, respectivamente). Embora muito melhor que a série russa N001V/VE, o radar chinês ainda tem desempenho e tecnologia comparáveis as dos caças ocidentais na década passada, como os radares também APG-70 do F-15E e o APG-68 do F-16C. Futuramente o J-11B devera operar com o radar AESA Type 1475, que esta sendo desenvolvido para o J-20. Esse radar também é conhecido como KLJ-5, e se trata de uma versão bem melhorada dos radares NRIET KLJ-7 do JF-17 e do Type 1473 do J-10. Os dados de alcance e desempenho deste radar são classificados, porém algumas fontes estimam que sejam similares ao do radar AN/APG-77, usado no caça norte americano F-22 Raptor. Por isso, pode-se prever alcance na ordem de 200 km contra um alvo do tamanho de um caça comum (5m2 de RCS).
Além do radar, o J-11B possui um sistema de busca e rastreio por infravermelho (IRST, Infra-Red Search and Track) copiado do OLS-31E russo e produzido localmente. O OLS-31E possui um campo de visão de -15º a + 60º graus em elevação e ± 60º em azimute, podendo detectar alvos (com pós-combustão ligada) em head-on (frente a frente) a até 40km de distância e 90km quando perseguindo (na traseira do adversário). A suíte de guerra eletrônica do J-11B é composta por um sistema de alerta de radar RWR (Radar Warning receiver) KJ8602A que foi desenvolvido para detectar sinais de radar, identificar e classificar estes sinais como uma ameaça específica; e alertar a tripulação através de avisos sonoros e visuais. O KJ8602A é composto por diversas antenas montadas externamente nos lemes, pontas das asas, na parte frontal e de baixo da aeronave. Além disso, o RWR pode automaticamente dispersar chaff / flare ou valer-se de outros sistemas ECM a bordo para contra-atacar as ameaças circundando a aeronave. O J-11 conta também com um sistema de alerta de lançamento de míssil MLWS (missile launch and warning systen) que serve para detectar mísseis inimigos que estejam se aproximando da aeronave, a fim de abatê-la.  O MLWS trabalha em conjunto com outros sistemas defensivos da aeronave, como o já citado RWR, o lançador de chaff/flare e quando disponíveis, pods de ECM. Ele se localiza nas laterais do cone de radar traseiro e em outros locais não identificados na frente do avião. Ele provê uma cobertura-alerta de 360º ao redor da aeronave.
Acima: O J-11B tem a maioria de seus sistemas e sensores produzidos na própria China para conseguir preencher os requisitos da força aérea chinesa.

ARMAMENTO.
Na arena ar ar, o J-11B é armado com mísseis de curto alcance PL-8 (cópia chinesa do míssil  Rafael Python-3 produzida sob licença). O PL-8 foi o primeiro míssil ar-ar chinês com capacidade de atacar um alvo de qualquer ângulo incluindo engajamentos frontais. Versões mais recentes do PL-8 podem ser utilizadas em conjunto com uma mira montada no capacete (HMS), melhorando seu desempenho. O PL-8 tem alcance de 15 km, e velocidade superior a Mach 2.5. A China desenvolveu a versão naval PL-8B e depois o PL-8H com sensor melhorado. O J-11B também pode operar com mísseis de curto alcance de origem russa R-73 Archer, com capacidade de atacar alvos fora da linha de visada do avião (off boresight) em 60º com seu buscador de calor IR. Seu alcance é de 20 km. Futuramente o J-11B contara com o PL-10 (ou PL-ASR) que representa uma nova geração de pequenos mísseis de curto alcance com capacidade de engajamento em alto ângulo off boresigt (90º), guiados que está sendo desenvolvido pela empresa Luoyang na China, em parceria com a Denel sul-africana. Quando operacional, ele será tão avançado quanto seus congêneres ocidentais, como o AIM-9X, ASRAAM e IRIS-T. Para combate a média distancia o J-11B utiliza mísseis de médio alcance PL-12, também conhecido como SD-10, cujo desenho e desempenho se assemelham muito ao modelo AIM-120 Amraam norte americano, porém com componentes de origem russos, notadamente usados no míssil R-77. O sistema de guiagem é por radar ativo com atualização por data link. O alcance do SD-10 está em torno de 70 km Futuramente o J-11B contara com o novíssimo míssil de longo alcance PL-21, com componentes do PL-12, mas com sistema de propulsão ramjet que lhe permitirá um aumento do alcance para os 100 km. Outro míssil BVR que pode ser usado pelo J-11B e o Vympel R-27, também conhecido como AA-10 Alamo que utiliza diversos sistemas de busca como radar semi-ativo (SARH), existe ainda versões guiadas por IR. Seu alcance varia de 70 a 130 km dependendo da versão. O J-11B é equipado com uma cópia do canhão Gsh-30, de fabricação russa. A quantidade de munições do canhão é 150 projéteis. Seu alcance efetivo contra alvos aéreos está entre 1.200-1.800m.
Acima: Nesta foto vemos o míssil SD-10, bastante parecido com o seu par norte americano AIM-120 Amraam. Este míssil de médio alcance é o principal míssil de fabricação chinês em uso no J-11 atualmente.
Para missões ar-superficie o J-11B pode utilizar inúmeros armamentos, como mísseis antinavio C-802 guiados por radar ativo e com alcance de 120 km. Este míssil usa uma ogiva de 165 kg de alto explosivo perfurante de blindagem detonada com retardo para permitir que a explosão se inicie dentro do navio, causando danos muito mais sérios.  Mísseis KR-1, que é a versão chinesa do míssil russo KH-31P Kripton. O KR-1 é guiado pelas ondas do radar inimigo para poder destruir suas antenas e assim inutilizar as baterias de mísseis antiaéreas inimigas. O KR-1 tem alcance de 110 km e sua ogiva de carga moldada tem 87 kg de alto explosivo.  Mísseis de cruzeiro lançado do ar (LACM) KD-88  desenvolvido a partir do C-802 Impulsionado por um pequeno motor turbojato, ele pode levar uma ogiva de alto explosivo (HE) de 165kg, à velocidade subsônica (Mach 0.9) em uma distância de 180~200km. O míssil é guiado inicialmente por um sistema de navegação inercial, com comandos por datalink para correções de meio curso e na fase terminal ele usa radar ativo. A introdução desta arma de ataque de precisão à distância dá à PLA uma grande flexibilidade para atacar módulos de comando, comunicações inimigos durante um conflito.  O J-11B também pode operar armas ar-superficie de origem russa, como o míssil ar-superfície Zvezda Kh-25 (AS-10 Karen) que possui um alcance máximo de 40 km na versão Kh-25MP. Ele pode ser utilizado em todas as suas versões, com cabeças de busca com guiamento por laser semi-ativo, TV, radar, dual-band IIR, GPS-GLONAS, antirradiação (radar passivo), ou ser orientado por rádio comando; mísseis Vympel Kh-29 que pode ser o KH-29T guiado a TV e o KH-29L, guiado a laser semi ativo, podendo ser utilizado contra abrigos de aeronaves reforçados, pistas de pouso e decolagem, infra-estruturas importantes como pontes, depósitos e edifícios industriais. Outro míssil que o J-11B está qualificado para lançar é o Kh-31P Kripton usado para atacar radares de defesa aérea. Este míssil tem um alcance de 110 km e seu sistema de guiagem segue as ondas de radar inimigas. O J-11B também e capaz de operar o  míssil de cruzeiro subsônico Ovod Kh-59 (AS-13 Kingbolt). Este míssil foi projetado para destruir alvos reforçados de grande valor a distâncias que variam de 115 a 285 km dependendo da versão usada. Ele pode ser equipado com uma ogiva penetrante do tipo “carga moldada” de 320 kg ou uma ogiva de fragmentação com 280 kg de submunições. O Kh-59 pode utilizar sistema de orientação inercial combinado com cabeças de busca de radar ativo, dual-band IIR e TV.
Acima: Neste desenho podemos ver os principais armamentos do J-11, tanto ar ar, como ar solo. A versão J-11B é um avião multifunção, diferentemente dos primeiros J-11 que eram especialisados em missões ar ar. 
No que se refere a mísseis antinavio, o J-11B pode ser armado o míssil Zvezda KH-35E Uran (SS-N-25 Switchblade) que possui uma ogiva de 145 kg de alto explosivo incendiário, sendo capaz de afundar com alguma tranqüilidade; um navio de 5.000 toneladas e de causar sérias avarias em navios maiores, além de desfrutar de um alcance máximo de 130 km. O Kh-35E utiliza a configuração de vôo “sea skimming” quando está no ataque (5 m de altitude apenas) o que dificulta sua detecção.  O Uran tem um radar ativo, como a maioria dos mísseis de seu tipo, para rastrear o alvo, porém este radar possui forte resistência a interferidores jammer. Esse míssil possui características similares a alguns mísseis ocidentais como o RGM-84 Harpoon, tanto que o KH-35 recebeu o apelido de “Harpoonski” devido a estas similaridades. Outro míssil que pode ser utilizado é o Zvezda Kh-31 (AS-17 Krypton) em sua versão antinavio Kh-31 AM, que possui um alcance máximo de 50 km com orientação por radar ativo e sistema inercial. Este míssil tem capacidade de por fora de ação um navio do porte de um destróier. O armamento ar superfície Também e composto por bombas guiadas por laser, TV e GPS como a LS-6, com 530 kg e com capacidade stand off. Dependendo da altitude de lançamento e a velocidade, esta bomba planadora pode atingir um alvo a 60 km de distancia. Outra bomba de precisão disponível é a LT-3, que guiada por GPS e INS, consegue um CEP de apenas 3 metros. A bomba FT-1 guiada por GPS e com capacidade de ataque contra alvos, exclusivamente, fixo, também está disponível.
O J-11B representa um dos marcos no crescimento da capacidade de combate da força aérea chinesa. A plataforma do super caça Flanker, originalmente produzido na União Soviética é ideal para um país com as dimensões da China, e que pode ser amplamente modificado para se adaptar as necessidades de qualquer país que valorize, de verdade sua defesa.
Acima: Pilotos chineses e paquistaneses posam para uma foto durante um treinamento conjunto entre as duas forças aéreas. Estes dois países mantém uma aliança muito estreita no campo militar.
Acima: Os caças da família Flanker são enormes. Observem  a diferença de tamanho entre o avião e os veículo reboque com seus operadores.

FICHA TÉCNICA
Velocidade de cruzeiro: 950km/h (WS-10ª),1350 km/h (WS-10X).
Velocidade máxima: 2250 (WS-10A) 2230 km/h (WS-10X).
Razão de subida: 14500 m/min.
Peso/Potência: 1,5
Taxa de giro: 30 º/s
Razão de rolamento: 240º/s (estimado)
Raio de ação/ alcance: 1500km/ 3500km
Radar: Type Shedian-10 (ou Type 1474), com um alcance de busca de 150km
Empuxo: 2 motores Shenyang WS-10A com 13.500 de empuxo máximo.
DIMENSÕES
Comprimento: 21.90 m
Envergadura: 14.70 m
Altura: 5.90 m
Peso: 16100 kg (vazio).
ARMAMENTO
Ar-ar: Mísseis BVR guiados por radar ativo R-77E, PL-12 e (futuramente?) PL-13, mísseis BVR guiados por radar semi-ativo R-27R/ER e PL-11, Mísseis BVR guiados por IR R-27T/ET, Mísseis WVR guiados por IR PL-8, R-73E e (futuramente) PL-10 (IIR).
Ar-terra: Mísseis anti-radar YJ-91 (Kh-31P), mísseis ar-superfície Kh-29T, bombas guiadas por laser semi-ativo LT-2, bombas guiadas por satélite/laser semi-ativo LT-3, bombas de planeio guiadas por satélite LS-6, FT-2 e FT-4, bombas guiadas por satélite FT-1 e FT-3, míssil de cruzeiro lançado do ar (LACM) KD-88 + armas não-guiadas, incluindo foguetes, bombas anti-pista, incendiárias, agrupadas e de propósito geral.
Interno: 1 Canhão GSH-301 de 30 mm.

ABAIXO PODEMOS VER UM VÍDEO COM CENAS DO J-11B.



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16 comentários:

Julio Lins disse...

Boa noite Carlos. Na sua opinião a China hoje teria condições de rechaçar um ataque britânico e americano no Pacífico? Num eventual conflito por Taiwan que digo. Abç

Fábio disse...

Com meios estratégicos e assimétricos sim teria Julio, como usar misseis anti-navio ou o novo missil deles, o df-21d. Os submarinos tb ja sao uma ameaça, na medida em que um deles conseguiu aproximar-se de um grupo marítimo americano.

jeimes disse...

meu amigo e difícil de crer que a china hoje tenha condições de fazer frente e um ataque americano. já que na grande maioria a tecnologia de guerra e de inteligencia americanos e superior (ainda). uma empreitada como esta não seria exatamente um passeio para os americanos. Provavelmente eles teriam perdas pesadas e possivelmente de ate alguns porta -aviões. no entanto no final das contas a soma dos meios americanos se faria superior no pacifico.

Leonardo disse...

O J-11 para o lugar do 2000C e o J-10B para o lugar de F-5BR e AMX seriam opções interessantes para a FAB, que já tá matando cachorro a grito ?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Eu, particularmente prefiro os modelos europeus, ou mesmo, russos, mais recentes que o J-11B.

Adriano Alves disse...

E agora com essa aquisição de Su-35 se concretizando veremos em breve uma versão do Su-35 made in china.
De fato as versões chinesas são melhores do que o original porque pegam a estrutura de um caça de década de 80 e aplicam eletrônicos novos, mas os chineses ainda tem uma grande dificuldade em lançar "coisas" próprias e originais.
Exemplo foi a recente compra da linha de produção dos Tu-22M Backfire.

BobSap disse...

Na minha opinião,Só os EUA e a Russia que tem condição de enfrentar a China hoje numa guerra aberta.
Inglaterra, França e demais outros países perderiam feio para a China.

Fábio disse...

Adriano, nao sei se esta confirmado essa do su-35, ainda nao se sabe se a Rússia vai mesmo vender para a China, eles ja desconfiam bastante dos chineses. E essa do tu-22 acho que é falsa, ja se comentava até sobre isso ha anos e nada houve, nem foi confirmado. Quando vi essa noticia começei a desconfiar logo.

BobSap disse...

Carlos,

Porque o míssil brasileiro não pode ter alcance maior que 300 km? Que tipo de acordo o país assinou para limitar a o poderio bélico brasileiro?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Bob.
O Brasil, idiotamente assinou um tratado chamado de MTCR (regime de controle de mísseis) onde os signatários não podem exportar, importar ou desenvolver mísseis com estas características.
Abraços

Spertnez disse...

Fábio,

quanto ao Su-35 realmente nada oficial acertado, mas o interesse é forte e já vem de algum tempo. O maior problema seria a quantidade de aviões vendidas. Os russos já sabem que esse avião vai ser copiado, por isso querem vender uma boa quantidade para pelo menos lucrarem em cima.
A China quer uma compra de 24 unidades e onde li a respeito os russos estão inclinados a aceitar.

Quanto a linha de produção do Tu-22 Backfire tem várias fontes que afirmam que o negócio esta fechado. Mas, tudo no meio militar é obscuro até o último minuto, ainda mais se falando de China e Russia.

Não sei se o Carlos permite colocar duas fontes que falam do assunto do Tu-22 Backfire.
http://www.aereo.jor.br/2012/12/29/china-compra-linha-de-producao-do-tu-22m/

http://www.cavok.com.br/blog/?p=60400

Se for contra as regras do Blog, por favor, pode apagar. Os links são só para acrescentar, o assunto é importante e bom de argumentar.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Spertnez. Pode postar links aqui tranquilamente, dede que sejam relacionados a o assunto militar e não sejam "anti armas" pois serão banidos.
Abraços

Unknown disse...

Parabéns excelente máteria. Obrigado mais uma vez por enriquecer nosso aprendizado !

Unknown disse...

Parabéns excelente máteria. Obrigado mais uma vez por enriquecer nosso aprendizado !

Sergio Ueda disse...

Salve novamente, Carlos.
Como já escrevi, excelente blog.
Dos sites e blogs da web, só comparáveis os Janes e GlobalSecurities da vida, que são pagos.
O foco sempre recai sobre EUA e Rússia, pois são, tradicionalmente, as duas maiores potências militares. Mas tenho grande temor em relação à China Popular, pois têm quase todos os requisitos que fizeram das anteriores o que são hoje e não está em crise financeira. Falte, talvez, mais tecnologia, mas isso é questão de tempo.


Cristian André Pavan disse...

É impressionante que a China se preocupe em fabricar quase toda as peças de seu caça.Avançaram consideravelmente.